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Segredo dos Games revela o crescimento do mercado de games no Brasil

O mercado de jogos no Brasil não para de crescer. Estima-se que o o rendimento em 2016 será de 1.25 bilhões apenas aqui no Brasil. E ainda tem gente achando que os videogames est’ao com os dias contados. Para rebater essa informações e para trazer mais dados significativos sobre a indústria, o pessoal do Segredo dos Games preparou um infográfico com desenas de dados referentes ao mercado e a comunidade de jogadores.

Para se ter ideia, os jogos eletrônicos movimentaram cerca de US$ 99,6 bilhões apenas em 2016. Deste arrecadamento todo, o mercado de jogos para PCs parece ser o mais atraente para desenvolvedores e investidores, seguido de perto pelos consoles e logo em seguida pelos jogos para celular. Aqui no Brasil a história não é diferente: nosso país lidera com folga o faturamento se considerado apenas a América Latina com mais de US$ 1,3 bilhões.

No infográfico do Segredo dos Games, também aponta que ao contrário do que se pensa as mulheres já são a maioria dos consumidores. Sim, isso mesmo: as mulheres já são a maioria dos gamers. Talvez muito disso seja porque a plataforma mais popular sejam os celulares, que são utilizados por mais de 77% das pessoas entrevistadas. Se você é investidor ou game design dê uma olhada no infográfico, pois ele pode ter respostas para seu próximo produto:

Confira abaixo o infográfico do Segredo dos Games:

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Top 10: os jogos mais aguardados para 2017

O ano de 2016 ainda não terminou, mas já estamos com nossos radares acionados para o que nos espera para o próximo ano. Muitos jogos estão por vir e a maioria deles sequer foi revelada ainda. A E3 2017 promete ser uma das mais emocionantes, pois a Nintendo e a Microsoft devem preparar terreno para o lançamento de seus novos consoles, ao passo que a Sony deve investir pesado em novos jogos matadores.

As perspectivas são tão altas pois a atual geração está finalmente amadurecida e os estúdios já podem tirar o máximo proveito dos hardwares. Seja como for, já sabemos da existência de muitos games que devem ser sensação em 2017 e listamos 10 dessas preciosidades que são extremamente aguardadas pela comunidade.

Confira abaixo dez dos mais aguardados jogos para 2017:

 

For Honor

For Honor é mais uma nova IP da Ubisoft que tem tudo para se tornar um marco da indústria. Para quem não conhece, trata-se de um hack ‘n slash ambientado em um mundo de fantasia medieval. Neste mundo os jogadores enfrentam batalhas com samurais, cavaleiros e vikings pela supremacia no campo de batalha. A intenção da Ubisoft parece ser priorizar o multiplayer ao invés do singleplayer, o que pode ser uma má decisão. Entretanto, a estrutura inspirada em jogos de tiro pode ser uma boa opção para tornar os combates mais empolgantes. Mas não se preocupe ainda, o singleplayer já está confirmado, mas a Ubisoft não parece dar muito destaque para a história. Também pudera, uma história que reúna samurais, vikings e cavaleiros não deve ser levada tão a série mesmo. Quem sabe seja essa mistura louca que a comunidade precisa?

 

Shenmue 3

Shenmue nunca foi um sucesso comercial e a ideia original de Yu Suzuki de criar uma trilogia parecia fadada ao fracasso. Mas graças ao Kickstarter, uma ajudinha da Sony e à união de milhares de fãs parece que Shenmue 3 sairá do papel. Você assume o papel de Ryo Hazuki que busca descobrir os responsáveis pelo assassinato de seu pai. Apesar de carregar o peso de uma franquia famosa, Shenmue 3 deve ser bem diferente dos antecessores, pois a tecnologia deu um grande salto desde a derrocada do Dreamcast. Deste modo, esperamos uma espécie de GTA ambientado em pequenos vilarejos japoneses.

 

Injustice 2

O primeiro Injustice foi bastante aclamado pela crítica e pela comunidade de jogadores. Com a Warner/DC investindo pesado em seus heróis para a temporada 2017 no cinema, faz todo o sentido uma sequência para o game de luta. Batman, Superman e muitos outros heróis e vilões retornam para mais pancadaria com direito a reutilizar a mesma engine de Mortal Kombat X. Há quem possa torcer o nariz e dizer que o game é muito sombrio ou que é apenas outro Mortal Kombat com personagens da DC, mas a verdade é que Injustice 2 tem a ambição de ser o maior jogo de luta da próxima temporada.

 

Halo Wars 2

Sim, sabemos que Halo Wars 2 não é exatamente o título Halo que todos esperam. Mas Halo 6 sequer foi anunciado ainda e seu lançamento deve demorar um bocado. Até lá podemos curtir o universo expandido de Halo através desta improvável continuação do RTS que agitou o Xbox 360. Os acontecimentos deste game são imediatos após o fim de Halo 5: Guardians e retrata a tripulação da UNSC tendo de lidar com uma facção alienígena extremamente hostil chamada Banished. Tal como no primeiro Halo Wars, aqui vamos ter bastante estratégia e combates intensos, porém de maneira simplificada para atrair jogadores pouco acostumados com RTS.

 

Marvel vs Capcom Infinite

E se os heróis da DC farão seu retorno em 2017 através de um jogo de luta, o mesmo pode ser dito dos heróis da Marvel. A Capcom já apresentou muitas coisas sobre Marvel vs Capcom 4 e o que foi revelado é promissor: guerra pelas gemas do infinito, combate dois contra dois, combos, modo história e a introdução de muitos personagens novos. Ainda não temos confirmação se os X-Men ficarão mesmo de fora da pancadaria devido aos desacordos entre a Marvel e os detentores dos direitos de imagem dos mutantes. Se não tiver acordo, o jogo perde uma gama de personagens icônicos, mas a esperança é que os produtores conseguirão a participação de todo o roll de personagens criados pela Marvel.

 

Horizon Zero Dawn

Horizon Zero Dawn tem tudo o que fãs de RPGs de ação em mundo aberto podem querer, ou seja, universo único, enredo épico, temáticas envolvendo destino e identidade, combates intensos etc. O mais interessante é que os inimigos são dinossauros-robôs, algo pouco usual em qualquer jogo eletrônico. Mas é justamente essa liberdade criativa e o mundo pós-apocalíptico que faz com que tantos jogadores fiquem interessados neste game. Se a empreitada for bem sucedida, podemos apostar que Horizon Zero Dawn se tronará uma franquia.

 

God of War

O panteão grego foi totalmente exterminado por Kratos em sua sede por vingança, fato que levou todos os jogadores a acreditar que a franquia estava definitivamente acabada. Mas os produtores da Santa Monica deram um jeito bem interessante de trazer Kratos de volta: leva-lo até a mitologia nórdica para dar cabo de novos monstros, criaturas e deuses. Pelo que a Sony apresentou, os combates seguem um ritmo mais desacelerado do que nos jogos anteriores e muito do gameplay deve envolver o filho de Kratos. Ainda que a Sony não tenha confirmado nenhuma data de lançamento, a expectativa é que o novo game chegue às lojas ainda em 2017.

 

Mass Effect Andromeda

A história do Comandante Shepard já terminou, mas isso não quer dizer que a Bioware não tenho boas ideias para sua franquia estelar. É essa aposta de que ainda tem muitas histórias para contar que impulsiona este novo capítulo, então não espera que Andromeda seja mais do mesmo. Ate onde se sabe, o argumento central do game será encontrar uma nova casa para a decadente raça humana. Essa busca irá levar a nova tripulação por lugares inóspitos e violentos, então podemos esperar por momentos tão épicos quanto os da trilogia original. Ah e podemos esperar também que as mecânicas de conversação, romances e tiroteios estarão de volta.

 

Resident Evil 7

Resident Evil 6 foi um erro terrível e a Capcom sabe disso. Não nos interprete mal: o jogo não é injogável, mas a ação é tão recorrente que não deveria ter o nome de Resident Evil na capa. Resident Evil 7, por outro lado, promete reviver a sensação de puro horror que marcaram os primeiros games da franquia. A Capcom, aliás, parece estar disposta a ir além dos jump scares para abraçar de vez uma forma mais psicológica de terror (talvez inspirado em Silent Hills). As demos apresentadas até agora assombraram os jogadores (de forma positiva), então mal podemos esperar para ver se o novo capítulo da controversa série voltará a ser sinônimo de medo.

 

The Legend of Zelda: Breath of the Wild

A franquia Legend of Zelda é provavelmente a mais amada e respeitada de toda a história dos videogames. Afinal, ao longo dos trinta anos em que esteve ativa não podemos nos lembrar de um único Zelda ruim (bem, talvez aqueles licenciados para a Panasonic). De qualquer modo, Breath of the Wild tentará elevar a franquia para ares ainda não explorados graças a um mundo aberto e colorido a ser explorado. Ainda não temos detalhes sobre o enredo, mas o fato de que ele está em desenvolvimento desde 2013 é um sinal de que a Nintendo quer lançar um game impecável.

 

E para você, quais outros games são aguardados para o próximo ano?

Top 10: Games do Wii U que você deve jogar

Deixe-me adivinhar: você comprou o Wii U tão logo teve a oportunidade, pois tal como milhares de jogadores, esteve empolgado com as promessas da Nintendo de que este seria um console competitivo e que receberia amplo suporte das desenvolvedoras third parties, certo? Conforme a história mostrou, o Wii U está longe de ser um megassucesso e menos ainda de ser uma unanimidade entre a comunidade de jogadores. Entretanto, isto não quer dizer que você não pode se divertir com o console da Big N.

Ao longo dos seus quatro anos de existência, o Wii U recebeu alguns dos melhores jogos da geração. Alguns, inclusive, seriam facilmente apreciados por usuários de outras plataformas. Infelizmente a maior parte desta lista de obrigatórios são jogos da própria Nintendo, evidenciando qual foi o grande problema do sistema (pouco apoio de third parties).

Abaixo você confere os dez games que todo usuário do Wii U deveria conhecer:

 

Super Mario 3D World

super_mario_3d_worldSuper Mario 3D World surgiu em um período em que a comunidade começava a questionar a criatividade da Nintendo. Não podia ter saído em melhor hora: o título é tão atrativo e divertido quanto qualquer outro Mario da EAD Tokyo. A mistura da linearidade dos jogos 2D com a liberdade dos jogos do Mario em 3D funcionou perfeitamente, assim como o novo power up Super Bell, que transforma os protagonistas em gatos. Não bastasse a criatividade, o título ainda tem 114 fases e cinco personagens jogáveis: um prato cheio para os fãs do Mario, que nem sequer reclamaram o fato de que o jogo que eles queriam mesmo era Super Mario Galaxy 3.

 

The Legend of Zelda: The Wind Waker HD

wind-waker-hdPara quem não teve a oportunidade de jogar o Wind Waker no GameCube, a Nintendo tratou de relançar o game com novas características a jogabilidade, gráficos com 1080p de resolução, um novo sistema de iluminação, e outras pequenas modificações. O resultado é um prato cheio visual e um dos melhores games Zelda de todos os tempos. Vale destacar que em 2003, Wind Waker quase passou despercebido pela comunidade por causa de seus traços cartunescos. . O relançamento em HD significou uma segunda chance para um game tão bem produzido.

 

Splatoon

splatoon_wii_u_gameplay_screenshotEntão você ficou surpreso quando a Nintendo anunciou que produziria seu próprio shooter competitivo, certo? E que grata surpresa foi Splatoon, um game cheio de personalidade e divertido ao extremo, provando que a Big N ainda não perdeu o jeito para criar novas IPs. Não apenas os visuais são a cara da Nintendo, mas também a ideia central: pintar cenários e inimigos para definir quem vence. Pena que a rede online da Nintendo não é nada comparada aos dos consoles rivais, mas dentro de suas limitações, a Nintendo conseguiu criar uma comunidade dedicada e bastante fértil para Splatoon se tornar um sucesso e uma compra obrigatória para todos os usuários do Wi U.

 

Bayonetta 2

bayonetta-2Quem gostou do primeiro jogo não teve do que reclamar ao jogar esta sequência: Bayonetta é tudo o que os fãs poderiam esperar, ou seja, rápido, visceral, divertido, explosivo. Yusuke Hashimoto, Atsushi Inaba e Hideki Kamiya fizeram mágica com o hardware do Wii U, pois o game é capaz de apresentar efeitos visuais impressionantes e momentos de ação incessantes. Se você é fã de jogos ao estilo Devil May Cry e chegou a jogar o primeiro game, não há motivos para não experimentar Bayonetta 2. Tudo que o primeiro título fez de bom, Bayonetta 2 melhorou, seja mecânicas, efeitos visuais, jogabilidade, armas, habilidades etc.

 

Pikmin 3

pikmin-3-wallpaper-11Esta sequência pode até ser chamada de mais do mesmo. Mas o que não pode ser dito é que o jogo é ruim. Na verdade Pikmin 3 introduz um sistema co-op execelente, além de modos competitivos bastante instigantes. A campanha também não é nada mal e conta com boas nove horas em que os jogadores utilizam os pequenos Pikmins de maneira estratégica para derrotar diversos tipos de inimigos e obstáculos. Se você nunca jogou nenhum título da série, podemos comparar (em menor escala), como uma fusão de elementos de StarCraft e Command e Conquer, porém com criaturas coloridas e fofinhas.

 

Super Mario Maker

super-mario-makerTodos gostam do Mario, isto é uma máxima. E ao passo que a popularidade do bigodudo nunca está em queda, pode-se esperar novos jogos do mascote a cada nova temporada. Os games 2D do Mario estão entre os melhores jogos jamais criados e foi pensando nisso que a Nintendo criou o Mario Maker, uma ferramenta que permite a qualquer um criar seus próprios níveis. O resultado final não poderia ser diferente: milhares de cenários dificílimos e horas de diversão sem fim. Se você não tem paciência para criar cenários, pode se divertir apenas jogando os cenários criados pela comunidade. E se prepare para se frustrar bastante.

 

Mario Kart 8

mario-kart-8Mario Kart 8 não tem nada de inovador. Dito isto, deve dizer também que este é um dos melhores games do Wii U. Trata-se apenas de reutilizar a fórmula da franquia, dar uma polida gráfica e acrescentar cenários loucos e viciantes. Toda a diversão proporcionada pelo multiplayer do game do Wii foi mantida em MK8. Uma pena que a Nintendo não leve a sério a ideia de transformar Mario Kart em um eSport, pois imaginamos que seria um dos títulos mais disputados do cenário mundial.

 

Donkey Kong Country Returns: Tropical Freeze

tropical-freezeTropical Freeze é um presente para os fãs da amada série criada na geração 16 bits. Afinal temos o retorno de Diddy e Dixie, fases aquáticas, músicas de David Wise e design de fases que priorizam a diversão ao invés da dificuldade. Como se não bastasse, Tropical Freeze é o primeiro game da série em alta definição. Muitos jogadores nem colocaram as mãos neste game e a justificativa é que ele não é tão épico quanto a trilogia do SNES. Seja como for, Tropical Freeze é superior ao seu antecessor e um dos games mais divertidos e encantadores do Wii U. Em algumas horas será como relembrar os áureos tempos do SNES.

 

Super Smash Bros.

super_smash_bros-_wii_uTal como nos demais jogos da franquia Smash Bros. este aqui é uma das mostras de que a Nintendo ainda tem algumas cartas na manga. Afinal, quem poderia imaginar um embate entre o cachorro de Duck Hunt e o treinador do Wii Fit? A tela de seleção é a maior de toda a franquia, contando com quase todos os personagens de todos os demais games Smash Bros. Não fosse o suficiente, esta versão tem vários bônus, segredos desbloqueáveis e um combate divertidíssimo.

 

Monster Hunter 3 Ultimate

wiiu-monster-hunter-3-ultimateMonster Hunter 3 Ultimate é considerado por muitos como o maior e melhor game da franquia da Capcom. São centenas de criaturas para enfrentar e um clima de mundo aberto gigantesco. São criaturas para enfrentar em diversos ambientes, tais como oceanos, geleiras, cavernas e florestas. Os controles inovam graças à tela sensível ao toque e as habilidades e armas são bastante divertidas de utilizar. O game traz centenas de missões e subquests para completar. Se você é do tipo aventureiro e gosta de fazer centenas de coisas, Monster Hunter 3 é um prato cheio.

Ah, o canal Versus o Mundo também selecionou alguns games do Wii U que merecem destaque, confira abaixo:

Shopping SP Market recebe o Museu do Videogame Itinerante

Outra boa pedida para o mês das crianças é a exposição “Museu do Videogame Itinerante”, que estará no Shopping SP Market entre o dias 8 e 30 de outubro. Esta é a primeira vez que a atração vem para a capital paulista e, de acordo com os organizadores, haverão mais de 250 consoles para os visitantes conferirem de perto. A ideia é retratar cerca de 40 anos da história dos jogos eletrônicos mundiais.

A exposição é gratuita e é bastante recomendado para jogares das antigas e das novas gerações. Como não pode deixar de ser, os grandes clássicos estarão presentes como o Telejogo, Atari 2600, NES, Mega Drive, Super Nintendo, entre outros. Os consoles de nova geração também fazem da parte da mostra, assim os jogadores podem conferir toda a evolução ao longo os anos até culminar nos poderosos XBox One e PlayStation 4.

Além da exposição, o espaço Museu do Videogame Itinerante também é interativo. Lá os games podem conferir desafios de Just Dance, simuladores de corrida, desfile de cosplay e muitos outros. O evento, que somente em 2015 recebeu mais de 4 milhões de visitantes em nove estados, é o primeiro do gênero do país registrado pelo Ibram – Instituto Brasileiro de Museus.

Em 2014, o Museu do Videogame Itinerante recebeu o prêmio do Ministério da Cultura como o museu mais criativo do país. Em 2016, foi um dos museus brasileiros escolhidos para representar o país no maior encontro de museus do mundo, em Paris.

De acordo com o curador do evento, Cleidson Lima, entre as relíquias estão o primeiro console fabricado no mundo, o Magnavox Odyssey, de 1972; o Atari Pong (primeiro console doméstico da Atari), de 1976; o Fairchild Channel F, de 1976 (primeiro console a usar cartuchos de jogos); o Telejogo Philco Ford, de 1977 (o primeiro videogame fabricado no Brasil); o Nintendo Virtual Boy, de 1995 (primeiro a rodar jogos 3D); o Vectrex, de 1982 (console com jogos vetoriais que já vinha com monitor); entre outros.

Um passeio pelo Museu do Videogame Itinerante é uma ótima atividade em família, onde pais e filhos podem compartilhar bons momentos sobre as mesmas paixões: videogames. Para mais informações sobre o Museu do Videogame, basta acessar o site.

Serviço: Museu do Videogame Itinerante no Shopping SP Market

Endereço: Av. das Nações Unidas, 22.540 – ao lado estação Jurubatuba – Linha 9 da CPTM
Período: de 8 a 30 de outubro de 2016 – GRATIS
Estacionamento: R$ 8,00 por 2 horas, e R$ 2,00 por hora adicional / Manobrista: R$ 9,00 a primeira hora e R$ 2,00 por hora adicional (carro). Moto: primeira hora R$ 4,00 e R$ 1,00 por hora adicional.
Informações: (11) 5682.3666 – www.shoppingspmarket.com.br

Confira o Calendário Gamer 2016

 

Preparado para o ano de 2016 para os videogames? Muita coisa boa está no forno como os esperados Quantum Break, Uncharted 4 e Street Fighter V. O problema é que muitos dos jogos anunciados para este ano ainda não tem data definida de lançamento. Pensando nisso, e para ajudar os jogadores a se programar, o site da NET montou um calendário gamer bem bacana.

No infográfico estão listados apenas jogos com datas definidas de lançamento do primeiro semestre de 2016. Depois de junho as coisas ficam incertas por causa de E3, que também revelará jogos interessantes para este ano. Ainda assim, o calendário gamer é bastante recomendado para já ir fazendo as contas do que gastar com games nesses primeiros seis meses do ano.

Onde consultar o calendário gamer?

Ficou curioso sobre este calendário gamer? Basta acessar clicar na imagem destacada abaixo para ver em melhor resolução, ou ver diretamente no site especial.

Calendário Gamer 1 semestre

 

Top 10 : Indie games para 2016

Os jogos indie prometem roubar muito das atenções do público gamer para o ano de 2016. Prova disso são os títulos que listamos abaixo. São games que prometem fazer bastante sucesso de crítica, público e comercial seja pelo conceito inovador, pela jogabilidade curiosa ou pelo enredo ambicioso. Pode ser que ao final do ano algum outro game indie faça mais sucesso que qualquer um desta lista, mas seja como for, estamos com atenção especial voltada para estes jogos.

Abaixo só tem lançamentos internacionais, mas estamos preparando uma lista de jogos indie nacionais com lançamento para este ano. Se você tem algum jogo para a temporada, mande-nos algum material de divulgação!

 

Mighty No. 9

Might N9

Plataformas: 3DS, Mobile, PC, PS3, PS4, PSVita, X360, XO, Wii U | Editora: Deep Silver

Keiji Inafune sempre quis seguir com os jogos da franquia Megaman, mas por razões desconhecidas a Capcom relegou seu mascote ao limbo e isto causou a ruptura entre o mítico desenvolvedor e o estúdio. Em 2013, Inafune deu sua resposta à Capcom com o projeto Might No.9, um jogo que tem tudo de Megaman, desde seu estilo artístico ao gameplay (praticamente não existem diferenças). Mas não acuse Inafune de falta de criatividade ainda: se No. 9 for triunfal do gênero plataforma de ação em 2D. Quem sabe a Capcom não lança um Megaman após isso, só para rivalizar com o título de Inafune?

 

Last Year

Last Year

Plataformas: PC | Editora: Elastic Games

Last Year é um multiplayer online para 6 jogadores com foco em sobrevivência. O grande diferencial é que 5 dos jogadores deve sobreviver, enquanto que um deles desempenha o papel de um serial killer. É como ser jogado no meio de Sexta-feira 13 com os amigos. Para sobreviver é imprescindível cumprir uma série de objetivos. E sim, pode esperar todos os clichês clássicos de filmes de horror, como adolescentes, assassino vestindo máscara, lugares impróprios para férias etc.

 

The Forest

The Forest

Plataformas: PC, PS4 | Editora: Endnight Games

The Forest coloca o jogador no meio de uma área florestal após um acidente de avião. No local residem mutantes canibais que perseguem o jogador assim que o sol se põe, mas são bastante pacíficos durante o dia. O ciclo dia/noite é o grande chamariz do jogo, pois durante o dia as horas devem ser gastas criando equipamentos para se defender à noite. Entretanto, a Endnight Games pede que o jogador não seja tão apressado antes de tirar conclusões acerca do comportamento desses canibais noturnos: no primeiro encontro eles tentam se comunicar com o jogador e durante os combates eles ficam mais preocupados em defender-se do que atacar. A ideia é que o jogador tire conclusões se a verdadeira ameaça são essas estranhas criaturas, ou se a verdadeira ameaça é você.

 

Death’s Gambit

Deaths Gambit

Plataformas: PC | Editora: White Rabbit

Death’s Gambit pode ser resumido como a fusão entre Shadow of the Colossus, Super Metroid e Castlevania. Nele você é um guerreiro que recebe a missão de matar criaturas gigantescas em um planeta alienígena de aspecto medieval. Parece muito louca a mistura, não? Mas funciona. Os elementos de action-rpg garantem que o jogador vai se divertir e passar raiva na mãos dos inúmeros inimigos que inundam o cenário. A pixel art garante ainda contribui para dar ao game aquela sensação de que este é jogo seria um dos melhores da geração 16 bits.

 

Kodoku

Kodoku

Plataformas: PSVita, PS4 | Editora: Carnivore Studios

Kodoku é um título independente da Carnivore Studio, do Japão. Nele, você explora uma ilha sinistra em busca de um misterioso livro. O problema é que a ilha está repleta de criaturas do folclore japonês. A arte do jogo é a parte mais interessante, tirando um pouco o fator aterrorizante, para algo mais próximo de um anime. Outra coisa que vai destacar Kodoku de outros jogos indie é o gameplay baseado em stealth: não há armas a serem usadas contra os espíritos. O objetivo é que o jogador, ainda que indefeso, possa passar pelas assombrações através de inteligência e um pouco de sorte.

 

Alisson Road

Alisson Road

Plataformas: PC | Editora: Lilith

O cancelamento de Silent Hills foi um dos golpes mais duros que a comunidade gamer já levou em décadas. Mas nem tudo está perdido: um grupo de fãs decidiu continuar o legado deixado pela demos de Hideo Kojima e decidiu criar seu próprio game aos moldes de P.T. Alisson Road tem uma casa medonha, puzzles a serem resolvidos , um enredo minimalista e um loop perturbador. Apesar de ter começado como um projeto do Kickstarter os produtores conseguiram o financiamento, então pode ter certeza que a Lilith não vai cometer o mesmo erro da Konami.

 

Enter the Gungeon

Enter the Gungeon

Plataformas: PC, PS4 | Editora: Devolver Digital

Este dungeon crawler é o mais visceral que você pode conhecer: o objetivo é explorar labirintos e masmorras altamente bélicas. Sim, os corredores estão armados até os dentes com armas de fogo, explosivos, armadilhas e inimigos numerosos. Para sobreviver, o jogador também tem a seu dispor um arsenal incrível, fazendo com que a passagem pelos ambientes seja marcado por muita morte e destruição. O jogo tem um aspecto trazido dos 16 bits e a chuva de tiros e explosões parecem inspiradas pelos clássicos shmups. Este crawler deveria ter sido lançado em 2015, mas a produtora decidiu atrasá-lo para otimizá-lo ao máximo.

 

Cuphead

Cuphead

Plataformas: PC, XO | Editora: Microsoft

À primeira vista, Cuphead parece um daqueles desenhos toscos da década de 30, mas basta uma olhada mais atenta para constatar que o jogo não tem nada de arcaico. Na verdade este jogo é uma conquista tecnológica da nova geração, pois ele não apenas realiza o sonho de um desenho jogável, como também o faz com honrarias: centenas de coisas ocorrem na tela ao mesmo tempo e os inimigos movem-se de maneira tão natural quanto se estivesse vivos. A trama gira em torno de Cuphead, uma criatura que deve derrotar inúmeros chefões para pagar uma dívida com o diabo. Já é cotado como o indie mais aguardado do Xbox.

 

No Man’s Sky

No Man Sky

Plataformas: PC, PS4| Editora: Hello Games

Jogos de mundo aberto ficarão arcaicos depois que No Man’s Sky for lançado, pois o jogo da Hello Games disponibiliza nada menos que um universo inteiro para o jogador explorar. De acordo com a desenvolvedora, o game pode contar com mais de 18 quintilhões de planetas, cada um deles com seu próprio ecossistema e formas de vida. Os momentos de ação estarão garantidos durante as batalhas contra criaturas hostis ou nos combates espaciais à lá Star Wars. O objetivo é chegar até o centro da galáxia, mas isto deve tomar cerca de 40-100 horas, se o jogador não entrar em missões paralelas. Adeus vida social!?

 

Hyper Light Drifter

Plataformas: PC, PSVita, PS4, XO, Wii U| Editora: Heart Machine

O jogo é um action RPG com aspectos da geração 8-16 bits, com fortes influências de Zelda e Diablo. Este viés possibilitou que o jogo fosse financiado rapidamente através do Kickstarter e ultrapassasse em mais de 20 vezes o valor solicitado pelos produtores. O jogo acompanha a aventura de Drifter, um jovem que explora um mundo de fantasia para livrar o mundo de uma ameaça perigosíssima. O roteiro é bem datado, mas a releitura da jornada do herói é enaltecida graças ao visual da era 16 bits. Na verdade a produtora Heart Machine criou o jogo idealizando como seria um jogo ideal do Super Nintendo.

Abaixo tem o trailer do indie Hyper Light Drifter:

O Show de Marcelo Tavares

Uma das pessoas mais influentes da indústria de jogos eletrônicos no Brasil é o Marcelo Tavares. Se esse nome é estranho a você, saiba que os feitos dele são reconhecidos até mesmo por quem não curte jogos eletrônicos. Marcelo Tavares é o idealizador e criador da Brasil Game Show, o maior evento de games da América Latina e um dos eventos de games mais famosos do mundo.

Se antes o evento começou como uma reunião de amigos, hoje em dia é ele que traz as maiores novidades do mercado mundial e consegue reunir produtores e personalidades como Yoshinori Ono (Street Fighter), Katsuhiro Harada (Tekken), Phil Spencer (Xbox), entre outros. Como foi que Tavares conseguiu reunir essa turma conceituada e por que a BGS conseguiu se consolidar no calendário anual, ao passo que outros eventos importantes naufragaram?

Além de empresário bem sucedido, Tavares é também um colecionador compulsivo de videogames (a coleção de consoles na BGS é dele). Em seu acervo há consoles muito reconhecidos como o Atari 2600, mas há também videogames bastante obscuros como o Vectrex. Além disso, cada “novo” console de Tavares é tratado com cuidados dignos de relíquias preciosas, mais ou menos do mesmo modo que você, leitor, trata seu Playstation 4 novo em folha.

O GameReporter conseguiu uma entrevista exclusiva com o Marcelo Tavares, onde falamos sobre os rumos da BGS e sobre sua paixão por videogames. Confira!

 

Como começou sua carreira de empresário? Conte-nos um pouco de sua história.

Minha carreira começou quando fiz 17 anos e passei a fazer alguns trabalhos gráficos caseiros, como cartazes e cartões de visitas. Fazia também serviços de tradução nesta época. Depois disso, trabalhei como vendedor de planos de saúde, mas logo me tornei empresário, como sócio em um curso de computação. Em 2002 criei meu primeiro encontro de “gamers” e a partir daí, minha vontade de atuar nesta área foi crescendo.

bgs 2Em paralelo, escrevi também para diversas editorias de games e cheguei a participar de programas relacionados ao tema. Como não tive muito retorno financeiro,  passei a atuar em outros segmentos e cheguei a gerenciar uma loja de doces, uma padaria, um restaurante e  trabalhar como corretor imobiliário. Felizmente, em 2009, consegui realizar a primeira Rio Game Show e, a partir daí,  não saí mais da área até chegar à Brasil Game Show.

 

A coleção de videogames que você tem é bem impressionante. Você costumava jogar todos os consoles? Sobrava tempo para eles?

Sempre joguei bastante e até hoje gosto de jogar alguns antigos para relembrar. É claro que, com uma quantidade tão grande – atualmente, possuo mais de 350 consoles, cerca de 3.000 jogos e centenas de acessórios – fica complicado jogar todos.

 

Quais eram seus jogos favoritos?

Posso mencionar alguns como Pac Man, River Raid, Fifa, Battlefield, Forza, Need For Speed, Call of Duty, Gran Turismo. Todos estes joguei desde as primeiras versões até as mais novas, no caso dos que tiveram continuidade.

 

Dentro da sua coleção tem algum item que você tenha bastante ciúme?

Tenho um grande apego por todos os meus consoles antigos – até mesmo pela dificuldade em adquirir alguns. Além disso, possuo algumas raridades e consoles que fizeram parte da história e tenho certo receio de danificá-los. Entre eles, destaco o Virtual Boy, Pippin, Microvision, Channel F, Game & Watch, 3DO, Jaguar, Vectrex e Amiga CD 32.

 

BGS 2015Como surgiu a ideia de criar o Rio Game Show? O Rio Game Show começou bem modesto e hoje é a BGS, o maior evento de games do Brasil. Como se deu esse crescimento?

Em 2002 criei um encontro para amantes e colecionadores, assim como eu, para que pudéssemos trocar experiências. Resolvi chamá-lo de GameChurrasco. Na época, a ideia não deu muito certo. Como o nome já indica, era um churrasco e as pessoas não tinham cuidado, acabavam pegando os consoles com as mãos sujas, derramando refrigerante etc. Anos depois, em 2009, criei a Rio Game Show, que era um eventopequeno, regional e com menos de cinco mil visitantes, mas que, desde o princípio demonstrava potencial para crescer e ganhar atenção no mercado.

O evento foi crescendo e tomando proporções incríveis. Maior e mais conhecido, houve a necessidade de um novo título. Foi então que, em 2010, surgiu o nome Brasil Game Show (BGS) e a partir de então, em sua terceira edição, contou com a presença de grandes empresas do mercado. Foi o novo nome e aceitação cada vez maior por parte de empresas e público que fizeram com que, em 2011, o evento recebesse o título de “maior feira de games da América Latina”. Reunindo mais de 60 mil pessoas no Rio de Janeiro, a BGS começou a ser escolhida por algumas das maiores empresas do segmento para fazerem seus anúncios para a América Latina.

Mudamos para São Paulo em 2012 e a BGS foi muito bem aceita no novo local. Nesta edição, contamos com 100 mil visitantes. Nos anos seguintes, felizmente, a BGS continuou crescendo e recebeu 151 mil visitantes em 2013, e 250 mil, no ano seguinte. Em 2015, a feira bateu recorde, recebendo mais de 300 mil pessoas, mais de 100 lançamentos, campeonatos e muitas atrações. Para 2016, estamos inovando mais uma vez. Com nova data e local – 01 a 05 de setembro, no São Paulo Expo –, pretendemos levar aos visitantes um número ainda maior de novidades, empresas participantes, atrações e lançamentos.

 

A que você atribui o sucesso da BGS e ao fracasso dos outros eventos?

Acho que um dos fatores que faz a BGS dar certo é que sou um grande apaixonado pelos games, então tudo é pensado para os fãs.. Quero que eles tenham acesso às novidades do mercado, que possam jogar títulos que ainda nem foram lançados, que conheçam as pessoas responsáveis pelos games que eles gostam. Por outro lado, apesar da paixão, sempre agi com muito profissionalismo e ética. Acho que a BGS conseguiu mostrar seu potencial e, hoje, temos grande credibilidade com fãs e empresas participantes.

 

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De todos esses anos organizando eventos, quais você considera os momentos mais relevantes na história da BGS?

Sei o quanto é satisfatório para um fã testar um jogo antes mesmo de seu lançamento mundial. Durante a BGS, todos os anos, junto às empresas participantes, damos aos visitantes esta oportunidade e acho que este é um fator marcante. Além disso, trazemos para a feira grandes nomes do mercado, produtores de algumas das franquias mais aclamadas do mundo e acho que isso não tem preço.

Alguns destaques:

2009 (1ª edição) – Exposição de consoles antigos

2009 (2ª edição) – Videoconferência com Ralph Baer, criador do primeiro videogame da história

2010 – Lançamento da plataforma PlayStation no Brasil com a primeira participação na Brasil Game Show

2011 –XBOX participou oficialmente pela primeira vez na BGS

2012 – Sony, Nintendo e Microsoft participaram

2013 – Apresentação, pela primeira vez para os jogadores brasileiros do XBOX One e do PlayStation 4

2014 – Presença do produtor de Mortal Kombat, Ed Boon

2015 – Presença do Chefe da divisão XBOX, Phill Spencer, Yoshinori Ono, produtor de Street Fighter e participação do YouTube com o maior estande já feito pela empresa no mundo.

 

Você disse em entrevistas que a próxima edição deve ocorrer em outro local? Qual a razão dessa mudança?

Em 2016, a BGS acontecerá, pela primeira vez, no São Paulo Expo. O centro de exposições, congressos e convenções está sendo construído  e ficará pronto em maio de 2016. Será um complexo multifuncional muito mais sintonizado com a expressão e a necessidade da BGS. Com isso, os visitantes podem aguardar ainda mais novidades. A nova estrutura permite montar estandes espetaculares, de até mil m² e com um número muito maior de estações de jogos. Lá, os produtores de games independentes também terão mais oportunidades: vamos duplicar a área indie e cerca de 70 estúdios de desenvolvimento de jogos poderão mostrar seus trabalhos. Em 2014 foram sete, e, em 2015, 36 estandes.

bgsPara os visitantes, as facilidades vão começar antes mesmo de entrarem na feira, pois terão uma área de concentração climatizada. O acesso também fluirá melhor, pois será feito por quatro grandes entradas, o dobro da edição de 2015. Quanto às ruas, serão mais largas e permitirão circular, visualizar e localizar os estandes mais facilmente. Outra novidade do novo espaço irá agradar especialmente à imprensa e convidados, que poderão acessar um exclusivo mezanino, ter uma visão geral da BGS e captar boas imagens.

A localização é outro ponto forte do São Paulo Expo. O novo palco da BGS fica a apenas 10 minutos do aeroporto de Congonhas e do Rodoanel Mario Covas e a 850 metros do metrô Jabaquara, com traslado grátis de ônibus durante todos os dias de feira. Estão sendo investidos R$ 300 milhões na reforma dos 40 mil m² de pavilhões já existentes e na construção de mais de 50 mil m² de área de exposição e 10 mil m² de centro de convenções. O “novo” São Paulo Expo será inaugurado em 2016 e também terá um edifício garagem com 4,5 mil vagas (o maior estacionamento coberto do Brasil), e um avançado sistema de climatização e rede Wi-Fi.

 

Falando com as grandes e pequenas produtoras, você acredita que o mercado de games está em alta no Brasil?

Felizmente, o cenário brasileiro de games é bastante positivo. Atualmente, o Brasil é o maior  mercado da América Latina e ocupa a quarta  colocação  no ranking mundial. O País tem mostrado grande potencial e podemos observar isso dentro da própria BGS, onde o número de produtoras independentes brasileiras vem crescendo e se destacando. Como afirmei anteriormente, na BGS 2014 tínhamos sete estandes indies. Em 2015 este número subiu para 36 e, para 2016, serão 72 espaços dedicados a eles  nesta área. Este é apenas um exemplo deste crescimento.

 

Marcelo Tavares, numa escala de zero a dez, o quanto os impostos atrasam a indústria de jogos no Brasil? Por quê?

Dez. O mercado já cresce com eles, imagina sem , ou ao menos com uma tributação mais justa? Tudo bem que as empresas, hoje em dia, se adaptaram às regras brasileiras e muitas produzem por aqui. Mas o mundo é globalizado, o Brasil precisa ser competitivo. Os impostos tiram a nossa competitividade e ainda afastam uma minoria importante de empresas que esperamos que venham atuar aqui nos próximos anos.

 

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O evento já é consolidado na América Latina. Qual o próximo passo da BGS?

Estamos trabalhando para que a BGS melhore a cada ano. Em cada edição, tentamos melhorar algum ponto e aplicar as sugestões feitas por nossos visitantes. Este ano, por exemplo, conseguimos antecipar a venda de ingressos para facilitar ainda mais. Além disso, estamos nos mudando para um novo lugar, que será o maior e mais moderno centro de exposições do Brasil – o São Paulo Expo. A data também irá favorecer os visitantes, de forma que tenham a oportunidade de testar um número ainda maior de lançamentos.

Queremos mostrar, cada vez mais, a força do mercado nacional, para que os outros países e mercados tenham a oportunidade de conhecer nosso potencial. Desta forma, conseguimos atrair também a atenção das grandes empresas que, hoje, já olham para o Brasil com outros olhos. Um dos maiores avanços que posso destacar neste sentido é o grande número de jogos traduzidos para português e até mesmo fases e personagens e brasileiros em alguns dos títulos mais famosos do mundo gamer.

 

Costumamos falar muito sobre jogos e produtores indie. Qual a dica que você pode dar para que eles façam bonito nas próximas edições da BGS?

É necessário conhecer bem o mercado antes de iniciar qualquer negócio. Analisar as empresas já existentes e ver quais são as oportunidades é uma boa estratégia. Além disso, é preciso se especializar e, se for o caso, fazer bons cursos, sem esquecer-se de manter contato com outros profissionais da área para observar o máximo de informações através de suas experiências.

 

Homenagem a Satoru Iwata, uma das pessoas mais adoradas na indústria de jogos eletrônicos

A semana dos fãs de jogos eletrônicos não podia ter começado mais triste. Como todos sabem, Satoru Iwata, presidente da Nintendo, faleceu aos 55 anos. Fãs da empresa japonesa lamentaram a morte do executivo, bem como membros da imprensa e muitos outros desenvolvedores. Até mesmo concorrentes diretos da Nintendo demonstraram suas condolências, como Phil Spencer da Microsoft e Shuhei Yoshida da Sony.

A morte de Iwata foi sentida por todos. Poucas vezes a morte de um executivo da indústria foi tão sentida como ocorre com o caso de Iwata. Mas por quê? Será que é por que ele foi o chefe de uma das empresas mais queridas do mundo dos games? Absolutamente não. Talvez por que ele tenha falecido tão jovem? Provavelmente não.

A comoção pela morte de Iwata veio porque mais do que um executivo, Iwata era um legítimo gamer. Ele foi uma grande pessoa acima de tudo e bastante querido mesmo entre àqueles que não o conheceram pessoalmente. Basta ler algumas histórias para se dar conta que a Nintendo e o mundo do entretenimento perdeu uma de suas personalidades mais emblemáticas.

Entre suas realizações, vale mencionar que Satoru Iwata foi responsável direto pela criação de Balloon Fight, um clássico do NES lançado em 1984. Iwata foi o programador responsável por todo o game. Diz-se que ele era um grande prodígio enquanto programador. Para fazer jus a essa fama, Iwata teria sido reescrito o código de jogo de Earthbound em apenas uma semana. O game foi bem recepcionado pela crítica e pelos jogadores.

Iwata também trabalhou arduamente nos meses antes de Pokémon Stadium, do Nintendo 64. Na época os programadores encontravam dificuldade em comprimir o tamanho do jogo para caber nos cartuchos do N64. Reza a lenda que tal feito foi realizado em apenas uma semana sem que Iwata tenha feito uso de qualquer documento de referência. O resultado foi um dos jogos de maior destaque da era 32-64 bits.

Anos depois, já como presidente da Nintendo, Iwata percebeu a dificuldade que havia no desenvolvimento final de Super Smash Bros. Melee para o Game Cube. Ainda que não tivesse qualquer obrigação, Iwata teria descido até os laboratórios da companhia e auxiliou os programadores, de modo que o jogo estivesse pronto para o lançamento conjunto com o Game Cube. Além disso, o executivo participou ativamente da criação de outros jogos da plataforma, como Super Mario Sunshine, Metroid Prime, Animal Crossing e The Legend of Zelda: The Wind Waker.

E como falar de Iwata, sem mencionar sua maior contribuição para a indústria? De acordo com colegas da Nintendo, Iwata foi o grande responsável pelo conceito que deu origem à criação de Kirby, um dos mascotes mais queridos da Big N. Iwata não foi o criador de Kirby, mas foram suas ideias que tornaram o mascote o que é hoje.

Muito mais do que um programador respeitado, Satoru Iwata tinha fama de ser uma pessoa bastante humilde. Quando o 3DS foi um fiasco no lançamento, por exemplo, ele pediu desculpas aos investidores e aos fãs da empresa, e como se não bastasse ainda reduziu a metade de seu próprio salario para que os funcionários da empresa não fossem prejudicados pelos tempos de crise que se anunciavam.

Iwata foi um dos poucos executivos do alto escalão da indústria de jogos eletrônicos que falava diretamente com seus fãs, graças ao Iwata Asks. O programa foi idealizado por ele e durante esses vídeos, Iwata falava com desenvolvedores que estavam criando jogos para as plataformas Nintendo. A ideia era que os fãs ficassem atualizados acerca das novidades dos games da companhia a cada mês. O programa também servia para apresentar novidades. Uma das decisões mais polêmicas de Iwata foi abandonar as suntuosas conferências de imprensa durante a E3. Nas ultimas três edições, por exemplo, Iwata e outras personalidades da Nintendo apareciam em vídeos pré-gravados para revelar as novidades da companhia para o mundo.

O grande pesar pela morte da Iwata dá-se talvez por seu espírito e personalidade. Ao invés de afastar-se de seus fãs, como muitos executivos costumam fazer quando chegam aos cargos mais altos, Iwata queria ser visto como apenas mais uma pessoa que move essa indústria.

“No meu cartão de visitas, eu sou presidente de uma empresa. Na minha mente, eu sou um desenvolvedor de jogos. Em meu coração eu sou gamer.”

Abaixo tem a homenagem que a Nintendo Life fez para Iwata:

Recruits: QUByte revela novo game para PCs e consoles de mesa

Quem não se lembra do pessoal da QUByte? Eles são os responsáveis pelo divertido jogo de autoramas lançado para PC e dispositivos mobile. Pois bem, o estúdio está com um novo projeto a todo vapor. Os primeiros detalhes foram revelados nesta semana e pelo pouco que foi revelado, os desenvolvedores deram mostras de que é um projeto promissor.

Em resumo, o game chama-se Recruits e ele sairá primeiro para PC (via Steam) e posteriormente vai ganhar versões para os consoles da atual geração. Talvez o nome não seja estranho para os mais antenados no universo dos jogos eletrônicos, pois o game foi colocado há tempos atrás na Steam Early Acess pela produtora Commotion Games.

A Commotion Games é uma dev independente da Austrália cujo foco são games para PC, iOS e Android da Austrália, porém acabou ficando em stand by por meses. A QUByte entrou em contato com os idealizadores do game e conseguiram a liberação para tocar o projeto adiante. A razão para eles não terem tocado o projeto por conta própria foi que um dos desenvolvedores acabou sendo contratado por uma grande produtora, o que obrigou o outro membro do time a abandonar o game por falta de tempo necessário até a conclusão.

Para celebrar o anúncio, a QUByte até lançou um site com um contador regressivo marcando quantas horas faltavam para o anúncio oficial do game. O anúncio formal ficou para a página do facebook da produtora. O jogo é do gênero shooter top-down com elementos de estratégia, onde o jogador tem a missão de comandar soldados a fim de completar objetivos variados. Além da jogabilidade, a QUByte promete surpreender os jogadores com visuais impressionantes.

“Estamos trabalhando com uma equipe especializada no aprimoramento da parte visual para oferecer uma ótima experiência aos jogadores e elevar ainda mais a qualidade da produção de games feitos no Brasil”, afirma Marivaldo Cabral, engenheiro de software e CEO da QUByte.

O game já está disponível na Steam, em acesso antecipado, de modo que ele ainda está em desenvolvimento e conta com alguns bugs. Os primeiros compradores irão ajudar a desenvolvedora a terminar o game de maneira satisfatória. Após a conclusão da versão PC, a desenvolvedora irá portar o game para Playstation 4, Xbox One e Wii U, mas ainda não há uma data de lançamento específica.

Abaixo está o trailer do game Recruits:

Com primeiro campeão mundial do jogo, Brasil se consolida como o país do Just Dance

No último dia 30 de outubro, ocorreu em Paris mais uma edição do tradicional Electronic Sports World Cup (ESWC), um torneio mundial de jogos eletrônicos organizado pela Oxent SAS. Um dos jogos do torneio foi Just Dance 2015 e, para surpresa de muitos, quem dominou a competição foram os jogadores brasileiros. Dos 20 finalistas, três eram brasileiros e o grande campeão foi um dos nossos conterrâneos.

Diego “Diegho.san” dos Santos foi o grande vencedor e como grande prêmio por sua conquista, poderá participar efetivamente do game através de vídeos em que poderão ser copiadas suas coreografias. Além disso, Diego ganhou uma viagem paga para a Cidade Luz, incluindo passagens e hotel pagos. Os brasileiros ocuparam também o 2º e 4º lugares na competição, sendo que o segundo lugar ficou com Túlio “Tulioakar96”. A final entre os dois brasileiros foi bastante disputada

A franquia Just Dance é bastante popular entre os brasileiros com mais de um milhão de cópias da franquia comercializada para consoles no país e cerca de um milhão de downloads de Just Dance Now para smartphones em menos de 40 dias. Apesar da alta popularidade, foi uma surpresa a supremacia de nossos jogadores logo na primeira edição do torneio. O sucesso do Brasil em Just Dance deve servir para popularizar ainda mais a franquia dentro do país e atrair possíveis novos competidores.

O Brasil tem tudo a ver com Just Dance, um jogo festivo, animado, familiar e contagiante. Ficamos muito felizes em ter o primeiro campeão mundial de Just Dance e  três brasileiros entre os quatro melhores do mundo. Com mais de 50 milhões de jogadores em todo planeta, ninguém poderia imaginar um domínio tão grande do Brasil.”, disse Bertrand Chaverot, diretor da Ubisoft na América Latina.

Confira as fotos do evento no site dedicado ao torneio.

Obs: esta é a segunda vez na história que o Brasil ganha uma medalha de ouro na Electronic Sports World Cup, que é considerada a Olimpíada dos Videogames. A primeira vez ocorreu em 2006 com o time Made in Brazil na disputa por Counter Strike. Vamos torcer para que mais brasileiros mostrem a força de nosso país em e-sports.

Confira o vídeo da final do campeonato de Just Dance 2015:

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