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Desenho animado brasileiro Carrapatos e Catapultas ganhará versão em game

O desenho animado brasileiro Carrapatos e Catapultas têm feito relativo sucesso entre as crianças que assistem a TV Brasil, TV Cultura e a Cartoon Network. Não é segredo que há um game sendo desenvolvido pelo estúdio Cuca Games que é inspirado na animação. Pois bem, o estúdio  Cuca Games lançou oficialmente a página oficial do jogo no Facebook a fim de manter os fãs atualizados a cerca da obra.

De acordo com o estúdio, o game deve ser lançado oficialmente em fevereiro próximo. O que se sabe do jogo até o momento é que o jogador toma o controle de Bum e deve salvar o planeta Vaca que está em perigo iminente graças a uma invasão. Mais nada foi dito sobre como funciona o gameplay ou o enredo.

Ainda não foram anunciadas as plataformas em que o game será lançado. Porém espera-se que tenha versão para Android. Carrapatos e Catapultas será o segundo game do estúdio, que anteriormente lançou um jogo chamado Snail para Android. Este game não chegou a ficar muito conhecido, mas contava com um estilo artístico bastante arrojado.

A Cuca Games ainda não disponibilizou um vídeo gameplay, porém as novidades acerca do título devem surgir em breve. Conforme as notícias surgirem, a desenvolvedora manterá os fãs avisados através da página no Facebook.

Carrapatos e Catapultas

Ludic Side lança Candy World Quest para mobile e web

A Ludic Side Game Studio, de Belo Horizonte, MG, acaba de lançar seu mais novo game social, prometendo uma experiência diferente do habitual. Candy World Quest é um game de puzzle que lembra algo de Angry Birds. A tarefa do jogador é mirar em alvos específicos com uma rosquinha. A graça é treinar a pontaria enquanto destrava novos níveis e doces.

O jogo é dos mesmos criadores de Hotel Panic e Freeze the Way, ou seja, pode esperar bastante desafio. Felizmente existem alguns power ups especiais que facilitam a vida do jogador nas fases mais complicadas. São cerca de 50 fases desafiadoras e o game ainda possui integração com o Facebook, de modo que pode-se desafiar os amigos em competições rankeadas.

Candy World Quest está disponível gratuitamente para iOS, Android e Web. O jogo é indicado para fãs de jogos casuais e que gostam de games bastante coloridos e desafiadores. A trilha sonora é alegre e até um pouco infantil. Há suporte para os idiomas Inglês, espanhol, português, italiano, francês e alemão.

Trailer do game Candy World Quest:

Global Game Jam ocorre entre 23 a 25 de janeiro na Unicamp

Quem esperava o evento Global Game Jam já pode ir se preparando: nos próximos dias 23 a 25 de janeiro a Unicamp será uma das sedes da maior game jam do planeta. Quem já participou e acompanha, sabe que o evento é uma mega maratona de desenvolvedores indie para a criação de jogos em pouco tempo. A organização internacional está por conta da Global Game Jam Inc, empresa sediada na Califórnia, EUA.

Confira a lista completa das sedes brasileiras da Global Game Jam.

Como de praxe, os desenvolvedores terão o prazo de 48 horas para desenvolver um game completo que siga o tema proposto pela organização. Toda a comissão de organização na Unicamp é formada por membros do Gamux – uma instituição estudantil organizada na forma de uma escola interna de desenvolvimento de jogos; que visa oferecer aos estudantes da Unicamp a oportunidade de participar do processo de produção dos mesmos.

De acordo com a organização o cronograma inicia com os estudantes se reunindo na sexta-feira à tarde para assistir um breve vídeo que contém dicas e conselhos para a maratona que vêm pela frente. Em seguida o tema é anunciado. A previsão é de reunir cerca de 100 estudantes, que poderão utilizar as salas de desenvolvimento e as salas de descanso preparadas para quem vêm de fora da cidade.

Para ter ideia da grandiosidade do evento, em 2012 cerca de 50 países participaram do evento com 242 sedes e no período do evento foram criados cerca de 2000 jogos (um recorde mundial). Muito além de criar jogos, o Global Game Jam acaba contribuindo para formar novos contatos profissionais, desafiar os desenvolvedores intelectualmente, explorar novas tecnologias. O espírito não é de competição, mas sim de colaboração.

O evento ocorre dentro da FEEC (Faculdade de Engenharia Elétrica e de Computação) dentro da Unicamp, nas salas FE11, FE12, FE21, FE22, FE23, tendo início às 16, com a liberação do tema pela organização internacional do evento às 17h. Para participar, basta fazer a inscrição no site da Gamux.

Confira a lista completa das sedes brasileiras da Global Game Jam.

Phoenix Force 2 terá crossover com personagens de games brasileiros

Crossovers é uma ideia bem utilizada em jogos estrangeiros, mas no Brasil isso ainda é uma coisa incomum, principalmente se forem personagens de jogos brasileiros. O time do estúdio Awoker Games juntou forças com a Splitplay (primeira loja de games indie brasileiros) para reunir diversos personagens de jogos nacionais para o Phoenix Force 2. Os personagens cedidos são Aritana por Duaik; Balloon por Odig Games; Mr.Bree por TawStudio; Porcunipine por Big Green Pillow; Odallus por Joymasher; Tormenta por Trio Tormenta; Gryphon Knight Epic por Cyber Rhino Games; Project Tilt por BitCake e Capitain Split por Splitplay.

A intenção é levantar a campanha que está rolando no Catarse para os levantamentos de fundos de Phoenix Force 2. A ideia surgiu após uma conversa entre Rodrigo Coelho, CEO da Splitplay e Sérgio Alonso, desenvolvedor da Awoker. Como a ideia foi abraçada pelos envolvidos no game e pelos outros estúdios, em breve teremos um game que conta com muitos dos ícones de jogos nacionais, algo inédito no Brasil.

“Fico muito orgulhoso do Splitplay participar dessa união fantástica de personagens brasileiros, acho isso um evento histórico que nunca foi feito antes nessa escala. São todos personagens de grandes jogos que merecem ser jogados, tenho certeza que essa junção vai ajudar a todos, isso que está acontecendo é simplesmente muito divertido!”, disse Rodrigo Coelho, CEO do Splitplay.

Para quem não conhece, Phoenix force é um shoot ´em up sobre um grupo de fênix que enfrentam grandes e poderosos seres mitológicos. Todos os níveis finalizam como os jogos de nave clássicos, ou seja, um embate com um chefão, criando batalhas desafiadoras e rápidas que precisam dos seus melhores reflexos e estratégia do jogador.

Gostou? Colabore com o Phoenix Force 2 no Catarse.

Phoenix Force 2

Avodzman Entertainment lança Royal Gardens para Android

O game de hoje é da produtora independente Avodzman Entertainment, e trata-se de um endless casual para plataformas Android chamado Royal Gardens. No título, o jogador encarna um cavaleiro medieval que acaba de escapar de uma prisão e antes de declarar-se livre precisa fugir em disparada desviando de obstáculos e armadilhas que rodeiam o castelo.

O jogo tem mecânica 2D e tem nuances de ação/arcade, lembrando bastante jogos clássicos da era 16 bits. O fator desafio está em atingir os níveis mais altos de pontuação e exibir para os amigos quebrarem seu recorde.

A jogabilidade é bastante simples: basta desviar das flechas disparadas pelos soldados no castelo. O problema é que são muitas flechas a serem evitadas ao mesmo tempo, de modo que em dado momento o jogador pode acabar se atrapalhando. Reflexos rápidos e um pouco de sorte são fundamentais para conseguir manter-se vivo.

São muitos inimigos que estão na captura do pobre cavaleiro, além disso, há uma densa floresta que impede o caminho. O desafio aumenta conforme nosso herói permanece vivo na arena. Os guardas do castelo não deixarão isso ser um passeio fácil. Felizmente há formas de evitar a derrota, como um escudo que pode ser coletado, por exemplo.

Royal Gardens já teve seu lançamento na Google Play. Os jogadores podem acessar o game pelo preço de R$ 2,67.

O trailer de Royal Gardens pode ser visto abaixo:

Já estão abertas as inscrições para o BIG Festival 2015

E já estão abertas as inscrições para o Brazil’s Independent Games Festival – o BIG Festival 2015, primeiro e único evento de games da América Latina que celebra os jogos independentes. A terceira edição ocorrerá entre os dias 1 e 10 de maio no Centro Cultural e os desenvolvedores podem submeter seus jogos para participar do evento.

As inscrições podem ser feitas até o dia 20 de março através do site do evento. Não importa qual a plataforma do seu game, basta submetê-lo à análise da organização do evento. As estimativas são de que os vencedores recebem cerca de R$ 50 mil em prêmios, sendo que aspectos visuais, sonoros, narrativos, gameplay e inovação são levados em consideração para a seleção dos títulos expostos.

Desenvolvedores de fora do Brasil também podem se inscrever, e, caso o game seja escolhido para participar do evento, ganham a viagem para São Paulo. Como é de praxe, os jogos finalistas ficam disponíveis para os visitantes testarem (alguns também ficam online). Outra novidade é que a edição deste ano terá uma seção especial voltada aos jogos educacionais e de aprendizado.

Mais informações no site do evento.

Urban Legends: game indie explora o conto de Jeff the Killer para assustar os jogadores

Quem não conhece as famosas creepypastas que assolam a internet e geram diversas lendas urbanas que acabam assustando muita gente? Uma das mais famosas é a do assassino em série Jeff the Killer. Para quem não conhece, a história é de um garoto que acaba deformado e com gosto por assassinatos violentos na calada da noite.

Pensando nessa lenda tão famosa, o time do estúdio indie Machine Bear criou o game Urban Legends. Na trama, o jogador controla o jornalista PJ que se encontra em um hospital abandonado e deve investigá-lo em buscas de pistas de seu próprio passado. O ambiente é todo escuro e aterrorizante e, para piorar a situação, surge o assassino Jeff the Killer em seu encalço.

O game é em primeira pessoa e lembra bastante o famoso Slender: The Eight Pages (que também é inspirado em uma creepypasta muito conhecida). De acordo com a desenvolvedora, o game guarda muitos sustos e momentos típicos de survival horror psicológico. A única defesa do jogador é se esconder.

O game desafia o jogador a resolver um intrincado mistério envolvendo algumas cartas semelhantes ao tarô. No aspecto gráfico, o game segue uma linha mais simples de arte, entretanto os cxenários exploram os efeitos de luz e sombra. Deste modo, os sustos são uma constante. Há sons macabros dos corredores e risadas perturbadoras.

O game é para PC e passou pelo Greenlight da Steam. A desenvolvedora promete suporte para os idiomas Português (Br), Inglês, Francês, Espanhol, Norueguês,Alemão,Romeno. A demo será lançada em breve e o game está em estágio de correção de erros. A previsão é de um lançamento breve dentro da plataforma da Valve.

Veja o trailer do game Urban Legends:

Portfólio do Estúdio Beta 2 do RS foi desenvolvido em formato de game

Direto do Estúdio Beta 2, do Rio Grande do Sul, surge o site Beta Dungeon, uma mistura de jogo com site que coloca o usuário para desbravar o Castelo do Beta 2 em um formato de plataforma 2D. O site funciona meio como um portfólio interativo que visa mostrar os trabalhos já realizados pelo estúdio e o que eles pretendem fazer no futuro.

Durante o tour, o jogador conhece mais sobre os jogos, plataformas, jogadores simultâneos e também acaba interagindo com o cenário que é repleto de referências da cultura Geek e Nerd. O Beta Dungeon foi desenvolvido por 3 amigos que dizem não ter medo de experimentar durante a criação de jogos.

“O site foi um teste para descobrir até que ponto conseguíamos refinar um jogo, só avançamos cada etapa após concordarmos que todos os elementos estavam em um nível aceitável.Como é apenas nosso segundo jogo não sabíamos qual seria o resultado final. E ficamos bem contentes com a resposta que temos recebido”, diz Eduardo Pras, Ilustrador do Beta 2.

O site é uma forma bastante incomum de apresentar um portfólio e, quando analisado como jogo, serve como bom exemplo das ideias que o Beta 2 tem na implementação de seus jogos. O jogador passa por áreas diferentes que servem para mostrar a história do estúdio como a sala de games que mostra os projetos pregressos; o Team Hall que direciona até a página dos desenvolvedores; e tem a sala de Contato que encaminha o usuário às páginas oficiais do estúdio com direito à um easter egg de MGS.

Abaixo tem um vídeo de exemplo de como funciona o site do Beta 2:

Big Tower da Insane Sheep agora é gratuito

O time do estúdio Insane Sheep lançou recentemente o novo update do jogo Big Tower. Esta é a terceira atualização e com ela foi introduzidas novas características e conteúdos ao jogo original, bem como a transição do game para o modelo Free to Play e a disponibilidade é exclusiva para os usuários do Google Play.

Esta mudança de modelo de negócios é como um presente de fim de ano, visto que todos os jogadores podem jogar o game gratuitamente e sem as conhecidas microtransações. Vale lembrar que Big Tower foi lançado inicialmente em fevereiro de 2014 e desde então vêm recebendo atualizações constantes.

Além dessas mudanças, Big Tower ganha dois novos troféus; um sistema de recompensas para quem jogou o game antes de ele tornar-se gratuito; a adição de barras de energia para os inimigos; novos visuais para os menus, animações etc.Também vale destacar que o jogo ganhou um novo modo de jogo que visa testar o conhecimento do jogador. A lista completa de mudanças pode ser conferida no site oficial.

Para quem não conhece, o jogo é um Tower Defense com estilo visual clássico da era 8 bits. Na trama, o jogador deve ajudar o Kid Z e o Professor Genius em uma missão que envolve viagem no tempo para recuperar artefatos históricos  que servirão para criar a Big Tower, a maior torre jamais criada e a única arma capaz de vencer o vilão Kinky, que ameaça a segurança do mundo. O jogo é dos poucos a mesclar um conceito de jogo recente, com gráficos retro.

Veja abaixo o trailer do game Big Tower:

Tratamento de Choque: jogo indie relembra truculência nas manifestações de 2013

Quem não se lembra das manifestações populares ocorridas em 2013, quando o povo saiu às ruas para protestar contra o aumento das passagens de ônibus, pedindo melhorias nos serviços públicos e investigação efetiva das denúncias de corrupção? Foram dias turbulentos que até ameaçaram a execução da Copa do Mundo em nosso país.

Infelizmente parece que a maioria da população esqueceu-se do que estava em pauta na ocasião e da mesma maneira surpreendente com que os protestos tiveram início, eles foram interrompidos. Uma das poucas pessoas que ainda guarda recordação daqueles dias é o desenvolvedor Éder Cardoso, do Ceará, que decidiu relembrar àqueles dias em formato de game.

Tratamento de Choque é o primeiro game desenvolvido por Éder e ele retrata de maneira irônica e escrachada a maneira com que a polícia tentava conter os manifestantes. A truculência de alguns policiais, inclusive, repercutiu negativamente pela mídia de todo o país.

O jogo é bastante simples: você controla um soldado do Choque que é destacado para “sentar o cacete” nos arruaceiros que estão fazendo baderna. Suas armas para manter a ordem são o cacetete e o spray de pimenta. O objetivo é agredir o maior número de pessoas que encontrar no caminho, sejam elas manifestantes pacíficos, Black blocks, zumbis, velhinhas, curiosos etc. Se não sair batendo nas pessoas, o comandante manda mensagens desmotivadoras do tipo “nunca vi alguém tão mole”. Por outro lado, se você destruir veículos na rua, seu comandante elogia seu comportamento enaltecendo que posteriormente poderão culpar os manifestantes.

O game tem uma veia cômica e tem uma jogabilidade que lembra os beat ‘em ups, porém mais simplicado para o manuseio na tela de toque. Basta andar e bater. Os cenários e os personagens são bastante simples também. Tratamento de choque tem todo o viés de criticar o poder do estado e a truculência de alguns policiais que estavam trabalhando nas manifestações.

O título é gratuito e está disponível para web-browser e dispositivos Android.