Arquivo da categoria: PC

Instituto Martius-Staden realiza Game Jam em São Paulo no dia 13/04

Ei, você, desenvolvedor de jogos que está procurando oportunidades para melhorar suas habilidades: há mais uma Game Jam prestes a acontecer na cidade de São Paulo. Trata-se da Game Jam Martius-Staden, organizado pela equipe do instituto e que pretende desafiar os visitantes a produzirem um game do zero em poucas horas. A ideia é colocar a criatividade em ação com muita mão na massa para ter um protótipo jogável de um jogo.

Os participantes da Game Jam Martius-Staden terão de executar tarefas rápidas em pouco tempo e, com isso, melhorar suas habilidades de desenvolvimento de projetos digitais. De acordo com a equipe organizadora, o evento deve seguir o modelo de outras game jams tradicionais, como a Global Game Jam e as organizadas pelo Goethe-Institut São Paulo.

A Game Jam Martius-Staden tem o objetivo de, com a comunidade do Colégio Visconde de Porto Seguro – Campus Morumbi e Panamby, celebrar a Semana Alemã e adentrar na viagem dos naturalistas Spix e Martius, que faz parte da história e origem identitária do Brasil.

O evento é extremamente indicado para alunos do 8º e 9ª do Ensino Fundamental II ao Ensino Médio, desenvolvedores independentes e pessoas que estejam aprendendo as nuances da produção de um jogo eletrônico. As equipes serão divididas em turmas de 4 a 5 integrantes e o tema será definido minutos antes da produção. Cada membro da equipe atuará executando um papel: game designer, programador, artista visual (desenho digital), designer de som, produtor e criador de conteúdo.

Tal como em outras game jams, os papéis dentro do grupo variam bastante, por exemplo, o programador pode criar ilustrações, o designer de som pode criar um pouco do conteúdo, e assim por diante. O que vale é a colaboração de todos e como a equipe interage para realizar as tarefas da maratona. Eventos como esse ajudam os desenvolvedores a trabalhar em equipe, dar maior noção de prazos e da dinâmica de uma produção profissional.

A Game Jam Martius-Staden ocorre em 13/04/2019 na sede do Instituto Martius-Staden das 09hs às 18hs. Para se inscrever no evento, basta preencher uma ficha através do site.

 

Seviço – Game Jam Martius-Staden

O que:  Game Jam Martius-Staden

Quando: 13/04/2019 das 09h às 18hs

Onde: Instituto Martius-Staden – R. Itapaiúna, 1355 – Panamby, São Paulo – SP

Inscrição: https://teceducporto.typeform.com/to/a3gJ30

Rei do Cangaço – Game brasileiro coloca o jogador no papel de Lampião em uma aventura no purgatório

Nosso destaque do dia é cortesia da Ignite Games e é um prato cheio para quem ama a cultura brasileira: O Rei do Cangaço é um shooter que se passa na época do cangaço brasileiro e explora a figura do lampião. O grande destaque é que o jogo foi todo desenvolvido visando a tecnologia de realidade virtual, mostrando que o mercado nacional está atento às novas tecnologias também.

O Rei do Cangaço conta uma trama fictícia de Lampião em uma “vida após a morte”. De acordo com a descrição do jogo, após ser morto em uma emboscada, o rei do cangaço descobre que antes de ser julgado por seus crimes, terá de ir ao purgatório a fim de caçar demônios chamados “filhos da peste” e libertar espíritos penitentes. Sim, apesar de contar com uma figura histórica, o título possui elementos fantásticos.

Para derrotar os adversários o jogador conta com duas armas divinas chamadas Cruz Credo e Asa Branca, uma delas serve para enviar suas vítimas para o céu, enquanto que a outra conduz as almas para o inferno. Cabe ao jogador decidir o futuro de quem cruzar seu caminho. Além dessas armas, Lampião carrega um poderoso punhal capaz de cortar efeitos mágicos.

Uma vez que O Rei do Cangaço foi produzido para tecnologia VR, o jogador é contemplado com cenários bem detalhados e coloridos. O objetivo da Ignite Games foi produzir um ambiente que lembre bem o sertão nordestino. Os traços dos personagens, vale dizer, é bem cartunesco e divertido.

O título chegou a aparecer na BGS 2018, onde os visitantes puderam ter um gostinho do que a produtora está preparando e a recepção foi bem positiva e tem tudo para agradar o público brasileiro. A expectativa é que a experiência final seja enriquecida com um modo história bem desenvolvido e mais referências às histórias de Lampião e do Nordeste.

A data de lançamento ainda é incerta, mas há a previsão de lançamento para julho deste ano através da Steam. Se você ficou interessado no projeto, basta acessar a página oficial do jogo no Facebook para acompanhar as novidades ou através da página da Ignite Games.

Abaixo tem o trailer de O Rei do Cangaço:

BBL anuncia circuito de torneios femininos com etapas durante o ano todo

Quem disse que as mulheres não tem vez no negócio dos e-Sports? Pois este ano tem tudo para ser especial para as nossas queridas pró-players e seus torcedores graças aos grandes torneios que estão marcados para esta temporada. White Rabbit Cup, Mad Hatter e Queen of Hearts! Esses são apenas alguns dos torneios femininos  anunciados pela BBL, maior holding de entretenimento especializado em e-sports no país, que vão movimentar o cenário de e-sports nos próximos meses.

O primeiro do circuito feminino é o White Rabbit Cup, que começa em 06 de abril. O torneio conta com disputas de League of Legends, Rainbow Six Siege, CS: GO e Dota 2. O grande macete aqui é que o torneio não terá etapa qualificatória, ou seja, basta inscrever sua equipe e participar. De acordo com a organização do torneio, a premiação será feita em créditos válidos para cada jogo ao longo das semanas, ficando reservada somente para a fase final a premiação de R$ 1 mil para o time vencedor em cada modalidade.

Já o segundo torneio do ano para as garotas gamers é o Mad Hatter, que conta com partidas de Rainbow Six Siege e Dota 2. Tal como no White Rabbit Cup, não há etapa qualificatória e a premiação máxima é de R$ 1 mil para o melhor time em cada game a cada fase final. Além disso, de acordo com a BBL, o Mad Hatter concede uma vaga para o próximo campeonato do circuito, que será o Queen of Hearts.

O Queen of Hearts é o torneio mais cobiçado do ano no circuito feminino, onde as melhores equipes classificadas no Mad Hatter terão vaga direta e outras equipes se classificarão através de qualificatórias abertas. Aqui a coisa começa a ficar série, uma vez que contará com a participação de equipes internacionais. A premiação total por jogo será de R$ 23 mil.

Para encerrar o circuito, haverá a qualificatória regional LATAM do GIRLGAMER Esports Festival, evento internacional que teve edições em 2017 e 2018. As qualificatórias serão de League of Legends e CS:GO, ambos valendo vaga para equipes disputarem o torneio mundial no final do ano. A novidade foi anunciada na última terça-feira, dia 26 de março, durante o evento Marketing de Engajamento, realizado pela BBL, maior holding de entretenimento especializado em e-sports no país.

“O cenário de e-sports ainda é majoritariamente masculino, mas as mulheres estão aí brigando por espaço e, aos poucos, conquistando. O circuito feminino é mais um passo para que elas conquistem visibilidade, ganhem experiência e se fortaleçam como jogadoras profissionais”, comenta Leo De Biase, CMO da BBL.

Se você tem interesse em acompanhar as novidades desses torneios e dos principais times femininos de e-Sports, confira a página da BBL no Facebook.

Top – Jogos que levam referências do mundo real para o virtual

De Pac-man a Mario Bros., você certamente já viu referências de jogos eletrônicos na cultura pop em diversos veículos, certo? Mas já parou para pensar que os videogames também fazem diversas referências do que vemos na vida real? Pois é justamente esse aspecto que Felipe Oliveira, gerente de produtos da 2A.M., marca de notebooks e desktops gamers, quis mostrar ao listar alguns jogos que resolveram referenciar a vida real.

Abaixo você confere cinco jogos listados por Felipe Oliveira que fazem referências ao mundo real em seus gameplays por meio de selfies, memes, dancinhas e até pedidos de casamento:

 

5 – Mortal Kombat X

Uma das séries mais famosas da indústria dos games, Mortal Kombat entrou na onda das selfies em 2015, quando a personagem Cassie Cage ganhou um fatality em que, logo após finalizar seu adversário com um golpe brutal, pegava o celular, tirava uma foto e postava em suas redes sociais. É possível, inclusive, ver os comentários de outros lutadores do jogo na postagem de Cassie.

 

4 – Marvel’s Spider Man

Um dos mais famosos super-heróis de todos os tempos também se mostrou adepto das selfies. Em Marvel’s Spider Man, de 2018, os jogadores podem aproveitar os cenários incríveis do jogo e utilizar o “Modo Foto” para registrar cada momento. Também é possível caprichar nos filtros, incluir efeitos, alterar a intensidade da luz e até mesmo mudar a expressão do personagem.

“Outra referência de Marvel’s Spider Man ao mundo real viralizou como ‘o Easter Egg mais triste do mundo’. Isso porque um fã da série pediu aos desenvolvedores, via Twitter, que colocassem no jogo um pedido de casamento seu para a namorada, Maddie. O pedido foi atendido, mas, poucos dias antes do lançamento do jogo, Maddie decidiu encerrar o relacionamento”, conta Felipe.

 

3 – Fortnite

Lançado em 2017, o jogo do gênero battle royale fez muito sucesso pelo seu gameplay, mas também por suas “dancinhas”, inspiradas em filmes, memes e vídeos da internet. No game, os jogadores podem comemorar as vitórias com várias coreografias famosas, como as chamadas Reanimated, Ride The Pony e Disco Fever, inspiradas, respectivamente, em coreografias de Michael Jackson, Psy e do filme “Os Embalos de Sábado à Noite”.

“Em fevereiro deste ano, Fortnite também foi palco para uma apresentação virtual do Dj Marshmello. O show teve duração de 10 minutos e chegou a ter 10 milhões de jogadores simultâneos”, disse Felipe.

 

2 – Zueirama

O jogo brasileiro ainda nem foi lançado oficialmente e já chamou a atenção do público por inúmeras referências a memes, músicas e personagens reais. Repleto de humor, faz uma sátira ao atual momento político do país e tem como protagonista Zoinho, um menino que precisa acabar com o vilão Sargento Sádipo.

 

1 – APEX Legends

Recém-lançado, Apex Legends se tornou um grande sucesso em muito pouco tempo. O jogo do gênero battle royale se passa em um ambiente futurista, mas também apresenta referências ao mundo real, como quando um personagem comemora a vitória com uma dança bastante parecida com o famoso passo Moonwalk, de Michael Jackson.

Bem Vindo ao Game Design – livro busca mostrar todas as etapas da criação de um jogo eletrônico

Quem nunca jogou um game e ficou se perguntando como se deu a sua produção? Pois é justamente sobre as etapas de um game design que se propõe a falar o livro “Bem Vindo ao Game Design”, do Prof. João Victor, fundador da escola de programação One Day e criador do canal One Day Code. A obra pleiteia mostrar como é produzido um título desde seus estágios iniciais até seu derradeiro lançamento, de modo que o leitor irá perceber o que diferencia um game de sucesso, de outro relegado ao ostracismo.

De acordo com o Prof. João, o livro “Bem Vindo ao Game Design” possui linguagem fácil para completos iniciantes, de modo que o leitor interessado em entrar de cabeça no mundo da produção de jogos possa transformar um HOBBY em uma PROFISSÃO, sejam quais forem suas habilidades.

O livro ainda não está finalizado, pois seu idealizador não conta com o apoio de uma grande editora – tudo está sendo feito pelo empenho do autor. Para finalizar o projeto e publicar o livro foi aberto uma campanha de crowdfunding a fim de arrecadar R$ 7.500,00 a fim de garantir a impressão, uma revisão esperta, diagramação etc. De acordo com João, o projeto nasceu após analisar que há muitas pessoas interessadas em produção de jogos, mas que não encontram materiais de pesquisa que tornem sua saga mais fácil.

“No mercado de jogos, existe uma grande falta de profissionais capacitados, e ao mesmo tempo um excesso de pessoas tentando criar jogos, sem saber como começar, gerenciar um projeto, organizar suas ideias e escolher o melhor meio de monetizar e progredir no mercado. O que acontece é que na maioria das vezes, as pessoas miram muito alto e ao tentar criar um “Grande MMORPG Battleroyale 3D” acabam se frustrando, nunca terminando o projeto e desistindo no meio do caminho”, diz o Prof. João Victor.

O livro “Bem Vindo ao Game Design” pode ser considerado um miniguia, ensinando passo a passo como gerenciar um projeto de jogo, quais são as áreas em que você pode se encaixar, recomendações de softwares e materiais de estudo e exercícios práticos sobre Design de Jogos. Você pode experimentar uma prévia da obra baixando o primeiro capítulo aqui.

Um dos capítulos mais interessantes é o que fala sobre as carreiras de game designer, pois é aqui que o leitor fica ciente de que pode atuar em diferentes ramos do designer de um game, tal como arte, música, programação, negócios etc. A ideia de “Bem Vindo ao Game Design” é mostrar que mais do que escrever linhas de programação, a produção de jogos abraça diferentes perfis de profissionais. Além disso, a obra fala sobre como é trabalhar em pequenos e grandes estúdios, além de pincelar um pouco como é o panorama do mercado nacional de jogos.

Você pode descobrir mais sobre o livro “Bem Vindo ao Game Design”, clicando aqui ou assistindo o vídeo abaixo:

Top 7 – Jogos que nunca deveriam ter surgido na Steam

Nos últimos dias a comunidade de jogadores mundial entrou em polvorosa graças a um game da Steam chamado Rape Day, um título que permitia estuprar mulheres (mas esta é uma história para depois). O interessante é que a reação da comunidade deixou clara uma percepção de que o controle de qualidade da Steam tem problemas sérios. Afinal, como um jogo sobre estupro consegue passar pelo filtro da Steam?

Não é de hoje que a maior loja de jogos digitais do mundo tem problemas com filtro. Rape Day é apenas mais um dos diversos projetos que conseguiram driblar o controle de qualidade de Gabe Newell. Pensando nisso, resolvemos lembrar de 7 jogos que jamais deveriam ter surgido na Steam.

Abaixo você confere 7 jogos que não deveriam nunca ter aparecido na Steam:

 

1 – Active Shooter

Active Shooter

Os Estados Unidos tem um triste histórico envolvendo armas, jovens desequilibrados e escolas. No início de 2018 um atentado perpetrado por Nikolas Cruz ceifou a vida de 17 pessoas na Stoneman Douglas High School, em Parland, Flórida. O ato entrou para a lista das dez maiores tragédias ocorridas em escolas americanas e serviu para acirrar a discussão entorno do acesso a armas de fogo no país.

Como se o ato não fosse triste o bastante, o produtor russo Anton Makarevskiy resolveu capitalizar com o caso criando o game Active Shooter, que permitia ao jogador encarnar a pele de um policial ou de um atirador dentro de uma escola. Quanto mais policiais e civis fossem mortos, maior a pontuação.

Obviamente que a reação pública não foi nada amistosa e rapiodamente as famílias das vítimas perceberam o insulto. Um abaixo assinado foi criado e recolheu mais de 100 mil assinaturas, forçando a Steam retirar o game de sua loja antes mesmo do lançamento oficial. Active shooter teria uma premissa FPS e acabou por ser lançado de forma independente, sem nenhum sucesso (felizmente).

 

2- Abstractism

Abstractism

Eis que você entra na sua conta Steam, pesquisa um pouco e decide comprar um jogo simples, mas aparentemente promissor chamado Abstractism. O que você não poderia imaginar é que após a instalação seu antivírus ficaria louco, acusando um malware. Após averiguações de entendidos em informática descobriu-se que o game escondia entre seus ficheiros um Trojan executável capaz de mineirar criptomoedas.

O mais interessante é que apesar de ser um game minimalista, Abstractism exigia um certo poder de fogo do hardware. Como se não bastasse, para ganhar itens no jogo bastaria permanecer o maior tempo possível jogando. Com 15 minutos de jogatina você ganhava itens, com mais trinta, outro item. Ou seja, o jogo queria que você o executasse o maior tempo possível, prática natural para mineirar criptomoedas.

Em julho de 2018 os responsáveis pelo game negaram veemente que seu título escondia qualquer coisa, mas a mentira não se sustentou por mais tempo: a Steam baniu para sempre o estúdio Okalo Union de qualquer atividade envolvendo a loja. Felizmente a Steam tomou uma atitude rápida, mas deixou a sensação ruim de que é possível que outros jogos podem esconder vírus mais perigosos.

 

3- Ride to Thell

Em meados de 2013 a comunidade de jogadores percebeu que a Quality Assurance da Steam era uma piada, pois foi neste ano que o game Ride to Hell: Retribution da Deep Silver chegou até a Steam com pompa de jogo regrado a tiroteios e testosterona. O game foi um completo fiasco técnico, de modo que muitos o consideraram injogável e um desperdício de tempo e dinheiro.

Além dos inúmeros bugs, a história era um desastre e as cenas eram absurdamente desconfortáveis, sobretudo nos segmentos envolvendo sexo. O cúmulo da falta de noção é que o Hide to Hell tem um sexismo desnecessário e trata as mulheres como objetos. Pasme que em dado momento o protagonista Jake Conway salva uma mulher de ser estuprada e como retribuição a garota decide fazer sexo com o avatar do jogador!?

A (falta de) qualidade de Hide to Hell: Retribution não gerou polêmica, nem causou mal estar na comunidade, mas serviu para evidenciar que a Steam deixava muita coisa horrenda passar, como se não houvesse nenhum filtro de qualidade mínima. Em setembro de 2014 a Valve percebeu a mancada que era deixar o título a disposição de jogadores desavisados e decidiu remover o game de sua loja.

 

4 – Kill the F*ggot

Este aqui não ficou mais do que algumas horas disponível na Steam graças ao seu conteúdo perturbador. Kill the F*gott  (palavra censurada por ser extremamente ofensiva) coloca o jogador no papel de um jovem cujo objetivo era matar gays e transexuais com uma jogabilidade inspirada em point & click.

Conforme o personagem matasse os alvos (identificados por roupas rosas) a pontuação aumentava, mas se matasse um hétero a pontuação diminuía. O cúlmulo do absurdo eram as diversas frases ditas pelos narradores que evocavam ódio, tais como “entregador de AIDS morto!”.

Após a fúria cair sobre si, o criador da obra, Randall Herman, não chegou a se desculpar publicamente. Apenas disse que seu game não tinha intenção de ofender ninguém apenas irritar pessoas pessoas extremamente sensíveis com o tema. A conversa fiada não colou e a Steam retirou seu game do ar rapidamente.

 

5 – Rape Day

E aqui estamos: o game que inspirou esta lista: Rape Day. O título não deixa enganar: trata-se de um jogo em que um dos passatempos é estuprar jovens assustadas. O game é uma graphic novel ambientada num apocalipse zumbi que permite ao jogador e entre assédios, assassinatos, necrofilia e onda de violência desregrada, o jogador ainda pode estuprar as mulheres aterrorizadas.

Este foi o último jogo a ser banido da Steam, que comunicou que a obra representa um risco e custos desconhecidos a sua reputação. A produtora do game, a Desk Plant, disse entender os motivos da Valve e que era direito da empresa de Gabe Newell decidir que conteúdo deve fazer parte de seu catálogo, mas não pareciam muito arrependidos do mal gosto. Em reportagem ao Daily Mail, foi dito que o público-alvo de Rape Day são os 4% da população que são sociopatas e pessoas que “curtam bancar o estuprador e assassino em série durante um apocalipse zumbi”.

Rape Day foi removido do catálogo da Steam e provavelmente jamais voltará, apesar de a loja informar que o conteúdo foi suspenso para mera análise de conteúdo.

 

6 – Hatred

Já falamos de Hatred anteriormente  e esta é um figura fácil na lista de jogos polêmicos (mesmo em tempos de violência). Trata-se de um game que coloca o jogador no papel de um homem que odeia as pessoas e se lança numa campanha homicida.

Sob perspectiva isométrica e ambientes escuros, o jogador poderia deflagrar o caos.Em meio a tiros e banho de sangue, o que se ouve são as sirenes policiais, o choro de inocentes e muita gritaria. Tal como em jogos de péssimo gosto, assim que uma pessoa é morta, o jogador ganha munição e novas armas para continuar sua campanha. O problema não está em matar – uma vez que GTA e outros expoentes fazem isso – mas sim em recompensar o jogador por atos hediondos.

Tal como outros jogos desta lista, Hatred acabou banido da loja, porém apenas um dia depois ele voltou ao catálogo da Steam, com direito a pedido de desculpas pessoal de Gabe Newell, em um plot twist inesperado.

 

7 – The Key to Home

E por fim, temos um jogo japonês que não ficou muito conhecido por aqui e não chegou a fazer grande barulho, já que a Steam foi inclemente com seu conteúdo. The Key to Home se apresenta como uma visual novel típica, ou seja, cheia de mistérios, personagens fofinhos, opções de diálogos e decisões morais questionáveis. O problema era a descrição do game: “Esta é uma visual novel de mistério para todos os senhores e senhoras que adoram pequenas garotas!”.

A Steam pediu satisfações sobre o conteúdo e a Henteku se manteve calada até que o facão da justiça desceu e o game acabou banido da loja. De acordo com a Valve, o título precisou ser retirado pois incentivava e dava espaço para uma rede de pedófilos. As imagens e as insinuações não deixavam dúvidas de que o jogo escondia algo muito mais sinistro do que apenas mistério e pequenas garotas.

Alunos ensinam Minecraft para professores do Colégio Marista de Chapecó

Já imaginou uma escola em que os alunos ensinam os professores as mecânicas de Minecraft. Pois foi exatamente isto que ocorre na Rede Marista de Colégios, rede de ensino proeminente nos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Durante a semana de reunião pedagógica e formação, no início do ano letivo, os professores do Colégio Marista São Francisco, em Chapecó, conheceram o conceito do jogo, feito de blocos cúbicos que podem ser colocados em qualquer lugar para construir estruturas. O mais interessante é que quem lecionou as aulas foram os próprios alunos da instituição.

A versão utilizada nas aulas foi a MinecraftEdu, versão pedagógica que passa a ser aplicada para desenvolver conceitos em sala de aula. Há instituições, a exemplo do Marista, que utilizam esta versão para explicar conteúdos em sala de aula e até lógica de programação. O jogo ainda exercita a colaboração no ambiente virtual para construir mundos de acordo com a imaginação.

 

 

 

 

 

 

Marcia Maria Rosa, diretora do colégio, acredita que a interação entre gerações e a troca de conhecimentos são experiências importantes para todos os envolvidos. “O processo de ensino-aprendizagem é de fundamental importância nesse intercâmbio e enriquece tanto o aluno como o professor, ainda mais quando os papeis são alterados”.

O protagonismo do aluno e a liberdade de explorar questões ao longo do caminho, algo que o uso do MinecraftEdu traz para a sala de aula, são só alguns dos benefícios da inovação tecnológica no ensino. Na opinião da diretora Marcia, uma das grandes vantagens quando se trabalha com o Minecraft é o aprendizado mútuo.

“A educação precisa estar aberta, constantemente, aos avanços científicos e culturais para não acabar sendo um universo defasado da realidade. Os elementos centrais da educação são o educador e o educando, com apoio das mais diversas ferramentas disponíveis”, conclui.

A ideia de explorar o Minecraft na escola surgiu de um grupo independente de professores e programadores que criaram, em 2011, o MinecraftEdu, versão do jogo atualmente utilizada nas escolas. Com a adoção da plataforma em mais de 40 países, a Microsoft adquiriu o MinecraftEdu em janeiro de 2014.

Quebec International recruta desenvolvedores de jogos brasileiros para trabalhar no Canadá

Ei, você, desenvolvedor de jogos brasileiro, já pensou em trabalhar na Ubisoft? Pois bem, há uma chance de trabalhar na sede canadense da empresa ou ainda na Artisan Studios, outra grande desenvolvedora com sede no Canada. Para tentar esta oportunidade, basta participar de um processo seletivo organizado pela Quebec International, agência de desenvolvimento econômico do Canada.

A Quebec International irá organizar um processo seletivo aqui no Brasil entre os dias 27 e 28 de abril com o objetivo de recrutar jovens talentos brasileiros. Para participar é necessário dominar programação e desenvolvimento de jogos 3D e 2D, programas de designers. As inscrições para o processo seletivo poderão ser feitas gratuitamente pelo site entre 11 de fevereiro e 17 de março, com currículos enviados em francês.

Sim, a empresa procura profissionais com conhecimento do idioma francês e o inglês é um diferencial. A agência selecionará os escolhidos para a bateria de entrevistas que acontecerá nos dias 27 e 28 de abril em São Paulo (SP), com a presença dos gestores das empresas.

De acordo com a Quebec International, os candidatos aprovados assinarão um contrato e a empresa ficará responsável pelos trâmites iniciais de imigração e obtenção do visto, o que permitirá trabalhar e viver legalmente na cidade.

“Mais do que se adaptarem facilmente à nossa cultura, os profissionais que atuam no segmento de games no Brasil têm uma capacidade reconhecida. Não à toa, o país é o maior mercado da América Latina e já movimenta R$ 1,5 bilhão”, comenta Janaina Kamide, conselheira em atração de talentos da Québec International.

Para mais informações e inscrições, acesse o site da organizadora do evento.

Cube Man, jogo indie brasileiro é prato cheio para quem curte alto desafio

O game de hoje é para quem busca desafio e alta qualidade no meio de tantos jogos independentes. Trata-se do jogo Cube Man, criado pelo desenvolvedor Lucas Kaue, que coloca os jogadores em uma série de fases que misturam os gêneros plataforma e puzzle. Basicamente você deve passar por desafios como serras elétricas, vulcões, estacas etc. Para ser bem sucedido você precisa de agilidade e reflexos rápidos.

Cube Man não esconde suas influências no mega hit Super Meat Boy, afinal, tal como no SMB, aqui o jogador toma o controle de um pequeno homem em formato cúbico que tem por objetivo resgatar seus amigos, que foram sequestrados de maneira misteriosa. Cabe agora desviar de toda sorte de armadilhas e passar pelos diferentes desafios a fim de ser bem sucedido na missão.

O título tem um nível de dificuldade elevado, de modo que jogadores incautos morrerão muitas vezes. É necessário destreza e muita paciência para triunfar. Um dos destaques é que Cube Man tem cores fortes e vibrantes, além de gráficos pixelados bastante trabalhados.

Cube Man ainda não foi lançado oficialmente, de modo que o desenvolvedor tem a previsão de lançar o produto final em meados de 2019. A expectativa é lançar primeiramente na Steam e em algum futuro próximo portá-lo para as plataformas de mesa.

HyperX lança campanha ‘We’re All Gamers’ com a participação de celebridades e influenciadores apaixonados por games

A HyperX, divisão gamer da Kingston Technology, lançou há poucos dias a campanha publicitária “We’re All Gamers” que será exibida na televisão norte-americana, mídias digitais e redes sociais ao longo de 2019. A campanha tem tudo a ver com videogame  e é liderada pela agência Envoy. De acordo com a HyperX, ela conta com a participação de diversos talentos da atualidade, como o rapper norte-americano Post Malone, os jogadores de basquete Joel Embiid (Philadelphia 76ers), Gordon Hayward (Boston Celtics) e De’Aaron Fox (Sacramento Kings), o jogador de futebol americano Juju Smith-Schuster (Pittsburgh Steelers), os streamers Shourd (PUBG) e Pokimane (Fortnite), e os atletas profissionais de eSports Daigo e Rush, e mostra o espírito gamer de cada personalidade participante.

“We’re All Gamers” já está sendo exibida durante o programa NBA Saturday Primetime, principal transmissão da liga profissional de basquete dos EUA, e continuará no ar durante os playoffs e finais da competição, tanto no canal ABC quanto na ESPN. Além do intervalo comercial, a marca HyperX aparecerá nos pedidos de tempo das partidas da NBA e no programa SportsCenter, da ESPN, no qual haverá uma série de ativações da HyperX ao longo da temporada.

A ideia é que a campanha We’re All Gamers integra o diversificado mundo dos multitelas, tanto de quem assiste aos jogos pela televisão quanto de quem utiliza plataformas móveis. Uma das peças publicitárias da campanha, com 30 segundos de duração e quatro embaixadores, já pode ser vista abaixo:

Além dos intervalos comerciais e das ativações na ESPN, a nova campanha da HyperX também estará em VOD (video on demand) e mídias sociais, como Twitter, Instagram e Facebook. We’re All Gamers conta com vídeos que variam entre 6, 15, 30 e 60 segundos. Ao longo do ano, a HyperX planeja expandir a campanha e incluir mais celebridades e influenciadores, como jogadores de futebol e profissionais de outros setores.

“Essa campanha foi desenvolvida para todos os gamers. Sejam atletas da NBA ou da NFL, streamer famoso, jogador profissional de eSports, ou até mesmo um ícone da música, a emoção de jogar é o que realmente une todos eles, e a HyperX os ajuda a jogar da melhor forma possível”, diz Daniel Kelley, diretor de marketing corporativo da HyperX. Mais informações sobre a HyperX e seus produtos estão disponíveis no site da HyperX.