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Os piores Jogos do Mundo #03: E.T. the Extra-Terrestrial, o game que enterrou o Atari 2600

Quando se fala de jogos ruins, nenhum é mais emblemático do que E.T. the Extra-Terrestrial, do Atari 2600. A rejeição pelo título foi tão grande que ele se tornou símbolo do crash dos videogames e em como a indústria pode ser frágil se ela servir apenas interesses de empresários, ignorando os anseios dos consumidores. Hoje vamos falar daquele que é eleito por muitos como “o pior jogo” da história”.

Steven Spielberg já era um diretor de sucesso antes de criar E.T., já tendo dirigido os megassucessos Tubarão e Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida. Não foi uma grande novidade quando Steve Ross, CEO da Warner Communications da época (empresa detentora da Atari), mediou um acordo com Spielberg e com a Universal para produzir um game baseado no filme. As expectativas eram as mais altas, pois o filme fez um caminhão de dinheiro, batendo todos os recordes de bilheteria da época.

Um projeto envolto em problemas

As coisas já não começaram bem para o projeto. É sabido que Ray Kassar, CEO da Atari considerava estúpida a ideia de fazer um game de ação inspirada num filme. Todavia, o projeto manteve-se de pé, afinal o acordo com a Universal custou cerca de US$ 20 milhões dos cofres da Atari e restituir essa grana era uma prioridade. Coube a Howard Scott Warshaw a tarefa de programar o game. O problema é que Warshaw pôde contar somente com o auxílio de um assistente e a Atari estipulou um prazo de entrega do game de apenas cinco semanas para poder aproveitar o período de fim de ano, um prazo extremamente curto. Como comparação, Raiders of the Lost Ark, outro game criado por Warshaw, teve sete meses de desenvolvimento.

Com o prazo curto, Warshaw teve de criar algo simples, cortando diversas ideias que chegavam a todo momento. Os executivos da Atari queriam fazer algo ao estilo de Pac-Man, mas Warshaw queria fazer algo mais original, mais próximo da emoção transmitida no filme. Entretanto, ele mesmo viu que o prazo inviabilizaria fazer algo mais complexo. Assim, o designer decidiu por fazer um game em que o jogador controla o E.T. e o objetivo é encontrar três peças que formam um telefone interplanetário para fugir da Terra.

Scot Warshaw

A jogabilidade por si só é bem simples, basta coletar alguns artefatos em seis cenários simples, desviando de buracos. Alguns desses buracos, aliás, podiam esconder itens que ajudariam o jogador. Coletar os objetos era uma tarefa simples, de modo que a única preocupação do jogador era com o tempo se esgotando e com a energia que se esgotava a ada movimento. A energia poderia ser restabelecida ao coletar as “Reese’s Pieces”. Ao coletar tudo, o jogador pode ir para a aeronave e ir para casa. Inimigos mesmo eram representados por agentes do FBI e por cientistas.

Warshaw conseguiu lançar o projeto no tempo estabelecido e a Atari apostou que as vendas do jogo seriam enormes e acabou por enviar para as lojas cerca de cinco milhões de unidades. Infelizmente para os executivos, E.T. se mostrou um fiasco, devido à péssima qualidade do produto. As conversas nos corredores das escolas era que o game era terrível e logo os jovens o evitaram mais do que tomar vacina. Ao final da época de Natal, a Atari teve de receber de volta cerca de 3,5 milhões do cartucho que ficaram estocados nas lojas. O desespero chegou a tal ponto que lojistas chegaram a vender o produto por preços risíveis e ainda assim não conseguiam se livrar dos estoques. A vergonha foi tanta que a Atari pegou essas cópias não vendidas e resolveu escondê-las em um aterro no Novo México, diziam as lendas.

Por que deu errado

A verdade deve ser dita: E.T. não é nem de longe o pior game já criado. Ele é realmente entediante e pouco desafiador, porém mesmo no Atari haviam produtos piores. Os motivos que o tornam elegível ao posto de um dos piores games do mundo é o legado que ele deixou: destruiu a reputação da Atari e acabou com os planos milionários da companhia.

Outro motivo de aponta-lo como um lixo imundo, é que a dificuldade chegava a ser injusta com os jogadores. São muitos buracos em determinados cenários e o tempo de conclusão é tão baixo que torna a tarefa de encontrar as peças do telefone quase impossível. Ao cair em um buraco, é realmente difícil sair dele, pois o jogador deve pressionar o botão vermelho enquanto segura o controle, porém o personagem deve estar em uma ponto muito específico do cenário. Chega a ser frustrante. Agora imagine que se um mísero pixel do E.T toar o buraco ou algum homem tocar a criatura, ele cai no buraco. Sim, você vai cair muitas vezes, tornando a jogatina bastante repetitiva.

Os visuais também são bem pobres. Mesmo no Atari já haviam games com cenários mais bem desenvolvidos, tais como Solaris, Pivate Eye e Robot Tank. A impressão que se tem é que Warshaw estava sem criatividade no momento de desenhar os cenários. Mas tudo se justifica pelo curto prazo que o designer teve para criar tudo do zero. Além dos cenários, a música também é bastante enjoativa e conta com um tune desagradável. Claro, conforme já dissemos, haviam games muito piores do que E.T., e, se serve como redenção, é um dos poucos que não sofrem com bugs que o tornem injogável. Mas ainda assim, o game é bem enjoativo e deve ser evitado.

O legado de um jogo ruim

Talvez toda a fama do game se deve a lenda urbana dos cartuchos enterrados e ao fato de que em apenas poucos meses após seu lançamento, a indústria de jogos eletrônicos enfrentou um revés incrível, fazendo com que a Atari acumulasse dívidas e fosse motivo de desconfiança de toda a comunidade. Em uma matéria para o New York Magazine, o jornalista Nicholas Pileggi disse que o game era uma completa derrota criativa.

Anos depois, já em 2014, realizou-se uma escavação no Novo México para descobrir se a lenda dos cartuchos enterrados era real. Bingo! Milhares de cartuchos estavam mesmo enterrados, junto de pilhas de material de marketing e outros jogos malsucedidos do Atari 2600. Em uma lista da GamePro, E.T. foi listado como um dos 52 jogos mais importantes de todos os tempos devido ao seu papel no crash dos videogames e na derrocada da Atari. Foi o único título a entrar na lista por um motivo negativo.

Abaixo tem o comercial de E.T. the Extra-Terrestrial:

Os Piores Jogos do Mundo #01: Beat ‘Em & Eat ‘Em, o jogo mais nojento do Atari

Hoje vamos inaugurar uma nova série no GameReporter, uma especie de retroanalise, porém ao invés de falar sobre jogos clássicos, nesta sessão vamos falar sobre os jogos mais infames e criticados do mundo, abordando diferentes aspectos da produção e o que deu tão errado. O primeiro da nossa lista é um dos jogos que mais receberam críticas negativas desde seu lancamento: Beat ‘em & Eat ‘em, do Atari 2600.

A publisher Mystique era uma pequena produtora de jogos cujo foco eram os erogames (os jogos eróticos), tendo lançado diferentes games ao longo de sua existência, quase todos massivamente criticados. Um dos mais infames e controversos de seu portfólio viria a ser Beat ‘em & Eat ‘em, lançado em 1982 exclusivamente para o Atari clássico. O título praticamente redefiniu o termo conteúdo ofensivo.

Ponto positivo: a capinha deixava claro que o jogo tinha conteúdo adulto.

Beat ‘Em & Eat ‘Em coloca o jogador no controle de duas mulheres nuas na frente de um prédio. No topo do edifício está um homem praticando autoestimulação manual de seu órgão genital até alcançar o auge da excitação sexual. O objetivo é aparar o sêmen do homem antes que ele toque o solo. Sim, o jogo apresenta um indivíduo em flagrante atentado ao pudor e duas mulheres dispostas a degustar o fluído.

O sêmen cai em gotas e o homem fica se movendo de um lado a outro do cenário, de modo que as mulheres devem correr de um lado a outro para completar os níveis. Conforme vai avançando a velocidade aumenta, de modo que a dificuldade fica maior. Ao chegar aos 69 pontos, voce ganha pontos extras.

O jogo foi inspirado nos jogos Kaboom! e Avalanche, porém com controles extremamente mal otimizados, de tal modo que é até difícil controlar a movimentação das personagens. Como se não bastasse, os gráficos do jogo são bem pobres, mesmo para a geração do Atari.

O que deu a péssima fama a Beat ‘em & Eat ‘em não foram os gráficos ou os controles deficientes, mas sim a temática amoral. Seria impensável que alguém lançasse um game com esse mesmo viés nos dias atuais (ou não?). Seja como for, mesmo naqueles anos a Mystique nao saiu ilesa do lançamento controverso: o título recebeu críticas terríveis nos veículos especializados e reclamações dos pais.

Por mais incrível que pareça, o relativo sucesso comercial e fama do jogo foi alcançada justamente pelas diversas reclamações que o jogo recebeu. O velho caso de produtos que recebem demasiada atenção involuntária e gerou a curiosidade da comunidade. Atualmente Beat ‘em & Eat ‘em alcançou o status de raridade entre colecionadores, podendo ser vendido por alguns milhares de dólares.

Porque é tão ruim:

Após o lançamento, os veículos de comunicação da época apontaram que o game nao apenas tinha um conceito nojento e ofensivo, mas também bastante pervertido. Não ajudou o fato de a jogabilidade se tornar enfadonha após alguns minutos de jogatina. As mulheres devem estar no ângulo exato para aparar o sêmen, tornando a jogabilidade difícil nos níveis mais altos.

Se houvesse qualquer grau de originalidade, poderia-se acrescer alguns pontos na nota final, mas na verdade Beat ‘em & Eat ‘em é apenas um plágio de Kaboom! Assim, temos um pacote completo para formar um jogo pronto para desagradar qualquer um, mesmo os jogadores mais tolerantes: uma premissa ruim, pessima jogabilidade e gráficos ruins. Até mesmo a arte de capa reflete a falta de bom senso da Mystique.

Vale ainda dizer que na época em que Beat ‘em Eat ‘em o Atari já sofria pelo acúmulo de péssimos games em seu portfolio como o famoso E.T e o pornográfico Custer’s Revenge (também da Mystique). Esses jogos acabaram por contribuir com a fama negativa dos jogos eletrônicos que desencadeou no desinteresse da comunidade e no consequente Crash dos Videogames. Mas essa é uma história para o futuro.

Abaixo tem um vídeo de Beat ‘em & Eat ‘em:

Nolan Bushnell, criador do Atari retorna à Brasil Game Show na 11ª edição do evento

A BGS 2018 estará repleta de convidados especiais em sua 11º edição. Após confirmar as participações de Fumito Ueda, Charles Martinet, Daniel Pesina, Katsuhiro Harada e Yoshinori Ono, chegou a vez da organização confirmar a presença do célebre Nolan Bushnell, o criador do Atari. Esta não é a primeira que o “pai” dos videogames vem ao Brasil. Na verdade Bushnell já veio ao Brasil para a própria BGS em 2017 e foi uma das personalidades que mais se destacaram no evento.

Nolan Bushnell é considerado pela revista Newsweek um dos “50 Homens que Mudaram a América”. O executivo volta à maior feira de games da América Latina para participar de diversas atividades com os visitantes, incluindo uma palestra no BGS Talks sobre sua carreira, atender os fãs com fotos e autógrafos em sessões de Meet & Greet e ainda será jurado de concursos de cosplay.

“Na Brasil Game Show de 2017 pude perceber o quanto os brasileiros são apaixonados pelos videogames e fiquei muito feliz com a calorosa recepção. Tive a oportunidade de encontrar muitos fãs, tirar fotos e dar autógrafos. Foi um evento incrível e estou muito feliz por retornar”, disse Bushnell.

A organização da BGS ainda prepara diversas outras atrações e convidados, tais como uma das principais line-ups de Counter Strike: Global Offensive (CS:GO) do mundo: os jogadores brasileiros Marcelo “coldzera” David, Gabriel “FalleN” Toledo, Fernando “fer” Alvarenga, Ricardo “boltz” Prass e o norte-americano Jacky “Stewie2k” Yip, que substituiu Epitáfio “Taco” na line-up.

De acordo com a BGS, cerca de 300 marcas participarão da BGS 2018, entre desenvolvedoras, publicadoras, fabricantes de hardware, estúdios independentes etc.

Serviço – BGS 2018

Quando: 10 a 14 de outubro (1º dia exclusivo para imprensa e negócios)

Onde: Expo Center Norte

Endereço: Rua José Bernardo Pinto, 333 – Vila Guilherme, São Paulo/SP

Horário: 13h às 21h

Atari VCS: conheça o novo console da empresa americana desde o apogeu do Jaguar!

Na última semana a Atari anunciou durante a Game Developers Conference seu mais novo videogame, o Atari VCS (sigla para Video Computer System). Os detalhes são escassos, mas já dá para ter uma ideia do que a empresa preparou para os aficionados por videogames. A primeira coisa a se dizer é que a empresa americana quer se afastar do que o trio Sony-Nintendo-Microsoft estão fazendo.

Sim, o console não será um concorrente direto dessas plataformas, mas sim um aparelho voltado para a comunidade que curte jogos retrô ou games mais simples de celulares. Ele pode até ser comparado ao finado Ouya. Baseado em arquitetura de PCs, o aparelho virá com um processador AMD, gráficos Radeon e sistema operacional Linux.

A Atari parece estar prestando uma verdadeira ode ao seu legado, tanto que até o design do aparelho é bem retrô. O Atari VCS possui dois padrões de controle: um semelhante ao do XBox 360 e outro inspirado no clássico do Atari 2600 (com a alavanca). O detalhe é que os controles possuem os botões “home” e “voltar” muito parecidos com celulares Android. A partir daí dá para presumir que além de rodar jogos do Atari 2600, o aparelho deva ter compatibilidade com jogos de celulares, apesar de operar via Linux.

E por falar em jogos, especula-se que alguns games recentes como Minecraft e Terraria devem fazer parte do catálogo do aparelho, mas a Atari não confirma nada ainda. O que se sabe é que o console não terá nenhum suporte para mídia física. Sim, os jogos serão descarregados via internet diretamente para o console, seja via wi-fi ou cabo.

Também graças a opção de internet, espera-se que a plataforma tenha compatibilidade com aplicativos para vídeos como a Netflix e o YouTube. O preço do sistema é que parece não estar de acordo com a realidade das funções da máquina: rumores sugerem um preço entre 200-250 dólares. Esse valor é exatamente o que os americanos pagam pelos poderosos PS4 e Nintendo Switch. Mas até aí são apenas rumores, é claro. O preço oficial deve sair em abril, quando a Atari abre a janela da pré-venda e divulga novos detalhes.

Esta é a primeira empreitada da Atari no mercado de consoles após a derrocada do Jaguar. Ainda que os planos sejam mais modestos, é bem legal ver que quase todos os consoles clássicos estão de volta, vide o sucesso do SNES mini e da última versão do Mega Drive lançado pela Tectoy. Mas o que você achou do novo VCS?

Abaixo tem um vídeo do Atari VCS:

Howard Warshaw, desenvolvedor do polêmico jogo “E.T. the Extra-Terrestrial”, para Atari, será uma das atrações internacionais da BGS 2018

A Brasil Game Show já recebeu diversos produtores de games consagrados, como o mítico Hideo Kojima. Agora é a vez de receber aquele que é chamado o criador do pior jogo da história. Sim, Howard Scott Warshaw, criador de E.T. the Extra- Terrestrial estará no evento para falar com os visitantes e explicar os problemas que teve durante o desenvolvimento do famigerado título, além de falar sobre a lenda do cemitério de cartuchos do E.T.

Howard Warshaw foi um dos primeiros desenvolvedores de jogos eletrônicos e autor de diversos títulos famosos para o Atari, como Yars’ Revenge, considerado um dos melhores games do lendário videogame; Raiders of the Lost Ark, jogo baseado no filme “Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida”. O convidado internacional estará na BGS de 11 a 14 de outubro e, além de participar de sessões de meet & greet e de apresentações no palco do BGS Talks, terá um lugar no Wall of Fame, assim como Hideo Kojima, Nolan Bushnell, Ed Boon e Phil Spencer.

De acordo com a organização da feira, Warshaw dividirá com o público alguns dos principais momentos de sua carreira e também os bastidores dos episódios que culminaram na transformação de uma das licenças mais disputadas da história dos videogames, a do filme “E.T. – O Extraterrestre”, em milhares de jogos enterrados no meio do deserto do Novo México, nos Estados Unidos. Ainda sobre este caso, contará como carregou por três décadas o fardo de ser o único desenvolvedor do jogo, uma história que, segundo ele, mistura “arrogância, triunfo, ambição cega e, no final, resiliência”.

Vale lembrar que além de desenvolvedor, Howard Warshaw é artista, tecnólogo e terapeuta. Atualmente, Howard atua como psicoterapeuta no Vale do Silício (Califórnia – EUA), onde se especializou em questões recorrentes a profissionais de empresas de alta tecnologia e inteligência avançada. Suas realizações profissionais ainda incluem uma exposição de arte no Museu de Arte Moderna de Nova York e prêmios como produtor cinematográfico.

A Brasil Game Show também já confirmou para a sua 11ª edição a participação de Katsuhiro Harada, diretor de Tekken, uma das mais icônicas séries de jogos de luta. Ao longo dos próximos meses, muitas novidades serão reveladas. A Brasil Game Show 2018 (BGS) será realizado entre 10 e 14 de outubro de 2018 no Expo Center Norte, em São Paulo. Todas as notícias sobre a Brasil Game Show podem ser vistas no site do evento.

Abaixo tem o vídeo que Warshaw deixou para os fãs da BGS:

NorteShopping recebe evento de 30 anos da Tectoy com videogames clássicos

A Tectoy está completando 30 anos de vida, período em que a empresa tornou-se bastante amada pelo público gamer brasileiro graças à mítica parceria com a SEGA. Para comemorar, a Tectoy realizará um evento dedicado aos retrogamers, reunindo os produtos e consoles que fizeram sucesso nos anos 80 e 90. Entre as plataformas, os visitantes do evento poderão se divertir com clássicos do ATARI, Master System e Mega Drive.

O evento fica estacionado no NorteShopping, no RJ, entre os dias 13 de setembro a 8 de outubro e conta com parceria da Truque Produções. De acordo com os organizadores, serão montadas ilhas de jogos onde os fãs dos famosos consoles, e os curiosos dos games, poderão se divertir e relembrar a infância. Além disso, o evento premiará três jogadores da temporada com seus consoles favoritos através de cupons numerados.

“A Tectoy não poderia comemorar está importante data sem proporcionar essa experiência nostálgica novamente“, explica Victor Raful Head de E-commerce e Marketing da Tectoy.

A ação vai contar também com a parceria da AOC, que irá disponibilizar todas as TVs do Game Point. A parceria com AOC visa oferecer aos jogadores a melhor experiência com os jogos retrô. Para jogar e participar da competição será cobrada uma taxa de R$ 10, período de meia hora.

Vale destacar que recentemente a Tectoy entrou de cabeça na onda de relançamento de consoles retrô. As novas versões do Mega Drive e do Atari já podem ser obtidos no site da empresa. Além disso, a companhia lançou também o brinquedo eletrônico Pense Bem, que já foi um grande sucesso nos anos 90.

Serviço: Evento de 30 anos da Tectoy

Local: NorteShopping

Data: 13 de setembro a 8 de outubro de 10h às 22h

Classificação: Livre (ATARI e MASTER) e 12 anos (MEGA DRIVE)

Ingresso: R$ 10 (meia hora)

Oito atrações que você não pode perder na BGS 2017

Faltam menos de dois meses para começar a Brasil Game Show 2017, o maior evento de games da América Latina. Assim como nas demais edições, os organizadores prometem horas de diversão e atrações extraordinárias. No site do evento já é possível ver um pouco do que aguardam os visitantes e foi justamente inspirado pelo que já foi divulgado, resolvemos elaborar um guia de oito atrações imperdíveis na BGS10.

Brasil Game Cup

A Brasil Game Cup já é reconhecida como um dos maiores torneios de e-sports do Brasil, juntamente com a final do CBLoL. Neste ano já foram confirmadas disputas de Counter Strike: Global Offensive e Dota 2. A certeza é que as competições atrairão os times mais tradicionais do Brasil e os jogadores mais competitivos do cenário. Para o torneio de CS, uma novidade: haverá torneios masculinos e femininos.

“É uma satisfação realizar um torneio feminino de CS:GO na Brasil Game Cup. Assim como em tantos outros esportes, em que há oportunidades e igualdade de gênero, nos e-Sports não poderia ser diferente e queremos incentivar essa prática.  Esperamos um grande torneio, com partidas acirradas e atletas de alto nível. É algo que desejamos manter para as próximas edições da BGC”, afirmou Marcelo Tavares, fundador e CEO da Brasil Game Show.

Lançamentos

GWENTAinda que não esteja no nível da E3 ou da Tokyo Game Show, é possível conferir muitas novidades de games na BGS. Sabe-se que os esperados GWENT, Call of Duty World War II, Destiny 2, Assassin’s Creed Origins e South Park: The Fractured But Whole estarão no evento. A CD Projekt Red, vale dizer, montará um grandioso estande na feira para mostrar o GWENT. Esta é a segunda vez que o estúdio polonês vai abrilhantar o evento nacional.

“Será um grande prazer fazer parte da principal feira de games da América Latina e estar presente pela primeira vez em território brasileiro. Estou muito empolgado para conhecer nossos fãs, jogadores e passarmos nossas tardes jogando partidas de GWENT”, comenta Pawel Burza, especialista de comunidade da CD Projekt Red.

Evolução do Videogame e Arena Arcade

Quem já esteve nas edições anteriores da BGS já sabe como funciona a exposição Evolução do Videogame e a Arena Arcade. O primeiro espaço é um grande museu onde os jogadores podem conferir praticamente todos os consoles já lançados desde os primórdios da indústria, incluindo os clássicos Atari 2600 e o NES. Outros sistemas mais obscuros como o Odyssey e o PONG marcam presença, assim como os novíssimos PS4 e Xbox One.

Já a Arena Arcade é um espaço para quem sente saudades dos fliperamas. Ficam disponíveis vários árcades para quem quiser jogar pérolas como The King of Fighters ou os magníficos Gradius e Metal Slug. A melhor parte: você não precisa depositar nenhuma ficha!

Área indie

A área indie é a favorita do GameReporter! Ano após ano fomos à BGS apenas para conhecer os jogos indies mais bacanas do Brasil e em nenhuma vez saímos decepcionados. Dezenas de produtores já confirmaram presença na BGS 2017, tais como a Anguis Studio, Kekis Games e a Samurai Games. Como se não bastasse, a BGS terá novamente o Indie Meeting, área onde cada expositor indie teve a oportunidade de fazer uma apresentação de seus projetos para o público. Podemos esperar jogos sensacionais!

Brasil Game Jam

Uma Game Jam nada mais é que uma competição onde desenvolvedores independentes criam um jogo do zero em 48 horas a partir de um tema comum. Em 2016 o time vencedor foi o Antworks, de Campinas – SP, com o jogo Tormenta. Em geral os desafios são bem empolgantes e prezam mais pela colaboração do que a disputa em si.

Hideo Kojima

A lenda viva dos jogos eletrônicos mundial, Hideo Kojima, vem ao Brasil pela primeira vez para participar da BGS. O mítico criador de Metal Gear Solid deve falar de suas experiências e sua carreira para um público fiel. No Brasil há muitos fãs do trabalho de Kojima. Com um pouco de sorte, devemos ter algumas novidades sobre o esperado Death Strading, o novo trabalho de Kojima.

Ed Boon

Outra lenda a marcar presença na BGS será Ed Boon, criador de Mortal Kombat. Ainda que Boom não seja um rosto bastante conhecido dos jogadores brasileiros, sua importância é inegável no cenário mundial. Numa época em que os jogos eram mis infantis, Mortal Kombat causou furor e polêmica graças a violência desmedida e a popularidade entre os jogadores mais jovens.

Atualmente, Ed Boon é diretor de Injustice 2, o game de luta que possibilita a criação e personalização de versões definitivas de super-heróis e supervilões icônicos da DC Entertainment. O game está disponível para PlayStation 4 e Xbox One, nas plataformas física e digital, totalmente em português e com versão brasileira exclusiva.

Nolan Bushnell

E por fim, vale mencionar a participação de Nolan Bushnell, o homem que começou toda essa história de videogames. Considerado o pai dos videogames, Bushnell é o criador do Atari e um dos grandes ícones da indústria de games. Presente durante todos os dias da BGS 2017, Nolan fará uma palestra sobre sua experiência na indústria dos videogames e compartilhará histórias de sua trajetória. Na área de Meet & Greet da BGS, os visitantes também poderão tirar fotos e pegar autógrafos com um dos maiores ícones do mundo dos games.

A Era dos Games: Exposição interativa sobre videogames desembarca no Brasil

Após passar por 33 cidades de 25 países, a exposição “A Era dos Games” finalmente chega a São Paulo. Idealizada pela Barbican Centre de Londres, a exposição é apresentada pelo Ministério da Cultura e Brasilprev, através da Lei Federal de Incentivo à Cultura. A mostra ocupará o Pavilhão da Bienal, no Parque Ibirapuera, entre 16 de agosto e 12 de novembro e vai mostrar a evolução dos jogos eletrônicos desde o Atari até a geração atual.

Depois de São Paulo, a exposição segue para o Museu Histórico Nacional no Rio de Janeiro, onde ficará em cartaz de 6 de dezembro a 05 de março de 2018. Nas duas cidades, o público poderá interagir com mais de 150 jogos de sucesso. É uma oportunidade ótima de conhecer e interagir com verdadeiras pérolas dos jogos eletrônicos.

A exposição consumiu dois anos de trabalho intenso a um custo de um milhão de libras inglesas. São cerca de seis décadas escrutinadas, em 13 seções temáticas distintas. Dentre os mais de 150 jogos selecionados há uma longa lista de destaques, a começar pelo Pong, um jogo de tênis extremamente sintético. Criado em 1972, rodou o mundo e deu início a uma das megaempresas do setor, a Atari, que lidera o segmento ao lado de Nintendo, Sega, Microsoft e Sony. O Brasil também estará presente através de alguns jogos com tecnologia verde e amarela.

“Não há dúvida de que os videogames tiveram um grande impacto na cultura visual contemporânea. A Era dos Games pretende demonstrar a força criativa considerável que sustenta a indústria, destacando as contribuições de indivíduos e empresas-chave que desempenharam um papel na sua evolução. A exposição explora a influência de músicos, cineastas e artistas e mostra claramente que algumas das inovações mais criativas do nosso tempo passaram por este meio fenomenal”, resume NeilMcConnon, diretor do Barbican.

O público poderá conhecer personagens que fizeram história, como Super Mario — o encanador italiano criado pela Nintendo em 1985 e que chegou a ser usado pelo Japão na cerimônia de encerramento das últimas Olimpíadas como símbolo nacional; a crescente importância dos jogos infantis e seu potencial como ferramenta educativa; e ainda os enormes avanços tecnológicos que continuam sendo feitos, como o uso cada vez mais sofisticado da tecnologia 3D, a captação mais sensível dos movimentos pela tela ou por sensores e a constatação de que a realidade virtual é algo cada vez mais próximo.

Um embrião da exposição Era dos Games foi apresentado no Museu da Imagem e do Som de São Paulo em 2011. Batizada originalmente de Game On, mais tarde o evento incorporou o número 2.0 ao título para dar conta das atualizações tecnológicas surgidas ao longo do período em que excursionou pelo mundo. A edição que desembarca agora no país chega em versão ampliada, com games de última geração e inclui jogos produzidos no Brasil.

“Acreditamos muito no potencial dessa exposição. Ao apresentar a história do videogame de forma lúdica e divertida, ela integra diferentes gerações e proporciona um excelente programa para toda a família”, explica Cinthia Spanó, gerente de Comunicação Corporativa e Sustentabilidade da Brasilprev.

As visitas à exposição Era dos Games terão horários pré-agendados e serão realizadas em seis sessões diárias, com 90 minutos de duração cada. O público poderá adquirir ingressos antecipadamente online já a partir desta quarta, 5 de julho. Vendas de ingressos na bilheteria somente a partir da data de abertura, 16 de agosto.

 

SERVIÇO – A ERA DOS GAMES – Uma exposição do Barbican Centre de Londres

Quando: De 16 de agosto a 12 de novembro de 2017 – Terça a domingo, das 11 às 20 horas – Sessões diárias às 11h, 12h30, 14h, 15h30, 17h e 18h30

Quanto: Preço R$40,00 / R$20,00 meia entrada*

Onde: Endereço: Pavilhão da Bienal – 3º pavimento – Acesso pela rampa externa

Parque Ibirapuera – Portão 03 – Av. Pedro Alvares Cabral S/N – CEP 04094-000 – São Paulo, Brasil

Atari Flashback 7 da Tectoy chega para agarrar os fãs de retro games

Após o lançamento do Mega Drive, a Tectoy decidiu continuar investindo na linha de consoles retrô. Desta vez foram os fãs do icônico Atari 2600, um dos consoles mais bem sucedidos de todos os tempos. Nomeado como Atari Flashback 7, o console vem com 101 jogos na memória, entre eles clássicos como Centipede, Frogger e Space Invaders.  O lançamento foi realizado no dia 22/03, pelas mãos da Tectoy, e os fãs já podiam comprá-lo pelo preço sugerido de R$ 499,00 através do site da Tectoy.

Você também pode comprar o Atari Flashback 7 aqui.

O design do console respeita os traços da versão original do Atari 2600, porém mais compacto e com alguns botões coloridos na parte superior da carcaça. Um plus é que, apesar de vir com dois controles, o jogador que tiver controles clássicos pode utilizar nesta versão flashback. Na parte visual os jogadores não têm do que reclamar, visto que o design do Atari 2600 é um ícone da cultura pop.

atari“O Atari Flashback 7 remete à primeira versão de 8 bits do Atari, aquele que foi lançado em 1977 nos EUA e que chegou ao Brasil em 1983”, conta Tomas Diettrich, CEO da Tectoy. “Temos certeza que aqueles que adquirirem o Atari da Tectoy irão reviver uma experiência única dos videogames nos anos 80.”

Agora vamos aos pontos negativos. O Atari Flashback 7 não tem entrada para cartuchos e nem cartões de memória. Em outras palavras, você vai jogar somente os jogos que vêm nele. Apesar da quantidade de jogos (101) ser bastante grande e variada, vale mencionar que alguns dos maiores clássicos do Atari como Enduro, Pitfall e Pacman (entre outros games da Activision) ficaram de fora do pacote. O preço também foi duramente criticado pela comunidade, mesmo entre os retro gamers. O console já está disponível no site da Tectoy.

Abaixo você confere um vídeo promocional do Atari Flashback 7:

Shopping SP Market recebe o Museu do Videogame Itinerante

Outra boa pedida para o mês das crianças é a exposição “Museu do Videogame Itinerante”, que estará no Shopping SP Market entre o dias 8 e 30 de outubro. Esta é a primeira vez que a atração vem para a capital paulista e, de acordo com os organizadores, haverão mais de 250 consoles para os visitantes conferirem de perto. A ideia é retratar cerca de 40 anos da história dos jogos eletrônicos mundiais.

A exposição é gratuita e é bastante recomendado para jogares das antigas e das novas gerações. Como não pode deixar de ser, os grandes clássicos estarão presentes como o Telejogo, Atari 2600, NES, Mega Drive, Super Nintendo, entre outros. Os consoles de nova geração também fazem da parte da mostra, assim os jogadores podem conferir toda a evolução ao longo os anos até culminar nos poderosos XBox One e PlayStation 4.

Além da exposição, o espaço Museu do Videogame Itinerante também é interativo. Lá os games podem conferir desafios de Just Dance, simuladores de corrida, desfile de cosplay e muitos outros. O evento, que somente em 2015 recebeu mais de 4 milhões de visitantes em nove estados, é o primeiro do gênero do país registrado pelo Ibram – Instituto Brasileiro de Museus.

Em 2014, o Museu do Videogame Itinerante recebeu o prêmio do Ministério da Cultura como o museu mais criativo do país. Em 2016, foi um dos museus brasileiros escolhidos para representar o país no maior encontro de museus do mundo, em Paris.

De acordo com o curador do evento, Cleidson Lima, entre as relíquias estão o primeiro console fabricado no mundo, o Magnavox Odyssey, de 1972; o Atari Pong (primeiro console doméstico da Atari), de 1976; o Fairchild Channel F, de 1976 (primeiro console a usar cartuchos de jogos); o Telejogo Philco Ford, de 1977 (o primeiro videogame fabricado no Brasil); o Nintendo Virtual Boy, de 1995 (primeiro a rodar jogos 3D); o Vectrex, de 1982 (console com jogos vetoriais que já vinha com monitor); entre outros.

Um passeio pelo Museu do Videogame Itinerante é uma ótima atividade em família, onde pais e filhos podem compartilhar bons momentos sobre as mesmas paixões: videogames. Para mais informações sobre o Museu do Videogame, basta acessar o site.

Serviço: Museu do Videogame Itinerante no Shopping SP Market

Endereço: Av. das Nações Unidas, 22.540 – ao lado estação Jurubatuba – Linha 9 da CPTM
Período: de 8 a 30 de outubro de 2016 – GRATIS
Estacionamento: R$ 8,00 por 2 horas, e R$ 2,00 por hora adicional / Manobrista: R$ 9,00 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional (carro). Moto: primeira hora R$ 4,00 e R$ 1,00 por hora adicional.
Informações: (11) 5682.3666 – www.shoppingspmarket.com.br