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Bonded Heroes – Novo game da Kaldra Games traz narrativa densa aos jogos incrementais

O novo jogo de estúdio indie Kaldra Games é certeiro para quem busca ação, exploração, mistério e descobertas fantásticas. Bonded Heroes an Idle Adventure chega no dia 12 de junho trazendo uma narrativa rica e maior interatividade aos chamados jogos incrementais. O game traz uma grande diversidade de heróis, sendo que cada um deles possui características únicas, gerando novos diálogos e situações inusitadas.

Um jogo incremental (também conhecido como idle game) é um jogo em que o jogador realiza uma ação simples e constante para poder progredir. A Kaldra aposta neste segmento que já conta com conceituados cases de sucesso, como o “Adventure Capitalist”, “Tap Titans” e “Egg, Inc”. Vale lembrar que o estúdio é o mesmo do elogiado Vampilão, também para celulares.

kaldra“Muitos jogadores sentem a falta de narrativas envolventes nos jogos mobile. Com o Bonded Heroes, nós propomos a entrega de diálogos envolventes, e interatividade do player para com o jogo, criando uma imersão na estória contada”, afirma Rodrigo Hülsenbeck, Game Designer da Kaldra Games.

Toda a ação de Bonded Heroes se passa no mundo de Asmoth, um local mágico habitado por criaturas místicas e vilões macabros. A Kaldra Games fez questão de criar heróis e equipamentos igualmente fantástivos, de modo que o tom do jogo é repleto de fantasia e diversão.

É com o Bonded Heroes que a Kaldra mira atingir o nicho de jogos incrementais interativos, posicionando-se como referência mundial no gênero. Recentemente o estúdio se classificou para a grande final pré-aceleração da Playbor, que é a primeira pré-aceleradora de games do mundo.

Abaixo tem um trailer de Bonded Heroes:

Cursiva – jogo brasileiro busca incentivar a leitura no público infantil

A produtora indie Timeless Games está engajada a criar mais do que um game divertido, mas sim um produto que preste um serviço para seus usuários. Cursiva é uma história interativa cujo propósito é incentivar a leitura entre o público infantil. Para tanto, o jogo é estruturado em capítulos e é possível escolher jogar em português ou inglês, promovendo o treino de línguas.

Cursiva está repleto de desafios e conta com uma narrativa leve e diversas surpresas. O título está em desenvolvimento há 2 meses e deve ser lançado, se não houver empecilhos, no segundo semestre de 2017 na Google Play e AppStore. possui controles simples: basta usar o toque e arraste do dedo na tela para avançar os textos da história, selecionar opções de diálogo e interagir com o cenário, como em uma visual novel.

cursiva“Acreditamos no potencial de jogos como ferramentas capazes de gerar impactos positivos na sociedade. Cursiva, além de estimular o raciocínio e criatividade, tem como objetivo incentivar o treinamento da leitura no público infantil e o relacionamento entre pais e filhos, que são recomendados a jogarem juntos. Estamos confiantes sobre os bons resultados que a primeira história do jogo trará”, afirmou Camila Canuto, artista do jogo e produtora da Timeless Games.

Como nessa idade as crianças ainda estão se acostumando com a letra cursiva, o game também possibilita a escolha entre letra de forma ou cursiva, de acordo com a necessidade ou desejo dos pais e da criança. Cursiva tem uma estética cartoon e é exibido em forma de teatrinho, como se os objetos do cenário fossem feitos de madeira e toda cena fosse montada por alguém.

17361590_2233402213550777_1890094792771162309_nHá diversos personagens e cenários, além de queijos escondidos pelos capítulos da história. Caso todos esses queijos sejam encontrados, um pequeno capítulo extra é desbloqueado pela conquista.

O primeiro cenário do jogo é inspirado na era medieval e conta a aventura deEroy, um rapaz comum que é obrigado a ir salvar a filha do rei. Neste conto ele deve ajudar diversas personagens em seu caminho, desde elfos da floresta a cabras falantes. Cada um desses estranhos apresenta problemas particulares que estão diretamente relacionados as peculiaridades das suas respectivas culturas.

Mais sobre o Cursiva

“O jogo procura com sua diversidade desenvolver também uma consciência social nas crianças” explicou Jonas Beduschi, game designer e programador de Cursiva.

O primeiro capítulo em versão alpha de Cursiva será disponibilizado gratuitamente no dia 26 de maio de 2017, nessa sexta-feira. O jogo completo será pago e está previsto para outubro, mas a Timeless Games decidiu disponibilizar o primeiro capítulo gratuitamente a fim de apresentar o projeto aos pais e jogadores.

Cursiva já está disponível para download no Google Play.

Game Street Crosser estará disponível para jogatina no Metrô República

Como todos sabem, estamos no Maio Amarelo e por isso ocorrem várias ações com o intuito de prevenir acidentes de trânsito e zelar pela segurança dos pedestres. Uma das ações de conscientização envolve até mesmo um game eletrônico chamado Street Crosser. Este jogo está disponível para jogatina gratuita na estação de metrô República. A obra faz uso de uma mecânica de jogo semelhante ao Frogger, clássico do Atari.

De acordo com os desenvolvedores, Street Crosser estimula os jogadores a atravessarem uma avenida movimentada sem serem atingidos. Além de cruzarem a rua em segurança, eles também devem ajudar outros personagens do jogo a fazerem o mesmo. O game é uma crítica ao (péssimo) hábito de atravessar a rua fora da faixa de pedestres, como também à ausência de áreas seguras para cruzamento em determinados pontos da cidade. Através de botões coloridos acoplados a uma mesa de acrílico ou de tablets, dois jogadores controlam um pedestre cada. A partida tem duração de 30 a 90 segundos.

img_6083Street Crosser é obra dos artistas Noobware e Nutone e já esteve na Avenida Paulista em 2014 durante a 2º Mostra Play! – exposição de arte digital que transformou o edifício FIESP/SESI num enorme videogame interativo (foto ao lado). Além de estar disponível no Metrô República, o jogo também dará as caras na Galeria de Arte Digital SESI-SP. O game fica exposto até o dia 28 de maio e pode ser jogado por duas pessoas simultaneamente. Tudo gratuito.

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Serviço – Street Crosser – Maio Amarelo

Onde: Estação República do Metrô – área cultural

Dias: 17 a 21 e 24 a 28 de maio (de quarta a domingo)

Horário: das 13h às 19h

Obra interativa: Street Crosser – 2 jogadores via mesa

 

Western Guns é o jogo da Zeexs para quem curte tiroteio no Velho Oeste

Hoje vamos falar sobre o Western Guns, um jogo indie da produtora nacional Zeexs. Basicamente é um título de ação e aventura em terceira pessoa que se passa em um ambiente de faroeste onde o personagem principal (Billy Brave) deve travar uma guerra contra a gangue dos “Reds” que fez a vila Rhyoliti e seus moradores de reféns cobrando o valor de US$ 50 mil de resgate. O jogo tem estilo cartoon e seus gráficos são otimizados a tal ponto que a sua qualidade se adapta de acordo com o dispositivo.

A história se passa no ano de 1982, a pacífica vila Rhyoliti foi invadida pela gangue dos “Reds”. Sem ter condição de detê-los, o xerife local, Sr. Collins recorre ao misterioso Billy Brave, um ex-fora da lei que aceita a difícil missão após saber que o chefe da gangue é Matt Jackson e que o mesmo pode ter informação sobre o paradeiro do seu eterno rival Paul Landers.

screen7No decorrer do jogo Billy encontra Rancho, um índio da tribo Comanche que conseguiu se esconder em uma casa quando a vila foi invadida pela gangue dos Reds, o índio diz a Billy que se o mesmo lhe fornecer um rifle ele poderá ajudar a atacar os pistoleiros da gangue. Quem curte filmes do gênero vai perceber que a produtora não mediu esforços e referências para entregar um game de respeito.

Western Guns foi lançado no início do mês através da Google Play gratuitamente. Um dos elementos mais interessantes é a ação desenfreada e o ambiente extremamente fiel ao ambiente de velho oeste americano. O jogador pode colecionar até seis armas para dar cabo dos bandidos do grupo Reds, além da parceria com um índio local. Mas não pense que tudo será fácil, pois os rivais também estão armados e são perigosos.

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Outro plus de Western Guns é o modo multiplayer gratuito para até quatro jogadores com quatro modos de jogo (Team vs Team, Head to Head, Capture a bandeira). A trilha sonora também merece destaque, pois tem aquela pegada clássica de filmes de bang bang. O título já está disponível gratuitamente na Play Store.

Abaixo tem o trailer de Western Guns:

Conheça o advergame Católica In da Universidade Católica de Pernambuco

Já ouviu falar do Católica In, um evento anual da Universidade Católica de Pernambuco, voltado para alunos do Ensino Médio de escolas públicas e privadas cujo objetivo é contribuir para que os estudantes escolham a profissão que querem seguir de forma mais consciente? Pois bem, ciente da força dos jogos eletrônicos entre os jovens, foi criado pela agência Combogó o advergame Católica In a fim de promover o evento.

O game é um platformer 2D com visuais retrô composto de duas fases, com alguns obstáculos, que foram nomeados pela equipe de criação da agência de: devorador de conhecimento. Os elementos que o avatar recolhe durante a caminhada são livros, que representam o conhecimento adquirido durante o período universitário.

catolicaA jogabilidade e os visuais são bem simples, de modo que qualquer jogador pode conhecer e se divertir. É uma forma diferente de promover o evento mesmo, nada muito elaborado, mas nem por isso deixa de ser interessante. O jogador escolhe seu personagem e parte em uma aventura a fim de obter o maior número de livros possível, ao mesmo tempo em que deve fugir do monstro Sugador do Conhecimento. Vale destacar que é necessário ter reflexos rápidos para desviar dos obstáculos.

“A proposta visual deste ano do Católica In é inspirada num jogo clássico, que é o Mário.  Por isso, o Reitor da universidade, Padre Pedro Rubens, solicitou a criação de uma animação que contribuísse com a  divulgação do evento.  Decidimos, então, criar um game, no qual os jovens pudessem interagir e, assim, se interessar ainda mais pelo Católica In”, disse Breno Carvalho, coordenador da Combogó.

Mais informações estão disponíveis no site do game.

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Sobre o Católica In

O Católica In ocorre no período de 22 a 26 de maio. A Universidade estará com suas portas abertas para que os jovens conheçam mais sobre cada profissão, a partir da participação em oficinas e visitas a laboratórios, clínicas, agências e salas de aula. O evento é bastante reconhecido por ajudar a orientar jovens a definir seu futuro e com ações afirmativas.

Entrevista – Gameloft fala sobre o mercado de jogos mobile no Brasil

A Gameloft é uma das empresas mais conhecidas do ramo de jogos eletrônicos e a mais dedicada ao setor mobile. O que muita gente não sabe é que a empresa francesa tem um escritório no Brasil dedicado unicamente a ouvir o público local e trazer a melhor experiência de jogo para o seu bolso.

O GameReporter foi até o escritório de São Paulo para ouvir uma das maiores empresas do setor e pegar algumas dicas para os produtores locais, até porque muitos dos desenvolvedores indies começam justamente criando para mobile. Quem nos recebeu foi o Rodrigo Dias (Social Media e Marketing Manager) e a Maite Lorente (Marketing Manager), que não deixaram nenhuma pergunta sem resposta e foram extremamente simpáticos.

Confira abaixo a entrevista com a Gameloft Brasil:

 

Maite Lorente e Rodrigo Dias, o pessoal que toca o marketing da Gameloft Brasil
Maite Lorente e Rodrigo Dias, o pessoal que toca o marketing da Gameloft Brasil

Fale-nos um pouco sobre a Gameloft e quais operações são realizadas no Brasil?

A Gameloft é uma das líderes mundiais em desenvolvimento de jogos mobile. A empresa já lançou mais de 500 jogos desde sua fundação. Temos 40 escritórios espalhados pelo mundo e 21 estúdios de desenvolvimento. Cada um desses estúdios tem sua própria característica, por exemplo, o time da Bulgária desenvolve mais games de guerra, enquanto que o pessoal de Barcelona desenvolve mais games de corrida.

Aqui no Brasil não temos desenvolvimento de jogos, apenas o escritório de negócios, onde fazemos a distribuição dos títulos através das lojas da Apple, Google, Windows. Também fazemos negócios com as operadoras e fabricantes de celulares (jogos instalados). Também cuidamos da publicidade dento dos jogos. Além disso, tudo, cuidamos das mídias sociais aqui no Brasil.

 

Asphalt 8, um dos destaques da Gameloft
Asphalt 8, um dos destaques da Gameloft

As microtransações ainda são um bom negócio?

Poucas pessoas monetizam jogos mobile. No mundo apenas 3% por cento das pessoas gastam dinheiro dentro dos jogos, no Brasil apenas 1% por centro dos usuários investe nos games. Isto não ocorre apenas com a Gameloft, mas são dados de toda a indústria de jogos mobile. Claro que esses 3% gastam bem, mas esses outros 97% da base precisavam ser monetizados. Daí o advertising tornou-se a solução.

Tentamos também adaptar o preço de nossos jogos de acordo com a oscilação do dólar. No ano passado, por exemplo, tivemos de modificar os preços a fim de deixar os jogos acessíveis aos jogadores locais. Antes trabalhávamos com um modelo premium, depois veio jogos que mudaram esse esquema de negócio. Cada jogo custa em média 8 milhões de euros para serem desenvolvidos. Não adianta distribuir tudo de graça sem ter um retorno.

 

Qual a franquia mais importante do catálogo da Gameloft?

É relativo. Temos várias franquias importantes em alguns aspectos como as licenças próprias Modern Combat, Dungeon Hunter e Asphalt. Além desses, temos licenças de terceiros que são grandes sucessos como Meu Malvado Favorito que já ultrapassou a marca de 800 milhões de downloads desde seu lançamento em 2013. Com o lançamento do novo filme a expectativa é passar da casa do bilhão. Interessante que três desses jogos são IPs da própria Gameloft.

 

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Meu Malvado Favorito – game está quase beirando 1 bilhão de downloads desde seu lançamento

Quantos escritórios existem na América do Sul? Algum deles desenvolve games?

Aqui na América do sul temos quatro escritórios. Não desenvolvemos games na América do Sul devido aos altos custos de produção local. É um problema local. A Gameloft chegou a ter um estúdio de desenvolvimento no Brasil em 2007, mas ele só durou por um ano.

 

Quantos títulos a Gameloft mantêm ativos no Brasil?

A Gameloft tem 64 games ativos no iOS e 56 ativos no Google Play. Muitos são IPS próprias e outros são licenciados de grandes empresas como Disney, UNO, Marvel, entre outros.

 

Como está o mercado de games mobile em números no Brasil? As coisas estão indo bem no setor?

Atualmente a Gameloft tem a média de 2,8 milhões de downloads diário. Nossos dados mostram que no Brasil existem 61,2 milhões de jogadores mobile, sendo que 90% deles são casuais. Ainda assim a projeção é que o mercado de games mobile deve faturar US$ 553 milhões de somente no Brasil. Até 2020 estima-se que 64% da população terá um smartphone.

 

Blitz Brigade
Blitz Brigade

Quanto tempo os jogadores passam jogando no celular?

Nossos usuários passam em media 40 min dentro de uma partida. Claro que tem aqueles que passam duas horas jogando e tem aqueles que ficam apenas dez minutos, mas em média os jogadores passam 40 min em uma partida.

 

br-gear-vr-r322-sm-r322nzwazto-000000016-detail2-whiteQual a visão da empresa em relação aos óculos de realidade virtual?

Atualmente não desenvolvemos games para o VR. Sabemos que é uma tendência do mercado, mas a empresa entende que esse nicho precisa crescer. O valor de um dispositivo de entrada é bastante proibitivo. A penetração de smartphones top de linha no Brasil atualmente é de 3% e para – uma quantidade muito baixa – e depois o usuário ainda teria de investir em um VR. Mesmo nos consoles a adesão foi baixa. Jogos mobile são jogos para a massa e o VR ainda não é um produto de massa. Estamos esperando para ver como o mercado se desenvolve.

 

A Gameloft já desenvolveu games para consoles e PC?

Já produzimos jogos para console sim, como uma versão de Uno e o Modern Combat: Domination para PS3 com suporte ao PS Move. Entretanto a Gameloft é uma empresa com expertise em mobile. Fazemos jogos AAA para mobile, no mercado de consoles seríamos mais uma. Também vale dizer que nossos jogos rodam no Windows 10, então temos títulos bem populares sendo jogados no PC, como Asphalt 8. Na semana passada lançamos o Blitz Brigade Rival Tactics que foi pensado no Windows 10.

 

Atualmente vemos jogos como o Clash Royale e o Hearthstone que são fenômenos mobile no cenário de eSports. Vocês pensam em investir nesse mercado?

Na verdade temos o Modern Combat 5 que é um jogo onde os próprios fãs organizam campeonatos. Aqui no Brasil ainda não temos algo oficial, mas lá fora ocorrem campeonatos organizados pela ESL. Futuramente teremos o Modern Combat Versus que é um jogo 100% focado em eSports. Além disso, temos o Asphalt 8 que é um dos jogos com possibilidade competitiva.

 

A sede da Gameloft Brasil

Quais os maiores desafios enfrentados pela Gameloft?

Temos muitos desafios todos os dias como a pirataria. O Brasil é um dos lideres de pirataria mundial no mundo. O formato freemium ajuda a barrar um pouco da pirataria, pois o game é grátis e o usuário continua jogando apenas se gostar do que viu. Além disso, um problema recorrente é conectividade 3G/4G no Brasil que por vezes não funciona.

Vale destacar também a baixa penetração de cartão de credito no Brasil (apenas 28%), e parte da população que ainda não tem o habito de baixar jogos pelo celular e não sabem como fazer isso. Por vezes as pessoas nos perguntam como faz para baixar um determinado jogo da Gameloft.

 

Quais as dicas para os desenvolvedores brasileiros conquistar sucesso e reconhecimento?

Não tem uma ciência exata. A cada atualização da Google Play surgem cerca de 400 novos aplicativos. Produtoras pequenas não tem orçamento para marketing e se destacar. Claro que vez ou outra surgem fenômenos como Flap Bird, mas desenvolver game demanda tempo e dinheiro. Para ter sucesso é necessário ter bom relacionamento com as stakeholders, estar motivado para competir com os grandes e criar um grande jogo que caia no gosto do consumidor.

e291a353af83c7b5b937fea361b2c60eÉ imprescindível atualizar o game com frequência, mesmo que não tenha conteúdo novo, mas pelo menos para tornar o game compatível com uma nova versão do OS. Atualmente atualizamos nossos jogos a cada 2-3 semanas para a maioria dos jogos. Existe um estudo que diz que no futuro as atualizações de aplicativos deverão ser feitas a cada dois ou três dias.

Hoje tem recursos para que os desenvolvedores indies trabalhem e se destaquem como as mídias sociais. Os indies também devem pensar na parte de monetização (incluir advertising). Tem de marketear o jogo, só lançar não basta.

 

Poxa, são 400 novos aplicativos a cada atualização? Como é possível inovar em um cenário tão competitivo?

Tem de fazer bastante pesquisa de mercado. Nossos jogos costumavam tem cerca de 2 GB e entendemos através de estudo que precisávamos lançar jogos menores para os mercados emergentes. Criamos então uma tecnologia de compressão de jogos capaz de reduzir bastante o arquivo de download. Nisto surgiu jogos com tamanho reduzido como o Asphalt Nitro que é uma versão comprimida (30 MB) de Asphalt 8 e ele foi sucesso na Google Play. Temos também o N.O.V.A Legacy com apenas 20 MB utilizando a mesma tecnologia. Você precisa entender a necessidade do seu público e do mercado.

 

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Como funciona essa tecnologia de compressão?

O jogo tem, por exemplo, 300 Mb, mas o usuário baixa apenas 30 MB. Conforme você vai jogando, o arquivo vai descompactando, como se fosse um arquivo zip. Criamos isso, pois identificamos que 46% do mercado de celulares tem apenas 8 GB de memória. Mercados emergentes como Brasil, India, China tem uma galera que quer jogar mas não tem grana para comprar um celular top de linha com mais memória.

 

O que geralmente não funciona em jogos mobile?

Na questão de marketing, podemos dizer monetização agressiva, jogo bugado. Nosso core business são os jogos, não os anúncios. O ideal é que o usuário não tenha a experiência interrompida toda hora. É importante pensar na monetização, mas sem exagero. Se em três segundos de jogo aparecem dez propagandas o usuário desinstala o arquivo.

 

dscf4530Como o marketing mexe com a imagem da marca em relação ao publico?

A empresa investe bastante em marketing para adquirir usuários e reafirmar a marca. Temos iniciativas locais como a plataforma Gameloft IN, onde os produtores de conteúdo podiam publicar vídeos gameplay de jogos da Gameloft  para concorrer a prêmios como iPad ou Caixa de som. Temos bastante autonomia, utilizamos ideias mirabolantes que a empresa acaba comprando a ideia. Como no caso do N.O.V.A em que falamos para os desenvolvedores incluir no ícone na Google Play que o jogo tinha apenas 20mb. O resultado foi um sucesso massivo de downloads.

Muita gente conhece a Gameloft de longa data desde a época de celulares básicos, pois fomos os primeiros a investir em jogos totalmente em português. A série Asphalt é conhecida por todos os jogadores. Muita gente até pensa que a empresa é brasileira.  Temos tanto cuidado para dialogar com o público que nunca deixamos um fã sem resposta no Facebook.

 

A empresa costuma ouvir o feedback dos fãs? Qual a importância disso?

Aqui no Brasil costumamos pegar os comentários mais bem desenvolvidos dos usuários e mandamos para a equipe de produção. Isto ajuda o time de desenvolvimento a melhorar as mecânicas e funcionalidades que não dão certo. Modern Combat 5, por exemplo, teve mudanças no sistema de energia após feedbacks dos usuários. Após as mudanças o jogo conquistou mais aceitação do público. O N.O.V.A, que é bastante voltado ao Brasil, tem muitos elogios e criticas de brasileiros que mandamos para o time de criação. O público da Gameloft é bastante exigente e por isso sempre procuramos ouvir e dialogar com eles. Sempre buscamos os interesses da comunidade brasileira.

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Há muitos brasileiros na Gameloft?

No mundo tem alguns. A antiga marketing manager foi trabalhar para Montreal, Canadá, por exemplo. Há outros casos de brasileiros que foram para Toronto. No Canada tem muitos brasileiros, pois lá é um polo de trabalho em desenvolvimento de games. Além disso, pelo fato de sermos uma empresa francesa, tem muitos franceses espalhados pela Gameloft no mundo.

Blitz Brigade Rival Tactics é o novo lançamento da Gameloft

Para quem gosta de jogos de estratégia para celular, a dica é Blitz Brigade Rival Tactics, um jogo da Gameloft que oferece batalhas em tempo real onde o jogador pode colecionar unidades militares e evoluí-las, juntar-se a uma facção e subir até o topo dos rankings. Quem já conhece a série Blitz Brigade sabe que é um FPS bem tradicional. Aqui a Gameloft criou um jogo de estratégia onde o que vale mesmo é agilidade e inteligência.

Em Blitz Brigade: Rival Tactics, é possível posicionar tropas gerenciando seu baralho de cartas em um jogo tático rápido que te permite construir um esquadrão de 8 soldados dentre dezenas de heróis, veículos e acessórios. As combinações e estratégias são infinitas. A mecânica não chega a ser totalmente original, mas é bem executada e diverte bastante.

catsSuprimentos e bens fornecidos pelo Comando Central farão seu exército crescer e abrirão novos caminhos para a destruição. Se você se sair bem no campo de batalha, vai ganhar caixas cheias de armas e ferramentas do caos para colecionar e melhorar. O jogo te permite ainda recrutar heróis icônicos, como o notório Satoru Hokama, o sempre bem vestido Duncan McCracken e o explosivo Albert Donati para o seu esquadrão.

Além disso, o modo paisagem oferece a possibilidade de estar mais perto da ação. Você também pode mudar a câmera e a interface de batalha da esquerda para a direita. Vale destacar ainda os gráficos do game, que são bem bonitos e com efeitos devastadores durante os combates. O título está disponível gratuitamente para Windows, Android e iOS.

Abaixo tem o trailer de Blitz Brigade: Rival Tactics:

Professor Brasileiro organiza Curso de Verão de Game Design na escola Rubika da França

Já imaginou aperfeiçoar suas técnicas de game design em um dos países mais criativos dessa indústria? Pois é justamente essa a proposta do Curso de Verão Game Design e Game do professor Cláudio Gusmão, coordenador adjunto dos cursos de Design de Games e Design de Animação da Universidade Anhembi Morumbi e co-fundador da Dogs Underground. Basicamente ele vai levar uma turma de estudantes e desenvolvedores para a França a fim de trocar experiências e técnicas de desenvolvimento.

O Programa de verão tem duração de quatro semanas em Valenciennes na França e é focado em Game Design e Game Dev com o objetivo de expandir as habilidades no desenvolvimento de jogos e inclui um módulo sobre pesquisa de usuários, Ux e VR. Os interessados devem possuir conhecimentos básicos de Game design e Game Dev.

image_0dccd81a-212e-47ea-9fcb-1e7e1bfaaae6As aulas ocorrerão durante o mês de julho na Supinfogame-Rubika, eleita a Melhor Escola de Video Games da França. A cada ano, os projetos dos alunos recebem prêmios internacionais como o Unity Awards 2015 for Anarcute, The imagine Cup World 2013, for Seed ou The Ping Award 2015 for Twin Fates, entre outros.

Além disso, os estudantes que fizerem parte do curso de Verão irão conhecer um estúdio de desenvolvimento local e farão um curso básico de francês e um divertido passeio cultural pela região de Champagne e Paris. É uma oportunidade ótima para conhecer uma nova cultura, descansar um pouco e melhorar as habilidades de game design.

A França é considerada por muitos como o segundo maior produtor de jogos digitais do mundo, depois dos EUA. Alguns dos games mais famosos surgiram lá, como os casos de Assassin’s Creed, Raving Rabbids, Just Dance (todos da Ubisoft).

Detalhes dos módulos possíveis

image_4f0c9d03-1231-444f-a1b5-4990ca615937Game design and development: ministrado por um professor da RUBIKA com muitos anos de experiência na indústria. Por meio de um curso teórico-prático, os alunos mergulharão no processo de design e seus métodos, descobrindo como encontrar equilíbrio entre game design e mecânica. (Practice Based)

Usabilidade em games e pesquisa de usuário: ministrado por um pesquisador de usabilidade para jogos. Por meio de um curso teórico-prático, os alunos compreenderão melhor as metodologias de pesquisa de usuário para games, campo que está se tomando cada vez mais importante na produção de jogos. Os alunos também irão explorar a história e as características da experiência do usuário em aplicações de realidade virtual.

Mais informações sobre o curso de verão na França

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As aulas serão realizadas de terça-feira  dia 4 à sexta-feira 28 de julho (datas provisórias), das 9h às 17h e não há aulas no período de sexta-feira a domingo. É obrigatório o comparecimento as aulas para garantir que os alunos obtenham o máximo benefício deste programa. Algumas atividades extracurriculares podem ocorrer durante os fins de semana.

O valor total do curso é de € 2150 euros. Este valor inclui visitas e passeios pela escola, hospedagem em dormitório dos estudantes durante as 4 semanas, transporte público pela cidade de Valenciannes, curso de introdução à língua francesa, visita a uma empresa de jogo/animação e a visita cultural em grupo pela região de Champagne e Paris. O valor não inclui passagens aéreas, alimentação e transporte até Valenciennes.

Mais informações sobre o Curso de verão podem ser obtidos em Game à La Française – Rubika. Quer participar? Vai lá no site e confira o cronograma e regras.

Gênios da Ciência – Jogo online torna aprendizado de Ciências mais divertido

Uma das disciplinas mais desafiantes para jovens de todas as idades é a Ciência. Felizmente este estudo está para se tornar mais fácil graças ao projeto Experimento 10+ da Fundação Siemens. Também conhecido como “Gênios da Ciência”, o objetivo do projeto é tornar o aprendizado da Ciência mais prazeroso e divertido. A iniciativa será lançada em maio, em parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha de São Paulo (AHK São Paulo).

Criado pela Siemens Stiftung (Fundação Siemens), o projeto Gênios da Ciência já é realizado em três continentes e tem o objetivo de despertar o interesse das crianças pela Ciência. Para isso, disponibiliza caixas com ferramentas e instrumentos em diversas escolas para que os alunos, junto aos seus educadores, possam aprender mais sobre Ciência por meio de investigação e criatividade, aplicando o ciclo do pensamento científico.

genios-da-cienciaVisando oferecer a mesma oportunidade para um número maior de crianças e de forma mais interativa, foi criado o jogo educacional online “Gênios da Ciência”. A iniciativa é voltada para alunos do ensino fundamental com idades entre 10 e 14 anos que já participam de ações realizadas pela Fundação Siemens. Além disso, a participação também está aberta para alunos de outras escolas que tenham interesse no projeto.

Interagindo com os moradores da cidade Gênios da Ciência, os jogadores são instigados a resolver desafios nas áreas de Saúde, Energia e Meio Ambiente, como por exemplo, a falta de luz, o descarte incorreto de materiais recicláveis, entre outros. Para isso, os alunos devem escolher os itens corretos disponíveis em sua maleta para realizar cada experimento. A plataforma utilizada possibilita o uso de elementos de simulação e RPG, o que torna a experiência ainda mais envolvente.

“Essa é uma ação inovadora, alinhada às principais tendências em educação. A missão é desmistificar a ciência, mostrar que ela não é coisa de laboratório e, sim, do dia a dia. Com o Gênios da Ciência – Experimento 10+, será possível simular os impactos de se desligar a energia elétrica de uma fábrica, por exemplo. O estudante terá que testar alternativas para resolver os problemas”, afirma Bianca Bozon Moreira Talassi, secretária executiva da Fundação Siemens.

Mais sobre o Gênios da Ciência

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Além de possibilitar o aprendizado de forma lúdica, o jogo também motiva os jovens a realizar experimentos em casa com ajuda de seus responsáveis ou em sala de aula com os professores. Os resultados podem ser compartilhados na plataforma do jogo incentivando a discussão sobre Ciência tanto no ambiente digital, quanto no dia a dia.

Para que os jovens se engajem ainda mais na proposta do jogo, a Fundação Siemens promoverá um campeonato entre 8 de maio e 11 de agosto. O jovem ganhador será presenteado com um tablet.  Os jovens poderão participar do jogo a partir do dia 08 de maio, inscrevendo-se pelo hotsite, seguindo as instruções fornecidas na área de cadastro.

MediaTek reúne especialistas para discutir futuro dos games para smartphones

Como será o futuro dos games? Muitos apostam que os celulares serão a plataforma definitiva para games em alguns anos. Faz todo o sentido, afinal os consoles de bolso não são tão populares como no passado e existem analistas que preveem que os consoles de mesa deixarão de existir até 2020. Não fosse o bastante, pesquisas apontam que mais de 80% dos jogadores utilizam celulares como plataforma.

Pensando nisso, a MediaTek realizou na sede da Punto Comunicação Multimeios, em São Paulo, a quinta edição do TechDive, programa de disseminação do conhecimento sobre novas tecnologias destinado à imprensa. Para quem não conhece, a empresa é uma proeminente fabricante global de semicondutores com produção terceirizada. Seus chips equipam mais de 1,5 bilhão de produtos conectados ao ano como smartphones, tablets, TV digital, OTT boxes, wearables e soluções automotivas.

Samir Vani
Samir Vani, da MediaTek falando sobre o futuro dos jogos mobile

O evento teve como tema “Tendências de hardware e software para o mundo dos games para smartphones” e os palestrantes Samir Vani, country manager da MediaTek no Brasil; Hernan Descalzi, Sales & Marketing Manager da MediaTek; e Rodrigo Russano Dias, social media & community manager da Gameloft. A ideia era mostrar tendências para a jogatina no celular e os desafios que a indústria enfrenta na atualidade.

De acordo com Samir Vani, country manager da MediaTek, os smartphones já são a principal plataforma para games e o hardware está melhorando a cada ano a fim de atender uma experiência melhor para o usuário. O executivo ainda lembrou que os fabricantes de processadores precisam equilibrar questões como desempenho, consumo de energia e temperatura para oferecer a melhor combinação aos usuários de smartphones.

Rodrigo Dias, da Gameloft, explica a visão da empresa
Rodrigo Dias, da Gameloft, explica a visão da empresa

Quem também esteve no evento foi a Gameloft, que aproveitou o espaço para discutir os rumos do desenvolvimento mobile e a tecnologia de seus games. Entre outras coisas, a empresa falou que desenvolve métodos para portar seus games para os mais diversos modelos de celulares, levando em consideração a capacidade técnica, de modo que as diferenças técnicas não sejam tão evidentes.

“Os nossos jogos triple A exigem muito dos devices e existe uma série de requerimentos que os celulares precisam atender”, ressalta Rodrigo Russano Dias, social media & community manager da Gameloft, empresa que desenvolve jogos mobile há 17 anos. A equipe de “testers” da Gameloft só libera o jogo para um aparelho se todos os requerimentos forem atendidos. “Se o celular não suporta aquele game, o jogo nem aparece na Loja de Aplicativos daquele usuário”, afirma.

MediaTek e Gameloft também falam sobre a realidade virtual

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No evento, os especialistas também abordaram as novas tecnologias que estão surgindo no mercado, como o uso de óculos de realidade virtual. O consenso é que esse tipo de tecnologia é promissor, mas precisa de uma base de usuários maior para que os estúdios de desenvolvimento de games (tanto de celulares, quanto de consoles de mesa) comecem a investir seu tempo e dinheiro com novos projetos.

“Estamos no limiar de uma nova era em relação à demanda por processamento, para atender à evolução de tecnologias como realidade aumentada”, afirma Vani, referindo-se aos requisitos de hardware que as novas tecnologias irão demandar.