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Garage 227 Studios apresenta o game Shiny durante BGS 2014

Outro game indie brasileiro a marcar forte presença durante a Brasil Game Show  2014 foi Shiny, da Garage 227 Studios. O game é um título de plataforma em 2D que apresenta a aventura do robô Kramer 227 que apresenta sérios problemas de energia.

A dinâmica do jogo é a resolução de puzzles e a progressão das fases em altas velocidades, pois o pobre robô não tem tempo suficiente para sobreviver em um planeta solitário e sem energia suficiente para mantê-lo funcionando. O jogador deve então utilizar a energia de maneira inteligente enquanto explora o lúgubre local. Para se manter funcionando, basta coletar energia espalhada pelo cenário.

A tarefa se complica ao passo que cada segundo consome energia e ela vai se esvaindo continuamente. Para encontrar energia é necessário gastar energia. Como se não bastasse, Kramer deve se consertar aos poucos enquanto vai descobrindo o segredo que cerca o planeta inóspito.

A versão apresentada na feira BGS 2014 era bastante conceitual, mas já podia ser testada e estava funcional. De acordo com a desenvolvedora paulista, a intenção é lançar o produto no primeiro semestre de 2015 na Steam. O estúdio é formado por três sócios que, inclusive, ministram cursos na famosa Axis School of Visual Effects em São Paulo.

O trailer do game Shiny pode ser visto abaixo:

Spirits of Spring: Minority Media lança game com mensagem anti-bullying

O estúdio indie Minority Media, criadores do cultuado Papo & Yo, acabaram de lançar seu mais novo game. O título chama-se Spirits of Spring e foi desenvolvido para plataformas mobile. O game carrega consigo uma mensagem de conscientização contra o bullying.

Assim como fez em seu primeiro título, Vander Caballero definiu o game como um “adventure empathy”, ou seja, um game que conta uma história pessoal através de metáforas que ajudam o jogador a vivenciar uma jornada de lição de vida do personagem. O jogo coloca os jogadores no papel do indío Chiwatin em uma viagem através de florestas congeladas, desfiladeiros e rios do Canadá. Há elementos de puzzle e aventura e, mais importante: há questões que tocam o jogador como: lealdade, compereensão de diferenças e responsabilidades por escolhas pessoais.

Durante a aventura, Chiwatin deve transformar as terras inóspitas em uma floresta cheia de vida com a ajuda de amigos animais: um urso e um coelho. O principal desafio é escapar das garras de corvos bullies que roubam os espíritos do menino. O game chegou ao mercado em 2 de outubro e foi catapultado entre os Melhores Jogos Novos na App Store de 136 países, incluindo o Brasil.

“O Bullying impacta a todos; não importa quem você seja, como é a sua aparência ou onde você nasceu. É uma experiência humana universal,” diz Ruben Farrus, o diretor criativo do jogo.  “Mas nem sempre é uma situação oito ou oitenta. Algumas vezes, a pessoa que sofre o bullying pode se tornar quem o pratica. E vice e versa. Eu gostaria que, ao terminarem o jogo, os jogadores se sentissem transformados. Que sentissem que eles têm o poder para fazer a diferença na vida de alguém.”

O roteiro do jogo foi desenvolvido a partir de depoimentos de pessoas que sofreram bullying na juventude e os ambiente foram utilizados a partir de histórias contadas por um nativo Cree do norte do Canadá. De acordo com Ruben, o norte do Canadá serve como uma metáfora poderosa para a história.

Spirits of Spring está disponível para compra na App Store por US$ 4,99 nos idiomas Inglês, Espanhol, Francês, Alemão, Italiano e Português. De acordo com a Minority, há planos de levar o título para Android e PC, mas ainda não há nada definido.

Abaixo está o trailer do game Spirits of Spring:

Além da Vida: CR Game Studio lança projeto no Catarse

Além da Vida é um projeto brasileiro que busca financiamento no site de crowdfunding Catarse. Seu grande trunfo para conquistar a simpatia dos jogadores é sua premissa baseada em espiritismo e uma história comovente. Na trama, o jogador assume o papel de um espírito recém-chegado aos portões do paraíso que estão fechados e não o permitem adentrar por causa de sua vida terrena desregrada.

A partir daí, o personagem sai em busca de redenção em uma jornada de autodescobrimento e enfrentando a si mesmo em um mundo abstrato. De acordo com a desenvolvedora, o game baseia-se em escolhas pessoais que irão definir o desfecho da aventura. Além disso, o título buscou inspiração no elogiado Journey do Playstation 3.

O game é em 3º pessoa está em desenvolvimento exclusivamente para PC e deve ser lançado pela Steam com suporte aos idiomas português e inglês. Um ponto interessante é que o game não possui inimigos espalhados pelo cenário e não há meios em que o personagem possa morrer. Além da Vida terá diversos puzzles a serem resolvidos e de forma geral o título será bastante linear, porém com decisões a serem tomadas ao final das fases.

O game é fruto dos esforços do C.R Game Studio, um estúdio independente que conta atualmente com 7 jogos publicados, todos para a plataforma Mobile/Android. A meta de arrecadação é de R$ 15 mil. Quando lançado o game será pago, porém os contribuintes durante a fase de crowdfunding terão direito ao game gratuitamente. Mais informações, descrição e imagens do game estão disponíveis no site da campanha.

Abaixo está o trailer do game Além da Vida:

Damned: jogo de terror é lançado na Steam

citamos o jogo Damned da desenvolvedora indie brasileira 9heads anteriormente, na ocasião o jogo estava em fase de crowdfunding. Desta vez voltamos a falar do título devido ao sucesso do projeto em ser lançado. O game acaba de ser lançado na Steam e pode ser adquirido por R$ 36,99 no pacote básico.

Para quem não se recorda, o jogo é produto do estúdio Catarinense 9heads. O título é um survival horror típico, com a diferença de que ele foi construído como um multiplayer online, ou seja, os jogadores se unem em uma mansão mal assombrada tentando escapar de criaturas medonhas e fantasmas. Para fugir é necessário coletar chaves e diferentes itens.

Outro truinfo do game Damned é permitir que um jogador assuma o papel do monstro que está em perseguição aos sobreviventes. Damned tem um clima soturno e bastante doentio, lembrando até mesmo o conhecido Amnesia. Os cenários são mal iluminados e os jogadores que controlam os sobreviventes não tem outra saída que não escapar. Lutar é inútil.

O jogador que controla o monstro é invencível, tornando a tarefa dos sobreviventes mais penosa e assustadora. A 9heads adicionou elementos aleatórios no jogo, ou seja, itens aparecem (ou não) em determinadas salas, e os objetivos variam de partida para partida.

O game está disponível na Steam e promete muitas horas de horror em uma gameplay cooperativo diferente de qualquer game já produzido de horror.

Abaixo temos o trailer do game Damned:

Mr. Avalanche: primeiro game do estúdio Tilt Machine

A recomendação de hoje é o game indie Mr. Avalanche, o primeiro título do estúdio carioca Tilt Machine Studio. No título, o jogador encara uma corrida no papel de uma bolinha de neve muito gulosa que deslize por três pistas horizontais desviando de obstáculos e coletando cubos de gelo.

Na pele do Mr. Avalanche, o jogador está em universo congelado e deve completar variadas missões enquanto coleta cubos de gelo e come esquiadores desavisados. Basicamente deve-se sobreviver a saltos em penhascos, desviar de obstáculos como árvores e outros itens no cenário. O mascote consegue crescer até 4 tamanhos diferentes, de modo que ele possa continuar rolando pelas ladeiras e garantir o lugar no topo da montanha congelada do ranking.

O game é indicado pelo público casual e está disponível para sistemas iOS (e em breve para Android). Um dos destaques do jogo é o visual bastante colorido e divertido. A jogabilidade é simples, mas bastante desafiadora. Mr. Avalanche é integrado com o Facebook e com o Game Center, assim o jogador pode desafiar seus amigos e disputar recordes.

O jogador pode trocar os cubos de gelo coletados por Frozen Ups na Loja de Sorvetes. Esses Frozen Ups servem para facilitar a vida do jogador como o Açaí Maromba que torna o personagem invencível, além de outros itens. Por fim, o estúdio aposta que o game tem tudo para agradar todos os tipos de jogadores graças a sua estética e jogabilidade divertida.

Abaixo tem o trailer do game Mr. Avalanche:

Zombie Zoid Zenith: game brasileiro coloca garoto no meio de um apocalipse zumbi

Zombie Zoid Zenith (Z³) é mais um game brasileiro que merece destaque e atenção dos jogadores. O game é do gênero ação em terceira pessoa e coloca o jogador no papel de um garoto chamado Arthur, que se vê no meio de um apocalipse zumbi e acaba em uma epopeia para cruzar a cidade em busca de sua namorada.

O título é fruto da parceria das empresas AdHoc e Cisterlabs de Francisco Beltrão (interior do Paraná). O grande diferencial são os ambientes que apostam na complexidade do mundo 3D e na ação desenfreada vivida por Arthur. Vale destacar que os ambientes são inspirados em cenários da atualidade. Os zumbis atacam em bandos e o pobre Arthur deve derrotá-los com um bastão de baseball e outros itens espalhados pelo cenário.

O nível de dificuldade é elevado e os jogadores mais novos encontrarão dificuldades. Felizmente, há itens que podem ser comprados no jogos que facilitam a vida do personagem. A trilha sonora é outro ponto forte e tem tudo para cativar os jogadores. Já os gráficos são simples, porém abusam do humor.

O humor, aliás, é o que não falta em Zombiezoid: o game está cheio de diálogos e acontecimentos cômicos, além de easter eggs espalhados pelos ambientes. Há citações de jogos famosos e de filmes de sucesso que os jogadores certamente irão reconhecer durante a jogatina.

Zombiezoid tem lançamento oficial esperado para 2015 e os produtores planejaram o título para as plataformas PC, Playstation 3 e Xbox 360. Mas não se preocupe, já existe uma versão demo para testes disponível no site do game. Além disso, o grande público poderá conhecer o game durante a Brasil Game Show 2014, que ocorre em outubro.  Vale prestigiar os games nacionais.

Abaixo tem o trailer do game Zombie Zoid Zenith:

MaoGames lança seu primeiro game: Orange Blocks

O destaque de hoje é o game indie Orange Blocks, desenvolvido inteiramente pelo desenvolvedor Gleyton Lima de Manaus. O desenvolvedor montou um estúdio chamado MaoGames e este é o primeiro jogo da desenvolvedora. O título foi desenvolvido na Unity 3D e é um puzzle casual e lembra um pouco Crazy Construction do 3DS. Basicamente o jogador deve empilhar quantos blocos laranja for capaz para aumentar a pontuação.

A jogabilidade é simples, porém desafiante: basta tocar na tela para fazer a sequência de blocos que passa na tela descer, feito isso eles vão se equilibrando uns nos outros. A intenção é ter bons reflexos e ser preciso para empilhar os blocos, pois quanto mais alto vai ficando a pilha, mais rápido os blocos vão passando, tornando difícil a tarefa de manter pelo menos um bloco empilhado por vez.

De acordo com o desenvolvedor, mesmo na simplicidade existe uma breve história para se empilhar os blocos laranja: a energia deles vem do sol, portanto quanto mais alto eles chegarem mais contentes eles ficam. Ao atingir mais de 25 pontos é desbloqueado um desafio especial contra a figura maldosa do Losango Roxo, que pretende bloquear o sol com um feitiço e criar uma tempestade eterna.

O game é bem casual e busca agarrar os jogadores interessados em partidas rápidas, simples e divertidas. O gameplay pode até mesmo viciar, devido ao fator diversão. Orange Blocks já até foi lançado e está disponível no Google Play.

Abaixo tem o vídeo do jogo Orange Blocks:

Rats Attack: mais um jogo casual para Android

O estúdio indie JYMidia lançou há pouco tempo para Android o game Rats Attack, um título voltado para o público casual que aposta na clássica mecânica de Tetris, ou seja, destruir o máximo possível de elementos que descem na tela. A diferença é que ao invés de blocos, o jogador deve dar cabo de ratos que estão invandindo a casa.

O jogador toma o controle de um gato e deve organizar os ratos por cores para em seguida eliminá-los. A jogabilidade é bem simples, bastando arrastar os roedores pela cauda e pressionando a tela para destruir os ratos. Durante o jogo, surgem ratos diferentes que podem ajudar ou atrapalhar o jogador a derrotar mais rápido.

O game foi desenvolvido pelos amigos Marcos Paulo (programador) e Guilherme Takashi (designer) e conta com 45 fases e um fator desafio que vai aumentando conforme o jogador progride. Além disso, há 135 estrelas desbloqueáveis  e um modo de jogo especial chamado survivor que coloca os jogador em uma disputa para quem ver quem é o melhor exterminador de ratos. O game já está disponível na Google Play.

Abaixo está o trailer do game Rats Attack:

Rivais em Batalha: game coloca os mascotes de Cruzeiro e Atlético para lutar

Nosso destaque do dia é o jogo indie Rivais em Batalha, um título criado pelo desenvolvedor Humberto Milanez. O game é um TPS (Tiro em Terceira Pessoa) que coloca um grupo de galos em confronto contra um grupo de raposas humanóides. Os combates são realizados entre você e outros 15 jogadores em disputas online.

Uma curiosidade: Humberto é estudante na UFMG e foi na rivalidade entre os times mineiros (Atlético e Cruzeiro) que surgiram os personagens centrais do jogo.  O objetivo do game é bem simples, tal qual a jogabilidade: mirar e destruir as forças inimigas. As batalhas são vencidas pelo time que tiver maior pontuação. Lembrando que a cada soldado inimigo derrotado, a pontuação do time vai subindo.

Os jogadores têm à disposição diferentes tipos de armamentos como rifles, pistolas, metralhadoras, entre outros. A intenção é que as batalhas ganhem um ar de estratégia ao invés de apenas mirar e atirar.

O game tem como grande foco as partidas online e na dinâmica de atacar e defender. O game está em fase beta e ainda precisa de alguns ajustes, mas o desenvolvedor espera que a comunidade possa ajudar a melhorar o título.

Abaixo tem o trailer do game Rivais em Batalha:

Games for Change convoca desenvolvedores e estudantes para a 2ª edição da Gelly Jam

Com a organização da Games for Change, do Media Education Lab e grande mobilização de professores engajados em projetos que façam uso de novas tecnologias, a cidade de São Paulo sedia a segunda edição do Gelly Jam, um desafio para que desenvolvedores criem um game em apenas três dias. A ideia é colocar a mão na massa para criar games educativos.

O Gelly Jam já começou para dizer a verdade, foi no dia 30 de agosto, mas ele continua nos dias 13 e 14 de setembro, com a intenção de reunir desenvolvedores interessados em criar projetos de cunho educacional através da gamificação.

“Decidimos ampliar e prolongar a experiência de imersão no uso criativo de games na educomunicação após verificar na prática o impacto das oficinas na prática dos professores envolvidos”, afirma Gilson Schwartz, diretor da G4C no Brasil e curador, ao lado de Alexandre Sayad (MEL), da “Gelly Jam”.

Além da oportunidade de desenvolver um projeto inovador e fazer novos contatos, os participantes da Gelly Jam recebem uma cópia digital do livro (recém-lançado) “Brinco, Logo Aprendo: Educação, Videogames e Moralidades Pós-Modernas” do Prof. Gilson Schwartz, além de licenças dos games “Conflitos Globais”, “Ludwig” e “FazGame” e por fim, a adesão anual à comunidade “Games for Change no Brasil”. Esta adesão concede descontos em atividades da Games for Change até agosto de 2015.

Além da Game Jam, há outras atividades como oficinas e palestras que buscam explicar tendências da gamification na educação, com Alexandre Sayad e Bruna Waitman; e debate sobre a cultura dos games e a educomunicação digital, com Gilson Schwartz, diretor da Games for Change.

Quem tiver interesse em participar dos eventos, basta entrar em contato através de email para contatogellyjam@gmail.com e verificar disponibilidade e custo. Ou ainda entrar no site do evento. O Gelly Jam é uma rara oportunidade de conhecer e interagir com pessoas que querem levar os videogames para as salas de aula sem preconceitos.

2ª Gelly Jam