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Estúdio Brasileiro Black Castle lança seu primeiro jogo de tabuleiro

O estúdio Black Castle está lançando um projeto bastante ambicioso via Catarse. Trata-se do jogo de tabuleiro Olympus, que coloca os jogadores no controle das quatro principais divindades gregas (Hades, Zeus, Poseidon e Hera) em uma batalha pelo poder absoluto. O jogo foi desenvolvido de modo a assemelhar-se aos RPGs tradicionais, ou seja, o jogador desenvolve seu personagem, cria estratégias e conta com um sistema de cartas para mudar o rumo das partidas.

A meta a ser alcançada é de R$ 20 mil, um valor que visa viabilizar a criação de miniatura para que o jogo fique mais incrível e imersivo aos jogadores. Porém, a princípio a meta é mais baixa para que o projeto saia do papel. As partidas se desenrolam da seguinte forma: a cada rodada o jogador lança dois dados e a soma dos mesmos define a quantidade de movimentos q ser executada pelo jogador na rodada. Além dos dados, os jogadores contam com um baú de cartas do destino que têm a função de protegê-lo dos ataques adversários. Caso o oponente passe três rodadas sobre o seu baú ele tem direito a retirar uma carta.

O objetivo do game é destruir os adversários e tomar o controle de Tesália, um forte que é guardado por uma terrível criatura e está localizada no centro do tabuleiro. Para vencer a partida é obrigatório cumprir os dois objetivos. O game é cheio de estratégia, pois as unidades em campo possuem cartões que definem características próprias como movimentação e espaço. Além disso, é possível subir o nível dos combatentes através de itens mágicos e firmar alianças militares com outros jogadores, como ocorre no clássico War. Contudo as traições podem ocorre a qualquer minuto.

A desenvolvedora já definiu alguns pormenores do game, como o lançamento de vários upgrades e packs a serem lançados mensalmente para que o game se renove e cative os jogadores a cada mês. O projeto é aconselhável para fãs de mitologia grega e amantes de RPGs.

Abaixo está o vídeo do projeto do estúdio Black Castle:

Gladiadores de Belathron: novo projeto da Behold Studios é um jogo de tabuleiro

A Behold Studios acaba de anunciar seu mais novo projeto para o mercado de jogos de tabuleiro: Gladiadores de Belathron. O game busca trazer a experiência dos MOBAs para a mesa de tabuleiro, permitindo que um grupo de amigos tenham seus heróis, habilidades e torres, e enfrentem-se em partidas que podem durar até 3 horas.

De acordo com o estúdio, o game foi desenvolvido para ser jogado com até seis jogadores divididos em dois times. A ideia é traduzir a mesma experiência que cativou milhares de jogadores em um game divertido com miniaturas customizadas, caixa, dados, cartas, tabuleiro, tokens e diversos componentes. Se bem sucedida, a empreitada tem tudo para agarrar os fãs de MOBA, como League of Legends e DOTA.

Durante as partidas os heróis ganham experiência e dinheiro, podendo assim comprar equipamentos e escolher novas habilidades. Isso possibilita que o jogador direcione sua estratégia para se adequar a sua vontade, seja mais ofensiva, defensiva ou tática. Além das cartas de habilidade, os jogadores também ganham cartas de neblina, que possuem ações que surpreendem seus adversários e acrescentam profundidade nas partidas. A dinêmica de jogo é toda inspirada em MOBAs eos fãs do gênero se identificaram rapidamente com os elementos de jogo.

Gladiadores foi idealizado com idioma Português e está em fase de arrecadação de recursos através do site de crowdfunding Catarse. A meta é atingir R$ 92 mil. Com a arrecadação do projeto será possível que o estúdio brasileiro faça a impressão de mil cópias do jogo em uma das mais renomadas gráficas do mundo de jogos físicos.

Os interessados podem ajudar o projeto até o dia 14 de dezembro. No caso de arrecadar mais do que o valor necessário, a Behold vai investir em melhorias técnicas como cartas, dados tabuleiro e novos heróis. Para quem não conhece, a Behold Studios ficou nacionalmente conhecida graças ao sucesso do game Knights of Pen & Paper, além disso, eles também desenvolveram o game Chroma Squad.

Abaixo tem o vídeo de apresentação de Gladiadores de Belathron:

Além da Vida: CR Game Studio lança projeto no Catarse

Além da Vida é um projeto brasileiro que busca financiamento no site de crowdfunding Catarse. Seu grande trunfo para conquistar a simpatia dos jogadores é sua premissa baseada em espiritismo e uma história comovente. Na trama, o jogador assume o papel de um espírito recém-chegado aos portões do paraíso que estão fechados e não o permitem adentrar por causa de sua vida terrena desregrada.

A partir daí, o personagem sai em busca de redenção em uma jornada de autodescobrimento e enfrentando a si mesmo em um mundo abstrato. De acordo com a desenvolvedora, o game baseia-se em escolhas pessoais que irão definir o desfecho da aventura. Além disso, o título buscou inspiração no elogiado Journey do Playstation 3.

O game é em 3º pessoa está em desenvolvimento exclusivamente para PC e deve ser lançado pela Steam com suporte aos idiomas português e inglês. Um ponto interessante é que o game não possui inimigos espalhados pelo cenário e não há meios em que o personagem possa morrer. Além da Vida terá diversos puzzles a serem resolvidos e de forma geral o título será bastante linear, porém com decisões a serem tomadas ao final das fases.

O game é fruto dos esforços do C.R Game Studio, um estúdio independente que conta atualmente com 7 jogos publicados, todos para a plataforma Mobile/Android. A meta de arrecadação é de R$ 15 mil. Quando lançado o game será pago, porém os contribuintes durante a fase de crowdfunding terão direito ao game gratuitamente. Mais informações, descrição e imagens do game estão disponíveis no site da campanha.

Abaixo está o trailer do game Além da Vida:

A Lenda do Herói a caminho de se tornar um game de verdade

Quem conhece a Lenda do Herói? Muita gente, é claro! Para aqueles que nunca ouviram falar, vai uma breve descrição: trata-se de um musical para a internet criada pelos irmãos Marcos e Matheus Castro (os Castro Brothers).

O musical criado em 2012 apresentava canções bem humoradas embalando um vídeo do que parecia um jogo old school tematizado na era medieval. A série de vídeos ficou bastante famosa e conquistou muitos fãs no Brasil. Entretanto, muitos se perguntavam se o vídeo retratava um videogame real. Até o momento não, mas tudo está para mudar.

Depois de muitos pedidos, os irmãos resolveram criar o jogo A Lenda do Herói. O game vai apresentar a mesma estética e canções medievais que acompanhavam a saga do cavaleiro em busca da princesa. O game irá homenagear as gerações 8-16 bits com gráficos pixelados e abusando de clichês do mundo dos games. O título será em 2D e a trilha sonora acompanhará os movimentos do jogador em tempo real.

Durante a aventura, o cavaleiro enfrenta diversos monstros, plataformas flutuantes, itens especiais e puzzles. Por vezes o jogo lembra velhos clássicos como The Legend of Zelda, e isso não é mera coincidência. Haverá oito mundos distintos inspirados nos vídeos originais, sendo que cada uma conta com duas fases e um chefão a ser vencido.

Para sair do mundo do Youtube, os irmãos Castro uniram-se ao estúdio Dumativa para criar uma experiência artística e fiel à intenção da série de vídeos. O estúdio, aliás, é responsável por um projeto bastante elogiado pela direção artística (Dragon Festival). Entre os profissionais envolvidos no projeto podemos citar nomes de peso como Vitor Ottoni, que cuidou da trilha sonora do indie Aritana e a Pena da Harpia; Fabio Yabu, criador do livro Branca dos Mortos e os Sete Zumbis; Caio Yo, diretor de arte para as editoras Ática e Globo; e dos diretores de animação Renato Rossarola e Ronnie Pedra.

“Sabemos que quando as pessoas se mobilizam, elas podem realmente fazer com que algo novo, diferente e muito maior do que a gente espera possa acontecer”, afirma Marcos Castro.

A Lenda do Herói tem lançamento planejado para Windows, Mac e Linux e atualmente está em fase de captação de recursos no Catarse. A meta é de R$ 125 mil e o game conquistou até o fechamento desta matéria mais de R$ 93 mil, restando ainda 54 dias até o término da campanha. No vídeo abaixo, os Castro Brothers explicam melhor o que é o projeto e como surgiu a ideia de tornar a série de vídeos em um jogo de verdade:

Soulbinder: jogo Indie brasileiro em campanha no Catarse

Soulbinder

Nossos amigos da Tendrils Entertainment acabam de lançar uma campanha no site de crowdfunding Catarse para lançar o game Soulbinder, um jogo de RPG por turnos com muitas opções de personalização de personagens e combates envolvendo estratégia.

Na trama os jogadores encarnam o herói Damodar, um guerreiro tribal que sobreviveu ao massacre de sua ordem, um grupo de guardiães que lutam pelo equilíbrio das forças entre o bem e o mal. Agora que o equilíbrio está ameaçado, o protagonista deve viajar por três diferentes dimensões para se vingar de seus inimigos. O game é permeado pelo eterno conflito de forças.

Durante a jornada, Damodar terá a ajuda de diversas criaturas fantásticas e itens mágicos e irá descobrir segredos de seu passado. Esses itens e acessórios coletados na aventura ajudam o jogador a criar a melhor estratégia de combate e fortalecer o guerreiro. Além disso, alguns dos monstros encontrados poderão se unir ao seu time para enfrentar os demônios.

Um dos fatores que contrinuem para aumentar o fator replay do jogo são as diversas áreas escondidas e os combates ferrenhos que são travados. Como se não bastasse, o time de desenvolvimento deixou o mapa aberto, deste modo os jogadores são livres para explorar os cenários e descobrir segredos espalhados.

Soulbinder teve inspirações nas franquias Final Fantasy da Square Enix e em Castlevania: Symphony of the Night da Konami. O projeto ainda está em desenvolvimento e para sair do papel precisa da ajuda dos jogadores. Se você se interessou pelo conceito, vai até a página no Catarse para fazer uma contribuição.

Abaixo você confere o vídeo do game Soulbinder:

Conheça e ajude a fundar o AL Project: uma HQ interativa

Al Project

De 28 de janeiro à 02 de fevereiro de 2013 aconteceu em São Paulo no Espaço Anhembi a sexta edição da Campus Party e estive novamente acampado por lá.

Ao me sentar para assistir a primeira palestra no palco de games conectei meu computador e acessei um link que um amigo me enviou via GTalk. Ao fazer isso, uma pessoa educadamente me chama para perguntar como fiquei sabendo deste site que tinha acabado de abrir.

E foi assim que conheci Demétrio Dias Soares e sua HQ interativa, o AL Project e aproveitei a oportunidade de estarmos na Campus Party para fazer uma entrevista com ele.

1 – Qual seu nome, idade, formação?

Meu nome é Demetrio Dias Soares, tenho 26 anos e sou formado em Sistemas de Informação.


2  O AL Project é seu primeiro projeto relacionado com games?

Na verdade não. Meu primeiro projeto de game propriamente dito foi meu trabalho de conclusão de curso na faculdade em 2007, desenvolvi um RPG baseado em turnos para a plataforma JME (Java mobile), depois disso criei vários projetos pessoais, alguns sozinho e outros com amigos, e em meados de 2011 publiquei a minha primeira hq/game num formato parecido com o AL Project, a já extinta série Geek Boy.


3  O que te motivou a tirar essa ideia do papel?

A paixão por games é com certeza o maior combustível para publicar algo como o AL Project. No cenário atual um projeto indie como ele ainda tem poucas chances de realmente se destacar no mercado, e gerar lucro de alguma forma. Portanto a principal razão é de realmente fazer algo que eu gostaria de ver publicado. Antes de iniciar qualquer tipo de desenvolvimento, eu já era apaixonado pela idéia, e essa paixão que conta na hora de perseverar diante dos desafios do desenvolvimento independente.


4 – Quais tecnologias (eg. softwares e linguagem de programação) foram usados para fazer o game?

O game foi todo produzido utilizando a plataforma de desenvolvimento Adobe Flash, sem o uso de frameworks específicos e a linguagem utilizada foi o ActionSript 2.


5 – Quais foram suas influências e referências pra fazer a arte e a história deste game?

As influências são muitas, tanto de games como de quadrinhos, filmes e séries, mas as principais que me inspiraram bastante foram Metal Gear Solid, Resident Evil e o recente game da série The Walking Dead.

6 – Você já sabe quantos capítulos terão a história completa?

Para a primeira “temporada” que fecha o primeiro ciclo da história, serão 6 capítulos. O enredo foi concebido para ter três ciclos como esse que fecham a saga por completo. A história já está definida, mas o roteiro dos dois ciclos seguintes ainda não foi escrito. Portanto não dá para afirmar quantos episódios terão cada ciclo (ou “temporada”).

7 – Atualmente, seu trabalho “principal” é desenvolvedor de games?

Mais ou menos. Eu atuo como desenvolvedor de aplicações web empresariais acerca de 5 anos, mas para viabilizar a produção do AL, fiz uma reserva financeira no último ano, e no final de 2012 saí do emprego para me dedicar ao projeto. Finalizado esse primeiro capítulo, estou agora na segunda parte do meu plano que consiste em conseguir apoio coletivo utilizando o sistema de crowdfunding do site catarse, onde o projeto está atualmente cadastrado www.catarse.me/al e dessa forma planejo financiar a produção da primeira temporada completa.


8 – A trilha sonora do AL Project foi feita pelo Thiago Adamo (também conhecido por PXL DJ). Como foi o processo criativo desta trilha?

Eu mostrei o projeto sem som para o Thiago, pedindo dicas de sites onde eu poderia conseguir baixar temas gratuitos para utilizar. E assim que ele conheceu, gostou da idéia do projeto e se ofereceu para criar a trilha sonora (imagine minha alegria nesse momento). Trabalhar com ele foi incrível, ele conseguiu – num curto espaço de tempo – capturar a idéia passada pelas imagens e produzir uma trilha sonora com uma identidade única, e perfeita para criar a atmosfera do game. A experiência dele tem sido crucial para a boa aceitação do projeto.


9 – Como está sendo o recebimento do 1o capítulo do seu game?

Estou tendo feedbacks muito positivos até o momento, apesar da plataforma flash sofrer um certo preconceito por algumas pessoas, a experiência de jogo, o enredo, e a idéia de misturar HQ com games tem sido bem aceitas. Atualmente é difícil chamar atenção para projetos como esse, mas dentro das nossas metas o resultado está sendo positivo.

10 – Você foi na Campus Party desse ano, correto? O que você achou do evento? Como ele te ajudou, tanto em conhecimentos técnicos como na divulgação do seu trabalho e em networking?

Foi minha primeira Campus Party, e agora posso dizer sem dúvida que não falto mais em nenhuma. É um evento obrigatório para todo mundo que trabalha, empreende ou somente curte tecnologia e internet em geral. Me senti dentro de outro universo, extremamente rico em possibilidades. Fiz contatos valiosos, aprendi muito e peguei dicas importantes de estudos e e conselhos sobre rumos a traçar a partir de agora, além de ter feito boas novas amizades. Essa entrevista mesmo é fruto dos bons contatos que fiz no evento. A Campus Party foi realmente incrível.

Conhecendo o AL Project from Demetrio Dias on Vimeo.

Miris Studio precisa de apoio para o projeto Keep of Indra. Vamos ajudar?

Keep of Indra

Hoje vamos voltar a falar do Miris Studios, o estúdio brasileiro responsável pelo game Shadow of a Pirate. Se você não viu o jogo, poderá jogar a demo aqui. Porém desta vez vamos falar sobre o outro projeto do estúdio que precisa do apoio da comunidade gamer para sair do papel.

Keep of Indra é o atual projeto da equipe, com previsão de lançamento para novembro de 2012. Em poucas palavras, trata-se de um jogo com elementos de estratégia e ação destinado a dispositivos mobile (a princípio apenas para Android e posteriormente para iOS).

Você deve assumir o controle de um aprendiz de mago que precisa descer todos os andares de uma grande torre numa montanha a fim de restaurar a magia que havia desaparecido do mundo sem qualquer motivo aparente.

Durante a descida, o jovem mago confronta vários monstros e armadilhas. Felizmente, para nosso herói, nem tudo é problemática: ao derrotar alguns inimigos ele ganha habilidades especiais que o ajudarão a continuar a descida. Cabe ao jogador utilizar essas habilidades nas horas mais apropriadas.

Como o game ainda é um projeto e o Miris Studio é uma produtora pequena e com poucos recursos, o game Keep of Indra precisa de investimento para ser lançado ainda em novembro. Como é difícil achar um investidor, o pessoal do Miris resolveu colocar o projeto em um site de crowdfunding chamado Catarse.

A ideia é que jogadores e potenciais interessados façam contribuições até que o game possa ser lançado. Os jogadores poderão doar qualquer quantia até o dia 1 de novembro. Caso a meta não seja alcançada, os valores arrecadados serão devolvidos aos jogadores e o game fatalmente será adiado para o ano que vêm com diversos cortes da versão planejada.

O game já está em campanha no Catarse, com meta de R$ 9.769,00, restando pouco mais de 20 dias até o fim da campanha. Na própria página do Catarse os jogadores têm acesso a mais informações sobre o projeto, além disso, a equipe disponibilizou um e-mail (miris@mirirsstudio.com) para esclarecer dúvidas dos investidores.

E você, apoiaria um projeto nacional?

Confira abaixo o vídeo do projeto abaixo, no Vimeo:

Keep Of Indra – Vídeo Campanha Catarse from Miris Studio on Vimeo.