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Conheça o RPG brasileiro que ensina Química: O Olho do Dragão

Imagine um RPG com visuais e jogabilidade da geração 8-16 bits, porém com uma proposta de ensinar conceitos de química aos jogadores? Essa mistura maluca é o que dá origem à Olho do Dragão, o role playing game do estúdio indie Constellações. O título lembra muito clássicos como Final Fantasy e Chrono Trigger e tem tudo para agradar apaixonados por RPGs de turno.

Olho do Dragão ensina Química através de sua narrativa, um game de entretenimento com foco na passagem de conhecimento. O título está em desenvolvimento desde o final de 2016 e de cara chama a atenção seus visuais em pixel art extremamente trabalhados e a trilha sonora à lá chiptune. É sério: parece que o game saiu do túnel do tempo!

O enredo de Olho do Dragão circunda o conflito no reino de Trae entre os dragões e os humanos que dominam a arte da alquimia e cobiçam os olhos dessas criaturas fantásticas devido a sua beleza e poder. A partir daí o jogador pode controla um grupo de heróis em expedições para caçar dragões, ou se preferir controlar os dragões em combates pela própria sobrevivência. A trama é bastante densa e conta com detalhes sobre a formação das cidades e das forças de ataque dos humanos.

Este RPG possui dragões e humanos como protagonistas e mostra um novo conto sobre a sociedade e a origem destas duas espécies. A proposta deste game é permitir que jogadores estudem enquanto jogam e que estudantes joguem enquanto estudam, para isso o conteúdo da disciplina de Química foi incluído no enredo, como por exemplo ao explicar o processo de combustão ao responder à pergunta: “Por quê dragões cospem fogo?

O lançamento para Windows, Android e iOS acontece no segundo semestre de 2017, mais detalhes podem ser conferidos no site do game.

Abaixo tem um teaser de Olho do Dragão:

Nexon revela novo trailer de Durango para a E3 2017

A Nexon e o What! Studio aproveitaram esse período pré-E3 para apresentar o novo trailer de Durango, o RPG online em mundo aberto que se passa em um universo habitado por dinossauros ferozes. O game para dispositivos mobile deve chegar ao mercado ainda nesta primavera e se diferencia de outros jogos graças a sua ambientação e estilo artístico incríveis.

Em Durango os jogadores usarão os materiais e tecnologias transportadas de suas vidas anteriores para explorar e desenvolver uma região. De acordo com os criadores, Durango é a próxima evolução das experiências de MMO, com recursos completos os quais oferecem aos jogadores plena liberdade para perseguir vários pilares de jogo, ao mesmo tempo em que usufrui experiências únicas de exploração e construção de cidades com colaborações em tempo real e batalhas diretas contra clãs inimigos e dinossauros colossais.

Durango aumenta o nível de jogos persistentes e maciços em dispositivos móveis”, disse Lawrence Koh, Gerente Geral da Nexon M. “O What! Studio criou uma experiência rica e dinâmica para que os jogadores realmente se tornem pioneiros entre os dinossauros, permitindo que eles formem o mundo, os eventos e a história através de jogadas sociais e eventos cooperativos e competitivos no jogo”.

Além da exploração, os jogadores devem se unir em combates contra dinossauros carnívoros que costumam ser extremamente perigosos. Os aventureiros aprenderão a usar a terra em sua vantagem para criar armas, armaduras e ferramentas, assim como desenvolver aldeias que possam crescer e se tornarem fortalezas. Durango utiliza um revolucionário sistema de construção de mundos, gerado por processos que preenche o enorme mundo aberto com um número infinito de locais para descobrir e explorar.

O título será jogável na Electronic Entertainment Expo (E3) 2017 no Centro de Convenções de Los Angeles, de terça-feira, 13 de junho até quinta-feira, 15 de junho, no Mobile and Social Games Pavilion, South Hall, Stand #2623.

Abaixo você confere o trailer de Durango para a E3 2017:

BIG Festival divulga finalistas do BIG Starter, premiação para jogos em desenvolvimento

A organização do BIG Festival acaba de divulgar a lista de jogos selecionados para o BIG Starter, premiação dedicada aos projetos brasileiros em fase de desenvolvimento ou que ainda não tenham sido publicados. Foram escolhidos oito finalistas, sendo cinco para a categoria “Melhor Jogo de Entretenimento” e três para a categoria “Melhor Jogo Educacional”. Os vencedores receberão um troféu e um prêmio de R$ 20 mil cada, patrocinados pelo Banco Nacional do Desenvolvimento (BNDES).

Durante o evento, os criadores dos games finalistas terão a oportunidade única de apresentarem seus projetos a um público com nomes de destaque na indústria nacional e internacional, à imprensa e a investidores no dia 28 de junho. Esta é uma oportunidade para todos os desenvolvedores (mesmo os que não vencerem o prêmio) consigam a oportunidade de desperter o interesse de um investidor.

De acordo com a organização do BIG, neste ano, foram inscritos 151 projetos de todo o país e, diferentemente dos anos anteriores, eles precisaram submeter também um plano de negócios detalhado. Para chegar aos oito selecionados, o comitê de avaliação analisou a qualidade geral do projeto de jogo e o plano de negócios. Os critérios incluíram aspectos audiovisuais, interativos, mecânica e acabamentos gerais.

No ano passado, o game Monowheels VR, da IMGNation Studios, do Rio Grande do Sul, foi o grande vencedor do BIG Starter na categoria “Melhor Jogo de Entretenimento”. O projeto tem previsão de lançamento para o fim de 2017. O game Vetor, da Supernova Indie Games, do Ceará, venceu na categoria “Melhor Jogo Educacional”.

“O Big Starter é uma ótima oportunidade para ganhar uma visibilidade extra para o seu jogo, atraindo a atenção de potenciais parceiros”, declara Orlando Fonseca, diretor criativo da IMGNation Studios. “O prêmio ajuda bastante, já que, como desenvolvedores independentes, estamos sempre atrás de formas de seguir criando nossos próprios jogos”.

 

Confira os finalistas do BIG Starter – Melhor Jogo de Entretenimento

 

– Adventure Llama (Mobile) – Pedro Savino

Sobre: Game com mecânica de plataforma e elementos de quebra-cabeça com interação de toque. O jogador tem o controle de uma Lhama que está em busca de relíquias perdidas nos antigos templos Incas.

 

– Darkness Revealed (PC e Mac) – Pixel Cows

Sobre: Jogo de plataforma submarino em que o jogador controla um mergulhador de alta profundidade. Conta com um estilo gráfico único, que mistura pixel art com luz 3D, conferindo à arte um tom misterioso e alienígena.

 

– King Boom (Mobile) – Digi Ten

Sobre: Jogo casual com grande foco em interações sociais em que o jogador assume o papel de capitão em um navio voador, junto com sua tripulação de animais engraçados e animados, em busca de tesouros em ilhas flutuantes.

 

– No Place for Bravery (PC e consoles) – Glitch Factory Games

Sobre: RPG de ação em que um grupo de aventureiros viaja por um mundo fantástico desolado por desastres mágicos em busca das entidades que trouxeram a aniquilação da civilização. Com aspecto minimalista, é um jogo de dificuldade elevada e totalmente baseado em habilidade e estratégia.

 

– The Last Princess (PC e consoles) – 40 Giants Entertainment

Sobre: Desenvolvido em parceria com a Jambô Editora, é um jogo de estratégia com batalhas em turnos e elementos de RPG, baseado no conhecido universo de Tormenta, em que as decisões do jogador alteram não apenas a história, mas o gameplay das batalhas.

 

 

MELHOR JOGO EDUCACIONAL

 

– MedRoom (Occulus Rift) – MedRoom

Sobre: Simulador para treinamento médico com realidade virtual que recria ambientes médicos, como uma sala cirúrgica, em que o usuário se vê no papel do médico e precisa realizar procedimentos como drenagem torácica, acesso venoso central, periférico, intubação, entre outros.

 

– Árida (PC) – Aoca Game Lab

Sobre: Franquia de jogos em 3D para PC que mescla elementos dos gêneros de aventura e sobrevivência. Baseado em mecânicas de quests e crafting, apresenta o universo ficcional através da história de Cícera, uma garota de 13 anos que vive o cotidiano do sertão baiano do século XIX até ser desafiada a explorar a pé e de forma solitária aquelas áridas terras.

 

Senta a Pua (Mobile, PC e Mac) – Comics World Games

Sobre: Desenvolvido em 2D com jogabilidade de aventura e furtiva, o jogo resgata a história do Brasil na Segunda Guerra Mundial. Utilizando fatos reais da FEB (Força Expedicionária Brasileira) o game apresenta à nova geração, de forma divertida, uma história esquecida do país.

 

Serviço – 5º BIG Festival (Brazil’s Independent Games Festival)

De 24 de junho a 2 de julho (Segunda, 26, não abre)

BIG Business Forum – de 27 de junho a 1 de julho

De terça a sexta: 10h às 22h / Sábado e domingo: 14h às 22h

Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro 1000 – Paraíso, SP

Entrada: Gratuita

CANDY AND TRICKS será lançado em 13 de Outubro para PC e MOBILE

Hoje vamos falar de um game indie que tem potencial para agradar qualquer tipo de jogador. Candy and Tricks, da Gutierrez Games, é um jogo de puzzle e aventura que conta a história de um gato preto que tenta voltar para a casa de sua dona, uma bruxa. Porém, essa aventura não será fácil, pois para chegar em seu destino ele precisa enfrentar diversos desafios em um cenário de fantasia repleto de referências ao Halloween.

Candy and Tricks conta com 60 fases e foi criado para proporcionar uma desafiadora aventura ao jogador. O jogo foi elaborado para ter uma gameplay de 24h, onde o jogador encontrará desafios extremamente difíceis em que ele deverá usar estratégias criativas e muita agilidade para concluir suas fases. De acordo com Antonio Gutierrez, criador do game, o projeto traz de volta a jogabilidade divertida e desafiadora de um dos clássicos da web: “O Jogo mais difícil do Mundo”, porém com novos recursos.

pt1b“Desde nossa infância cultivamos o sonho de criar uma empresa de jogos bem sucedida. Já desenvolvemos diversos outros projetos, mas Candy and Tricks é o primeiro a ser produzido com o objetivo de ir para mercado de jogos. Com a ajuda de diversos mentores e usuários nos fornecendo excelentes feedback sobre o jogo, estamos aprendendo a cada dia que passa mais sobre nosso sonho”, conta Rodrigo Gutierrez, CEO da Gutierrez Games.

O grande desafio é vencer as diversas fases morrendo o menor número de vezes possível. Quanto mais rápido, melhores são os prêmios recebidos ao final das fases e há ainda recompensas a serem coletadas que facilitam a vida do jogador. Se você gosta de alto desafio e jogos com estética retrô, dê uma olhada no que os irmãos Gutierrez fizeram aqui após quatro anos conquistando editais públicos e sendo finalistas em competições na área de games.

Para quem não conhece, a Gutierrez Games é uma produtora paulista com dois jogos e dois aplicativos na Play Store. Dentre eles The Infection, jogo casual onde o jogador é um vírus que tenta sobreviver dentro da corrente sanguínea e Recado Para Você, aplicativo de frases motivacionais diárias.

Abaixo tem o trailer de Candy and Tricks:

Bonded Heroes – Novo game da Kaldra Games traz narrativa densa aos jogos incrementais

O novo jogo de estúdio indie Kaldra Games é certeiro para quem busca ação, exploração, mistério e descobertas fantásticas. Bonded Heroes an Idle Adventure chega no dia 12 de junho trazendo uma narrativa rica e maior interatividade aos chamados jogos incrementais. O game traz uma grande diversidade de heróis, sendo que cada um deles possui características únicas, gerando novos diálogos e situações inusitadas.

Um jogo incremental (também conhecido como idle game) é um jogo em que o jogador realiza uma ação simples e constante para poder progredir. A Kaldra aposta neste segmento que já conta com conceituados cases de sucesso, como o “Adventure Capitalist”, “Tap Titans” e “Egg, Inc”. Vale lembrar que o estúdio é o mesmo do elogiado Vampilão, também para celulares.

kaldra“Muitos jogadores sentem a falta de narrativas envolventes nos jogos mobile. Com o Bonded Heroes, nós propomos a entrega de diálogos envolventes, e interatividade do player para com o jogo, criando uma imersão na estória contada”, afirma Rodrigo Hülsenbeck, Game Designer da Kaldra Games.

Toda a ação de Bonded Heroes se passa no mundo de Asmoth, um local mágico habitado por criaturas místicas e vilões macabros. A Kaldra Games fez questão de criar heróis e equipamentos igualmente fantástivos, de modo que o tom do jogo é repleto de fantasia e diversão.

É com o Bonded Heroes que a Kaldra mira atingir o nicho de jogos incrementais interativos, posicionando-se como referência mundial no gênero. Recentemente o estúdio se classificou para a grande final pré-aceleração da Playbor, que é a primeira pré-aceleradora de games do mundo.

Abaixo tem um trailer de Bonded Heroes:

Cursiva – jogo brasileiro busca incentivar a leitura no público infantil

A produtora indie Timeless Games está engajada a criar mais do que um game divertido, mas sim um produto que preste um serviço para seus usuários. Cursiva é uma história interativa cujo propósito é incentivar a leitura entre o público infantil. Para tanto, o jogo é estruturado em capítulos e é possível escolher jogar em português ou inglês, promovendo o treino de línguas.

Cursiva está repleto de desafios e conta com uma narrativa leve e diversas surpresas. O título está em desenvolvimento há 2 meses e deve ser lançado, se não houver empecilhos, no segundo semestre de 2017 na Google Play e AppStore. possui controles simples: basta usar o toque e arraste do dedo na tela para avançar os textos da história, selecionar opções de diálogo e interagir com o cenário, como em uma visual novel.

cursiva“Acreditamos no potencial de jogos como ferramentas capazes de gerar impactos positivos na sociedade. Cursiva, além de estimular o raciocínio e criatividade, tem como objetivo incentivar o treinamento da leitura no público infantil e o relacionamento entre pais e filhos, que são recomendados a jogarem juntos. Estamos confiantes sobre os bons resultados que a primeira história do jogo trará”, afirmou Camila Canuto, artista do jogo e produtora da Timeless Games.

Como nessa idade as crianças ainda estão se acostumando com a letra cursiva, o game também possibilita a escolha entre letra de forma ou cursiva, de acordo com a necessidade ou desejo dos pais e da criança. Cursiva tem uma estética cartoon e é exibido em forma de teatrinho, como se os objetos do cenário fossem feitos de madeira e toda cena fosse montada por alguém.

17361590_2233402213550777_1890094792771162309_nHá diversos personagens e cenários, além de queijos escondidos pelos capítulos da história. Caso todos esses queijos sejam encontrados, um pequeno capítulo extra é desbloqueado pela conquista.

O primeiro cenário do jogo é inspirado na era medieval e conta a aventura deEroy, um rapaz comum que é obrigado a ir salvar a filha do rei. Neste conto ele deve ajudar diversas personagens em seu caminho, desde elfos da floresta a cabras falantes. Cada um desses estranhos apresenta problemas particulares que estão diretamente relacionados as peculiaridades das suas respectivas culturas.

Mais sobre o Cursiva

“O jogo procura com sua diversidade desenvolver também uma consciência social nas crianças” explicou Jonas Beduschi, game designer e programador de Cursiva.

O primeiro capítulo em versão alpha de Cursiva será disponibilizado gratuitamente no dia 26 de maio de 2017, nessa sexta-feira. O jogo completo será pago e está previsto para outubro, mas a Timeless Games decidiu disponibilizar o primeiro capítulo gratuitamente a fim de apresentar o projeto aos pais e jogadores.

Cursiva já está disponível para download no Google Play.

Game Street Crosser estará disponível para jogatina no Metrô República

Como todos sabem, estamos no Maio Amarelo e por isso ocorrem várias ações com o intuito de prevenir acidentes de trânsito e zelar pela segurança dos pedestres. Uma das ações de conscientização envolve até mesmo um game eletrônico chamado Street Crosser. Este jogo está disponível para jogatina gratuita na estação de metrô República. A obra faz uso de uma mecânica de jogo semelhante ao Frogger, clássico do Atari.

De acordo com os desenvolvedores, Street Crosser estimula os jogadores a atravessarem uma avenida movimentada sem serem atingidos. Além de cruzarem a rua em segurança, eles também devem ajudar outros personagens do jogo a fazerem o mesmo. O game é uma crítica ao (péssimo) hábito de atravessar a rua fora da faixa de pedestres, como também à ausência de áreas seguras para cruzamento em determinados pontos da cidade. Através de botões coloridos acoplados a uma mesa de acrílico ou de tablets, dois jogadores controlam um pedestre cada. A partida tem duração de 30 a 90 segundos.

img_6083Street Crosser é obra dos artistas Noobware e Nutone e já esteve na Avenida Paulista em 2014 durante a 2º Mostra Play! – exposição de arte digital que transformou o edifício FIESP/SESI num enorme videogame interativo (foto ao lado). Além de estar disponível no Metrô República, o jogo também dará as caras na Galeria de Arte Digital SESI-SP. O game fica exposto até o dia 28 de maio e pode ser jogado por duas pessoas simultaneamente. Tudo gratuito.

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Serviço – Street Crosser – Maio Amarelo

Onde: Estação República do Metrô – área cultural

Dias: 17 a 21 e 24 a 28 de maio (de quarta a domingo)

Horário: das 13h às 19h

Obra interativa: Street Crosser – 2 jogadores via mesa

 

Western Guns é o jogo da Zeexs para quem curte tiroteio no Velho Oeste

Hoje vamos falar sobre o Western Guns, um jogo indie da produtora nacional Zeexs. Basicamente é um título de ação e aventura em terceira pessoa que se passa em um ambiente de faroeste onde o personagem principal (Billy Brave) deve travar uma guerra contra a gangue dos “Reds” que fez a vila Rhyoliti e seus moradores de reféns cobrando o valor de US$ 50 mil de resgate. O jogo tem estilo cartoon e seus gráficos são otimizados a tal ponto que a sua qualidade se adapta de acordo com o dispositivo.

A história se passa no ano de 1982, a pacífica vila Rhyoliti foi invadida pela gangue dos “Reds”. Sem ter condição de detê-los, o xerife local, Sr. Collins recorre ao misterioso Billy Brave, um ex-fora da lei que aceita a difícil missão após saber que o chefe da gangue é Matt Jackson e que o mesmo pode ter informação sobre o paradeiro do seu eterno rival Paul Landers.

screen7No decorrer do jogo Billy encontra Rancho, um índio da tribo Comanche que conseguiu se esconder em uma casa quando a vila foi invadida pela gangue dos Reds, o índio diz a Billy que se o mesmo lhe fornecer um rifle ele poderá ajudar a atacar os pistoleiros da gangue. Quem curte filmes do gênero vai perceber que a produtora não mediu esforços e referências para entregar um game de respeito.

Western Guns foi lançado no início do mês através da Google Play gratuitamente. Um dos elementos mais interessantes é a ação desenfreada e o ambiente extremamente fiel ao ambiente de velho oeste americano. O jogador pode colecionar até seis armas para dar cabo dos bandidos do grupo Reds, além da parceria com um índio local. Mas não pense que tudo será fácil, pois os rivais também estão armados e são perigosos.

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Outro plus de Western Guns é o modo multiplayer gratuito para até quatro jogadores com quatro modos de jogo (Team vs Team, Head to Head, Capture a bandeira). A trilha sonora também merece destaque, pois tem aquela pegada clássica de filmes de bang bang. O título já está disponível gratuitamente na Play Store.

Abaixo tem o trailer de Western Guns:

Conheça o advergame Católica In da Universidade Católica de Pernambuco

Já ouviu falar do Católica In, um evento anual da Universidade Católica de Pernambuco, voltado para alunos do Ensino Médio de escolas públicas e privadas cujo objetivo é contribuir para que os estudantes escolham a profissão que querem seguir de forma mais consciente? Pois bem, ciente da força dos jogos eletrônicos entre os jovens, foi criado pela agência Combogó o advergame Católica In a fim de promover o evento.

O game é um platformer 2D com visuais retrô composto de duas fases, com alguns obstáculos, que foram nomeados pela equipe de criação da agência de: devorador de conhecimento. Os elementos que o avatar recolhe durante a caminhada são livros, que representam o conhecimento adquirido durante o período universitário.

catolicaA jogabilidade e os visuais são bem simples, de modo que qualquer jogador pode conhecer e se divertir. É uma forma diferente de promover o evento mesmo, nada muito elaborado, mas nem por isso deixa de ser interessante. O jogador escolhe seu personagem e parte em uma aventura a fim de obter o maior número de livros possível, ao mesmo tempo em que deve fugir do monstro Sugador do Conhecimento. Vale destacar que é necessário ter reflexos rápidos para desviar dos obstáculos.

“A proposta visual deste ano do Católica In é inspirada num jogo clássico, que é o Mário.  Por isso, o Reitor da universidade, Padre Pedro Rubens, solicitou a criação de uma animação que contribuísse com a  divulgação do evento.  Decidimos, então, criar um game, no qual os jovens pudessem interagir e, assim, se interessar ainda mais pelo Católica In”, disse Breno Carvalho, coordenador da Combogó.

Mais informações estão disponíveis no site do game.

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Sobre o Católica In

O Católica In ocorre no período de 22 a 26 de maio. A Universidade estará com suas portas abertas para que os jovens conheçam mais sobre cada profissão, a partir da participação em oficinas e visitas a laboratórios, clínicas, agências e salas de aula. O evento é bastante reconhecido por ajudar a orientar jovens a definir seu futuro e com ações afirmativas.

Entrevista – Gameloft fala sobre o mercado de jogos mobile no Brasil

A Gameloft é uma das empresas mais conhecidas do ramo de jogos eletrônicos e a mais dedicada ao setor mobile. O que muita gente não sabe é que a empresa francesa tem um escritório no Brasil dedicado unicamente a ouvir o público local e trazer a melhor experiência de jogo para o seu bolso.

O GameReporter foi até o escritório de São Paulo para ouvir uma das maiores empresas do setor e pegar algumas dicas para os produtores locais, até porque muitos dos desenvolvedores indies começam justamente criando para mobile. Quem nos recebeu foi o Rodrigo Dias (Social Media e Marketing Manager) e a Maite Lorente (Marketing Manager), que não deixaram nenhuma pergunta sem resposta e foram extremamente simpáticos.

Confira abaixo a entrevista com a Gameloft Brasil:

 

Maite Lorente e Rodrigo Dias, o pessoal que toca o marketing da Gameloft Brasil
Maite Lorente e Rodrigo Dias, o pessoal que toca o marketing da Gameloft Brasil

Fale-nos um pouco sobre a Gameloft e quais operações são realizadas no Brasil?

A Gameloft é uma das líderes mundiais em desenvolvimento de jogos mobile. A empresa já lançou mais de 500 jogos desde sua fundação. Temos 40 escritórios espalhados pelo mundo e 21 estúdios de desenvolvimento. Cada um desses estúdios tem sua própria característica, por exemplo, o time da Bulgária desenvolve mais games de guerra, enquanto que o pessoal de Barcelona desenvolve mais games de corrida.

Aqui no Brasil não temos desenvolvimento de jogos, apenas o escritório de negócios, onde fazemos a distribuição dos títulos através das lojas da Apple, Google, Windows. Também fazemos negócios com as operadoras e fabricantes de celulares (jogos instalados). Também cuidamos da publicidade dento dos jogos. Além disso, tudo, cuidamos das mídias sociais aqui no Brasil.

 

Asphalt 8, um dos destaques da Gameloft
Asphalt 8, um dos destaques da Gameloft

As microtransações ainda são um bom negócio?

Poucas pessoas monetizam jogos mobile. No mundo apenas 3% por cento das pessoas gastam dinheiro dentro dos jogos, no Brasil apenas 1% por centro dos usuários investe nos games. Isto não ocorre apenas com a Gameloft, mas são dados de toda a indústria de jogos mobile. Claro que esses 3% gastam bem, mas esses outros 97% da base precisavam ser monetizados. Daí o advertising tornou-se a solução.

Tentamos também adaptar o preço de nossos jogos de acordo com a oscilação do dólar. No ano passado, por exemplo, tivemos de modificar os preços a fim de deixar os jogos acessíveis aos jogadores locais. Antes trabalhávamos com um modelo premium, depois veio jogos que mudaram esse esquema de negócio. Cada jogo custa em média 8 milhões de euros para serem desenvolvidos. Não adianta distribuir tudo de graça sem ter um retorno.

 

Qual a franquia mais importante do catálogo da Gameloft?

É relativo. Temos várias franquias importantes em alguns aspectos como as licenças próprias Modern Combat, Dungeon Hunter e Asphalt. Além desses, temos licenças de terceiros que são grandes sucessos como Meu Malvado Favorito que já ultrapassou a marca de 800 milhões de downloads desde seu lançamento em 2013. Com o lançamento do novo filme a expectativa é passar da casa do bilhão. Interessante que três desses jogos são IPs da própria Gameloft.

 

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Meu Malvado Favorito – game está quase beirando 1 bilhão de downloads desde seu lançamento

Quantos escritórios existem na América do Sul? Algum deles desenvolve games?

Aqui na América do sul temos quatro escritórios. Não desenvolvemos games na América do Sul devido aos altos custos de produção local. É um problema local. A Gameloft chegou a ter um estúdio de desenvolvimento no Brasil em 2007, mas ele só durou por um ano.

 

Quantos títulos a Gameloft mantêm ativos no Brasil?

A Gameloft tem 64 games ativos no iOS e 56 ativos no Google Play. Muitos são IPS próprias e outros são licenciados de grandes empresas como Disney, UNO, Marvel, entre outros.

 

Como está o mercado de games mobile em números no Brasil? As coisas estão indo bem no setor?

Atualmente a Gameloft tem a média de 2,8 milhões de downloads diário. Nossos dados mostram que no Brasil existem 61,2 milhões de jogadores mobile, sendo que 90% deles são casuais. Ainda assim a projeção é que o mercado de games mobile deve faturar US$ 553 milhões de somente no Brasil. Até 2020 estima-se que 64% da população terá um smartphone.

 

Blitz Brigade
Blitz Brigade

Quanto tempo os jogadores passam jogando no celular?

Nossos usuários passam em media 40 min dentro de uma partida. Claro que tem aqueles que passam duas horas jogando e tem aqueles que ficam apenas dez minutos, mas em média os jogadores passam 40 min em uma partida.

 

br-gear-vr-r322-sm-r322nzwazto-000000016-detail2-whiteQual a visão da empresa em relação aos óculos de realidade virtual?

Atualmente não desenvolvemos games para o VR. Sabemos que é uma tendência do mercado, mas a empresa entende que esse nicho precisa crescer. O valor de um dispositivo de entrada é bastante proibitivo. A penetração de smartphones top de linha no Brasil atualmente é de 3% e para – uma quantidade muito baixa – e depois o usuário ainda teria de investir em um VR. Mesmo nos consoles a adesão foi baixa. Jogos mobile são jogos para a massa e o VR ainda não é um produto de massa. Estamos esperando para ver como o mercado se desenvolve.

 

A Gameloft já desenvolveu games para consoles e PC?

Já produzimos jogos para console sim, como uma versão de Uno e o Modern Combat: Domination para PS3 com suporte ao PS Move. Entretanto a Gameloft é uma empresa com expertise em mobile. Fazemos jogos AAA para mobile, no mercado de consoles seríamos mais uma. Também vale dizer que nossos jogos rodam no Windows 10, então temos títulos bem populares sendo jogados no PC, como Asphalt 8. Na semana passada lançamos o Blitz Brigade Rival Tactics que foi pensado no Windows 10.

 

Atualmente vemos jogos como o Clash Royale e o Hearthstone que são fenômenos mobile no cenário de eSports. Vocês pensam em investir nesse mercado?

Na verdade temos o Modern Combat 5 que é um jogo onde os próprios fãs organizam campeonatos. Aqui no Brasil ainda não temos algo oficial, mas lá fora ocorrem campeonatos organizados pela ESL. Futuramente teremos o Modern Combat Versus que é um jogo 100% focado em eSports. Além disso, temos o Asphalt 8 que é um dos jogos com possibilidade competitiva.

 

A sede da Gameloft Brasil

Quais os maiores desafios enfrentados pela Gameloft?

Temos muitos desafios todos os dias como a pirataria. O Brasil é um dos lideres de pirataria mundial no mundo. O formato freemium ajuda a barrar um pouco da pirataria, pois o game é grátis e o usuário continua jogando apenas se gostar do que viu. Além disso, um problema recorrente é conectividade 3G/4G no Brasil que por vezes não funciona.

Vale destacar também a baixa penetração de cartão de credito no Brasil (apenas 28%), e parte da população que ainda não tem o habito de baixar jogos pelo celular e não sabem como fazer isso. Por vezes as pessoas nos perguntam como faz para baixar um determinado jogo da Gameloft.

 

Quais as dicas para os desenvolvedores brasileiros conquistar sucesso e reconhecimento?

Não tem uma ciência exata. A cada atualização da Google Play surgem cerca de 400 novos aplicativos. Produtoras pequenas não tem orçamento para marketing e se destacar. Claro que vez ou outra surgem fenômenos como Flap Bird, mas desenvolver game demanda tempo e dinheiro. Para ter sucesso é necessário ter bom relacionamento com as stakeholders, estar motivado para competir com os grandes e criar um grande jogo que caia no gosto do consumidor.

e291a353af83c7b5b937fea361b2c60eÉ imprescindível atualizar o game com frequência, mesmo que não tenha conteúdo novo, mas pelo menos para tornar o game compatível com uma nova versão do OS. Atualmente atualizamos nossos jogos a cada 2-3 semanas para a maioria dos jogos. Existe um estudo que diz que no futuro as atualizações de aplicativos deverão ser feitas a cada dois ou três dias.

Hoje tem recursos para que os desenvolvedores indies trabalhem e se destaquem como as mídias sociais. Os indies também devem pensar na parte de monetização (incluir advertising). Tem de marketear o jogo, só lançar não basta.

 

Poxa, são 400 novos aplicativos a cada atualização? Como é possível inovar em um cenário tão competitivo?

Tem de fazer bastante pesquisa de mercado. Nossos jogos costumavam tem cerca de 2 GB e entendemos através de estudo que precisávamos lançar jogos menores para os mercados emergentes. Criamos então uma tecnologia de compressão de jogos capaz de reduzir bastante o arquivo de download. Nisto surgiu jogos com tamanho reduzido como o Asphalt Nitro que é uma versão comprimida (30 MB) de Asphalt 8 e ele foi sucesso na Google Play. Temos também o N.O.V.A Legacy com apenas 20 MB utilizando a mesma tecnologia. Você precisa entender a necessidade do seu público e do mercado.

 

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Como funciona essa tecnologia de compressão?

O jogo tem, por exemplo, 300 Mb, mas o usuário baixa apenas 30 MB. Conforme você vai jogando, o arquivo vai descompactando, como se fosse um arquivo zip. Criamos isso, pois identificamos que 46% do mercado de celulares tem apenas 8 GB de memória. Mercados emergentes como Brasil, India, China tem uma galera que quer jogar mas não tem grana para comprar um celular top de linha com mais memória.

 

O que geralmente não funciona em jogos mobile?

Na questão de marketing, podemos dizer monetização agressiva, jogo bugado. Nosso core business são os jogos, não os anúncios. O ideal é que o usuário não tenha a experiência interrompida toda hora. É importante pensar na monetização, mas sem exagero. Se em três segundos de jogo aparecem dez propagandas o usuário desinstala o arquivo.

 

dscf4530Como o marketing mexe com a imagem da marca em relação ao publico?

A empresa investe bastante em marketing para adquirir usuários e reafirmar a marca. Temos iniciativas locais como a plataforma Gameloft IN, onde os produtores de conteúdo podiam publicar vídeos gameplay de jogos da Gameloft  para concorrer a prêmios como iPad ou Caixa de som. Temos bastante autonomia, utilizamos ideias mirabolantes que a empresa acaba comprando a ideia. Como no caso do N.O.V.A em que falamos para os desenvolvedores incluir no ícone na Google Play que o jogo tinha apenas 20mb. O resultado foi um sucesso massivo de downloads.

Muita gente conhece a Gameloft de longa data desde a época de celulares básicos, pois fomos os primeiros a investir em jogos totalmente em português. A série Asphalt é conhecida por todos os jogadores. Muita gente até pensa que a empresa é brasileira.  Temos tanto cuidado para dialogar com o público que nunca deixamos um fã sem resposta no Facebook.

 

A empresa costuma ouvir o feedback dos fãs? Qual a importância disso?

Aqui no Brasil costumamos pegar os comentários mais bem desenvolvidos dos usuários e mandamos para a equipe de produção. Isto ajuda o time de desenvolvimento a melhorar as mecânicas e funcionalidades que não dão certo. Modern Combat 5, por exemplo, teve mudanças no sistema de energia após feedbacks dos usuários. Após as mudanças o jogo conquistou mais aceitação do público. O N.O.V.A, que é bastante voltado ao Brasil, tem muitos elogios e criticas de brasileiros que mandamos para o time de criação. O público da Gameloft é bastante exigente e por isso sempre procuramos ouvir e dialogar com eles. Sempre buscamos os interesses da comunidade brasileira.

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Há muitos brasileiros na Gameloft?

No mundo tem alguns. A antiga marketing manager foi trabalhar para Montreal, Canadá, por exemplo. Há outros casos de brasileiros que foram para Toronto. No Canada tem muitos brasileiros, pois lá é um polo de trabalho em desenvolvimento de games. Além disso, pelo fato de sermos uma empresa francesa, tem muitos franceses espalhados pela Gameloft no mundo.