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RPG tático brasileiro Sword Legacy: Omen tem data de lançamento programada para 14 de agosto

Hoje vamos falar de mais um game desenvolvido pordesenvolvedores e brasileiros que merece atenção especial dos jogadores: Sword Legacy: Omen, um título de RPG tático com arte retrô que foi criado pelos produtores dos estúdios Fableware Narrative Design e o Firecast. O game conta com um mundo fantástico e reconta os mitos do Rei Arthur.

A primeira coisa a se saber sobre o jogo é que ele é indicado para quem curte lendas medievais, já que coloca o jogador no papel de Uther, pai do Rei Arthur e um grão-cavaleiro. Após falhar na missão de proteger o Rei, Uther deve retomar a espada Excalibur e vingar-se dos inimigos do reino. Para isso, ele conta com suporte do mítico Mago Merlin.

A missão não será fácil, deve-se dizer, pois haverão batalhas sangrentas pelo caminho e a todo momento surgem inimigos para desafiar Uther. Em Sword Legacy o jogador deve desenvolver táticas e explorar o ambiente em seu favor para tirar vantagem dos pontos fortes do herói ao mesmo tempo que explora as fraquezas inimigas. Sim, a tática e o grande macete do game, ideal para quem se divertia com jogos como Final Fantasy Tactics, já que a ação se desenvolve por turnos.

Além de explorar o terreno, o jogador deve melhorar as habilidades dos personagens que compõe o grupo a fim de derrotar inimigos mais fortes. Ao todo são oito heróis a se unir na campanha de Uther. Cada um com suas próprias peculiaridades e pontos fortes. O segredo está na formação da equipe, de modo que o jogador deve complementar as habilidades coletivas do grupo para ser capaz de criar um grupo forte para cada situação.

Outro destaque de Sword Legacy é a arte em estilo retrô, lembrando bastante quadrinhos obscuros da saudosa Image Comics. Os cenários, aliás são tão bem estilizados que o jogador vai entrar no clima sangrento da idade média. Os corredores e masmorras são escuras e repletas de sangue, de forma que o elemento tensão está em todo canto. O jogo não é para aqueles que querem algo casual, mas sim para quem gosta de ação massiva.

O game conta ainda com cerca de oito horas de jogatina, sem contar as side quests para quem gosta de explorar cada dungeon e colecionar itens escondidos. Os desenvolvedores garantem que haverão vários elementos que tornarão cada aventura única. O lançamento já está logo aí: de acordo com a Fableware, Sword Legacy chega ao mercado no dia 14 de agosto na Steam pelo preço de R$ 36,99.

Abaixo tem um trailer de Sword Legacy: Omen

 

Game Jam + convida desenvolvedores a criarem jogos do zero em maratona de 48 horas

Começa hoje (27) a etapa regional da Game Jam +, uma das maiores competições de desenvolvimento de jogos do Brasil. De acordo com Pedro Zambon, organizador do evento, a Game Jam + contará com equipes de desenvolvedores de 14 cidades espalhadas pelo Brasil. As equipes terão 48 horas para desenvolver um game do zero. Os melhores classificados terão a oportunidade de apresentar o determinado projeto na final nacional, que ocorre em novembro, no Rio de Janeiro.

A cidade de São Paulo também faz parte da Game Jam +, sendo que a casa temporária dos desenvolvedores será o campus da PUC Consolação. As inscrições para a regional de São Paulo podem ser feitas pelo site do evento. A partir das 19h de hoje, até domingo, os produtores começa a pensar num game sob um tema ainda a ser divulgado. A expectativa é que dessa jam surjam projetos tão ambiciosos que possam ser pensados como um game completo no futuro.

Alguns jogos de sucesso, aliás, surgiram justamente de game jams, como Fragmentorum Alba e Evoland, que acabaram ganhando versões completas após suas respectivas jams e foram destaque na mídia. O blog Garotas Geeks tem uma matéria toda especial sobre isso.

O Game Jam + é aberto a todos os interessados em desenvolvimento de jogos, mesmo aos que não tenham experiência. As equipes podem ser formadas antes do evento, mas para aqueles que não tiverem equipe, mas têm interesse em participar do evento, serão encaminhados para uma equipe, garantindo a participação de todos os inscritos.

Esta é uma excelente oportunidade para todos os interessados no desenvolvimento de jogos no Brasil de participarem de um evento que pode impulsionar e dar visibilidade às suas ideias”, disse Pedro Zambon, organizador do evento. Os participantes terão ainda a orientação de profissionais qualificados em diversas áreas a fim de que os games produzidos tenham alta qualidade.

Os vencedores serão decididos em duas etapas, tanto na fase regional, quanto no nacional:

Vencedores regionais:

– Uma equipe será decidida por uma banca de jurados conceituados, após apresentações no final do evento.

– Uma equipe será “salva” pelo público por votação popular, após a decisão da banca de jurados.

– Um representante de cada equipe receberá a viagem com tudo pago para a etapa final no Rio de Janeiro.

 

Vencedores nacionais:

– Uma equipe será decidida por uma nova banca de jurados, no final do evento na grande final nacional, em Novembro.

– Uma equipe será premiada através de voto popular presencial durante o evento da etapa final.

 

Uma novidade para o evento deste ano: a Game Jam + uniu forças com a Unicef e a WeWorkLabs para avaliar e testar a efetividade dos “jogos de impacto”. Assim surgiu a categoria Diversifier, na qual os jogos de impacto social serão avaliados por uma banca especializada da Unicef, tendo a chance de ter seu projeto utilizado internacionalmente pela instituição mediante aprovação de ambas as partes.

Pixel Ripped 1989 – Entrevistamos os criadores do mais ambicioso game de realidade virtual criado no Brasil

A inteligência artificial é o grande alvo do estúdio ARVORE, que está numa grande semana graças ao lançamento do aguardado Pixel Ripped 1989, um game que mistura a realidade virtual e a premissa de jogos retro. Nós publicamos uma matéria sobre o game e o seu principal diferencial em meio a tantos jogos do mercado nacional, hoje temos uma entrevista com o pessoal que desenvolveu o projeto, falando sobre os detalhes, desafios e o cenário brasileiro de games.

Para quem não se lembra, o Pixel Ripped é um jogo de realidade virtual em que o jogador deve ajudar a heroína Dot a salvar o mundo da ameaça de Cyblin Lorde, um vilão capaz de ameaçar o mundo digital e o mundo real. Para isso, você encarna a jovem estudante Nicola . O game tem muitas referências a jogos da geração 8-16 bits como Megaman, Battletoads e Sonic.

Pixel Ripped 1989 estará disponível nas plataformas PlaystationVROculus Rift e SteamVR. Aqueles que optarem pela compra antecipada no PlaystationVR e Oculus, poderão comprar o jogo pelo valor promocional de $19.99 dólares. O preço final no lançamento será$24,99 dólares. Haverá também um desconto temporário de lançamento para consumidores da Steam começando no dia 31 de Julho.

Confira abaixo a entrevista sobre  Pixel Ripped 1989 com o pessoal do ARVORE:

Ana Ribeiro
Ana Ribeiro

GameReporter: Como o estúdio ARVORE foi criado? E de onde surgiu a ideia para o nome?

ARVORE: O estúdio foi fundado por Ricardo Justus, Rodrigo Terra, e Edouard de Montmort em 2017 para criar, produzir e desenvolver games e experiências de storytelling imersivo para realidade virtual e aumentada. O nome vem de uma junção das siglas “AR” e “VR” (Augmented Reality e Virtual Reality) aliado ao fato que narrativas interativas são “branching narratives”, como os galhos de uma árvore.

 

De onde veio a ideia para o desenvolvimento para Pixel Ripped?

No ano 2013, a Ana Ribeiro, nossa Diretora Criativa, viajou para estudar um curso de desenvolvimento de jogos na Inglaterra, e uma noite ela teve um sonho muito revelador. No sonho a Ana estava sentada na frente da TV, jogando um jogo da geração de 16 bit, e ela estava num quarto todo pixelado, a estética do quarto mudava assim evoluíam os gráficos do jogo que a Ana jogava. Até que chegou um ponto que o quarto e os gráficos do jogo tinham o mesmo nível de realismo. Nesse momento a Ana acordou e se deu conta de quanto poderosa era a idéia de mostrar a história dos videogames e desde uma realidade paralela que permitisse até conectar e até entrar dentro deles! Aquela ideia inicial continuou evoluindo até o que hoje em dia é o Pixel Ripped 1989.

A equipe do estúdio ARVORE reunida.

Quais foram os maiores desafios durante o processo de desenvolvimento do jogo?

Pelo fato do jogo ter demorado quatro anos para ser desenvolvido, tivemos que adaptar ele aos novos modelos e funcionalidades dos headsets que iam aparecendo com o tempo. Então tivemos que adaptar a tecnologia do jogo para suportar todas essas mudanças. Esse seria o maior desafio, depois desse podemos falar da produção do jogo tendo um time remoto de várias pessoas em diferentes continentes e das dificuldades para achar financiamento para finalizar o jogo.

 

Soubemos que o game passou por diversos eventos e conquistou alguns prêmios importantes. Vocês ficaram surpresos com o sucesso tão rápido?

Ficamos surpresos sim, o jogo começou como um projeto universitário que nem se pensou como algo para aprender a usar a Realidade Virtual. Quando foi colocado na loja da Oculus e começamos a ter uma grande repercussão na imprensa e os vídeos do jogo conseguiram 5 milhões de visitas em 3 meses a gente se deu conta de que aquele jogo merecia ser desenvolvido como projeto comercial.

 

Pixel Ripped foi pensado com base na realidade virtual. Quem não possui um óculos vai conseguir jogar o game? Se sim, a experiência será a mesma?

O jogo foi desenvolvido e pensado para realidade virtual, simplesmente ele não pode ser jogado e entendido completamente sem essa tecnologia.

O game tem muitas referências aos jogos dos anos 80-90. Quais foram as principais influências durante o desenvolvimento?

As principais influências são os jogos de plataformas de finais dos 80s e início dos 90s, como as séries Megaman, Sonic e Super Mario Bros, na estética e mecânicas. Mas também tem referências a muitos outros jogos como Battletoads, Tetris ou até Pokémon.

 

Sobre o cenário de desenvolvimento de jogos no Brasil, a quantas anda a nossa indústria? Dá para viver de jogo?

Na nossa área de VR sentimos que não estamos muito atrás, o Brasil pode sim dessa vez participar do surgimento de uma grande média. Os desenvolvedores do mundo todo estão no mesmo barco, descobrindo tudo agora sobre realidade virtual. Aqui não estamos atrás no desenvolvimento, já existem vários desenvolvedores brasileiros de VR, como a Skullfish, IMGNation, VR Monkey, Black River Studios, a ARVORE foi a primeira empresa brasileira focada somente em experiências imersivas a ser VC funded. A única diferença que percebemos mais desenvolvendo aqui no Brasil é a dificuldade de acesso aos headsets de VR. Não existem representantes das plataformas de Realidade Virtual aqui no país e em consequência disso fica difícil o acesso dos desenvolvedores pros kits de desenvolvimento.

Quais os proximos desafios do ARVORE após o lançamento de Pixel Ripped?

Estamos desbravando e sempre inovando nos meios imersivos, criando projetos que já nascem em realidade virtual. Para isso, temos que prototipar muito e testar muitas coisas novas, integrando diversas tecnologias diferentes. Já temos alguns games de realidade virtual e experiências interativas multi-sensoriais inovadoras no nosso pipeline de desenvolvimento que anunciaremos em breve, assim como as sequências do Pixel Ripped, que vão abordar diferentes eras da história dos games.

 

Já tem alguns anos que os grandes players dizem que a realidade virtual é o futuro da indústria, mas em nosso país os equipamentos possuem preços proibitivos. Vocês fazem apostas de quando a tecnologia VR será mais acessível aos jogadores médios?

Como qualquer tecnologia nova, os preços rapidamente caem com o tempo e com a adoção de cada vez mais pessoas. Enquanto isso, estamos trazendo essa tecnologia para os jogadores apostando em espaços de entretenimento de Realidade Virtual aqui no Brasil, os chamados LBEs (Location Based Experiences). Acabamos de abrir o Voyager, um espaço no shopping JK Iguatemi em São Paulo onde os visitantes podem jogar e experimentar o estado da arte de VR, incluindo o Pixel Ripped 1989 e outras experiências desenvolvidas pela ARVORE, assim como os melhores games e experiências do mundo de VR. A idéia é abrir diversos espaços desses por todo o Brasil.   

O que os jogadores podem esperar de Pixel Ripped? Qual foi o objetivo do estúdio com este game?

O jogo é um projeto feito com paixão e muitos anos de desenvolvimento, criado pela Ana Ribeiro, que além de ser uma força criativa em pessoa, lutou muito para fazer o game acontecer e nunca desistiu. Ela estava desenvolvendo o game praticamente sozinha quando no final do ano passado trouxemos ela para dentro do estúdio, investimos no game e demos um time para terminarmos o game juntos. Não tínhamos a menor dúvida sobre isso, é um projeto do qual já éramos grandes fãs antes mesmo da Ana vir para a empresa. É cheio de surpresas, easter eggs, referências aos games do passado, ao mesmo tempo sendo super criativo e original. Não tem nada em VR parecido com ele. Além disso é uma viagem nostálgica que vai tocar qualquer um que viveu essa época dos anos 80. E é um jogo que nasceu em VR, para VR, e nem faria sentido se não fosse em VR. O nosso estúdio sempre procura projetos assim, que tem esse DNA original e que só seriam possíveis em realidade virtual, e que trazem algo novo para o meio.

Huni Kuin – game desenvolvido por índios conta lendas de tribo da Amazônia

Hoje vamos falar sobre um dos jogos que tem a cara e o espírito do Brasil: Huni Kuin: os caminhos da jibóia, um título desenvolvido pela tribo Kaxinawá que conta as memórias dos pagés da tribo originária do coração da Amazônia. O game foi desenvolvido com o intuito de mostrar a cultura indígena para aqueles que têm interesse em conhecer mais sobre as lendas indígenas e seu modo de vida.

Sim, voce não leu errado, a tribo Huni Kuin (ou Kaxinawá) desenvolveu um jogo eletrônico, que pode ser baixado gratuitamente. Trata-se de um jogo de plataforma 2D dividido em cinco episódios (Yube Nawa Aibu, Siriani, Shumani, Kui Dume Teneni e Hua Karu Yuxibu), onde os jogadores devem encarnar um jovem indio e enfrentar desafios como enfrentar cobras, salvar irmãos índios e desbravar as matas fechadas. Cada fase conta uma antiga história do povo Huni Kuin.

Mulheres da tribo Huni Kuin

“Um casal de gêmeos kaxinawá foram concebidos pela jiboia Yube em sonhos e herdaram seus poderes especiais. Um jovem caçador e uma pequena artesã, ao longo do jogo, passarão por uma série de desafios para se tornarem, respectivamente, um curandeiro (mukaya) e uma mestra dos desenhos (kene). Nesta jornada, eles adquirirão habilidades e conhecimentos de seus ancestrais, dos animais, das plantas e dos espíritos; entrarão em comunicação com os seres visíveis e invisíveis da floresta (yuxin), para se tornarem, enfim, seres humanos verdadeiros (HuniKuin).”

A proposta é propiciar uma imersão no universo HuniKuin, em que os jogadores possam entrar em contato com saberes indígenas – como os cantos, grafismos, histórias, mitos e rituais deste povo – possibilitando uma circulação destes conhecimentos por uma rede mais ampla. Inclusive a equipe de programadores auxiliou os índios a construir painéis solares para que os jovens Kaxinawá também pudessem ter acesso ao game.

O título possui gráficos cartunescos e uma jogabilidade simples, de modo que qualquer um pode apreciar o jogo, que é exclusivo para PCs. A equipe de desenvolvimento foi liderada pelo antropólogo e game designer Guilherme Meneses, que acredita que a tecnologia deve ser utilizada como ferramenta para preservação cultural do povo indígena Kaxinawá. Voce pode baixar o game exclusivamente para PCs aqui.

Sobre a tribo Huni Kuin

O jogo Huni Kuin foi possível graças aos esforços da equipe Beya Xinã Bena, grupo formado por indígenas em 2014 com o objetivo de reunir, fomentar e difundir as produções audiovisuais dos Huni Kuin do Rio Jordão.

A tribo é adepta da chamada Dau Kauin (medicina verdadeira), que mostra o conhecimento das plantas de cura do povo Huni Kuin através de ayahuasca, chacrona e rapé. A tribo é uma das mais respeitadas na fronteira entre o Acre e o Peru.

Abaixo tem um vídeo falando mais sobre o projeto Huni Kuin:

 

Noord Games organiza Game Jam em Recife que promete aproximar o Brasil e a Holanda

A cidade de Recife será a sede de uma nova Game Jam que promete aproximar o Brasil e a Holanda neste mês de julho. Organizado pelo time da startup Noord Games em parceria com a embaixada do Reino dos Países Baixos, o evento vai desafiar os produtores de games brasileiros a produzir um game do zero com o tema “Brasil-Holanda”. A ideia do tema é ressaltar a influência histórica e cultural do período da ocupação holandesa no Estado.

O evento em si acontece entre os dias 20 a 22 de julho, mas para participar você deve fazer a pré-inscrição até o dia 12 de julho. Tanto a inscrição, quanto o evento são gratuitos. Para participar, você deve formar sua equipe com até 07 pessoas. A organização promete um fim de semana inteiro de competição, mas também de muito aprendizado.

De acordo com a Noord Games, a premiação acontece apenas no dia 25 de agosto após a banca julgadora avaliar os games produzidos. A premiação total para os vencedores é de R$ 14 mil, sendo que o primeiro colocado fica com R$ 8 mil, o segundo colocado leva para casa R$ 4 mil e o terceiro colocado tem direito a R$ 2 mil. As inscrições estão abertas no site, onde também é possível consultar o edital completo.

Antes da Game Jam em si a Noord Games também realiza uma serie de palestras a fim de unir ainda mais o Brasil e a Holanda. A primeira apresentação ocorre no dia 8 de julho, quando a organização explica o que é o evento principal e em seguida teremos o Professor Maurício Rocha palestrando sobre “A Arquitetura Urbana Recife-Amsterdã”. No dia 14 de julho teremos outra palestra com o Professor Marcos Galindo cujo tema é “O Brasil-Holanda e a Cidade Mauricia”.

A Game Jam pretende atrair desenvolvedores de games e entusiastas por jogos digitais. Com o apoio da embaixada da Holanda e as palestras, pode-se esperar que o evento em si deva reunir historiadores e estudantes da cidade de Recife. Se você curte jogos eletrônicos, não pode perder!

Serviço – Game Jam Noord Games

Onde: Centro Cultural Correios Recife, Av. Marquês de Olinda, 262 – Bairro do Recife

Quando: 20 a 22 de julho

Quanto: Gratuito

Inscrições no site da Noord Games até o dia 12 de julho

BIG Festival 2018 – Chegou a hora de conhecer os grandes vencedores do maior evento de jogos independentes da América Latina

O BIG Festival 2018 terminou e foi mais um sucesso retumbante, apresentando as novas tendências dos jogos independentes do Brasil e do mundo. O evento contou com a presença de milhares de visitantes no Centro Cultural São Paulo, de modo que o evento deu a oportunidade dos jogos da feira em aumentar a sua participação em solo brasileiro, além de conquistar a atenção da mídia e investidores.

O BIG 2018 deu ainda aos desenvolvedores indies a oportunidade de apresentar seus projetos a uma platéia composta por desenvolvedores, potenciais investidores, nomes relevantes do game design nacional e internacional, jornalistas e outros formadores de opinião. Além disso, os visitantes da feira tiveram a oportunidade de colocar as mãos nos projetos e votar em seus favoritos.

Quem se sagrou vencedor da noite foi o polonês Frostpunk, da desenvolvedora 11 bit Studios. O game para PCs levou o título de Melhor Jogo na premiação. Ele coloca o jogador no papel de administrador de uma cidade no séc. XIX, com a diferença que há mecânicas de survival e estratégia. O título, aliás, já está disponível para jogatina.

Já na categoria Melhor Jogo brasileiro ficou com os talentosos desenvolvedores da Mad Mimic Interactive e seu ambicioso No Heroes Here. O título do gênero tower defense fez bastante sucesso graças ao modo multiplayer cooperativo que é bastante visceral. O Brasil ainda teve outros prêmios importantes como Melhor Jogo Infantil, por Foffuuu; e no BIG Impact, com Marvellous.

De acordo com a organização do evento, nesta edição foram inscritos mais de 156 jogos. Os grandes vencedores apresentaram características que fazem de seus produtos únicos, tais como aspectos audiovisuais, interativos, mecânica e criatividade. Os grandes ganhadores receberam um belo troféu e um prêmio de R$ 10 mil cada.

Abaixo você vê os vencedores do BIG Festival 2018:

 

Melhor Jogo
VENCEDOR: Frostpunk (11bit Studios), da Polônia
Comentário do Júri Internacional:
“Seu gameplay inteligente alcança um novo marco ao combinar estratégia, conexão emocional e fantástico visual artístico.”

Melhor Jogo Brasileiro e Melhor Jogo Voto Popular
VENCEDOR: No Heroes Here (Mad Mimic Interactive), do Brasil
Comentário do Júri Internacional:
“Amizades frenéticas e gameplay caótico. É isso que um couch co-op tem que ser.”

Melhor Jogo da América Latina
VENCEDOR:Iron Marines (Ironhide Game Studio), do Uruguai
Comentário do Júri Internacional:
“A grande conquista de perfeitamente traduzir um RTS para mobile.”

Melhor Gameplay
VENCEDOR: Dead Cells (Motion Twin),da França
Comentário do Júri Internacional:
“Mecânicas inovadoras combinadas com direção de arte linda chamam a atenção até daqueles que nunca ouviram falar do gênero metroidvania.”

Melhor Multiplayer
VENCEDOR: Muddledash (Slampunks), do Reino Unido
Comentário do Júri Internacional:
“Uma reimaginação única, acessível e muito fofa do gênero de corrida.”

*Melhor Jogo Infantil
Fofuuú (FOFUUU SOLUÇÕES TECNOLÓGICAS PARA SAÚDE E EDUCAÇÃO LTDA), do Brasil
Comentário do Júri:
“Um game que coloca empatia e diversão em fonoaudiologia.”

*Melhor Jogo BIG Brands 
VENCEDOR: PSG FOOTBALL FREESTYLE (Hermit Crab Studio), do Brasil
Cliente: Paris Saint-Germain (PSG Football Club)
Comentário do Júri:
“Jogo que explora o tema do futebol de maneira bastante interessante, com jogabilidade desafiadora e conceito visual dinâmico. PSG Football Freestyle entrega uma boa experiência casual e valoriza a marca do cliente.”

*BIG Impact – Educacional 
VENCEDOR: MARVELLOUS INC (Marvellous Soft), do Brasil
Comentário do Júri:
“Introduz os jogadores ao mundo da lógica de programação, alcançando uma experiência sólida e engajadora.”

BIG Impact – Questões Sociais
VENCEDOR: Lenin The Lion (Lornyon), do Brasil
Comentário do Júri Internacional:
“Lenin the Lion lida com uma importante e complexa questão social como a depressão através de gameplay simples e cativante.”

Melhor Jogo de Realidade Virtual
VENCEDOR: Luna (Funomena LLC), dos Estados Unidos
Comentário do Júri Internacional:
“Um exuberante playground imersivo que é perfeito para VR.”

Melhor Arte
VENCEDOR: CHUCHEL (Amanita Design), da República Tcheca
Comentário do Júri Internacional:
“É como estar em um programa de criança, impossível não sorrir.”

Melhor Narrativa
VENCEDOR: Where The Water Tastes Like Wine (Dim Bulb Games), dos Estados Unidos
Comentário do Júri Internacional:
“Uma façanha narrativa. Um time colaborativo de 21 escritores uniram forças para construir essa coesa coleção de fábulas interativas.”

Inovação 
VENCEDOR: Haimrik (Below The Game), da Colômbia
Comentário do Júri Internacional:
“Inovação é a palavra. Literalmente.”

Melhor Som
VENCEDOR: Rhythm Doctor (7th Beat Games), do Peru
Comentário do Júri Internacional:
“Faz seu coração bater.”

Melhor Jogo de Estudante 
VENCEDOR : Motif (Yeta Gamefrost), Turquia
Comentário do Júri Internacional:
“Um caleidoscópio de diversão geométrica”.

*Menção Honrosa – Melhor Jogo de Estudante Brasileiro
VENCEDOR: WILD GLORY (LAJE Studios e Manalith Studios), da PUC-PR
Comentário do Júri:
“Um frenético multiplayer competitivo em que personagens carismáticas se digladiam diante de um público fanático. A diversão é garantida, mas tome cuidado para não perder suas amizades.”

BIG Starter – Melhor Jogo Educacional ou de Impacto Social
VENCEDOR: Mompas (Studio Nebulosa)
Comentário do Júri:
“Divertido, educativo e competitivo. Leva em conta os conhecimentos individuais.”

BIG Starter – Melhor Jogo de Entretenimento
VENCEDOR: One Beat Min (PixJuice)
Comentário do Júri:
“Proposta diferenciada com estética singular e potencial de público.”

NÃO é Cilada, Bicho. Vem ver o Zueirama, o game mais zueiro do Brasil

Existem jogos raiz e jogos nutella. O jogo de hoje é o Zueirama, um game completamente raiz, sem sombra de dúvidas. Afinal ele é daqueles tipos que é impossível pegar ranço. Veja bem, primeiramente, fora Temer. Segundamente, ele é brazuka, é indie e é todo inspirado no esporte mais popular das terras brazilis (e não, não é o futebol), é a zueira, mermão!

Criado por três amigos (que precisam ser estudados), o Zueirama faz exatamente isso que você viu no primeiro parágrafo, ou seja, uma ode a todos os memes que você e seus amigos vivem compartilhando nas redes sociais. Ele é todo inspirado nos jogos de sucesso dos anos 90 e no povo brasileiro, fazendo uso do bom humor e de muitas referências.

Em seu cerne, Zueirama trata-se de um platformer com progressão lateral, porém ao invés de só passar as fases, você deve completar missões que envolvem trollar personagens pelo caminho. Tudo para arrancar boas risadas dos jogadores. Afinal (já dizia o poeta) “a zueira não tem limites”. A versão final vai contar ainda com perseguições, conduzir um disco voador e até entregar pizzas.

Tem até um breve roteiro para justificar tanta trollagem: o Sargento Sádipo está acabando com o bom humor das pessoas, de tal modo que elas estão se dividindo entre coxinhas e mortadelas. Para frustrar os planos do sórdido Sádipo, entra em ação a “dupla de dois” composta por Zoinho, um motoboy preguiçoso e o Tião, um exímio domador de onças.

Você deve estar se perguntando por que um motoboy e um domador de onças? Bem, eu não sei, bicho, mas os produtores disseram que se juntos eles já causam, imagina juntos. Afinal estamos falando de belos exemplares da espécie “huehue brbr”. Ao longo da aventura você vai se deparar com inimigos bem característicos do Brasil, como um maromba (birl), coxinhas, corotinhos e mortadelas. Mas não se preocupe: você pode usar sua vuvuzela atômica para acabar com eles.

A jogabilidade lembra os clássicos 16 bits como Super Mario, Sonic, Bubsy, entre outros. A animação, aliás, merece destaque especial, pois os desenvolvedores conseguiram unir o melhor da pixel art com uma jogabilidade fluída e gráficos bem coloridos. A intenção é que qualquer um possa curtir o jogo. E não pode ficar de mimimi.

 Zueirama está em campanha no Catarse e precisa de apoio da comunidade para ser lançado com todo o conteúdo idealizado pelos produtores. Não adianta dizer que nunca nem viu ou ouviu falar desse jogo! Se você está aqui, não tem como desver. Há uma versão demo disponível no itch.io. Os produtores esperam que você fique zero dias sem parar de jogar.

Abaixo você vê o trailer de Zueirama:

Massive Work Studio divulga mais detalhes do impressionante jogo Dolmen

Foram apenas duas semanas para acabar o período de financiamento coletivo de DOLMEN, o jogo Indie brasileiro inspirado na franquia Dark Souls e que promete qualidade em.níveis altíssimos. A equipe da Massive Work Studio decidiu envolver ainda mais a comunidade neste período tão importante do jogo  mostrando um pouco mais dos bastidores de seu horripilante RPG de ação.

O vídeo abaixo apresenta a enorme e misteriosa espaçonave Zoan, o veículo que será tão essencial durante a jornada do protagonista. A nave Zoan é onde a jornada começa. Ela contém algumas das tecnologias mais avançadas da humanidade e funciona como uma pequena porção de normalidade no mundo de DOLMEN – atuando como uma jangada proverbial para o jogador que enfrenta o planeta, até então inóspito, de Revion Prime.

Além de uma sala de comando e estação de trabalho totalmente equipada para construir e modificar armas e armaduras, a nave também conta com uma cozinha. Zoan também atua como o maior inventário do protagonista, significando que os recursos obtidos no mundo exterior que não forem armazenados lá podem ser perdidos para sempre.

A nave Zoan e o protagonista são apenas alguns dos aspectos cuidadosamente construídos do jogo que fazem de DOLMEN absurdamente detalhado e fascinante.

Veja o vídeo DOLMEN: The Main Character e The Zoan Ship abaixo:

Jogo brasileiro Sword of Yohh estará presente na Game Developers Conference (GDC) 2018

Hoje vamos falar de um jogo independente criado pelo estúdio UNDEVS, de São Paulo. Trata-se de Sword of Yohh, um game de combate multiplayer 2D com inspiração no gênero tower defense. Aqui o objetivo é destruir o totem do jogador adversário antes que ele destrua o seu próprio totem. Mas não pense que a terafa será fácil: os adversários (assim como você) podem usar armas poderosas e até manipular o cenário para ganhar vantagem no combate.

As batalhas acontecem num campo de batalha bastante ritualístico de um templo abandonado. Os totens apenas podem ser destruídos pelas poderosas Espadas de Yohh. A jogabilidade lembra uma partida de handball, com a diferença que ao invés de uma bola, vocês usam a mítica espada de Yohh. Quem estiver com a espada pode destruir o totem do adversário.

A jogabilidade é simples, porém bem fundamentada, de tal modo que há suporte para até quatro jogadores em simultâneo. Você pode escolher entre 7 personagens e o vencedor é definido por quem acertar a enorme espada no totem inimigo três vezes. Os visuais são um dos pontos mais bem avaliados da obra, graças ao design em preto e branco e as construções cheias de detalhes.

A impressão foi tão boa que Sword of Yohh é um dos destaques da Game Developers Conference 2018, nos EUA. O jogo foi vencedor da EPIC Game Jam Brasil e premiado no Rock in Rio 2017. A UNDEVS marcará ainda presença no estande da IDJ Games, na GDC Play, exposição de jogos independentes que acontece dentro da GDC. De acordo com os desenvolvedores, Sword of Yohh é apenas o primeiro game da IP Children of Yohh, que nasceu durante a Epic Game Jam, em São Paulo. A previsão de lançamento é para o final deste ano.

Abaixo tem o trailer de Sword of Yohh:

 

Kinship viaja aos Estados Unidos para participar da Game Developers Conference e Game Connection America

A Game Developers Conference e a Game Connection América são dois dos eventos mais importantes no calendário dos desenvolvedores de jogos eletrônicos. E não é por menos: tanto a GCA como a GDC contam com a participação das principais empresas desenvolvedoras de games do mundo e são reconhecidas pela indústria como excelentes oportunidades para ampliar a rede de contatos, alinhavar ou fechar parcerias e adquirir conhecimento. A desenvolvedora brasileira Kinship decidiu levar uma comitiva até os dois eventos a fim de levar seus projetos e quem sabe fazer negócios importantes. A GCA acontece de 19 a 21 de março, e a GDC ocorre de 19 a 23 de março.

Enquanto a GDC é destinada ao desenvolvimento dos profissionais do setor e oferece espaços para exposições e debates, a GCA é totalmente voltada para business. Tanto a GCA como a GDC contam com a participação das principais empresas desenvolvedoras de games do mundo e são reconhecidas pela indústria como excelentes oportunidades para ampliar a rede de contatos, alinhavar ou fechar parcerias e adquirir conhecimento. Enquanto a GDC é destinada ao desenvolvimento dos profissionais do setor e oferece espaços para exposições e debates, a GCA é totalmente voltada para business.

“É a primeira vez que a Kinship participará da GCA e da GDC e nosso foco estará totalmente em Skydome, game para PC de action tower defense e que deve ser lançado ainda este ano. Será uma grande oportunidade de aprendizado para a equipe da Kinship e esperamos não só ampliar a visibilidade sobre o estúdio, mas também fazer muitos novos contatos e negócios”, disse Cheny Schmeling, diretor criativo da Kinship.

O game a ser apresentado pela Kinship é Skydome, um tower defense que coloca dois times para lutar em arenas e invocam ondas crescentes de personagens para conquistar o artefato adversário. Em paralelo, os times precisam defender seu próprio artefato dos avanços hostis das criaturas inimigas.

Cada jogador escolhe um campeão do Skydome entre vários disponíveis, sendo que cada um tem seu próprio estilo de jogo e um conjunto diferente de habilidades, como as poderosas e inovadoras intervenções, que podem ser lançadas diretamente na arena adversária. Uma intervenção bem utilizada, além de deixar as partidas mais interessantes e imprevisíveis, pode modificar completamente o resultado do confronto. Mais informações no site do desenvolvedor.

Abaixo tem um trailer de Skydome, o jogo desenvolvido pela Kinship: