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Dreaming Sarah: Atrativa investe em desenvolvedor brasileiro

Dreaming Sarah

Quem se lembra dos saudosos games Adventure 2D? O gênero pode não ter a mesma popularidade dos anos 90, mas certamente ainda são bem quistos por uma grande parcela dos jogadores mundo afora, inclusive no Brasil. É exatamente por isso que a Atrativa, empresa subsidiária da GameHouse para a América Latina, resolveu apostar neste gênero tão cultuado. E o mais interessante: o game em questão foi produzido por um brasileiro.

Dreaming Sarah é o novo lançamento da Atrativa e, como citado anteriormente, é do gênero adventure 2D. O título foi desenvolvido pelo designer brasileiro André Chagas e destaca-se por trazer um mundo cheio de elementos que fizeram extremo sucesso na geração 16 bits. Você irá tomar o controle de Sarah, uma garota em coma, que viaja por diferentes ambientes através de sonhos.

O objetivo da trama é descobrir uma maneira de fazê-la despertar. Para isso, você deve fazer uso de variadas habilidades especiais que são baseadas na vida da personagem, tais como uma lupa que a faz diminuir de tamanho ou um pula-pula que a faz pular muito alto. A idéia é utilizar artefatos que a façam descobrir memórias fortes o bastante para despertar.

De acordo com a Atrativa, Dreaming Sarah tem previsão de lançamento para o início do próximo ano com versão inicial para o Windows. Fique atento, pois é capaz de você ouvir falar muito deste game, afinal o acordo com a GameHouse prevê que a Atrativa ficará responsável pela divulgação do jogo no país. “Nossa empresa lança 300 games no Brasil por ano, então nada mais justo que possamos colocar títulos brasileiros em nosso portfólio”, disse André Faure, diretor executivo da Gamehouse sobre o sentimento de ter jogos brasileiros em destaque.

Para outros brasileiros interessados em fazer negócios com a Atrativa, uma dica: a empresa ainda procura títulos nacionais, com foco em plataformas emergentes de desenvolvimento, como HTML5, Construct e Unity.

Abaixo você confere o teaser de Dreaming Sarah:

Innogames: empresa por trás de Tribal Wars desembarca no Brasil

Innogames

Mais uma empresa de alcance global está visando os jogadores brasileiros, trata-se da alemã Innogames, famosa pelo popular MMO Tribal Wars. De acordo com a empresa, seu escritório ficará sediado em São Paulo e será o terceiro da companhia, sendo que já existem escritórios em Hamburgo, Alemanha e Seul, na Coréia do Sul.

Com esta ação, a gigante dos games online, espera ficar mais próxima dos seus 10 milhões de usuários registrados no Brasil. A decisão da Innogames foi tomada devido à melhoria gradativa na qualidade das conexões à internet no país. A meta é que em dois anos o número de usuários brasileiros dobre com o retorno investido em ações nos jogos Tribal Wars, Firge of Empires e Grepolis. Vale lembrar que os títulos são gratuitos.

“Já temos mais de nove milhões de usuários registrados no Brasil. A presença local permite nos aproximarmos dos jogadores contando, inclusive, com suporte e gerentes de comunidades aqui”, revela o diretor da empresa no país, Marcus Imaizumi.

Para quem não conhece, a Innogames é uma empresa com sede na Alemanha que já conta com mais de 100 milhões de usuários em todo o mundo. Seus jogos estão disponíveis em 34 idiomas e o título mais famoso da empresa é justamente Tribal Wars com seus 40 milhões de jogadores. A empresa é famosa por lançar poucos títulos e o motivo disso é que o objetivo de seus funcionários é criar games de alta qualidade.

Os jogadores de Tribal Wars e os demais títulos que com a proximidade da empresa em nosso território possibilite diversas ações de marketing e in-game. Vamos torcer para que a Innogames conquiste a confiança e simpatia dos jogadores.

Heavy Metal Machines: Hoplon anuncia seu primeiro MOBA

Heavy Metal Machines

O gênero MOBA (Multiplayer Online Battle Arena) tornou-se um dos mais adorados pelos jogadores, especialmente os brasileiros, vide o sucesso recente de League of Legends. Não por acaso as grandes empresas passam a investir cada vez mais neste gênero. Este é o caso da empresa Catarinense Hoplon, que anunciou o primeiro MOBA brasileiro, o Heavy Metal Machines.

O Heavy Metal Machines terá como foco carros equipados com armas de combate que devem se enfrentar em pistas de corrida de um mundo pós-apocalíptico. Como se não bastasse todo o clima de destruição, as partidas serão embaladas pelo som pesado do Rock n’ Roll. Nem precisa dizer que a habilidade no volante e a malandragem serão essenciais para garantir a vitória nos confrontos. Pelo jeito o game tem como inspiração o louco Rock n’ Roll Racing da Blizzard.

Apesar da temática, a produtora garante que os elementos comuns aos MOBA como estratégia em tempo real e os elementos de RPG estarão no jogo. O game será no formato free-to-play com venda de itens in-game e a fase de testes Beta fechado deve entrar já no segundo semestre de 2013.

Os jogadores que se interessarem por Heavy Metal Machines poderão acompanhar o processo de desenvolvimento através do DevBlog ou através da fanpage no Facebook. Ao que tudo indica esse será um game pra ninguém botar defeito. Vamos ficar de olho!

Site cria vídeo explicando a indústria de games no Brasil

Indústria de games no Brasil

Para nós, que somos brasileiros e apaixonados por games, é muito fácil falar para as pessoas de fora quais são as maiores dificuldades enfrentadas pela nossa indústria. Nem precisa ser um estudioso para saber que os altos impostos e a pirataria minaram por anos o crescimento do mercado de games por aqui.

Entretanto é interessante saber qual a visão que os europeus e americanos tem do nosso país, afinal todo mundo fala que o Brasil é a bola da vez. O pessoal do site Penny Arcade iniciou uma série de vídeos que visa mostrar os diferentes mercados de games pelo mundo e o primeiro episódio é justamente sobre o Brasil.

Durante os mais de 9 minutos de vídeo vemos algumas impressões que são partilhadas pelos americanos, na verdade parece que foi feito um estudo sobre o mercado local de games. O resultado são algumas verdades incontestáveis como os altos impostos, pirataria, falta de investimentos etc.

Naturalmente o vídeo carece de algumas informações e em alguns momentos os problemas parecem mais exagerados do que o são. O vídeo ainda fala sobre a posição de destaque populacional e econômica que o Brasil ocupa na América do Sul, incentivando que os empresários prestem atenção em nosso país também. Mas ainda assim temos um resumo muito bom sobre a indústria de games no Brasil.

Confira no vídeo sobre a indústria de games no Brasil:

Game brasileiro desafia jogadores a brincar com a gravidade

Game Brasileiro Vitrum

Mais uma desenvolvedora indie dá as caras aqui no GameReporter para mostrar seu game brasileiro, trata-se da 9heads, empresa dedicada a criar games criativos e inovadores. O estúdio é composto por apenas 3 profissionais (Aymar Pescador, Henrique Balerini e Daniel Zamudio), que estão desenvolvendo seu primeiro jogo, chamado Vitrum.

O game é do gênero plataforma em primeira pessoa, e traz algumas mecânicas muito sapientes de gameplay, como materializar plataformas, superpulo e inversão de gravidade, que é de longe o maior aspecto do jogo. O objetivo do game é que o jogador use de astúcia para passar pelos desafios no cenário.

Para a criação de uma mecânica para a inversão de gravidade a 9heads criou uma engine própria, utilizando recursos de bibliotecas free/open source. O inversor de gravidade parece funcionar muito bem, mas isto não é por acaso: os desenvolvedores investiram nesse aspecto todo o esforço e tempo que lhes foi possível.

O plano é que Vitrum seja lançado ainda neste ano, portanto o feedback da comunidade gamer é importantíssima para o pessoal da 9heads. Logo abaixo vocês podem conferir o vídeo de gameplay do título:

Oniken quer trazer de volta o estilo da geração 8-16 bits nos games

O estúdio brasileiro indie JoyMasher anunciou o lançamento de seu novo jogo, Oniken. O jogo levou dois anos para ser concluído e foi desenvolvido pela dupla Pedro Paiva e Danilo Dias. De acordo com a produtora, o game chega ao mercado através do site Desura acompanhado da trilha sonora oficial e um manual digital pelo preço de U$4,99.

O jogo é de plataforma cuja inspiração são os jogos da geração 8-16 bits. A intenção dos produtores era fazer uma homenagem aos games do final da década de 80 e início dos anos 90. Pode-se notar as francas referencias destes jogos no design gráfico, sons e enredo do game.

Na trama acompanhamos a história de Zaku, um ninja mercenário que se uniu a grupo que almeja derrotar uma organização militar denominada Oniken, que tomou o controle do planeta após uma guerra mundial que devastou todo o mundo. O objetivo é destruir a Oniken e trazer a liberdade para os sobreviventes do conflito.

Inicialmente o game só estará disponível para Windows, porém os produtores têm planos de trazer o game para Mac e Linux em breve. Mais informações sobre Oniken e o estúdio JoyMasher podem ser obtidas através do site oficial da produtora.

Confira abaixo o trailer oficial do game:

Desenvolvedores brasileiros terão espaço na feira Gamelab da Espanha

Gamelab

A 8° edição da Gamelab, evento de games que ocorre entre os dias 27 de junho e 1 de julho de 2012 em Barcelona na Espanha, promete trazer várias oportunidades de negócios para os desenvolvedores de games brasileiros.

A oportunidade se dá pelo fato de que os organizadores disponibilizaram um painel exclusivo e ainda abriram as conferências para que as empresas brasileiras participem e mostrem seus produtos ao público presente, que é composto basicamente por jornalistas, empresários e distribuidores europeus.

O evento é organizado pela Academia de Artes e Ciências Digitais da Espanha, um órgão ligado ao Ministério da Cultura Espanhola. Além disso, o espaço dedicado aos brasileiros foi obtido graças ao apoio da Acigames. Vale lembrar que o presidente da Acigames, Moacyr Alves Jr., foi nomeado recentemente como o embaixador de jogos digitais e eletrônicos entre Brasil e Espanha.

Expediente:
Gamelab 2012 – 8ª Feira Internacional de Videogame e Entretenimento Interativo

Quando: 27 de junho a 1º de julho de 2012
Onde: Barcelona, Espanha

Brasileiro é convidado para mostrar seu talento na chipmusic em Nova York

Mais uma vez o Brasil mostra sua relevância e força no mundo dos games, ou pelo menos o interesse e profissionalismo dos brasileiros em áreas relacionadas aos videogames. O projeto Pulselooper acaba de ser convidado para o Blip Festival que ocorre no final de maio em New York.

Não entendeu? Calma! É muito simples! O Pulselooper é um projeto de chipmusic (música feita com consoles de videogame) conduzido pelo brasileiro André Pagnossim desde 2009. O diferencial é que o André utiliza apenas consoles e computadores obsoletos em suas apresentações. Para sacar o nível da qualidade de seu trabalho, o Pulselooper já passou por cidades da Alemanha como Berlin e Köln.

Desta vez, porém, o brasileiro foi convidado para mostrar seu trabalho no Blip Festival de Nova York, um importante evento dedicado à gamemusic que ocorre entre os dias 25 a 27 de maio. O grande destaque é que André é o único representante da América latina entre os 17 convidados a participar do evento desse ano

Ficou curioso para conhecer o Pulselooper? Dica: amantes de discotecagem curtem! Confira no vídeo abaixo:

Estudo atesta que mercado de games está crescendo no Brasil


Durante muito tempo os jogadores sempre ouviram a promessa de que um dia o Brasil se tornaria o país dos games e essa promessa sempre pareceu tão distante, seja por preços abusivos ou pelo fantasma da pirataria que nunca deixou de existir.

Contudo, aos poucos a nossa indústria vai vendo essa realidade se alterando. Em 2011, por exemplo, foi feito um estudo que evidenciou que nosso país está evoluindo muito. O estudo foi conduzido pela GfK Consumer Choices, a 4º maior companhia dedicada em pesquisa de mercado do mundo e líder em pesquisas relacionadas a tecnologia e eletroeletrônicos.

De acordo com a pesquisa, em 2010 foram vendidos cerca de 642 mil consoles no varejo convencional. Se esses números são impressionantes, o que dizer das 935 mil unidades que foram comercializadas em 2011? Esse aumento representa um crescimento de 53% em relação ao ano anterior e um crescimento no faturamento de 47%. Trocando em miúdos, a indústria de videogames faturou astronômicos R$ 650 milhões em 2011 contra os R$ 320 mi do ano anterior.

“O que está acontecendo é a migração de compras feitas no mercado informal para o oficial. Com a queda de preço nas lojas, está cada vez mais fácil resistir à tentação de pedir a alguém para trazer um game do exterior, por exemplo”, disse Oliver Römerscheidt, gerente de negócios e entretenimento da GfK.

De acordo com Römerscheidt, a GfK notou uma importante queda em uma marca de videogame vendido no Brasil no período entre 2010 e 2011. Com isso é fácil prever que o dinheiro sobrando no bolso dos jogadores foi utilizado na compra de jogos originais. Além disso, a tecnologia empregada na nova geração praticamente inibe os jogadores que insistiam no uso de produtos piratas, completou o executivo.

Além da indústria de eletrônicos, a GfK também monitorou a indústria de vídeos (DVD e Blu-Ray) e de brinquedos. De acordo com a empresa, a indústria de entretenimento somou ao todo quase seis bilhões. A GfK concluiu com esse estudo que a indústria de games não apenas está em alta, como também ajudou a aquecer de modo geral a indústria de entretenimento no país.

Ou seja, os games são responsáveis por praticamente 10% dos lucros envolvendo entretenimento no Brasil. É pouco, mas se analisarmos friamente pode-se notar uma evolução muito evidente em apenas um ano de análise, além disso, somos um mercado em franca expansão.

Agora dá para entender porque várias empresas investem pesado no nosso país, certo?

Um raio-x do mercado de games no Brasil

Uma pesquisa conduzida pela Newzoo e divulgada pela Atrativa mostra o consumo de games no Brasil, que em 2011 deve chegar a US$ 2 bilhões.

De acordo com os dados, dos 200 milhões de brasileiros, 47% (35 milhões) são jogadores ativos, i.e. que gastam dinheiro com games.

Os jogos MMO contabilizam US$ 320 milhões, enquanto os pagamentos em celulares chegam a US$ 180 milhões. Os títulos de consoles e PC somam 34% do gasto total, comentou o site Next-Gen.

:: Confira o infográfico no site da Atrativa