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Derrote a invasão alienígena no shmup Esquadrão51

Quem curte shmups sabe que o gênero é um dos mais divertidos e reconhecidos da geração 16-32 bits. Infelizmente os produtores de jogos parecem ter esquecido este gênero de jogos, mas vez ou outra surgem pérolas que merecem atenção especial. Este é o caso de Esquadrão 51, um jogo indie brasileiro que te coloca em um combate ferrenho contra invasores alienígenas.

Tal como na maioria dos shmups, aqui você pode esperar chuvas de tiros e muita ação. Na breve descrição do enredo é dito que formas de vida alienígena enganaram e exploraram a raça humana por tempo demais. Para libertar a humanidade do julgo extraterrestre, cabe ao jogador pilotar um avião de guerra para combater os inimigos.

Essa invasão foi orquestrada pela Corporação Vega, que veio com a promessa de ajudar a humanidade a desenvolver a própria tecnologia, porém as coisas se converteram numa ditadura baseada na violência e exploração. Assim é formado o Esquadrão 51, a única esperança de derrotar os invasores alienígenas.

Quem esteve no BIG Festival 2017, maior evento de jogos independentes da América Latina, pôde conferir em primeira mão o Esquadrão 51, pois ele estava presente para testes e foi indicado aos prêmios de “Melhor Jogo Brasileiro” e “Melhor Arte”. Ambas as indicações são bastante justas, visto que a arte em preto e branco são extremamente chamativas e há ótimos efeitos gráficos de explosões e as naves inimigas possuem muitos detalhes.

Parece que a inspiração do jogo foram os inúmeros vídeos e documentários sobre OVNIS dos anos 50/60, além dos filmes de ficção da época, pois além do design em preto e branco, o design das naves remetem claramente as aeronaves do final da segunda guerra mundial. A primeira nave utilizada é um Republic P-47 Thunderbolt. Esquadrão 51 foi desenvolvido por Marcio Rosa, que fez o possível para homenagear os grandes jogos de navinha dos anos 90. O game é bastante nostálgico e uma verdadeira ode ao gênero.

Abaixo tem o trailer de Esquadrão 51:

Estes são os vencedores do BIG Festival 2017

O BIG Festival foi um grande sucesso, pois além de apresentar jogos matadores, ainda atraiu uma multidão de pessoas para o Centro Cultural São Paulo. A cerimônia de premiação ocorreu na última quinta-feira (29 de junho) e quem esteve presente se divertiu bastante.

O troféu de Melhor Jogo da competição foi entregue a Overcooked, jogo produzido pelos britânicos da Ghost Town Games, que também levou o prêmio de Melhor Gameplay. O jogo nacional Distortions, do estúdio paulista Among Giants, levou dois prêmios: Melhor Jogo Voto Popular e Melhor Jogo Brasileiro.

Abaixo você confere os games vencedores do BIG Festival 2017:

 

Melhor Jogo: Overcooked

Há muitos jogos divertidos e bem executados neste festival, o que fez o júri quebrar a cabeça para descobrir quem premiar no final. Depois de muita deliberação, “Overcooked” foi escolhido por sua mistura vencedora de inovação, acessibilidade e diversão. Jogar “Overcooked” coloca à prova a durabilidade tanto de suas amizades quanto do seu sofá.

Melhor Jogo Brasileiro: Distortions
Melhor Jogo Voto Popular: Distortions

De todos os jogos brasileiros competindo nesta competição, “Distortions” se destaca pela fantástica síntese de design visual e sonoro que contribui para a criação de um ambiente e de uma narrativa que são tão eletrizantes quanto emocionantes.

 

Melhor Jogo América Latina: The Deadly Tower of Monsters

Nesta aventura, o jogador faz a jornada de um herói de ação do cinema na compania de fiéis escudeiros e uma torre cheia de monstros. O estilo audiovisual retrô evoca, com sucesso, o sentimento clássico dos filmes da era atômica.

 

Melhor Jogo Educacional ou de Impacto Social: Orwell

Com o advento do mundo digital, cada vez mais vivemos em uma sociedade na qual a vigilância e a coleta de informações privada é onipresente. “Orwell” é uma exploração arrepiante de quão fácil é de se observar (e mal interpretar) tudo o que fazemos (ou podemos fazer) no ciberespaço.

Melhor Jogo de Realidade Virtual: SUPERHOT VR

“SUPERHOT VR” utiliza com maestria os recursos desta plataforma, levando a Realidade Virtual para outro patamar. Divertido e interessante, este prêmio é mais que merecido.

 

Melhor Arte: Old Man’s Journey

“Old Man’s Journey” é um jogo bonito e cativante. O prêmio de melhor arte é um reconhecimento justo ao bom gosto estético e talento artístico do time.

 

Melhor Narrativa: Figment

A narrativa do jogo “Figment” lida com o tema de envelhecer. Assuntos sensíveis como doença, stress e depressão são cuidadosamente discutidos e representados em um mundo de sonhos.

Melhor Inovação: Yankai’s Peak

O desenvolvedor Kenny Sun prende a atenção do jogador com um gameplay inovador que é ao mesmo tempo simples e. Yankai’s Peak” eleva o gameplay de quebra-cabeças a uma forma de arte.

 

Melhor Som: ETHEREAL

O áudio em “ETHEREAL” não é apenas “o som do jogo”. O som É o jogo. Este som adiciona uma grande profundidade ao visual e gameplay minimalista, e aos poucos, vai se infiltrando de forma completa à mente do jogador.

 

Melhor Gameplay: Overcooked

“Overcooked” é um jogo cooperativo multijogador local frenético e super-divertido. Apesar de ser baseado em ações simples, o ingrediente secreto nesta receita é a coordenação necessária entre os jogadores para continuar atendendo a sua clientela frente a desafios que aos poucos vão ficando cada vez mais complexos e surpreendentes.

 

BIG Starter – Entretenimento: King Boom

King Boom comprovou seu potencial para o sucesso ao unir a um planejamento comercial sólido seu universo colorido, dançante e carismático.

 

BIG STARTER – Educacional: Medroom

Medroom traz uma proposta madura, com oportunidades de aplicação global para a formação, aprendizagem e treinamento na área de saúde – em que a introdução de novas tecnologias é fundamental.

Finalistas do BIG Festival #05: Wuppo

Por fim vamos falar sobre o quinto, mas não menos importante, game a disputar o grande prêmio de Melhor Jogo do Ano do BIG Festival 2017, o maior evento de jogos independentes da América Latina. Estamos falando de Wuppo, da produtora Knuist & Perzik, da Holanda. O título mistura ação, aventura, RPG e plataforma 2D em um mundo colorido e bastante vibrante. Não por acaso, este é um dos mais frtes candidatos ao título máster.

A primeira coisa a chamar as atenções em Wuppo é seu estilo artístico extremamente caprichado, totalmente desenhado à mão.  A impressão é de estar jogando um desenho animado, pois o jogo é um dos mais bonitos já vistos. Aparentemente os desenvolvedores colocaram toda a dedicação no projeto, desde a parte visual até as mecânicas.

O enredo conta a história do pequeno Wum que é expulso de um hotel após uma confusão envolvendo sorvete. A partir daí, o personagem deve procurar um novo lar, passando por diversas localidades, das mais pacíficas até as mais perigosas. Do porto metropolitano de Popocity até a cavernosa Bliekopolis, nosso Wum descobrirá lugares mágicos e encontrará criaturas estranhas.

Mas esse Wum não é um herói tradicional e só sua inteligência e seu charme podem ajudá-lo nessa aventura desafiadora. Nesta jornada surgem inimigos perigosos e puzzles desafiadores para testar a inteligência do jogador. Pode esperar por um jogo que preza mais a jornada do que as mecânicas em si, tal como o famoso Journey, porém com seu próprio brilho.

Wuppo é um jogo bastante sensível, de modo que durante a jornada o jogador encontra diversos personagens com seus próprios problemas e desafios, que são expostos em diálogos comoventes. Cabe ao jogador ajudar os NPCs que surgem a todo o momento. A mecânica lembra algo de Zelda.

O título é bem simples de se aprender, não oferecendo dificuldades nas batalhas ou nos quebra-cabeças. O objetivo é que o game seja amigável para jogadores de todas as idades, combinando perfeitamente com os visuais até infantis. Wuppo está disponível para PC e pode ser adquirido através da Steam e GoG.

Abaixo tem o trailer de Wuppo:

Finalistas do BIG Festival #04: Overcooked

A televisão brasileira está apaixonada por programas de culinária como Master Chef, Hell’s Kitchen e Programa da Palmirinha. Pois bem, foi com esse formato televisivo que a Ghost Town Games da Grã-Bretanha se inspirou para a produção de Overcooked, um dos jogos indicados ao título de Melhor Jogo do BIG Festival, o maior evento de jogos independentes da América Latina.

Overcooked coloca até quatro jogadores para comandar uma cozinha, preparando os vários pedidos em pouco tempo sem deixar a comida queimar. Basicamente é um jogo de cooperação e agilidade. Há vários obstáculos para atrapalhar a vida dos jogadores, tais como pouco espaço para trabalhar ou cozinhas divididas em duas partes separadas por caminhões e até mesmo uma passarela de pedestres. Há 28 cozinhas diferentes no modo campanha, então desafio é o que não falta.

O gameplay é bastante caótico e exige trabalho em equipe, de modo que seus amigos chefs devem preparar, cozinhar e servir uma variedade de pedidos saborosos antes que os clientes se impacientem. Para quem curte jogos cooperativos e jogabilidade rápida, Overcooked é um prato cheio, com o perdão do trocadilho.

O título é bem simples e a jogabilidade é dinâmica, de modo que os jogadores vão correr durante todo o tempo a fim de cortar tomates e cebolas a tempo de coloca-las na panela e em seguida entregar o pedido. Muito provavelmente os jogadores vão “bater cabeça” e discutir para definir uma estratégia vencedora, tal como ocorre nos programas de televisão mencionados acima.

Apesar de ser um game bem casual, Overcooked tem um enredo: o Reino da Cebola está em perigo e só a cozinha mais refinada poderá salvá-lo de um antigo mal comestível que devasta as diversas cozinhas do mundo. Sim, a trama é bem boba e sem sentido, mas esta falha é recompensada pela jogatina divertida.

Overcooked foi tão bem aceito que até ganhou os prêmios de melhor game e melhor jogo familiar no 13º British Academy Game Awards, em 2017. O game foi desenvolvido para privilegiar o multiplayer local cooperativo, porém há modos de competitivos e um singleplayer em que o jogador controla dois chefes simultaneamente. Infelizmente não há nenhum plano para multiplayer online no momento.

Abaixo você vê um gameplay hilariante que o Coisa de Nerd fez de Overcooked:

Finalistas do BIG Festival #03: Figment

A Dinamarca não é um país muito conhecido pela produção de jogos digitais, mas é justamente de lá quem vem um dos destaques do BIG Festival: Figment. O título é da desenvolvedora Bedtime Digital Games, que aposta num conceito lúdico e em visuais caprichados para agradar o jogador. Não por acaso, o título concorre nas categorias Melhor Jogo, Melhor Narrativa e Melhor Arte do BIG 2017.

Figment é um jogo de ação e aventura com quebra-cabeças ambientado em um universo de sonhos com grande ênfase musical. Todo o jogo se passa na cabeça de um homem de 40 anos cuja mente é atormentada pela ansiedade e o estresse. Assim, o ambiente se parece com um mundo de fantasia extraordinário, onde tudo se transforma diante dos olhos. É neste mundo de sonhos que habitam Dusty e Piper, as protagonistas do jogo.

A missão dessas garotas é explorar a mente deste homem, cuja identidade é um mistério durante todo o game. Dusty e Piper devem resolver puzzles e corrigir os problemas do misterioso homem, além de combater pesadelos e restaurar um espírito fragilizado. Sim, toda a aventura é lúdica e o tema é bastante introspectivo.

O estilo visual é o grande chamariz do game, de modo que ele é um dos títulos mais impactantes que o visitante verá no BIG Festival 2017. O resultado de tanta beleza deve-se ao fato de que Figment foi todo desenhado à mão em perspectiva isométrica. Una-se ao conjunto da obra o fato de que o game possui melodias cativantes e bem diversificadas. Os puzzles são simples, porém mantém o jogador entretido.

Figment é um mundo surreal preenchido pelos mais profundos pensamentos, desejos e memórias, habitado pelas muitas vozes que se ouve na cabeça. Esta mente permaneceu calma durante muito tempo, mas graças ao estresse, novos pensamentos emergiram tomando a forma de criaturas assustadoras que espalham o medo por onde passam. A única esperança é que o carrancudo Dusty, a antiga voz da coragem da mente, consiga regressar à sua antiga forma e ajude a mente a combater os seus medos”, diz o release do game.

Figment está disponível para PC, Xbox One e Playstation 4. Ele é altamente indicado para quem curte jogos de quebra-cabeças e narrativas lúdicas e cheias de simbologia. Há quem compare a história e simbologia com o megassucesso Braid, graças à história cativante e universo de jogo fantástico.

Abaixo você confere o trailer de Figment:

Finalistas do BIG Festival #02: Death Squared

Outro game que está fazendo bonito no BIG Festival 2017 é Death Squared, do australiano SMG Studio. Basicamente trata-se de um puzzle em que o jogador deve guiar robôs até um determinado ponto do cenário. Parece moleza, certo? Mas na verdade temos aqui um dos jogos mais desafiadores já lançados, tanto que a cada nível você vai morrer um sem número de vezes até entender a dinâmica de jogo.

Death Squared desafia o jogador a colocar um grupo de robôs em cima de determinados círculos casando a cor dos círculos e dos robôs. A princípio parece fácil, mas os níveis são desenhados para desafiar a atenção e perícia dos jogadores. Ou seja, há obstáculos e armadilhas que devem ser desviados a fim de chegar ao objetivo. O macete é que o pessoal da SMG meio que mascarou um labirinto 3D, ou seja há apenas um único caminho a seguir.

Um dos pontos mais interessantes: você deve decifrar o caminho certeiro, pois “morrer” te coloca no início da determinada fase, o que pode ser bastante frustrante. A jogatina envolve muita experimentação, tentativa/erro. No modo multiplayer é natural que um determinado jogador tome o caminho errado, fazendo com que todos voltem ao princípio. Comunicação é essencial para chegar até o fim de cada fase de maneira brilhante.

Ainda que tenha modo singleplayer, o foco de Death Squared é no multiplayer, onde até quatro jogadores podem se ajudar para guiar os coloridos robôs até seis respectivos checkpoints. Deste modo, o trabalho em equipe é o essencial no jogo. É bem comum que “desentendimentos” aconteçam vez ou outra, pois decifrar o cenário é o grande macete e muitas vezes um jogador acaba prejudicando todo o grupo.

Mas não pense que você vai passar raiva com Death Squared. Na verdade ele vai melhorar muito o trabalho em equipe entre você e seus amigos, a menos que seu parceiro seja uma toupeira que leva o grupo a mortes desnecessárias. O fator diversão é bastante alto e certamente você vai acabar viciando em passar fases seguidamente. Poucas vezes vimos jogos independentes tão bem engajados no fator diversão em detrimento de aspectos técnicos como gráficos e efeitos visuais.

O modo multiplayer é apenas local e conta com 40 fases, cuja dificuldade é sempre crescente. Já no modo para dois jogadores ou singleplayer existem 80 níveis. Infelizmente a SMG não incluiu multiplayer online aqui. De qualquer modo, da para se divertir bastante. Os controles são simples e intuitivos, então qualquer um pode apreender e se divertir. Death Squared está disponível para PS4, Xbox One e PC.

Abaixo está o trailer de Death Squared:

Finalistas do BIG Festival #01: The Deadly Tower of Monsters

Um dos grandes favoritos (senão o maior) para o prêmio “Melhor Jogo” do BIG Festival 2017 é The Deadly Tower of Monsters, do estúdio Chileno ACE Team. De cara é um dos que mais chamam as atenções em toda a exposição. Aqui temos um jogo de ação em terceira pessoa que homenageia filmes clássicos de Sci-Fi, como “King Kong“, “O Dia em que a Terra Parou“, “Perdidos no Espaço“. A ideia dos desenvolvedores foi criar propositalmente um game “tosco”, porém divertido. Para isso, utilizaram diversos recursos, incluindo stop-motion e narração à lá anos 70.

A trama é bem simplista, tal como nos filmes que serviram de fonte de inspiração: o jogador encarna o explorador espacial Dick Starspeed que chega ao estranho planeta Gravoria após um inusitado acidente. Com o foguete danificado e o seu robô perdido, ele sai para explorar o planeta e se depara com seus perigosos habitantes. Neste planeta ele se vê no meio de uma guerra civil entre os habitantes locais, formados por homens-macacos. Dick acaba por encontrar com Scarlet Nova, herdeira do imperador de Gravoria. Após descobrir as tiranias do imperador, a dupla se um em uma missão para derrubar o império.

Apesar do roteiro elaborado, The Deadly Tower of Monsters é uma paródia de um filme de ficção B rodado nos anos 70, ou seja, o jogador vai conferir a narração do diretor do filme (Dan Smith), de maneira bem cômica. Essas narrações estão ao longo de todo o jogo, de modo que é difícil não entrar no clima do jogo. A narração combina muito com as animações em stop-motion e a ação ilógica que permeia Gravoria.

O que mais chama as atenções em The Deadly Tower of Monsters é os visuais caprichados. Mesmo com a visão tosca de mundo, é notório que a ACE teve muito trabalho para criar as animações em stop-motion de maneira convincente. Visualmente, o resultado é algo que lembra muito filmes cult como Simbad, Jason e os Argonautas e A besta de 20.000 braças. No aspecto visual, este game é imbatível e certamente merece atenção especial do público do BIG.

Os inimigos são bem peculiares e estão em sintonia com esta aventura desvairada: até mesmo dinossauros surgem para complicar a vida do jogador. Eles trazem referências de filmes como “King Kong“, “O Dia em que a Terra Parou“, “Perdidos no Espaço“, “Planeta dos Macacos“, “O Planeta Proibido“, “Invasão das Aranhas Gigantes“, entre outros. A diversão é totalmente descompromissada, mas obrigatória.

A jogabilidade é típica de games de plataformas 3D, você pula, corre, bate, atira e rola para fugir das investidas inimigas. A câmera não fica estática! Ela se move procurando o melhor ângulo para captar a ação, sendo que em alguns momentos parece até utilizar isometria ou visão por cima. Outro destaque é a variedade de armas e itens que servem para destruir os inimigos: dezoito armas variando entre tiro e de curta distância. Todas elas podem ser melhoradas.

The Deadly Tower of Monsters é um trinfo dos jogos independentes. Ele não apenas é de qualidade técnica impecável, como também uma prova de que o que vale mesmo é a diversão. Numa era em que linhas de resolução e gráficos ultrarrealistas estão em voga, é legal ver que um game com visual antiquado receba tanta atenção. Se ele tem o que é necessário para vencer o BIG Festival? Sim! Não sabemos se vai levar o prêmio principal, mas só o fato de estar entre os finalistas já mostra que o futuro dos jogos indies pode não ser equiparar-se com os AAA. O game está disponível para PC via Steam e PSN.

Abaixo tem o trailer de The Deadly Tower of Monsters:

BIG Festival terá presença do produtor musical Shota Nakama, criador da Video Game Orchestra

Além de apresentar os melhores jogos indies do momento, o BIG Festival 2017 também terá espaço para boa música. Um dos convidados do BIG Festival 2017 será o conceituado produtor musical Shota Nakama, criador da respeitada Video Game Orchestra, um dos maiores concertos dedicados aos videogames no mundo. Ele irá apresentar um painel no dia 30 de junho, mediado pelo compositor de games brasileiro Antonio Teoli, às 10h, na Sala Paulo Emílio do Centro Cultural São Paulo.

Nakama irá compartilhar suas experiências, responderá as dúvidas da plateia e contará a respeito de seu trabalho e carreira, dando dicas de como ingressar na indústria. O BIG Festival acontece de 24 de junho a 2 de julho, no CCSP, com entrada gratuita e para participar das palestras e painéis é necessário se inscrever no site oficial do evento.

Com a Video Game Orchestra, Nakama implantou o conceito de apresentação “rockestral” em que os concertos são realizados com uma orquestra e coro ao lado de uma banda de rock, da qual é também o guitarrista. O projeto foi lançado em 2008 com um pequeno concerto em um espaço de 150 lugares em Boston, e cresceu com êxito para se tornar um dos mais populares projetos internacionais de videogames em todo o mundo, lotando grandes espaços como Boston Symphony Hall, Beijing Worker’s Stadium e Taiwan International Convention Center.

Atualmente, Nakama também produz o Capcom Live, turnê oficial de shows da Capcom, lançada em 2016, em que segue o estilo musical que desenvolveu com o VGO. Comanda, ainda, a SoundtRec, empresa que fundou em 2013 e produziu, compôs, organizou, orquestrou, gravou e mixou para várias franquias blockbuster, como Final Fantasy, Kingdom Hearts, Tales of Zestiria, Cytus (jogo de música mais vendido de Taiwan), Lazer Team (filme indie live action com maior sucesso de crowdfunding, da Rooster Teeth), Little Witch Academia (Anime da Netflix feito pela Toho), entre outros.

Serviço – Painel com Shota Nakama no 5º BIG Festival

De 24 de junho a 2 de julho (Segunda, 26, não abre)

BIG Business Forum – de 27 de junho a 1 de julho

De terça a sexta: 10h às 22h / Sábado e domingo: 14h às 22h

Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro 1000 – Paraíso, SP

Entrada: Gratuita

BIG Festival – Conheça os 20 jogos brasileiros convidados para o BIG Booth

Além de premiar os melhores jogos nacionais, o BIG Festival também é um grande palco para os desenvolvedores apresentarem seus games para o público de maneira mais intimista. Tanto é que o BIG Booth é uma das áreas mais disputada pelos visitantes durante o evento, lá ficam expostos games promissores que não participam da competição principal. É uma oportunidade perfeita para apresentar o jogo para pessoas de todo o país, desde jogadores, até investidores.

De acordo com a organização do BIG, esses vinte games são grandes destaques da produção nacional e representam a cultura de desenvolvimento de vários estados, como Amazonas, Minas Gerais, Paraná, Bahia, Brasília, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e nossa amada São Paulo. A expectativa é que a edição deste ano atraia público recorde, além de centenas de investidores, publishers, buyers, imprensa e demais agentes da indústria mundial de games.

Abaixo tem a relação dos games que participam da exposição BIG Booth:

O BIG Festival acontece de 24 de junho a 2 de julho, no Centro Cultural São Paulo. Além do BIG Booth e do BIG Starter, o evento conta com uma premiação internacional em que 45 jogos de diversos países concorrem em 11 categorias, como “Melhor Jogo”, “Melhor Gameplay”, “Melhor Arte” etc. Todos esses títulos estarão disponíveis para o público testar gratuitamente na área de exposição do evento.

Serviço – 5º BIG Festival 2017

Quando: De 24 de junho a 2 de julho (Segunda, 26, não abre)
De terça a sexta: 10h às 22h / Sábado e domingo: 14h às 22h
Onde: Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro 1000 – Paraíso, SP
Quanto: Entrada Gratuita

BIG Festival divulga finalistas do BIG Starter, premiação para jogos em desenvolvimento

A organização do BIG Festival acaba de divulgar a lista de jogos selecionados para o BIG Starter, premiação dedicada aos projetos brasileiros em fase de desenvolvimento ou que ainda não tenham sido publicados. Foram escolhidos oito finalistas, sendo cinco para a categoria “Melhor Jogo de Entretenimento” e três para a categoria “Melhor Jogo Educacional”. Os vencedores receberão um troféu e um prêmio de R$ 20 mil cada, patrocinados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

Durante o evento, os criadores dos games finalistas terão a oportunidade única de apresentarem seus projetos a um público com nomes de destaque na indústria nacional e internacional, à imprensa e a investidores no dia 28 de junho. Esta é uma oportunidade para todos os desenvolvedores (mesmo os que não vencerem o prêmio) consigam a oportunidade de desperter o interesse de um investidor.

De acordo com a organização do BIG, neste ano, foram inscritos 151 projetos de todo o país e, diferentemente dos anos anteriores, eles precisaram submeter também um plano de negócios detalhado. Para chegar aos oito selecionados, o comitê de avaliação analisou a qualidade geral do projeto de jogo e o plano de negócios. Os critérios incluíram aspectos audiovisuais, interativos, mecânica e acabamentos gerais.

No ano passado, o game Monowheels VR, da IMGNation Studios, do Rio Grande do Sul, foi o grande vencedor do BIG Starter na categoria “Melhor Jogo de Entretenimento”. O projeto tem previsão de lançamento para o fim de 2017. O game Vetor, da Supernova Indie Games, do Ceará, venceu na categoria “Melhor Jogo Educacional”.

“O Big Starter é uma ótima oportunidade para ganhar uma visibilidade extra para o seu jogo, atraindo a atenção de potenciais parceiros”, declara Orlando Fonseca, diretor criativo da IMGNation Studios. “O prêmio ajuda bastante, já que, como desenvolvedores independentes, estamos sempre atrás de formas de seguir criando nossos próprios jogos”.

 

Confira os finalistas do BIG Starter – Melhor Jogo de Entretenimento

 

– Adventure Llama (Mobile) – Pedro Savino

Sobre: Game com mecânica de plataforma e elementos de quebra-cabeça com interação de toque. O jogador tem o controle de uma Lhama que está em busca de relíquias perdidas nos antigos templos Incas.

 

– Darkness Revealed (PC e Mac) – Pixel Cows

Sobre: Jogo de plataforma submarino em que o jogador controla um mergulhador de alta profundidade. Conta com um estilo gráfico único, que mistura pixel art com luz 3D, conferindo à arte um tom misterioso e alienígena.

 

– King Boom (Mobile) – Digi Ten

Sobre: Jogo casual com grande foco em interações sociais em que o jogador assume o papel de capitão em um navio voador, junto com sua tripulação de animais engraçados e animados, em busca de tesouros em ilhas flutuantes.

 

– No Place for Bravery (PC e consoles) – Glitch Factory Games

Sobre: RPG de ação em que um grupo de aventureiros viaja por um mundo fantástico desolado por desastres mágicos em busca das entidades que trouxeram a aniquilação da civilização. Com aspecto minimalista, é um jogo de dificuldade elevada e totalmente baseado em habilidade e estratégia.

 

– The Last Princess (PC e consoles) – 40 Giants Entertainment

Sobre: Desenvolvido em parceria com a Jambô Editora, é um jogo de estratégia com batalhas em turnos e elementos de RPG, baseado no conhecido universo de Tormenta, em que as decisões do jogador alteram não apenas a história, mas o gameplay das batalhas.

 

 

MELHOR JOGO EDUCACIONAL

 

– MedRoom (Occulus Rift) – MedRoom

Sobre: Simulador para treinamento médico com realidade virtual que recria ambientes médicos, como uma sala cirúrgica, em que o usuário se vê no papel do médico e precisa realizar procedimentos como drenagem torácica, acesso venoso central, periférico, intubação, entre outros.

 

– Árida (PC) – Aoca Game Lab

Sobre: Franquia de jogos em 3D para PC que mescla elementos dos gêneros de aventura e sobrevivência. Baseado em mecânicas de quests e crafting, apresenta o universo ficcional através da história de Cícera, uma garota de 13 anos que vive o cotidiano do sertão baiano do século XIX até ser desafiada a explorar a pé e de forma solitária aquelas áridas terras.

 

Senta a Pua (Mobile, PC e Mac) – Comics World Games

Sobre: Desenvolvido em 2D com jogabilidade de aventura e furtiva, o jogo resgata a história do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Utilizando fatos reais da FEB (Força Expedicionária Brasileira) o game apresenta à nova geração, de forma divertida, uma história esquecida do país.

 

Serviço – 5º BIG Festival (Brazil’s Independent Games Festival)

De 24 de junho a 2 de julho (Segunda, 26, não abre)

BIG Business Forum – de 27 de junho a 1 de julho

De terça a sexta: 10h às 22h / Sábado e domingo: 14h às 22h

Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro 1000 – Paraíso, SP

Entrada: Gratuita