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Empresas brasileiras de games vão ao Vale do Silício em busca de novos negócios

O Brasil está em alta no ramo dos videogames, ainda que as aparências digam o contrário. Devido ao Projeto Setorial de Exportação Brazilian Game Developers (BGD) e uma parceria entre a Abragames com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportação de Investimentos), algumas empresas brasileiras de games terão a oportunidade de ir até São Francisco e ao Vale do Silício para participar de dois grandes eventos da indústria, a GDC e a Game Connection, além de uma agenda paralela com visitas a empresas como a Electronic Arts e a divisão PlayStation.

De acordo com os organizadores, serão cerca de 30 empresas e quase 100 desenvolvedores brasileiros a fazer parte desta delegação. Este acontecimento ocorrerá entre os dias 2 e 9 de março. As empresas que participarão do programa são: a Behold Studios, criadores dos jogos “Chroma Squad” e “Knights of Pen & Paper”; Prosperity Games, criadores de Full Metal Wars (ex-Jotunheim Project), vencedor da DemoNight 2014 no BIG Festival, e muitos outros. Além deles, 2Mundos , 44 toons, Aquiris, BadMinions, Cat Nigiri, Eudora, Flux Game Studio, Gameplan, Hoplon Infotainment, Kokku, Lumentech, Manifesto Game Studio, MKT Virtual, Nuuvem, Oktagon, Pandora Game Studio, Reload, Rockhead Games, Smyowl , Virgo Game Studios, Webcore, Swordtales, Joysticket.

O objetivo desta delegação é puramente fortalecer as desenvolvedoras de games brasileiras. De modo, que os devs poderão exibir suas propostas e negócios para possíveis patrocinadores e parceiros comerciais.

Além desta novidade, há o anúncio do projeto Brazilian Game Developers, na Game Connection America, a maior convenção de negócios da indústria de videogames, que desenvolveu um APP Gameficado para incentivar a visitação de tomadores de decisão em seu stand no evento. Lá as empresas internacionais poderão conhecer os jogos e serviços de 20 empresas brasileiras e concorrer a uma viagem ao Brasil,  para participar do Fórum de Negócios do BIG Festival, o maior evento de jogos independentes da América Latina.

O app foi desenvolvido pela Flux Game Studio. O objetivo da ação é fortalecer a presença internacional das empresas brasileiras, que hoje compreende cerca de 200 empresas,  de estúdios de desenvolvimento a prestadores de serviços em diversas áreas.

A Game Connection acontece entre 2 e 5 de março e o vencedor da Gameficação será anunciado na Festa de Network do BGD, na quarta-feira, dia 4 de março, no bar central da Game Connection.  Vamos torcer para quem os desenvolvedores brasileiros possam chamar as atenções dos gringos e atraiam novos negócios para nosso país!

“Considerando o perfil de nossas empresas a Game Connection America é o melhor evento para gerar novas oportunidades de negócios” declara Eliana Russi, gerente executiva do Projeto Brazilian Games Developers.

De acordo com Flávia Egypto, Gestora do setor na Apex-Brasil, o Centro de Negócios da agência em São Francisco também oferecerá aos empresários a experiência no apoio à internacionalização de empresas brasileiras. “Isso é fundamental num setor tão globalizado e competitivo como o de games”, destaca Flávia.

Desenvolvedoras brasileiras participam da Game Connection Europa, em Paris

Um grupo de desenvolvedores brasileiros participaram de um evento para atrair mais investidores da indústria ao Brasil. Trata-se do evento Game Connection Europa, que ocorreu em Paris entre os dias 29 e 31 de outubro. Houve um estande chamado Projeto Brazilian Game Developers dedicado aos projetos brasileiros.

Representou o Brasil durante o evento nove estúdios, sendo eles: a Flux (SP), Kokku (PE), Movile (SP), Smyowl (SP), Gamebiz (SP), Gameplan (SP), Manifesto (PE), CatNigiri (SC) e Lumentech (SE). A Brazilian Game Developers é fruto da parceria entre a Abragames e a Apex-Brasil. Somados, os 20 estúdios participaram cerca de 20 profissionais. Além de exibir suas criações, os estúdios trabalharam na captação de novos negócios, uma vez que foram pré-agendadas uma série de reuniões.

Durante o evento foi lançado o 1º Catálogo Internacional da Indústria Brasileira de Games. Este catálogo, no formato de website,  reune cerca de 200 empresas nacionais dedicadas aos jogos eletrônicos. Nele, as empresas cadastram seu portfólio em inglês, informando o perfil da empresa, jogos desenvolvidos, serviços etc. Empresas correlatas, como de música (trilha sonora), legais (escritórios especializados em direito autoral) entre outras, também poderão cadastrar seu portfólio.

A ideia do catalogo é aumentar a credibilidade internacional do Brasil no setor e mostrar que temos uma indústria unida, oferecendo um número de empresas expressivo e com soluções sofisticadas. Espera-se que se abram novos negócios para produtores brasileiros no mercado europeu em diversos segmentos como jogos de entretenimento, jogos sérios, advergames, soluções corporativas como gamificação, distribuição, meios de pagamento, serviços de facilitação para entrada de investimento internacional, coprodução e outsourcing.

Vale destacar que o Projeto Brazilian Game Developers é um programa sem fins lucrativos, deste modo, todos os produtores nacionais que estiverem interessados em divulgar seu produto/marca são convidados a participar do programa.

Futuro da Indústria de Games está no Brasil, diz especialista técnico da Autodesk Brasil

O futuro da indústria de games está no Brasil! Pelo menos é isso o que pensa Rodrigo Assaf, especialista técnico da área de mídia e entretenimento da Autodesk Brasil. O profissional chegou a tal conclusão após estudar os resultados da pesquisa realizada pela Abragames (Associação Brasileira das Desenvolvedoras de Jogos Eletrônicos), que dizia mostrou que no país existem mais de 46 milhões de pessoas ativas na internet, das quais 76% são usuários de games. O mais impressionante é que 50% desses jogadores estão dispostos a pagar para ter acesso aos jogos.

O estudo da Abragames mostra ainda que o Brasil é o quarto maior mercado consumidor de games do mundo, posição que coloca o país em destaque. Não é absurdo imaginar que o país possa se tornar uma das maiores referências da indústria global. De acordo com Rodrigo Assaf, existem cinco motivos para acreditar que o Brasil é o país do futuro na indústria dos games.

O primeiro motivo é que a mão de obra está cada vez mais qualificada graças ao advento de cursos voltados ao desenvolvimento, além disso, tal mão de obra tem uma gama de opções no mercado muito grande. O desenvolvedor pode criar gráfico e animações para indústrias como manufatura, publicitária, broadcast, arquitetura, etc.

O fator número dois é que o brasileiro é um gamer por natureza. O contato com games por muitos anos deram certo know how aos desenvolvedores, que ganharam expertise na hora de criar um novo produto. Além disso, o brasileiro é um povo criativo por natureza. Como terceiro ponto, Assaf aponta que produzir games está mais barato do que antigamente. Para o profissional, antigamente os processos de produção eram desenvolvidos em plataformas de alto custo, mas hoje em dia um único software pode ajudar o desenvolvedor a criar diferentes animações e efeitos em alto nível.

O quarto fator é que existem movimentos que tencionam impulsionar a indústria local, como o caso da Secretaria Municipal de Cultura de São Paulo, que lançou recentemente um edital para fomento a projetos audiovisuais que inclui cinema, TV, criação de jogos eletrônicos, etc. Tal edital foi desenvolvido com o apoio da Abragames.

E por fim, a área de jogos eletrônicos está em ascensão. Entre 2012 e 2013 o setor cresceu 76%. Deste modo, pode-se inferir que o Brasil pode se tornar autossuficiente nesta indústria em poucos anos.  “Com flexibilidade de oferta de produtos, o desenvolvedor que se aventurar por esta indústria vai conseguir ganhar qualquer jogo”, disse Assaf.

Veja também: BNDEs divulga pesquisa sobre mercado de games