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Bibliotecas de São Paulo e Parque Villa-Lobos oferecem atividades sobre a evolução dos games

Atividades gratuitas incluem narrativa e tecnologia dos videogames, conteúdo para aprimorar a produção de vídeos e a bate-papo sobre relação entre games e literatura. Entre os convidados estão o produtor musical Felipe Parra e o jornalista João Varella
Algumas bibliotecas da cidade de São Paulo e o famoso parque Villa Lobos serão o centro de atrações bem interessantes ligada são mundo dos games e da tecnologia no mês de julho. Acontece que as instituições, mantidas pela Secretaria da Cultura do Estado, oferecerão três atividades gratuitas envolvendo jogos, literatura, tecnologia e produção audiovisual. A intenção é oferecer cultura e diversão aos amantes da jogatina e entretenimento audiovisual.

O produtor Felipe Parra ministra o curso de produção audiovisual e ensina técnicas para aprimorar os vídeos, enquanto o jornalista João Varella fala da evolução dos videogames, história e tecnologia passando por modelos clássicos do Atari, além dos jogos Pong, Pacman, Sonic e outros até chegar no Candy Crush Saga.

Na Biblioteca de São Paulo ocorre o Curso de Produção Audiovisual para Web realizado às terças-feiras, entre 5 e 26 de julho. Das 14h30 às 17h30. Neste ambiente o produtor musical, compositor e roteirista Felipe Parra abordará aspectos conceituais, técnicos e criativos para melhorar as produções em vídeo. Ao final, os participantes deverão produzir conteúdo, utilizando a teoria apresentada. Indicado para maiores de 15 anos, para participar basta enviar email ou se dirigir ao balcão de atendimento da biblioteca até o dia 1 de julho.

No domingo, dia 10, a atividade Games e Literatura apresentará alguns dos maiores clássicos da literatura por meio do jogo, trabalhando a intersecção entre jogos digitais e livros. Serão apresentadas as obras 1984, de George Orwell e A Divina Comédia, de Dante Alighieri. Realizada das 10h às 17h, a atividade é indicada para maiores de 10 anos e será coordenada pelo Game Arte. Neste evento não é necessário inscrição.

Já na Biblioteca do Parque Villa-Lobos, o jornalista João Varella coordenará a oficina A Evolução Artística dos Videogames, aos sábados, entre os dias 9 de julho e 6 de agosto. Das 14h30 às 17h30, serão apresentados diversos aspectos que envolvem o tipo de narrativa dos jogos eletrônicos, tecnologia, economia e até que ponto tais fatores influenciam os games. Os encontros incluem clássicos do Atari como o Pong e Pacman, técnica japonesa de produção, por meio de jogos como Super Mario Bros e Sonic, passando pelo Playstation e realidade virtual como Guitar Hero e Candy Crush Saga. Para participar basta ter mais de 15 anos e enviar um email ou comparecer ao balcão de atendimento até o dia 7 de julho.

Serviços – Atividades Games nas bibliotecas de São Paulo

Biblioteca de São Paulo
Curso de produção audiovisual para web – com Felipe Parra
Data: Terças-feiras, 5, 12, 19 e 26 de julho
Horário: 14h30 às 17h30
Local: auditório
Inscrições: A partir de 15 anos, pelo e-mail agenda@bsp.org.br ou no balcão de atendimento da biblioteca até o dia 1 de julho.

Games e Literatura – com Game Arte
Data: domingo, 10 de julho
Horário: 10h às 17h
Local: auditório
Inscrições: A partir de 10 anos, vagas serão preenchidas por ordem de chegada – 30 minutos de antecedência.

Parque da Juventude
Endereço: Avenida Cruzeiro do Sul, 2.630 – Estação Carandiru do Metrô – Linha Azul
Telefone: (11) 2089-0800
Aberta de terça a domingo e feriados, das 9h30 às 18h30 horas.

Biblioteca Parque Villa-Lobos
Oficina: A evolução artística dos videogames – com João Varella
Data: Sábados nos dias 9, 16, 30 de julho e 6 de agosto
Horário: 14h30 às 17h30
Local: sala criatividade 3
Inscrições: A partir de 15 anos, pelo e-mail agenda@bvl.org.br ou no balcão de atendimento da biblioteca até o dia 7 de julho.

Endereço: Avenida Queiróz Filho, 1.205, Alto de Pinheiros.
Telefone: (11) 3024-2500.
De terça a domingo, das 9h30 às 18h30

Never Alone: jogo da E-Line Media retrata lendas do Alaska

A cultura e tradições das tribos antigas do Alaska raramente são exploradas em jogos eletrônicos. Um dos poucos games que faz isso é Never Alone, produzido graças a uma parceria entre a E-Line Media e o Cook Intlet Tribal Council.

O game é um puzzle plataforma  para até 2 jogadores e traz um catálogo de personagens e situações que permeiam o imaginário dos habitantes do Alaska. De acordo com a E-Line, o game é o primeiro título comercial que explora a cultura indígena dos EUA. Para tanto, a produtora ouviu cerca de 40 anciões, contadores de histórias e membros da comunidade de nativos do Estado mais frio dos EUA.

“Acreditamos que existe um interesse crescente do mercado por jogos de experiência única que explorem, celebrem e ampliem o conhecimento sobre a cultura global. Never Alone marca o início de uma iniciativa de longo prazo que tem como objetivo criar um novo gênero, chamado de ‘World Games’”, explica Alan Gershenfeld, presidente e cofundador da E-Line Media.

Na trama, os jogadores assumem o controle de uma garota Iñupiaq chamada Nuna e de uma raposa do ártico que devem trabalhar em equipe para vencer uma série de desafios. O game é dividido em oito capítulos que apresentam histórias do folclore local. Os jogadores passam por cenários típicos da zona fria do Alaska, como geleiras, tundras, cavernas submarinas congeladas, florestas boreais e vilas à beira de penhascos.

O game tem grande foco no multiplayer, deste modo, ele pode ser jogado por dois jogadores, cada um controlando um dos protagonistas. Entretanto, jogadores solitários podem apreciar o game no modo singleplayer. Toda a história é narrada no idioma Iñupiaq e esta é a primeira vez que um jogo eletrônico explora de forma tão dedicada a cultura indígena deste povo.

O time de criação de Never Alone engloba desenvolvedores que já trabalharam em franquias como Tomb Raider, Socom, Quakem entre outros. A intenção dos produtores é justamente que a linguagem do game ajude a formar um novo gênero dentro dos jogos eletrônicos chamados “world games”.

“A grande popularidade dos videogames já provou ser um meio incrivelmente poderoso não só para nos conectarmos com nossa própria comunidade e com a juventude, mas também para celebrar e dividir nossa cultura com o mundo”, afirma Gloria O’Neill, presidente e CEO do Cook Inlet Tribal Council. “Vemos Never Alone como um convite para embarcar numa jornada que combina envolvimento e diversão com a rica mitologia e cultura dos nativos do Alasca”, conclui Gloria.

Never Alone já está disponível para download digital através das plataformas Xbox One, Playstation 4 e PC. O preço varia entre R$ 29,00 e R$30,99.

Abaixo está o trailer do game Never Alone:

E aí, Game é Cultura?

game_é_cultura

Em meio a discussões rotineiras de considerar os games uma forma válida de cultura ou não, um grupo, liderado por alunos que cursam Jogos Digitais, no Facebook resolveu se mobilizar para discutir a questão recentemente remoída pela Ministra da Cultura Marta Suplicy.

Foi organizado um encontro para o próximo dia 06/04/2013 na Biblioteca Monteiro Lobato 485 na Vila Buarque, em São Paulo. O evento se chama “E aí, Game é Cultura?” e terá a concentração às 14hs na sala multiuso da biblioteca. O debate será aberto e todos poderão opinar. A ideia é trazer algumas opiniões que ajudem as pessoas, conhecedoras ou não de videogames, a entender se nossa mídia merece o status de arte.

Durante a discussão serão apresentados vídeos com opiniões de pessoas envolvidas com o universo dos games. Ou seja, uma ótima oportunidade de captar maiores informações sobre o tema. Entre os convidados do debate, estarão alunos, profissionais da indústria e professores.

Se você deseja participar, basta chegar à Biblioteca no local e horário combinado. Essa é a chance de agitar as coisas e fazer com que sejamos ouvidos!

Serviço:

Evento: “E aí, Game é Cultura?”
Data: dia 06/04/2013
Horário: 14:00hs
Local: Biblioteca Monteiro Lobato, Rua General Jardim, 485 Vila Buarque – 2º andar – sala multiuso.

Games devem ficar de fora do Vale Cultura? Qual sua opinião?

Vale Cultura

Todos sabem que os videogames são uma forma pura de cultura, pois transmitem mensagens e valores tão profundos quanto qualquer livro conceituado ou música celebrada. Entretanto nem todos conseguem ver os videogames com os mesmos olhos.

No dia 19 de fevereiro de 2013 a Ministra da Cultura Marta Suplicy realizou uma audiência na Assembléia Legislativa de São Paulo para falar sobre o Vale Cultura, um projeto dedicado a disseminar as diferentes formas de cultura entre a população. A ideia básica é que pessoas que dispõe de até dois salários mínimos possam contar com pequeno recurso mensal disponibilizado pelo governo para desfrutar de cultura. O projeto ainda está em estágio inicial e, portanto, carece de formatação.

Devido a isso, a equipe da Ministra abriu sua agenda para ouvir as pessoas a fim de coletar opiniões e sugestões para incluir no projeto. Um dos participantes foi o Francisco Tupy, pesquisador e designer de games, que estava representando os jogadores do Brasil que naturalmente gostariam de saber a opinião da Ministra sobre a inclusão de entretenimento digital no projeto. Ao ser questionada sobre a inclusão dos videogames no Vale Cultura a ministra mostrou-se, de fato, uma política, conforme transcrição da matéria do site Geek, escrita por Kao Tokio:

 Francisco Tupy – “O que o ecossistema que trabalha com jogos digitais, pesquisadores, desenvolvedores, professores etc. pode esperar do Vale Cultura?”

Marta Suplicy – “No caso dos jogos digitais, o assunto ainda não foi aprofundado o suficiente, mas eu acho que eu seria contra. Eu não acho que jogos digitais sejam cultura […] Mas a portaria é flexível. Na hora em que vocês conseguirem apresentar alguma coisa que seja considerada arte ou cultura, eu acho que pode ser revisto. No momento o que eu vejo é outro tipo de jogo.

Encaminhem para o ministério as sugestões que vocês estão fazendo. Eu tenho certeza que talvez vocês consigam fazer alguma coisa cultural. Mas, por enquanto, o que nós temos acesso, não credencia o jogo como cultura. O que tem hoje na praça, que a gente conhece (eu posso também não conhecer tanto!) não é cultura; é entretenimento, pode desenvolver raciocínio, pode deixar a criança quieta, pode trazer lazer para o adulto, mas cultura não é! Boa vontade não existe, então, vocês vão ter que apresentar alguma coisa muito boa”.

O interessante é que com tantas pesquisas sérias sobre os videogames e com uma equipe tão estudada, a ex-prefeita de São Paulo ainda vê os videogames com uma visão tão retrógrada. Aparentemente os organizadores acreditam que pelo fato dos games ser primordialmente dominada por obras não produzidos no Brasil, eles não agregam valor de cultura brasileira, ignorando o fato de que atualmente existem vários estúdios brasileiros criando games com temáticas e folclore brasileiro.

Apesar do negativismo em relação à inclusão dos games no Projeto Vale Cultura, ainda existem chances de que a situação se modifique durantes as próximas semanas. Mas as expectativas não são das melhores.

Mas diga, qual sua opinião sobre a declaração da Ministra sobre o Vale Cultura?

Folclore brasileiro é tema de projeto acadêmico de game

Projeto Folclore Brasileiro

É legal quando a cultura popular e a cultura de massa se fundem. No mundo dos jogos, o resultado pode ser o Xilo, uma homenagem ao folclore brasileiro e a cultura nordestina.

O projeto acadêmico (da Universidade Federal de Pernambuco e da Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas de Campina Grande) tem história e direção de arte do Professor Rodrigo Motta, com desenvolvimento de três de seus alunos: Diego Galiza, José Trigueiro e André Torres.

No enredo, o sertanejo Biliu precisa salvar sua família de uma grave doença, coletando xilogravuras sagradas e enfrentando lendas brasileiras como o Curupira, o Boitatá e a Mula-sem-Cabeça.

Abaixo você confere um vídeo do game de ação 2D que promete:

[Via Pixel Inferno]

Diretor de documentário sobre vício nos games diz que assunto precisa ser pesquisado

Emeka Onono, produtor e diretor de um especial da BBC sobre games chamado Panorama, jogou mais lenha na fogueira do vício dos games.

Em entrevista ao site GamesIndustry, Onono acusou a indústria de games de ser “muito defensiva” e defendeu que o assunto merece ser pesquisado e reconhecido.

O documentário da BBC aborda durante 30 minutos casos de jogadores britânicos e sul coreanos que teriam sido vítimas de problemas sociais e emocionais com base em seus exageiros nos games.

Para o produtor, porém, o documentário não é anti-games. “O que sabemos e deixamos claro é que para a vasta maioria das pessoas os jogos são bons”, declarou acrescentando que mesmo assim é preciso ter os olhos voltados para o assunto.

Ficou curioso? Panorama pode ser visto, em duas partes, no YouTube. Os links estão aqui (parte 1 / parte 2).

Game social de Monty Python, Ministry of Silly Games, chega ao Facebook em alguns meses

Mais detalhes foram revelados a respeito do game dedicado aos fãs do grupo cômico britânico Monty Python. O game social, que será lançado para Facebook, se chamará Ministry of Silly Games, uma paródia do famoso esquete Ministry of Silly Walks.

Ministry of Silly Games será um agregado de mini-jogos, todos carregados de referências aos trabalhos do grupo e com arte assinada por Terry Gilliam, responsável pelas animações e pelas direções dos filmes do Monty Python.

Ao participar dos minigames, o jogador ganhará pontos de experiência que podem ser trocados por dinheiro no jogo, que poderá ser usado na compra de partes do jogo, explicou o blog Big Download.

Por enquanto, Ministry of Silly Games está em beta fechado. Você pode, inclusive, se candidatar para testar o game em sua página oficial. A versão final foi prometida para o primeiro trimestre de 2011.

O Ministério da Justiça promove debate online para melhorar a Classificação Indicativa

Na tentativa de melhorar a Classificação Indicativa, a Secretaria Nacional de Justiça e o Ministério da Justiça abriram um Debate Online.

O que isso tem a ver com o GameReporter? O Debate será o canal usado para atualizar a regulamentação e os critérios usados para classificar televisão, cinema e jogos.

O debate já está no ar há algumas semanas, entrou no dia 18 de novembro, mas continuará disponível por mais quase duas outras semanas, até 18 de dezembro.

Ficou curioso? Conheça e participe do debate no site do Ministério da Justiça.

Artista recria meme gamer e homenageia empresas, franquias e mascotes

O blog Kotaku publicou o trabalho de um artista que é de cair o queixo. Lembram do meme All Your Base Are Belong To Us? É, aquele, com base na tradução porca de Zero Wing…

Então, o artista gráfico britânico Dean Lord homenageou mais de 2 mil franquias, mascotes e empresas de games com uma imagem sensacional.

A imagem, postada no Flickr, mostra que o fundo e o manto na imagem são compostos das frases “The Cake Is a Lie” e “All Your Base Are Belong To Us”, mas o rosto do personagem é composto de frases e palavras minúsculas.

Infelizmente, a imagem postada não é grande o suficiente, mas o blog Rampage Reality possui um dos detalhes.

Espetacular, não?

Flying Circus, de Monty Python, virará game social

Uma notícia bizarra para começar a terça-feira: o estúdio de desenvolvimento de games sociais, Zattikka, teria comprado os direitos para a criação de um jogo baseado na série Flying Circus, da trupe inglesa Monty Python.

O jogo baseado na série de esquetes cômicas mais lendária da história, e também a participação de Terry Gilliam, um dos integrantes que assinava as animações de cada um dos episódios e também a direção dos longa metragens.

Maluco? Talvez. Mas com a participação de Gilliam pode ser que saia coisa boa daí. “Adquirindo estes direitos transportaremos Monty Python para o século 21, com uma experiência totalmente nova para sua comédia única, que deliciará velhos e novos fãs da mesma forma”, apostou Tim Cheney, CEO da Zattikka. Tomara, Cheney, tomara…

[Via GamesIndustry]