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Diretor do game Batman é a 1ª atração Internacional confirmada para o BIG Festival

A organização do BIG Festival acaba de anunciar a sua primeira atração internacional. O diretor de cinemática Stefan Leblanc estará no evento para palestrar sobre o processo de criação de jogos AAA a partir do dia 29 de junho, às 10h. O produtor é um dos responsáveis pelo game Batman: Arkham Origins e Prince of Persia: The Forgotten Sands, além de estar envolvido em Deus Ex: Mankind Divided, da Square Enix, desenvolvido pela Eidos Montreal. Stefan LeBlanc é especialista em direção e em produção de filmes tradicionais e é apaixonado por animação. Ele também dirige seriados e desenhos de televisão. Segundo ele, trabalhar com captura de movimentos o permitiu juntar essas duas paixões. A expectativa é que o produtor fale sobre como é o trabalho em grandes estúdios e inspire os desenvolvedores indies que estarão no BIG Festival.

Inscrições de jogos para o BIG encerram nesta semana

Stefan Leblanc, diretor de cinemática de Batman é um dos destaques do BIG Festival
Stefan Leblanc, diretor de cinemática de Batman é um dos destaques do BIG Festival

Para os desenvolvedores de jogos que desejam participar da competição principal do BIG Festival, o prazo final das inscrições é 23 de Abril. Basta acessar o site e inscrever-se gratuitamente. De acordo com as normas do evento, somente os projetos inéditos ou publicados há, no máximo, dois anos serão aceitos. A expectativa é que o evento supere o sucesso do ano passado, quando o BIG Festival recebeu a inscrição de 515 jogos de 48 países diferentes, sendo quase metade deles (232) produzidos no Brasil. Foram 18 mil visitantes em 2016, sendo 2.400 profissionais do setor. O evento oferece palestras e apresentações de executivos e desenvolvedores da indústria global de jogos, rodadas de negócios para criadores independentes, pitching de negócios no BIG Starter e o BIG Booth, com jogos brasileiros convidados para participarem da exposição. A entrada é gratuita e a cada nova edição bate-se recorde de público e de mídia.  

Serviço – 5º BIG Festival (Brazil’s Independent Games Festival)

 

De 24 de junho a 2 de julho (Segunda, 26, não abre) De terça a sexta: 10h às 22h / Sábado e domingo: 14h às 22h Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro 1000 – Paraíso, SP Entrada: Gratuita

BIG Starter premiará jogos em desenvolvimento com R$ 20 mil

O BIG Festival 2017 também tem espaço para quem ainda não terminou o seu game. O evento premiará jogos em desenvolvimento através do BIG Starter, competição dedicada a jogos em desenvolvimento, ou que ainda não tenham sido publicados, por desenvolvedores independentes. O prazo limite para submeter os projetos é até 14 de maio. São duas categorias, ‘Melhor Jogo Educacional’, e ‘Melhor Jogo de Entretenimento’, e os vencedores receberão um troféu e um prêmio de R$ 20 mil cada.

Para participar, basta entrar no site do BIG Festival, na página do BIG Starter e se cadastrar, clicando no link “Inscreva seu projeto aqui”, e então seguir as instruções do formulário. O evento tem parceria da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e a Dow é uma das patrocinadoras, responsável pela premiação de ‘Melhor Jogo Educacional’.

originalDe acordo com os organizadores do evento, serão até 7 finalistas. Os participantes podem enviar quantos games desejarem, para as categorias que desejarem. Os finalistas terão a oportunidade única de apresentarem seus projetos a um público com nomes de destaque na indústria, nacional e internacional, à imprensa e a investidores no dia 28 de junho, dentro do BIG Festival, no Centro Cultural São Paulo.

Novas regras do BIG Starter

Diferentemente dos anos anteriores, porém, desta vez a competição exige que os participantes submetam também um plano de negócios detalhado. O comitê de avaliação irá analisar a qualidade geral do projeto de jogo e o plano de negócios. Os critérios incluem aspectos audiovisuais, interativos, mecânica e acabamentos gerais. Daí, os projetos finalistas serão selecionados. É preciso cuidado, pois qualquer erro de informação na inscrição desclassificará o concorrente.

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Na apresentação dos finalistas, será levado em conta todo o material apresentado, o potencial de mercado do projeto, e a consistência do plano de negócios. Projetos baseados em propriedades intelectuais registradas deverão obrigatoriamente fornecer um contrato de permissão de uso.

Todos os jogos submetidos deverão ser inéditos e de propriedade de seus criadores. E mais uma coisa importante: os participantes podem enviar o mesmo projeto que submeterem ao BIG Starter à competição principal do BIG Festival, contanto que ele cumpra todas as regras. Não perca tempo, inscreva seu projeto na página do BIG Starter e comece a torcida!

BIG Festival procura projetos de VR e AR para novo line-up de palestras sobre Realidade Virtual e Aumentada

O BIG Festival 2017 começa apenas em 24 de junho, mas as novidades já estão rolando a todo vapor. Uma das mais interessantes é que a quinta edição vai ter um line-up específico sobre realidade virtual e realidade aumentada. Esta será uma oportunidade única para quem ainda não conseguiu testar os novos óculos de realidade virtual e aumentada.

O BIG Festival convidou três dos profissionais brasileiros que mais se destacam na criação de games com essas tecnologias para ajudar na construção dessa vertical. Orlando Fonseca Jr, da IMGNATION Studios; Pedro Kayatt, da VR Monkey; e Tiago Moraes da Ovni Studios, serão os parceiros da organização do evento para trazer o que há de mais atual em VR, AR e games.

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Mas não pense que o espaço dedicado a realidade virtual se limita apenas aos três produtores. Na verdade, se a sua empresa tem jogos prontos e você deseja participar do line-up de palestras do BIG Festival, você pode inscrever seu game ou caso de sucesso no site do evento. Se aprovado, você pode apresentar seu projeto no maior evento de jogos independentes da América Latina.

Mais novidades sobre o BIG Festival 2017

E as novidades do BIG Festival não param por aí: a organização do evento também procura iniciativas de empresas, escolas, fundações e outras organizações brasileiras envolvidas com jogos para aprendizagem, saúde e impacto social, para exporem e discutirem suas experiências na programação do BIG Impact.

mario-lapin“Buscamos dar visibilidade a casos de games aplicados na transformação positiva do mundo, seja apoiando a aprendizagem em qualquer faixa etária, fomentando a saúde, ou promovendo a cidadania e as causas sociais. É um campo que cresce rapidamente no Brasil, e acreditamos que o compartilhamento de histórias dos pioneiros desta indústria, incluindo seus fundamentos, acertos, erros e resultados serão essenciais para o amadurecimento e a expansão do setor no país, aumentando ainda o potencial de exportação e de participação da nossa indústria no mercado global”, afirma Mario Lapin, curador do BIG Impact e CEO da Virgo Games.

Se você já desenvolveu ou participou do desenvolvimento de jogos de impacto, ou se você tem algum projeto incrível em mente, não fique fora do line-up de palestras do BIG Impact. Inscreva seu jogo ou iniciativa lúdica de impacto para apresentar-se na programação do BIG Impact aqui.

ADjogosRS celebra resultados do BIG Festival

O BIG Festival já passou, mas ainda tem uma galera comemorando os resultados obtidos na feira. Entre os mais contentes estão as empresas filiadas à ADJogosRS (Associação de Desenvolvedores de Jogos Digitais do Rio Grande do Sul), pois além de participar e mostrar deus jogos, algumas empresas ministraram palestras e nada menos que três devs abocanharam as principais categorias na premiação, incluindo Melhor Jogo e Melhor Jogo Brasileiro.

A comitiva levada pela ADjogosRS à São Paulo contou com 14 empresas associadas. No total, os representantes das empresas gaúchas participaram de 180 reuniões, tanto dentro quanto fora do matchmaking e as expectativas são de resultados positivos neste período pós-evento. A oportunidade serviu para discutir parcerias e futuros negócios com empresas de outras regiões do Brasil. De acordo com Ivan Silveira, diretor executivo da ADJogosRS, a intenção é atrair mais expositores para o DASH, evento da organização gaúcha que deve ocorrer em outubro.

Gaúchos filiados à ADjogoRS levaram os principais prêmios do evento

Como se não bastasse, durante a cerimônia de premiação, realizada no dia 30 de junho, três empresas gaúchas venceram em diferentes categorias. A Rockhead Games, de Porto Alegre, venceu a categoria Melhor Jogo Brasileiro, pelo título Starlit Adventures. Já o jogo Horizon Chase, da também porto-alegrense Aquiris Game Studio, faturou o prêmio na categoria Melhor Jogo. Essa foi a primeira vez que um game desenvolvido por uma empresa brasileira venceu a categoria. A Imgnation Studios venceu o prêmio BIG Starter Entretenimento, pelo jogo Monowheels VR.

“Horizon Chase ter vencido como Melhor Jogo do BIG foi incrível. E também histórico, já que foi a 1ª vez que um brasileiro venceu a principal categoria do festival. A Aquiris está em festa! Em especial porque um prêmio com esta grandeza avaliza ainda mais a importância de Horizon Chase como um dos principais jogos já feitos pela indústria nacional até hoje”, declarou o CEO da Aquiris Game Studio, Israel Mendes.

A ADJogosRS não chegou a dar maiores detalhes sobre o DASH, mas a movimentação da organização em busca de novos expositores e parceiros serve de indicativo de que as coisas devem começar a ser divulgadas em breve.

BIG Festival recebe inscrições de 515 jogos de 48 países

O BIG Festival 2016 promete ser um dos mais disputados dos últimos anos, pois a organização do evento recebeu nada menos que 515 inscrições vindas de 48 países. O número representa um recorde que demonstra a importância que o evento vem recebendo a cada nova edição. Com tantos inscritos, é possível que o número de visitantes seja ainda maior que a edição anterior, que levou mais de 12 mil pessoas ao Centro Cultural em 2015.

O evento deste ano acontece de 25 de junho a 03 de julho, novamente no Centro Cultural São Paulo, na capital paulista. A maioria dos jogos inscritos, 232, são de estúdios brasileiros, o que representa 45,1% do total. Estados Unidos (36 jogos), Canadá (26) e França (24) vêm logo atrás em número de inscritos. Considerando a plataforma, 57,5% do total são jogos para computador, 35,7% para mobile, 5,6% para navegadores, 0,8% para consoles e 0,4% para outras plataformas.

Destes 515 jogos inscritos, serão selecionados aproximadamente 40 títulos finalistas (a data aproximada para a divulgação dos finalistas é 13 de maio), e todos estarão disponíveis em uma exposição aberta ao público. Os visitantes do BIG Festival poderão testar os jogos de forma gratuita e também contribuir votando em seus favoritos.

Os games serão analisados pelo Comitê de Seleção do festival e os finalistas irão competir nas categorias Melhor Jogo, Melhor Jogo da América Latina, Melhor Jogo Brasileiro, Melhor Som, Melhor Arte, Melhor Narrativa, Melhor Gameplay, Inovação, Melhor Jogo Educacional ou de Impacto Social e Voto Popular, além de uma premiação especial para o Melhor Jogo Ambiental, uma adição nova ao evento. Ao todo, serão distribuídos R$ 52 mil em prêmios, além da visibilidade que o BIG Festival garante aos vencedores.

Confira tabela com os números de inscritos no BIG Festival:

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Serviço – 4º BIG Festival (Brazil’s Independent Games Festival)

De 25 de Junho a 3 de Julho (Segunda, 27, não abre)
De terça a sexta: 10h às 22h / Sábado e domingo: 14h às 22h
Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro 1000 – Paraíso, SP
Entrada: Gratuita

Camaleão Digital lança Rush World Car para Android

O estúdio indie brasileiro Camaleão Digital lançou outro game que vale menção: Rush World Car. Trata-se de um game de carros com jogabilidade em 2D que coloca o jogador para rodar as pistas das principais cidades do mundo como São Paulo, Londres, paris, Sidney, New York, Tóquio, Moscou, entre outras. Diferente de jogos de corrida convencionais, o desafio não é chegar em primeiro, mas passar pelos diferentes obstáculos que estas metrópoles guardam.

Entre os obstáculos, o jogador deve ser rápido para desviar de construções, buracos, rios, andaimes e muito mais. Cada veículo possui física própria, de modo que as coisas podem ficar mais inesperadas e divertidas. Até mesmo as condições climáticas podem ser fator determinante para que o jogador conduza seu veículo melhor.

A ideia é que não basta ser rápido, mas também cuidadoso. Porém não se engane: Rush World Car apresenta um cronômetro em cada fase, de modo que o jogador deve finalizar cada fase no tempo definido, ou seja, seja cuidadoso, mas não seja tão lento. O ideal é ter reflexos rápidos e um pouco de sorte, por que não?

Pegar todas as engrenagens espalhadas ao longo de cada fase do game é vital, pois do contrário você não conseguirá subir de nível. A jogabilidade é bem simples: basta pressionar nas setas indicadas para que o veículo realize o movimento desejado como andar para frente, dar ré ou até mesmo pular. O game até pode ser descrito como casual e graças a sua simplicidade deve agradar qualquer tipo de jogadores, inclusive os mais jovens.

Os cenários são bastante coloridos e bem desenhados, de forma que o jogador vai gostar bastante da direção de arte que o game possui. O título já está disponível para Android e o professor Edward, criador da Camaleão Digital, convida a todos a fazer parte desses testes que visa melhorar o game em breve. Vale destacar que Rush World Car vai participar da edição 2016 do BIG Festival.

Abaixo você confere o trailer de Rush World Car:

Desenvolvedoras brasileiras participam da Game Connection Europa, em Paris

Um grupo de desenvolvedores brasileiros participaram de um evento para atrair mais investidores da indústria ao Brasil. Trata-se do evento Game Connection Europa, que ocorreu em Paris entre os dias 29 e 31 de outubro. Houve um estande chamado Projeto Brazilian Game Developers dedicado aos projetos brasileiros.

Representou o Brasil durante o evento nove estúdios, sendo eles: a Flux (SP), Kokku (PE), Movile (SP), Smyowl (SP), Gamebiz (SP), Gameplan (SP), Manifesto (PE), CatNigiri (SC) e Lumentech (SE). A Brazilian Game Developers é fruto da parceria entre a Abragames e a Apex-Brasil. Somados, os 20 estúdios participaram cerca de 20 profissionais. Além de exibir suas criações, os estúdios trabalharam na captação de novos negócios, uma vez que foram pré-agendadas uma série de reuniões.

Durante o evento foi lançado o 1º Catálogo Internacional da Indústria Brasileira de Games. Este catálogo, no formato de website,  reune cerca de 200 empresas nacionais dedicadas aos jogos eletrônicos. Nele, as empresas cadastram seu portfólio em inglês, informando o perfil da empresa, jogos desenvolvidos, serviços etc. Empresas correlatas, como de música (trilha sonora), legais (escritórios especializados em direito autoral) entre outras, também poderão cadastrar seu portfólio.

A ideia do catalogo é aumentar a credibilidade internacional do Brasil no setor e mostrar que temos uma indústria unida, oferecendo um número de empresas expressivo e com soluções sofisticadas. Espera-se que se abram novos negócios para produtores brasileiros no mercado europeu em diversos segmentos como jogos de entretenimento, jogos sérios, advergames, soluções corporativas como gamificação, distribuição, meios de pagamento, serviços de facilitação para entrada de investimento internacional, coprodução e outsourcing.

Vale destacar que o Projeto Brazilian Game Developers é um programa sem fins lucrativos, deste modo, todos os produtores nacionais que estiverem interessados em divulgar seu produto/marca são convidados a participar do programa.

BIG Festival leva mais de 8 mil visitantes ao Centro Cultural São Paulo

O BIG Festival (Brazil’s Independent Games Festival) encerrou suas atividades com um saldo positivo para o mercado de games independentes: mais de 8 mil visitantes passaram pelo Centro Cultural São Paulo. Esse número de visitas foi alcançado nos oito dias de evento (10 a 18 de maio) e serviu para atestar a importância do mercado indie no Brasil.

De acordo com a organização, o sucesso excedeu as expectativas. Tanto que o evento será anual e irá ocorrer na mesma época desta última edição, com data ainda a ser definida. “Estamos muito satisfeitos com os resultados obtidos neste ano. O BIG dobrou de tamanho e agradecemos a todos que puderam visitar o festival, disse Gustavo Steinberg, Diretor Executivo do BIG Festival.

O BIG destaca-se por ser o primeiro evento de games independentes do Brasil e por contar com uma premiação especial para os jogos que mais se destacam nesse nicho. Na etapa de premiação, por exemplo, haviam 22 jogos classificados disputando prêmios que totalizavam R$ 45 mil. Os visitantes puderam testar esses jogos e votar em seus favoritos, tornando a eleição mais democrática.

Além da premiação, o BIG também possui uma vertente mais voltada ao business, permitindo que desenvolvedores façam contatos profissionais valiosos. O evento recebe, inclusive, executivos internacionais de grandes empresas, que se dispõem em reunir-se com os desenvolvedores.

“Este ano recebemos 23 convidados internacionais entre publishers, investidores e desenvolvedores vindo do Canadá, Estados Unidos, Japão, países europeus e Nova Zelândia. Um orgulho organizado o BIG Business Forum, nosso B2B, rico em conteúdo e que, tenho certeza, alavancou novas oportunidades comerciais para nossas empresas no mercado internacional e acrescentou muito conhecimento aos desenvolvedores brasileiros, pois todas as palestras estiveram lotadas”, explicou Eliana Russi, gerente executiva do Brazilian Game Developers Export Program, parceria da Abragames com a Apex Brasil.

De acordo com dados pós-evento, o BIG Business Fórum recebeu pelo menos 717 participantes, que acompanharam palestras e agendaram cerca de 270 reuniões durante o evento. O Fórum de São Paulo contou com a participação de 50 empresas na rodada de negociações com desenvolvedores.

Com todo este sucesso, é mais do que esperado que a edição 2015 seja ainda mais visitada e ganhe ainda mais atenção da mídia e do público. Esta foi a segunda edição do BIG e torcemos para que os frutos do evento surjam logo entre os desenvolvedores que compareceram.

Inscreva seu Game Indie no 2º Brazilian International Game Festival

Quem se lembra do BIG, o Brazilian International Game Festival, o evento que celebrava os melhores games independentes da temporada 2012? Após um longo período sem qualquer novidade, eis que o evento volta à ativa.

Os organizadores acabaram de abrir as inscrições para que os desenvolvedores mandem seus jogos para participar do evento. Em sua segunda edição, o BIG permitirá que qualquer um se inscreva e mande seu jogo (independente da plataforma).

A inscrição é grátis e vai até o dia 31/03/2014. O melhor jogo do evento ganha o prêmio de R$ 12 mil. Além disso, os jogos finalistas ficarão disponíveis para testes públicos durante o festival.

Além da exposição dos jogos mais bem avaliados, o evento contará com uma DemoNight, em que desenvolvedores poderão mostrar seus projetos. A DemoNight tem inscrição até o dia 15 de abril. Vale a pena ler o regulamento. É uma grande oportunidade de colher feedbacks de autoridades em game design.

O BIG tem patrocínio da Prodesp e do BNDES, com parceria com a Apex Brasil. A data programada para o evento é entre os dias 10 a 18 de maio no Centro Cultural de São Paulo. Mais informações no site do evento.

Balanço geral: como foi o Brazilian International Game Festival

Festival BIG / Brazilian International Game Festival

Fim de jogo! Após 11 dias de muita jogatina, experimentos, palestras, demonstrações e negócios, teve fim o BIG Brazilian International Game Festival (leia mais aqui), evento de games dedicado aos jogos independentes realizado no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo. O GameReporter esteve lá acompanhando esse evento tão peculiar e traz agora o que de melhor ocorreu.

A primeira (e principal) atração do BIG era a exposição de jogos independentes. O pessoal da organização reservou um amplo espaço no Museu a fim de disponibilizar os 19 jogos presentes na exposição para o público visitante. Dava para testar os jogos para conhecer seus visuais e mecânicas antes de votar em quais eram os melhores. O melhor é que alguns dos games presentes na exposição eram verdadeiras peças de arte dignas de estarem em um museu, vejam vocês.

Um dos destaques da exposição era um game para iPad chamado Fingle, da Game Oven Studios. O game era bem simples: a tela apresentava alguns quadrados que deveriam ser arrastados até serem sincronizados com outros quadrados “fantasmas”. Parece bem simples não?  A dificuldade chegava nas fases em que os quadrados começavam a se mexer ou estavam em posições afastadas, obrigando o jogador a dar nós em seus dedos para sincronizar os quadrados. Simples, funcional e divertido, dá até para jogador em duas pessoas.

Outro destaque digno de nota é o jogo Papo & Yo do estúdio Minority do Canadá. O game já havia sido lançado em agosto para a PSN, mas ainda não havia sido apresentado ao público brasileiro. O game é um grande puzzle que coloca o jogador na pele de um garoto chamado Quico em uma favela brasileira. O game é cheio de analogias e o grande destaque é o modo como os desenvolvedores utilizaram a imaginação de Quico para resolver os puzzles. Anote aí, pois deveremos falar desse jogo novamente no futuro.

Outro jogo que se fez notar foi Unmechanical , que se tornou bem famoso entre os fãs de jogos indie. No título, você controla um robozinho que deve explorar cavernas e resolver puzzles. Apesar da ideia simples, o game agrada bastante pela ambientação e os quebra cabeças envolventes. O game, aliás, ganhou o prêmio máximo do evento (a lista de vencedores você confere logo abaixo).  Além destes jogos, haviam outros destaques como Awesomenauts, Capsized, Tiny & Big, entre outros .

Os 19 games que estavam no evento concorriam ainda nas categorias da premiação que rolou no antepenúltimo dia do evento a prêmios variados, dependendo de cada categoria. O prêmio máximo era de R$ 30 mil. Ainda sobre a exposição, vale dizer que uma das primeiras que você veria ao chegar na exposição era um telão exibindo o vídeo de apresentação de Angry Birds Star Wars, apesar do game não estar lá, claramente mostrando um caso de sucesso entre os desenvolvedores indies. Afinal, nunca se sabe se algum dos games ali também podem se tornar tão grandes quanto o game da Rovio…

Além da exposição, outra atração interessante do BIG foi a Dev Island, um desafio que colocou quatro times para encarar o desafio de produzir um game do zero em apenas 24 horas. Havia algumas diretrizes que os times deveriam seguir para criar o game. O tema era ”comer, beber e jogar”, ou seja, dá para imaginar que dali saiu projetos muito divertidos.  O times participantes foram o Fire Horse, o Behold Studios, o Catavento e o Miniboss. Cada um deles teve de vencer o sono e as dificuldades de se desenvolver um game com um prazo apertado, mas garantindo que estaria jogável ao final do evento.

Outra atração muito bem conduzida do BIG foi a Demo Night, uma noite em que desenvolvedores independentes podiam apresentar seus projetos no palco e serem julgados por investidores e empresários do ramo, alguns deles vindos de empresas grandes como a Konami e a Microsoft. A ideia era que se não saíssem do BIG com um negócio fechado, ao menos saíssem de lá com um feedback de como deveriam conduzir seus games a fim de melhorá-los até serem publicáveis.

Os desenvolvedores apresentavam seus games e em seguida os representantes das empresas os julgavam, mais ou menos como ocorre em TCCs na Universidade. As apresentações serviram para mostrar que nossos desenvolvedores realmente sabem fazer jogos, pois alguns estavam com qualidade excedendo as expectativas como Schrödy, Toren e XH2O. Ao todo, dez games se apresentaram na Demo Night, cada um tentando ganhar seu espaço e mostrando que tem potencial para ser lançado por uma grande Publisher.

Outras atrações do evento foram os workshops e palestras com os profissionais e convidados do evento, que falavam ao público um pouco sobre suas empresas, e variados temas envolvendo os jogos eletrônicos e suas relações, como por exemplo, “games e educação” e “games e a televisão”, “games e negócios”, e por aí foi. Foi um dos momentos em que dava para tirar algumas dicas para se tornar um desenvolvedor de um game de sucesso.

Para fechar o BIG ainda teve um coquetel entre os desenvolvedores, jornalistas, empresários e convidados para aquele bate-papo esperto, pegar contatos e fechar negócios. Após isso, houve a exibição do documentário Indie Game: The Movie, que já falamos aqui no GameReporter em outras ocasiões. Parece que o objetivo era mostrar aos desenvolvedores que há casos iguais aos deles em que se dedica tempo e dinheiro em uma ideia desacreditada, mas que no fim acabam dando certo.

E como não falar da premiação dos melhores games do BIG? Na sexta-feira, 30 de novembro, rolou a entrega dos troféus para os destaques do evento. A premiação teve como mestre de cerimônias o Luciano Amaral da Play TV, e apesar do atraso no início o público presente não arredou o pé do auditório do Museu a fim de não perder uma noite célebre. De acordo com a organização do evento, ano que vem tem mais! E pelo jeito como foi essa primeira edição, em 2013 as coisas deverão ser ainda maiores!

Confira abaixo a lista dos vencedores em suas respectivas categorias do Brazilian International Game Festival

Melhor Jogo da Demonight: XH2O

Melhor Jogo da Dev Island: Pro Gamer: The Game, da equipe Catavento

Melhor Jogo Online: Jelly Escape

Melhor Jogo pelo Voto Popular: Papo & Yo

Melhor Sound Design: Unmechanical

Melhor Arte: Wonderputt

Melhor Narrativa: Papo & Yo

Melhor Gameplay: Tiny & Big

Revelação Brasil: Out There Somewhere

Melhor Jogo: Unmechanical