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Gosta de jogos de puzzles? Conheça o argentino Ethereal da Nonsense Arts

Nem só de jogos brasileiros é feito o Mercado de jogos independentes. Hoje vamos falar de um projeto bastante inusitado e interessante vindo diretamente da Argentina. Criado pelo estúdio Nonsense Arts, da cidade de Mendoza, Ethereal é um game experimental que busca unir puzzles desafiantes com uma atmosfera meditativa a fim de entregar um jogo “artístico” e bastante singular. Aqui no Brasil ele ganhou algum destaque após participar do BIG Festival 2017 (e ganhar na categoria “Melhor Som”).

Basicamente você deve resolver pequenos puzzles em um mundo que muda a perspectiva conforme você movimenta uma seta entre horizontal e vertical. A ideia é que você passa pelas paredes de um labirinto como um fantasma utilizando diferentes mecânicas. É difícil descrever a experiência, mas acredite: ela é bastante introspectiva e divertida. Como não existe um tutorial, mas as fases avançam em um crescendo, o jogador pega o jeito rápido e percebe que aqui está um produto diferenciado.

Ethereal está disponível apenas para PCs e foi criado pela dupla Nicolás Recabarren e Tomás Batista. De acordo com os desenvolvedores, “desde o princípio a ideia era criar algo que fosse simples, porém com uma experiência voltada para o lado criativo”. O resultado foi um jogo com mecânicas fantásticas, visuais simples, porém belos e um game bastante relaxante. Para isso, os desenvolvedores não colocaram marcadores de tempo ou inimigos que pudessem desviar a atenção do jogador.

Toda a ação se desenrola em um enorme nível formado por um labirinto com paredes de diferentes cores. Tudo se move, inclusive as cores, porém de modo aleatório e independente. O personagem (uma seta) se move a principio pela horizontal, porém ao acionar pequenos objetos redondos a movimentação é alterada em 90º, fazendo com que sua movimentação seja pela vertical. Em outras palavras, pode-se dizer que você está em um mundo de portas fechadas, porém entre elas há pontos conectados que o jogador deve tocar para poder abri determinada porta.

O título é, sobretudo, um game de exploração que joga o jogador para uma viagem de tentativa e erro. Não há game over, nem corridas, de forma que cada jogador deve chegar ao final ao seu próprio tempo de maneira tranquila. O mais bacana é que conforme o jogador avança ele descobre segredos e mecanismos quase que de forma natural, desbloqueando mecanismos e fases ainda mais interessantes. Sim, o maior triunfo do jogo é não pegar o jogador pela mão e ensiná-lo a jogar, mas mexer com a curiosidade do jogador.

Para quem curte puzzles intimistas, com uma trilha sonora bacana e uma curva de aprendizado bem desenvolvida, Ethereal é o seu jogo. Você pode obter mais informações sobre o projeto no site da Nonsense Arts.

Abaixo tem um trailer de Ethereal:

Top 10: Games mais aguardados para 2018

O ano 2018 começou. Você já sabe quais os games que devem fazer bonito nesta temporada? Preparamos aqui um guia dos jogos mais aguardados e que tem tudo para fazer bonito neste ano. Claro que alguns podem se mostrar grandes decepções, além da possibilidade se aparecer surpresas ao longo dos meses, mas baseando-se no que já foi apresentado até aqui, estes são os games que mais estamos ansiosos para ver em 2018.

Confira abaixo os dez games mais aguardados para 2018:

 

Shadow of the Colossus

Sim, Shadow of the Colossus não é exatamente uma “novidade”, visto que já sabemos o que esperar do jogo desde a era 128 bits. Mas vamos lá, Shadow of the Colossus é um dos melhores games de todos os tempos e um dos poucos games considerados obras de arte interativas. Aqui podemos ver toda a glória da obra de Fumito Ueda rodando na melhor resolução possível.

O mundo aberto, a trilha sonora e as batalhas emocionantes cativaram os jogadores por muitos anos. Ao que parece o game não vai ganhar novidades como os míticos colossus perdidos, mas ainda assim não podemos deixar de ficar animados com a volta de Wanda e sua aventura para salvar sua amada. Se você nunca jogou este clássico do PS2, esta é a chance, afinal Shadow of the Colossus foi tão importante em sua época que era comparado com a franquia Zelda, da Nintendo, graças a sua grandiosidade.

 

Anthem

A Bioware sabe que pisou na bola com Mass Effect Andromeda e a intenção com Anthem é recuperar a honra do estúdio. Seguindo uma premissa parecida com a de Destiny, Anthem coloca os jogadores em um RPG de ação cooperativo em uma exploração por mundos alienígenas. Você escolhe uma classe e as habilidades de cada uma delas são importantes para vencer os mais estranhos desafios.

Parece que a Bioware está mirando os fãs de sci-fi, além de quem se desapontou com Destiny 2. Cada freelancer possui uma javali (o traje mecânico), que é customizável e pode trazer vantagens importantes. A expectativa é que a EA tenha aprendido a lição com os polêmicos lançamentos de Mass Effect Andromeda eStar Wars Battlefront II e pare de extorquir a comunidade ou entregar produtos pouco otimizados. Se entregar o que foi prometido, Anthem tem um futuro bastante promissor.

 

Metro Exodus

O terceiro game da franquia Metro chega para trazer ares mais sombrios para a obra de Dmitriy Glukhovskiy. O trailer revelado mostra que o jogo deve ser um dos mais apavorantes de 2018, com muitos jump scares e uma ambientação pesada. A ambientação mantém o clima pós-apocalíptico devastado por uma guerra nuclear. Neste mundo desesperançoso surgem criaturas mutantes sedentas por sangue.

Cabe ao jogador encarnar um dos sobreviventes da guerra e atravessar os túneis escuros do que um dia já foi a Rússia. O final de Last Light apenas serviu para deixar a comunidade ansiosa por uma sequência. De acordo com o que foi mostrado, os elementos de furtividade serão ainda mais onipresentes, ou seja, não é nada esperto sair atirando feito louco pelos túneis escuros.

 

Kingdom Hearts 3

Tetsuya Nomura vêm prometendo Kingdom Hearts 3 desde a primeira geração de games do PS4, mas a produção de Final Fantasy XV tomou muito de seu tempo. Agora com o campo livre para se dedicar a KH3 esperasse que o game saia até o final de 2018 (vamos torcer). O título coloca o usuário da Keyblade (Sora) e seus amigos Pato Donald e o Pateta em uma aventura através dos mundos mágicos da Disney.

Este será o primeiro Kingdom Hearts da série principal desde que a Disney comprou os direitos de Star Wars e toda a divisão Pixar. Ainda é cedo para dizer, mas a comunidade espera que a Square-Enix explore elementos destes jogos (Toy Story já está confirmado). Quem sabe, dependendo do andamento da produção, possamos esperar alguns easter eggs sobre possíveis aparições do mundo de super heróis da Marvel? Não custa sonhar, mas pelo que se espera, este será um dos games mais divertidos do gênero RPG dos próximos anos, saindo um pouco do mote obscuro que domina o gênero atualmente.

 

State of Decay 2

Uma das maiores surpresas da última década foi State of Decay, uma espécie de GTA ambientado em um mundo pós-apocalíptico infestado de zumbis. A ideia é colocar os jogadores em um mundo totalmente aberto, mas ao invés de brigar entre si com em PUBG (outro fenômeno a ser estudado), aqui a ideia é cooperativo.

Com o devido apoio da Microsoft e o novo poder de processamento do Xbox One, a expectativa é que State of Decay se torne uma das franquias mais importantes para quem curte multiplayer online. Espera-se um mundo explorável ainda maior que a do primeiro game, então pode esperar por muita ação e diversão. Ah, vale lembrar que o título terá foco na  construção de uma comunidade de players, onde as habilidades únicas de cada personagem são importantes para deter as hordas invasoras de zumbis. 

 

Marvel`s Spider Man

Desde o lançamento de Batman Arkham Asylum nunca houve um jogo de super heróis tão impactante, porém a expectativa é que finalmente a Marvel tenha um game para rivalizar com a qualidade do Cavaleiro das Trevas. A movimentação pela cidade de NY parece impressionante, tal como a escolha de personagens, vilões e mecânica de combate.

Uma das principais críticas que a comunidade tem feito desde os trailers de revelação são sobre a quantidade de QTEs (quick time events), mas a Insomniac Games já garantiu que o jogo não tem tantas QTEs assim. Ah outra boa notícia é que o mapa do jogo promete ser bastante grande, o maior já feito pela Insomniac. Se as promessas forem cumpridas, aqui está um game que todos os fãs do aracnídeo esperavam.

 

Dragon Ball FighterZ

Emu ma época que Street Fighter e Marvel vs Capcom são capazes de desapontar os jogadores, surge Dragon Ball FighterZ, que não apenas traz os lutadores mais poderosos da ficção, como também tem aquele sentimento perdido de jogos de luta árcade. FighterZ traz uma galeria vasta de personagens (espera-se que todo o elenco de DBZ e Dragon Ball Super esteja no game). Os combates lembram o clássico DBZ Budokai do PS2, porém com ação mais fluída.

Os combates são de 3×3 e as animações estão tão bonitas que até parecem episódios do anime. A Bandai Namco irá lançar FighterZ no dia 26 de janeiro e se tudo correr bem, este deve ser um dos queridinhos na temporada de eSports de 2018, afinal vale lembrar que Dragon Ball Super está a todo vapor e os fãs de Dragon Ball já estavam esperando por muitos anos por um game neste nível de qualidade.

 

Far Cry 5

A franquia Far Cry já é uma das melhores dos últimos anos. Após passarmos por ilhas desertas e pela idade da pedra, chegou a hora de uma abordagem mais moderna. Em Far Cry 5 os jogadores vão para a cidade de New Hope, Montana para assumir o papel de xerife. O maior desafio é capturar o líder religioso Joseph Seed, que formou um grupo racista com ideais apocalípticos (bastante inspirado em Charles Manson).

Assim como nos games anteriores, o jogador pode esperar uma inteligência artificial dos inimigos bastante aprimorada, além de uma história bem desenvolvida. A novidade fica por conta da possibilidade de personalizar o personagem, escolhendo gênero, cor de pele entre outras modificações.

 

God of War

O retorno da franquia God of War traz mudanças drásticas: Kratos está mais maduro e é acompanhado por seu filho Atreus. A ação deixa de lado o estilo hack ‘n slash dos títulos anteriores, ficando mais desacelerada e tática, quase como uma inspiração de Dark Souls. Como se não bastasse, a trama parece mais densa e deve explorar o relacionamento entre Kratos e seu filho.

Mas calma: de acordo com os produtores, o jogador não será babá da criança, já que Atreus realizará suas próprias escolhas durante o jogo. Ah, a nova abordagem na mitologia nórdica promete trazer um pouco de brisa fresca para uma franquia tão amada.

 

Red Dead Redemption 2

Um dos jogos mais bem produzidos da Rockstar foi Red Dead Redemption, não por menos a comunidade implorou por muito tempo que a produtora criasse uma sequência. Os pedidos serão atendidos em 2018 com algumas perfumarias bastante esperadas, como o novo modo multiplayer que servirá para complementar a campanha singleplayer. A trama gira em torno de Arthur Morgan, um membro da perigosa gangue Dutch van der , tendo de realizar diferentes missões em uma ambientação de velho oeste.

A expectativa da comunidade é bastante alta, pois nos últimos projetos a Rockstar conseguiu entregar produtos de extrema relevância, além de alcançar vendas impressionantes com GTAV. Muita gente aposta que RDR2 pode se tornar o jogo mais vendido de 2018, ainda que a concorrência seja bastante alta.

Black Andy Label – primeiro jogo brasileiro com status de AAA ganha trailer empolgante

A diferença entre jogos brasileiros e americanos está cada vez menor. Prova disso é o jogo Black Andy Label: Mission Mars, da produtora indie BlackHouse. O título de TPS promete elevar o nível dos jogos nacionais graças aos gráficos foto-realistas e a produção caprichada, que lembra algo de Gears of War. Este é o primeiro título produzido no Brasil a fazer uso de motion capture corporal total. A intenção é entregar um produto de alta qualidade e com uma experiência bem próxima dos games americanos e japoneses. Sim, o jogo se propõe a ser o primeiro título AAA feito no Brasil. 

Black Andy Label é em terceira pessoa e com elementos de lutas marciais e parkour. A trama envolve bastante ação e aventura: A humanidade é devastada após a destruição de seu satélite natural, a Lua. Doze anos depois, um grupo de cientistas se dirige a Marte para encontrar uma nova morada para os sobreviventes, mas descobrem que a desgraça ocorrida na Terra foi um plano de Tirax, uma facção alienígena perigosa.

Nesse ínterim, é criada a Missão Marte, onde 150 combatentes são enviados para impedir que a ameaça alienígena de Tirax faça o expurgo de nossa raça. Após uma emboscada, somente três dos mais renomados combatentes conseguem chegar a Marte e devem lutar antes por suas vidas e pelo que sobrou da humanidade.

Para justificar o uso do mocap (motion capture), a BlackHouse contratou coreógrafos acrobatas e artistas marciais de kung fu. A produção envolve ainda fotogrametria e captura de mais de 2000 expressões faciais. Durante o evento BIG Festival, os visitantes puderam ver uma prévia do game. O feedback foi tão positivo que a Sony se interessou pelo game e acabou fechando contrato com a BlackHouse. A previsão é que Black Andy Label seja lançado no segundo semestre de 2019, para PC e PS4.

Abaixo tem um trailer de Black Andy Label: Mission Mars:

Distortions – Among Giants anuncia data de lançamento em fevereiro com pré-venda com itens exclusivos

Um dos jogos que mais estamos ansiosos para colocar as mãos é o Distortions, da produtora indie brasileira Among Giants. Pois bem, essa espera está prestes a chegar ao fim! O premiado jogo será lançado oficialmente no dia 15 de fevereiro de 2017 para PC pela Steam e Windows Store. De acordo com os desenvolvedores, haverá também uma pré-venda limitada que começará no dia 8 de fevereiro.

“Quem adquirir uma cópia do Distortions durante esse período terá acesso a uma experiência exclusiva dentro do jogo, que será divulgada em breve, além da trilha sonora completa do jogo, novas roupas e um violino especial para a Menina”, contou Thiago Girello, diretor do projeto. “Essa experiência inclui também o acesso ao Dev Room, sala onde testamos todas as mecânicas do Distortions e onde o  jogador poderá conhecer mais sobre o game em si”, completou.

Vencedor do prêmio de Melhor Jogo Brasileiro de 2017 e de Melhor Jogo no Voto Popular no BIG Festival, o Distortions atraiu a atenção de jogadores do mundo tudo. Somente em 2017, Distortions recebeu 6 prêmios nacionais e internacionais como o título de Melhor Ideia Original no AZPlay Bilbaoe o cobiçado Best of #BGS10 da Gamespot, sendo o único jogo brasileiro a ter recebido esse prêmio até hoje.

Para quem não conhece, Distortions é um jogo single-player que se baseia na superação de experiências passadas, sobretudo de relacionamentos. Misturando música com muito suspense e drama, o jogo se passa em um estranho lugar onde o tempo parece estar parado. Neste ambiente, o jogador estará em uma aventura onde as músicas são suas armas e os relatos de páginas de um diário, seu guia.

O jogador irá controlar a “Garota” pelos mais diversos lugares como montanhas, florestas, cavernas, rios, lagos e até mesmo o mar, e usar o poder das músicas aprendidas para moldar o mundo ao seu redor, criando pontes, explosões e barreiras. Além da jogabilidade única, Distortions chama as atenções por seus visuais belíssimos e a trilha sonora cativante. Não por acaso ele foi destaque nos principais eventos de games em 2017. Mais informações na página oficial.

Abaixo tem um trailer de Distortions:

Grandes Estúdios Brasileiros de Games #02: Behold Studios

Certamente você já ouviu falar sobre a Behold Studios! Afinal é deles os aclamados jogos Knights of Pen & Paper e o divertidíssimo Chroma Squad. A fama destes jogos posicionou o estúdio como um dos principais desenvolvedores do Brasil. Sempre que eles anunciam uma novidade ou participam de algum evento, a comunidade já fica atenta.

Foi bem natural que escolhêssemos a Behold para nossa segunda entrevista para a série de “estúdios brasileiros de games”. Aqui você vai conhecer um pouco mais sobre o estúdio, como ele surgiu e quais os diferenciais da equipe. Quem responde é o Saulo Camarotti (co-fundador e produtor) da Behold. Confira:

 

Como surgiu a Behold Studios e de onde veio a ideia de desenvolver games?

A Behold surgiu de uma necessidade e de uma oportunidade. Eu e meu sócio na época, nos formando em Ciência da Computação, ganhamos dois prêmios de renome nacional em jogos que desenvolvemos juntos, e percebemos que poderíamos empreender nesta ideia já que em Brasília não tínhamos nenhuma possibilidade de sermos contratados em uma empresa de games. Abrimos a nossa, e aqui estamos oito anos depois.

 

Quantas pessoas trabalham no estúdio atualmente? Onde ele está localizado?

Hoje temos 10 no time, e ficamos dentro do coworking Indie Warehouse dedicado à games, aqui em Brasília. O legal de quem quiser nos visitar é poder encontrar uma dezena de outros desenvolvedores também!

 

Behold é um nome incomum. De onde veio o nome do estúdio?

Behold veio do nosso passado com RPG, da criatura mítica Beholder. Mas o nome nos cativou pois em inglês significa Vislumbre, o que é legal para uma empresa que cria jogos que também são consumidos pela experiência visual.

Quantos games vocês produziram até agora? Quais são eles?

Já temos 17 no nosso arsenal. Mas somos principalmente conhecidos por:

– The Gravedigger (2010)
– Save My Telly (2012)
– Knights of Pen & Paper (2012)
– The Story of Choices (2013)
– Chroma Squad (2015)
– Galaxy of Pen & Paper (2017)

 

Knights of Pen & Paper é bastante reconhecido. De onde veio a inspiração para o projeto?

Veio da nossa vontade de fazer um RPG true! Queríamos fazer um RPG dos RPGs, aquele que se remetesse aos primórdios. E quando discutíamos como iríamos fazer esse RPG super simples, lembramos que o RPG de verdade veio dos jogos com dados, papel e miniaturas. Jogamos muito RPG de mesa na nossa vida e foi fácil perceber que ia ser muito legal fazer um jogo sobre isso. Foi muito natural e tudo fluiu muito bem durante o projeto.

 

Desde a criação do estúdio qual foi a maior dificuldade encontrada?

Já passamos por muitos bocados. Mas acredito que o mais difícil foi encontrar a nossa voz. No início apenas reproduzíamos aquilo que parecia ser o melhor para o mercado. Basicamente o que todo mundo estava fazendo. Com o Knights of Pen & Paper foi onde conseguirmos brilhar pela autenticidade. Fizemos porque queríamos jogar um jogo assim diferente e nostálgico.

Hoje já levamos isso mais sério. Temos que ser mais autênticos e acreditar que se a gente está apaixonado pela ideia, outras pessoas também vão se encantar. Então fazemos nossos jogos pensando muito em como gostaríamos que o jogo fosse e como ele nos agradaria.

 

A maioria dos seus jogos abusa da pixel art. Por que escolheram esta expressão?

O pixel é uma decisão estética para se buscar um senso nostálgico e incompleto. Ele dá a possibilidade para o jogador preencher os espaços vazios e imaginar algo muito além do que estamos mostrando. Isso para RPG é ótimo, pois queremos que o jogador também crie conosco e imagine a aventura do seu próprio jeito.

 

Vocês têm tempo para jogar os games de outras empresas?

Claro! Hehehe (só que não). A nossa maturidade da empresa acompanhou também nossa maturidade adulta, aumentando muito as responsabilidades com outras coisas. Mas não por isso deixamos de jogar. Esse é um assunto constante na empresa “O que está jogando?”, “Porque o jogo X é bom…”, “O que tem de inovador no jogo Y…”, etc.

Mas pessoalmente, minha biblioteca recente de jogos jogados são quase todos indies. Nos dão experiências curtas e muito divertidas. Coisa que não vejo nos games a muitos anos.

 

Como as famílias dos desenvolvedores reagiram ao saber que iam começar a trabalhar com jogos?

Cada família tem uma história para contar. Já vi de tudo. Eu mesmo, filho de uma família onde todos são da área da saúde e trabalham como funcionários públicos. E eu, do contra, fui fazer Computação e trabalhar com jogos. No começo foi difícil eles entenderem. Principalmente pela incerteza de empreender em uma coisa tão incomum. Mas com os prêmios, o reconhecimento, os jogos lançados, eles foram se acostumando com a ideia. Hoje minha família me dá forças para continuar.

 

Qual foi a pior crítica que vocês receberam de seus projetos? Como reagiram com ela?

Isso é de fato uma coisa chata. Cada passo que você dá para conquistar os seus sonhos, é muitas vezes, um passo que você toma para incomodar mais gente. E a medida que a sua marca como empresa fortalece, as pessoas ficam com menos receio de criticar o jogo, o bug, ou qualquer outra coisa da sua empresa. E muitos se esquecem que tem uma meia dúzia de pessoas ali por trás daquilo, dando sangue e suor para terminar as coisas no prazo.

Mas ao mesmo tempo, toda vez que respondemos as críticas, as pessoas imediatamente se transformam, e falam de igual pra igual. E assim já ganhamos muitos amigos nesta jornada, mostrando nossa cara a tapa, e mostrando que fazemos tudo com muito amor.

Qual a diferença dos jogos brasileiros comparados àqueles desenvolvidos por outros países?

Esta diferença está cada vez menor. É claro que ainda não podemos nos comparar às produções AAA, pois ainda no Brasil não tivemos projetos de tal porte, seja por orçamento, tamanho de equipe ou mesmo experiência da equipe. Mas com o acesso às tecnologias e ferramentas, acesso às plataformas onde podemos vender nossos jogos, o Brasil já produz de igual para igual no mercado indie, casual ou no mercado de jogos menores. Hoje tem mercado para todo mundo, e mais um motivo para o Brasil estar dando certo.

Geralmente os jogos produzidos no Brasil vão custar de R$ 50 mil a R$ 1.5 milhão para serem produzidos, e vão ser feitos por equipes de 2 a 20 pessoas. Isso são valores comuns tanto no Brasil quanto lá fora. Mas ainda não chegamos ao patamar de projetos de R$ 5 milhões a R$ 25 milhões, com equipes de 50 a 200 pessoas.

 

Atualmente a comunidade parece em guerra com desenvolvedoras grandes por causa de microtransações. Como vocês avaliam as microtransações?

Nós já nos aventuramos por elas quando ainda pouco se falava, lá por meados de 2011 e 2012. Entretanto hoje acreditamos que podemos trilhar nosso caminho fazendo apenas jogos premium.

Mesmo assim, entendemos que existe o jeito certo, ético, de se fazer microtransação, como é o caso de jogos como LoL e TF2. Esperamos que essas grandes empresas aprendam com aqueles que acertaram.

Porque muitos desenvolvedores acabam migrando para a Europa ou América do Norte?

É onde o mercado mais contrata. Nestes países existem empresas gigantescas, com centenas de pessoas trabalhando em um ou alguns poucos jogos, e por lá surgem oportunidades. No Brasil ainda é muito comum que se empreenda no próprio negócio, e muitos devs preferem trabalhar em grandes produções do que experimentar com jogos menores.

 

Como vocês acham que serão os games do futuro?

Algo muito interessante está acontecendo com VR, AR e MR. Sabemos que ainda não é expressivo a quantidade de devices instalados, mas em 5 a 10 anos vamos ver uma mudança dramática no jeito de jogar, já que as tecnologias chegaram a patamares extraordinários e todas as grandes empresas estão investindo pesado nisso.

Ao mesmo tempo, a cada dia se vê uma fragmentação maior do mercado. Ou seja, com o passar dos anos o que a gente vê é que mais tipos diferentes de jogos dão certo, mais tipos diferentes de plataformas dão certo, e mais tipos de jogadores estão surgindo. É como se o futuro tivesse espaço para todo mundo, e fosse menos concentrado em 1 ou 2 grandes soluções.

 

Algum recado para quem sonha desenvolver games no Brasil?

Comece a fazer jogos agora!

Qualquer um que queira desenvolver jogos deve e pode começar hoje no computador da sua casa. As tecnologias estão aí (Game Maker, Construct2, Unity), funcionam em computadores normais que temos em nossas casas, e os tutoriais estão aí (Youtube). Empresas só vão contratar aqueles que já fizeram alguns protótipos ou jogos em casa. Ou seja, faça jogo todo dia, no final de semana, à noite. Sai do Dotinha e faz um jogo com seus amigos.

Necrosphere é o jogo da Cat Nigiri para quem busca desafio e não tem medo de perder vidas

Está aí procurando um jogo desafiador e cheio de personalidade? Sua busca termina aqui! Nosso destaque do dia é o jogo Necrosphere, da produtora indie brasileira Cat Nigiri. Aqui temos uma aventura ao estilo metroidvania cuja dificuldade é bastante elevada e vai fazer o jogador perder muitas vidas. O título esteve presente em diversos eventos de games e conquistou bastante espaço e atenção dos jogadores Brasil afora.

O protagonista de Necrosphere é o jovem Terry Cooper, um agente secreto que acaba indo para o mundo pós-vida e deseja voltar desesperadamente para o mundo dos vivos. Para isso, ele deve passar por centenas de obstáculos e armadilhas mortais. Necresphere é basicamente o lugar para onde vão as almas dos que morreram, tantos os bons como os maus.

Neste plano astral não há outras pessoas, ou seja, cada indivíduo é condenado a passar por seu próprio inferno. Não há nada a se fazer aqui, apenas esperar por toda a eternidade. Contudo existe uma maneira de sair deste ambiente inóspito, mas para tanto é necessário passar por diferentes obstáculos e alcançar uma portal capaz de te levar de volta à normalsphere, o mundo dos vivos.

A jogabilidade é bem simplista: apenas dois botões de ação. Apesar da alta dificuldade do game (lembra bastante o Super Meat Boy), Necrosphere tem uma curva de aprendizado rápida, de modo que os jogadores irão dominar os desafios facilmente. Já até rolam desafios speed run entre a comunidade de jogadores. Se você curte um desafio, este jogo é bastante indicado. De acordo com os produtores, o game tem cerca de 2,5 horas de gameplay.

Necrosphere já está disponível para PCs através da Steam. Há planos de levar o jogo para outras plataformas no futuro. Ah, se você ainda tem dúvidas quanto a qualidade do título, saiba que ele é nada menos que o grande vencedor da SBGames Curitiba 2017 nas categorias Júri Popular e Melhor Jogo.

Abaixo tem o trailer de Necrosphere:

DUAIK Entretenimento anuncia sequência de Aritana e a Pena da Harpia

Em 2015 o mundo dos games foi surpreendido pelo ótimo Aritana e a Pena da Harpia. Pois bem, passados dois anos a DUAIK Entretenimento anuncia a produção de Aritana 2. De acordo com os desenvolvedores, no novo título os jogadores irão conferir as consequências do desfecho do primeiro jogo, como a perda do Cajado de Fogo e a derrota do Mapinguari. A expectativa é que o game seja tão bom e inspirado quanto o anterior e desenvolva ainda mais os personagens.

A história de Aritana 2

Um misterioso mascarado está prestes a destruir a Grande Arvore Ypy, utilizando de um antigo poder para corromper tudo ao seu redor. Enquanto isso, a busca pelo poderoso cajado do pajé Raoni leva Aritana ao templo que abriga Ypy e que agora corre grande perigo.

O destino de Aritana será guiado pela antiga guardiã do templo, a Artesã, e juntos precisam impedir que o mascarado alcance o topo do templo e destrua Ypy. No caminho, Aritana provará novamente seu valor enfrentando novos desafios e portando uma nova arma, o arco e flecha.

Mudanças para a sequência

Embora Aritana 2 seja uma continuação do primeiro da série, a arte foi aprimorada e as mecânicas de jogo foram totalmente modificadas, deixando de ser um jogo de plataforma para se tornar um game de aventura em 3ª pessoa. Esta nova ambientação transporta o jogador para dentro do universo de Aritana, oferecendo maior imersão e desafiando o jogador a encontrar soluções para os desafios que aparecem durante a história.

Um exemplo disso é um novo sistema de crafting, que permite criação de armas, poções e outros itens dentro do jogo, garantindo maior diversidade de gameplay e trazendo maior diversão para o jogador. Além disso, em Aritana 2 o jogador poderá escolher o gênero do seu personagem, tendo pela primeira vez uma nova personagem jogável para explorar o mundo aberto do game.

Assim como no jogo original, aqui o jogador embarca em um mundo fantástico, repleto de desafios e conta com uma história envolvente. O mundo é repleto de monstros e desafios extremamente instigantes, cabendo a Aritana resolver o mais rápido possível para salvar o mundo.

Os produtores por trás do projeto prometeram que as primeiras informações serão divulgadas no evento Games Brasileiros: Cases de Sucesso, que acontecerá no dia 23 de Novembro, das 11h às 12h30, na Escola Britânica de Artes Criativas, no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

Abaixo tem o trailer do primeiro Aritana e a Pena da Harpia:

Hora do Duelo! Yu-Gi-Oh! Duel Links já está disponível para a Steam

Há mais de uma década a franquia Yu-Gi-Oh tem feito absurdo sucesso no Brasil. Apesar de não se fazer onipresente na mídia nacional como na época em que estourou, o jogo ainda conta com uma base sólida e bastante dedicada no país. Não por acaso, a Konami acaba de lançar a versão para PCs de Duel Links. O jogo já conquistou milhares de jogadores nos celulares e desta vez está disponível na Steam com algumas melhorias muito esperadas.

Duel Links permite que os duelistas revivam as aventuras de Yami Yugi, Seto Kaiba e outros personagens adorados da franquia Yu-Gi-Oh! em uma competitiva batalha de cartas. Ah, vale lembrar que os personagens da saga GX também fazem parte do pacote de jogo. Na versão para PC de Yu-Gi-Oh! Duel Links, jogadores poderão recuperar suas pontuações da versão móvel do jogo e duelar uns contra os outros jogadores das plataformas móvel e PC.

Além de permitir o crossplay entre PCs e mobile, a Konami ainda fez um belo trabalho para os fãs do card game: em Duel Links os monstros estão com animações 3D incríveis e até as vozes dos dubladores japoneses estão inclusas. Infelizmente ainda existe a limitação de apenas três zonas de monstros.

Desde seu lançamento internacional em janeiro deste ano, o Yu-Gi-Oh! Duel Links já alcançou mais de 55 milhões de downloads, chegando ao topo do ranking de aplicativos gratuitos na App Store e na Google Play. O título é totalmente grátis. Por enquanto não há planos de lançar versão para consoles. Mais informações no site da Konami.

Abaixo tem o trailer de Duel Links para Steam:

Campeonato universitário de Heavy Metal Machines acontece na próxima terça-feira (21) na URI

O jogo Heavy Metal Machines está fazendo história! Desta vez o jogo da Hoplon terá um torneio amistoso entre alunos da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), no Rio Grande do Sul. A competição inédita acontece na próxima terça-feira, 21 de novembro. O mais interessante é que o torneio é organizado pelos próprios alunos.

A competição é exclusiva para alunos e será sediada no campus de Frederico Westphalen/RS. Ao todo serão oito times na disputa, que terá o formato de eliminação simples, ou seja, uma única derrota é o bastante para que a equipe seja eliminada. De acordo com os organizadores, será utilizada a plataforma Battlefy para sortear os confrontos. Como premiação, todos os jogadores do time campeão ganharão um mouse Razer Krait, itens do jogo e camisetas.

“O Brasil é um grande mercado consumidor de games e sempre notamos nos nossos alunos um enorme interesse pelos jogos eletrônicos. A Hoplon participou de uma aula inaugural na URI e o feedback dos alunos foi excelente. Alguns, inclusive, formaram uma equipe e participaram do campeonato sul-americano de Heavy Metal Machines, ficando em quarto lugar”, disse Rosângela Faschel, coordenadora do mestrado em Letras da URI. “Diante do interesse dos estudantes e a fim de fomentar o game nacional, decidimos ampliar essa parceria entre URI e Hoplon com um campeonato de Heavy Metal Machines. Temos certeza que será um sucesso e esperamos um dia participar de torneios interuniversidades”, completou.

Esta não e a primeira vez que universitários organizam um torneio de Heavy Metal Machines: no ultimo dia 11 de novembro a Universidade do Vale do Itajai (Univali) recebeu o primeiro torneio do jogo e contou com partidas frenéticas. A expectativa da Hoplon e que esses torneios se tornem mais frequentes e mobilizem diversas universidades pelo Brasil e no exterior. Interessados em realizar torneios oficiais de Heavy Metal Machines em suas universidades podem entrar em contato com a Hoplon pelo e-mail marketing@hoplon.com.

Para quem não conhece, Heavy Metal Machines (HMM) é um jogo multiplayer online de batalha de carros free-to-play da desenvolvedora catarinense Hoplon. Ele coloca carros armados até os dentes em combates nas arenas mais surreais imaginadas. Lembra algo de Rock n Roll Racing e Twisted Metal. Heavy Metal Machines está disponível em beta aberto no Steam e pode ser baixado gratuitamente.

Abaixo tem um trailer de Heavy Metal Machines:

Claudio Prandoni lança guia completo dos pro players de League of Legends no Brasil

Para quem ama o eSport, uma grata novidade? O jornalista Claudio Prandoni destrinchou a modalidade esportiva que mais cresce no mundo. Basicamente é um mega guia de League of Legends, o jogo de MOBA mais famoso de todos os tempos, contando sobre o jogo e sobre as maiores lendas entre os cyberatletas mundiais. O lançamento é uma cortesia da editora Panda Books e é uma ode para quem acompanha os pro players brasileiros desde que LoL se popularizou no Brasil.

Aqui você encontra tudo sobre os maiores pro players brasileiros, além de dicas preciosas para quem quer se tornar um jogador profissional. Seja você apenas um fã curioso ou um Invocador já experiente, a obra é uma referência para todos que curtem o jogo da Riot Games. O leitor encontrará tudo sobre os maiores jogadores profissionais de games (os pro players) brasileiros da atualidade, desde o início de suas carreiras até atingirem o status de estrelas do eSport.

São capítulos dedicados a nomes nacionais como brTT, Kami, Leko, Lep, Minerva, Mylon, Revolta, Takeshi, Tockers e YoDa, além de um perfil do fascinante coreano Faker, o melhor jogador de League of Legends de todos os tempos. O autor também explica como funciona uma Gaming House – ambiente que serve como uma espécie de casa, lugar de concentração e centro de treinamento para a equipe –  e ensina as siglas malucas utilizadas pela galera da comunidade, como GG WP (“good game well played”, ou “bom jogo bem jogado”) e AFK (“away from keyboard” ou “longe do teclado”).

O ponto alto está no capítulo que revela 10 dicas preciosas para quem quer se tornar um jogador profissional. Uma delas é não ser “tóxico”, palavra que, no ambiente dos games, se refere àqueles jogadores com comportamento negativo. Por sinal, para aqueles que querem entender melhor a linguagem do mundo do LoL, o autor preparou um dicionário com dezenas de verbetes para falar fluentemente o idioma. Seja você apenas um fã curioso ou um Invocador já experiente, esta obra é uma referência para todos que curtem esse jogo épico.

Para quem não conhece, League of Legends conta com um elenco cheio de criaturas fantásticas, e combina reflexos rápidos com táticas complexas. Cada jogador escolhe um personagem com habilidades únicas para enfrentar o combate na arena. O que se vê ao longo da partida é um embate eletrizante, marcado por olhares atentos nos monitores e dedos com reflexos rápidos nos mouses e teclados. Apelidado de LoL, o jogo tem milhões de fãs e campeonatos oficiais por todo o globo. A final do Mundial de 2016 teve uma audiência global de 43 milhões de espectadores, ultrapassando de longe as 30 milhões de pessoas que assistiram às finais da NBA no mesmo ano.

O Autor

Claudio Prandoni nasceu em Santos e é formado em jornalismo pela Faculdade Cásper Líbero, em São Paulo. Já escreveu sobre games para o jornal Folha de S.Paulo, para a revista Rolling Stone Brasil e para publicações especializadas. Atualmente é editor-assistente do UOL Jogos, área de games do portal UOL.

 

Guia League of Legends

Claudio Prandoni | 80 pp. | 17 X 24 cm | R$ 28,90

Editora: Panda Books | ISBN: 978-85-7888-683-7 | CB: 9788578886837

Peso: 0,180 kg | Capa: Cartão C1S 250g | Acabamento: Laminação fosca | Miolo: Offset 90g