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Top 10 : Indie games para 2016

Os jogos indie prometem roubar muito das atenções do público gamer para o ano de 2016. Prova disso são os títulos que listamos abaixo. São games que prometem fazer bastante sucesso de crítica, público e comercial seja pelo conceito inovador, pela jogabilidade curiosa ou pelo enredo ambicioso. Pode ser que ao final do ano algum outro game indie faça mais sucesso que qualquer um desta lista, mas seja como for, estamos com atenção especial voltada para estes jogos.

Abaixo só tem lançamentos internacionais, mas estamos preparando uma lista de jogos indie nacionais com lançamento para este ano. Se você tem algum jogo para a temporada, mande-nos algum material de divulgação!

 

Mighty No. 9

Might N9

Plataformas: 3DS, Mobile, PC, PS3, PS4, PSVita, X360, XO, Wii U | Editora: Deep Silver

Keiji Inafune sempre quis seguir com os jogos da franquia Megaman, mas por razões desconhecidas a Capcom relegou seu mascote ao limbo e isto causou a ruptura entre o mítico desenvolvedor e o estúdio. Em 2013, Inafune deu sua resposta à Capcom com o projeto Might No.9, um jogo que tem tudo de Megaman, desde seu estilo artístico ao gameplay (praticamente não existem diferenças). Mas não acuse Inafune de falta de criatividade ainda: se No. 9 for triunfal do gênero plataforma de ação em 2D. Quem sabe a Capcom não lança um Megaman após isso, só para rivalizar com o título de Inafune?

 

Last Year

Last Year

Plataformas: PC | Editora: Elastic Games

Last Year é um multiplayer online para 6 jogadores com foco em sobrevivência. O grande diferencial é que 5 dos jogadores deve sobreviver, enquanto que um deles desempenha o papel de um serial killer. É como ser jogado no meio de Sexta-feira 13 com os amigos. Para sobreviver é imprescindível cumprir uma série de objetivos. E sim, pode esperar todos os clichês clássicos de filmes de horror, como adolescentes, assassino vestindo máscara, lugares impróprios para férias etc.

 

The Forest

The Forest

Plataformas: PC, PS4 | Editora: Endnight Games

The Forest coloca o jogador no meio de uma área florestal após um acidente de avião. No local residem mutantes canibais que perseguem o jogador assim que o sol se põe, mas são bastante pacíficos durante o dia. O ciclo dia/noite é o grande chamariz do jogo, pois durante o dia as horas devem ser gastas criando equipamentos para se defender à noite. Entretanto, a Endnight Games pede que o jogador não seja tão apressado antes de tirar conclusões acerca do comportamento desses canibais noturnos: no primeiro encontro eles tentam se comunicar com o jogador e durante os combates eles ficam mais preocupados em defender-se do que atacar. A ideia é que o jogador tire conclusões se a verdadeira ameaça são essas estranhas criaturas, ou se a verdadeira ameaça é você.

 

Death’s Gambit

Deaths Gambit

Plataformas: PC | Editora: White Rabbit

Death’s Gambit pode ser resumido como a fusão entre Shadow of the Colossus, Super Metroid e Castlevania. Nele você é um guerreiro que recebe a missão de matar criaturas gigantescas em um planeta alienígena de aspecto medieval. Parece muito louca a mistura, não? Mas funciona. Os elementos de action-rpg garantem que o jogador vai se divertir e passar raiva na mãos dos inúmeros inimigos que inundam o cenário. A pixel art garante ainda contribui para dar ao game aquela sensação de que este é jogo seria um dos melhores da geração 16 bits.

 

Kodoku

Kodoku

Plataformas: PSVita, PS4 | Editora: Carnivore Studios

Kodoku é um título independente da Carnivore Studio, do Japão. Nele, você explora uma ilha sinistra em busca de um misterioso livro. O problema é que a ilha está repleta de criaturas do folclore japonês. A arte do jogo é a parte mais interessante, tirando um pouco o fator aterrorizante, para algo mais próximo de um anime. Outra coisa que vai destacar Kodoku de outros jogos indie é o gameplay baseado em stealth: não há armas a serem usadas contra os espíritos. O objetivo é que o jogador, ainda que indefeso, possa passar pelas assombrações através de inteligência e um pouco de sorte.

 

Alisson Road

Alisson Road

Plataformas: PC | Editora: Lilith

O cancelamento de Silent Hills foi um dos golpes mais duros que a comunidade gamer já levou em décadas. Mas nem tudo está perdido: um grupo de fãs decidiu continuar o legado deixado pela demos de Hideo Kojima e decidiu criar seu próprio game aos moldes de P.T. Alisson Road tem uma casa medonha, puzzles a serem resolvidos , um enredo minimalista e um loop perturbador. Apesar de ter começado como um projeto do Kickstarter os produtores conseguiram o financiamento, então pode ter certeza que a Lilith não vai cometer o mesmo erro da Konami.

 

Enter the Gungeon

Enter the Gungeon

Plataformas: PC, PS4 | Editora: Devolver Digital

Este dungeon crawler é o mais visceral que você pode conhecer: o objetivo é explorar labirintos e masmorras altamente bélicas. Sim, os corredores estão armados até os dentes com armas de fogo, explosivos, armadilhas e inimigos numerosos. Para sobreviver, o jogador também tem a seu dispor um arsenal incrível, fazendo com que a passagem pelos ambientes seja marcado por muita morte e destruição. O jogo tem um aspecto trazido dos 16 bits e a chuva de tiros e explosões parecem inspiradas pelos clássicos shmups. Este crawler deveria ter sido lançado em 2015, mas a produtora decidiu atrasá-lo para otimizá-lo ao máximo.

 

Cuphead

Cuphead

Plataformas: PC, XO | Editora: Microsoft

À primeira vista, Cuphead parece um daqueles desenhos toscos da década de 30, mas basta uma olhada mais atenta para constatar que o jogo não tem nada de arcaico. Na verdade este jogo é uma conquista tecnológica da nova geração, pois ele não apenas realiza o sonho de um desenho jogável, como também o faz com honrarias: centenas de coisas ocorrem na tela ao mesmo tempo e os inimigos movem-se de maneira tão natural quanto se estivesse vivos. A trama gira em torno de Cuphead, uma criatura que deve derrotar inúmeros chefões para pagar uma dívida com o diabo. Já é cotado como o indie mais aguardado do Xbox.

 

No Man’s Sky

No Man Sky

Plataformas: PC, PS4| Editora: Hello Games

Jogos de mundo aberto ficarão arcaicos depois que No Man’s Sky for lançado, pois o jogo da Hello Games disponibiliza nada menos que um universo inteiro para o jogador explorar. De acordo com a desenvolvedora, o game pode contar com mais de 18 quintilhões de planetas, cada um deles com seu próprio ecossistema e formas de vida. Os momentos de ação estarão garantidos durante as batalhas contra criaturas hostis ou nos combates espaciais à lá Star Wars. O objetivo é chegar até o centro da galáxia, mas isto deve tomar cerca de 40-100 horas, se o jogador não entrar em missões paralelas. Adeus vida social!?

 

Hyper Light Drifter

Plataformas: PC, PSVita, PS4, XO, Wii U| Editora: Heart Machine

O jogo é um action RPG com aspectos da geração 8-16 bits, com fortes influências de Zelda e Diablo. Este viés possibilitou que o jogo fosse financiado rapidamente através do Kickstarter e ultrapassasse em mais de 20 vezes o valor solicitado pelos produtores. O jogo acompanha a aventura de Drifter, um jovem que explora um mundo de fantasia para livrar o mundo de uma ameaça perigosíssima. O roteiro é bem datado, mas a releitura da jornada do herói é enaltecida graças ao visual da era 16 bits. Na verdade a produtora Heart Machine criou o jogo idealizando como seria um jogo ideal do Super Nintendo.

Abaixo tem o trailer do indie Hyper Light Drifter:

O Show de Marcelo Tavares

Uma das pessoas mais influentes da indústria de jogos eletrônicos no Brasil é o Marcelo Tavares. Se esse nome é estranho a você, saiba que os feitos dele são reconhecidos até mesmo por quem não curte jogos eletrônicos. Marcelo Tavares é o idealizador e criador da Brasil Game Show, o maior evento de games da América Latina e um dos eventos de games mais famosos do mundo.

Se antes o evento começou como uma reunião de amigos, hoje em dia é ele que traz as maiores novidades do mercado mundial e consegue reunir produtores e personalidades como Yoshinori Ono (Street Fighter), Katsuhiro Harada (Tekken), Phil Spencer (Xbox), entre outros. Como foi que Tavares conseguiu reunir essa turma conceituada e por que a BGS conseguiu se consolidar no calendário anual, ao passo que outros eventos importantes naufragaram?

Além de empresário bem sucedido, Tavares é também um colecionador compulsivo de videogames (a coleção de consoles na BGS é dele). Em seu acervo há consoles muito reconhecidos como o Atari 2600, mas há também videogames bastante obscuros como o Vectrex. Além disso, cada “novo” console de Tavares é tratado com cuidados dignos de relíquias preciosas, mais ou menos do mesmo modo que você, leitor, trata seu Playstation 4 novo em folha.

O GameReporter conseguiu uma entrevista exclusiva com o Marcelo Tavares, onde falamos sobre os rumos da BGS e sobre sua paixão por videogames. Confira!

 

Como começou sua carreira de empresário? Conte-nos um pouco de sua história.

Minha carreira começou quando fiz 17 anos e passei a fazer alguns trabalhos gráficos caseiros, como cartazes e cartões de visitas. Fazia também serviços de tradução nesta época. Depois disso, trabalhei como vendedor de planos de saúde, mas logo me tornei empresário, como sócio em um curso de computação. Em 2002 criei meu primeiro encontro de “gamers” e a partir daí, minha vontade de atuar nesta área foi crescendo.

bgs 2Em paralelo, escrevi também para diversas editorias de games e cheguei a participar de programas relacionados ao tema. Como não tive muito retorno financeiro,  passei a atuar em outros segmentos e cheguei a gerenciar uma loja de doces, uma padaria, um restaurante e  trabalhar como corretor imobiliário. Felizmente, em 2009, consegui realizar a primeira Rio Game Show e, a partir daí,  não saí mais da área até chegar à Brasil Game Show.

 

A coleção de videogames que você tem é bem impressionante. Você costumava jogar todos os consoles? Sobrava tempo para eles?

Sempre joguei bastante e até hoje gosto de jogar alguns antigos para relembrar. É claro que, com uma quantidade tão grande – atualmente, possuo mais de 350 consoles, cerca de 3.000 jogos e centenas de acessórios – fica complicado jogar todos.

 

Quais eram seus jogos favoritos?

Posso mencionar alguns como Pac Man, River Raid, Fifa, Battlefield, Forza, Need For Speed, Call of Duty, Gran Turismo. Todos estes joguei desde as primeiras versões até as mais novas, no caso dos que tiveram continuidade.

 

Dentro da sua coleção tem algum item que você tenha bastante ciúme?

Tenho um grande apego por todos os meus consoles antigos – até mesmo pela dificuldade em adquirir alguns. Além disso, possuo algumas raridades e consoles que fizeram parte da história e tenho certo receio de danificá-los. Entre eles, destaco o Virtual Boy, Pippin, Microvision, Channel F, Game & Watch, 3DO, Jaguar, Vectrex e Amiga CD 32.

 

BGS 2015Como surgiu a ideia de criar o Rio Game Show? O Rio Game Show começou bem modesto e hoje é a BGS, o maior evento de games do Brasil. Como se deu esse crescimento?

Em 2002 criei um encontro para amantes e colecionadores, assim como eu, para que pudéssemos trocar experiências. Resolvi chamá-lo de GameChurrasco. Na época, a ideia não deu muito certo. Como o nome já indica, era um churrasco e as pessoas não tinham cuidado, acabavam pegando os consoles com as mãos sujas, derramando refrigerante etc. Anos depois, em 2009, criei a Rio Game Show, que era um eventopequeno, regional e com menos de cinco mil visitantes, mas que, desde o princípio demonstrava potencial para crescer e ganhar atenção no mercado.

O evento foi crescendo e tomando proporções incríveis. Maior e mais conhecido, houve a necessidade de um novo título. Foi então que, em 2010, surgiu o nome Brasil Game Show (BGS) e a partir de então, em sua terceira edição, contou com a presença de grandes empresas do mercado. Foi o novo nome e aceitação cada vez maior por parte de empresas e público que fizeram com que, em 2011, o evento recebesse o título de “maior feira de games da América Latina”. Reunindo mais de 60 mil pessoas no Rio de Janeiro, a BGS começou a ser escolhida por algumas das maiores empresas do segmento para fazerem seus anúncios para a América Latina.

Mudamos para São Paulo em 2012 e a BGS foi muito bem aceita no novo local. Nesta edição, contamos com 100 mil visitantes. Nos anos seguintes, felizmente, a BGS continuou crescendo e recebeu 151 mil visitantes em 2013, e 250 mil, no ano seguinte. Em 2015, a feira bateu recorde, recebendo mais de 300 mil pessoas, mais de 100 lançamentos, campeonatos e muitas atrações. Para 2016, estamos inovando mais uma vez. Com nova data e local – 01 a 05 de setembro, no São Paulo Expo –, pretendemos levar aos visitantes um número ainda maior de novidades, empresas participantes, atrações e lançamentos.

 

A que você atribui o sucesso da BGS e ao fracasso dos outros eventos?

Acho que um dos fatores que faz a BGS dar certo é que sou um grande apaixonado pelos games, então tudo é pensado para os fãs.. Quero que eles tenham acesso às novidades do mercado, que possam jogar títulos que ainda nem foram lançados, que conheçam as pessoas responsáveis pelos games que eles gostam. Por outro lado, apesar da paixão, sempre agi com muito profissionalismo e ética. Acho que a BGS conseguiu mostrar seu potencial e, hoje, temos grande credibilidade com fãs e empresas participantes.

 

bgs 3

De todos esses anos organizando eventos, quais você considera os momentos mais relevantes na história da BGS?

Sei o quanto é satisfatório para um fã testar um jogo antes mesmo de seu lançamento mundial. Durante a BGS, todos os anos, junto às empresas participantes, damos aos visitantes esta oportunidade e acho que este é um fator marcante. Além disso, trazemos para a feira grandes nomes do mercado, produtores de algumas das franquias mais aclamadas do mundo e acho que isso não tem preço.

Alguns destaques:

2009 (1ª edição) – Exposição de consoles antigos

2009 (2ª edição) – Videoconferência com Ralph Baer, criador do primeiro videogame da história

2010 – Lançamento da plataforma PlayStation no Brasil com a primeira participação na Brasil Game Show

2011 –XBOX participou oficialmente pela primeira vez na BGS

2012 – Sony, Nintendo e Microsoft participaram

2013 – Apresentação, pela primeira vez para os jogadores brasileiros do XBOX One e do PlayStation 4

2014 – Presença do produtor de Mortal Kombat, Ed Boon

2015 – Presença do Chefe da divisão XBOX, Phill Spencer, Yoshinori Ono, produtor de Street Fighter e participação do YouTube com o maior estande já feito pela empresa no mundo.

 

Você disse em entrevistas que a próxima edição deve ocorrer em outro local? Qual a razão dessa mudança?

Em 2016, a BGS acontecerá, pela primeira vez, no São Paulo Expo. O centro de exposições, congressos e convenções está sendo construído  e ficará pronto em maio de 2016. Será um complexo multifuncional muito mais sintonizado com a expressão e a necessidade da BGS. Com isso, os visitantes podem aguardar ainda mais novidades. A nova estrutura permite montar estandes espetaculares, de até mil m² e com um número muito maior de estações de jogos. Lá, os produtores de games independentes também terão mais oportunidades: vamos duplicar a área indie e cerca de 70 estúdios de desenvolvimento de jogos poderão mostrar seus trabalhos. Em 2014 foram sete, e, em 2015, 36 estandes.

bgsPara os visitantes, as facilidades vão começar antes mesmo de entrarem na feira, pois terão uma área de concentração climatizada. O acesso também fluirá melhor, pois será feito por quatro grandes entradas, o dobro da edição de 2015. Quanto às ruas, serão mais largas e permitirão circular, visualizar e localizar os estandes mais facilmente. Outra novidade do novo espaço irá agradar especialmente à imprensa e convidados, que poderão acessar um exclusivo mezanino, ter uma visão geral da BGS e captar boas imagens.

A localização é outro ponto forte do São Paulo Expo. O novo palco da BGS fica a apenas 10 minutos do aeroporto de Congonhas e do Rodoanel Mario Covas e a 850 metros do metrô Jabaquara, com traslado grátis de ônibus durante todos os dias de feira. Estão sendo investidos R$ 300 milhões na reforma dos 40 mil m² de pavilhões já existentes e na construção de mais de 50 mil m² de área de exposição e 10 mil m² de centro de convenções. O “novo” São Paulo Expo será inaugurado em 2016 e também terá um edifício garagem com 4,5 mil vagas (o maior estacionamento coberto do Brasil), e um avançado sistema de climatização e rede Wi-Fi.

 

Falando com as grandes e pequenas produtoras, você acredita que o mercado de games está em alta no Brasil?

Felizmente, o cenário brasileiro de games é bastante positivo. Atualmente, o Brasil é o maior  mercado da América Latina e ocupa a quarta  colocação  no ranking mundial. O País tem mostrado grande potencial e podemos observar isso dentro da própria BGS, onde o número de produtoras independentes brasileiras vem crescendo e se destacando. Como afirmei anteriormente, na BGS 2014 tínhamos sete estandes indies. Em 2015 este número subiu para 36 e, para 2016, serão 72 espaços dedicados a eles  nesta área. Este é apenas um exemplo deste crescimento.

 

Marcelo Tavares, numa escala de zero a dez, o quanto os impostos atrasam a indústria de jogos no Brasil? Por quê?

Dez. O mercado já cresce com eles, imagina sem , ou ao menos com uma tributação mais justa? Tudo bem que as empresas, hoje em dia, se adaptaram às regras brasileiras e muitas produzem por aqui. Mas o mundo é globalizado, o Brasil precisa ser competitivo. Os impostos tiram a nossa competitividade e ainda afastam uma minoria importante de empresas que esperamos que venham atuar aqui nos próximos anos.

 

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O evento já é consolidado na América Latina. Qual o próximo passo da BGS?

Estamos trabalhando para que a BGS melhore a cada ano. Em cada edição, tentamos melhorar algum ponto e aplicar as sugestões feitas por nossos visitantes. Este ano, por exemplo, conseguimos antecipar a venda de ingressos para facilitar ainda mais. Além disso, estamos nos mudando para um novo lugar, que será o maior e mais moderno centro de exposições do Brasil – o São Paulo Expo. A data também irá favorecer os visitantes, de forma que tenham a oportunidade de testar um número ainda maior de lançamentos.

Queremos mostrar, cada vez mais, a força do mercado nacional, para que os outros países e mercados tenham a oportunidade de conhecer nosso potencial. Desta forma, conseguimos atrair também a atenção das grandes empresas que, hoje, já olham para o Brasil com outros olhos. Um dos maiores avanços que posso destacar neste sentido é o grande número de jogos traduzidos para português e até mesmo fases e personagens e brasileiros em alguns dos títulos mais famosos do mundo gamer.

 

Costumamos falar muito sobre jogos e produtores indie. Qual a dica que você pode dar para que eles façam bonito nas próximas edições da BGS?

É necessário conhecer bem o mercado antes de iniciar qualquer negócio. Analisar as empresas já existentes e ver quais são as oportunidades é uma boa estratégia. Além disso, é preciso se especializar e, se for o caso, fazer bons cursos, sem esquecer-se de manter contato com outros profissionais da área para observar o máximo de informações através de suas experiências.

 

Coletivo Jogo Limpo organiza Ocupa Game Jam

A polêmica da vez em São Paulo se deve às estratégias de reorganização escolar propostas pelo governador Geraldo Alckmin. Como todos sabem, o plano não deu muito certo para o político após uma onda de ocupações promovidas pelos estudantes no último mês. Pensando nisso e em como os games são uma ferramenta abrangente e de forte impacto social, o Coletivo Jogo Limpo (CJL) um grupo de professores e especialistas da área de games resolveu tocar para frente o Ocupa Game Jam, um evento que visa criar jogos com o tema “ocupações”.

A Game Jam inicia hoje e termina no domingo, de modo que os organizadores esperam que ela sirva como forma de apoio e que incentive as pessoas a lutarem pela melhoria dos padrões educacionais. O evento é gratuito e aberto para todos os desenvolvedores de jogos do Brasil, afinal não se trata de uma luta local, mas nacional. Para quem participar, basta fazer a inscrição no site do evento.

Os participantes terão o prazo de 48 horas para desenvolver um game com o tema ocupações. Se depender da expertise dos organizadores, este evento tem tudo para dar certo, pois nos dois anos de atuação, o CJL já realizou ações culturais e educacionais bem sucedidas, tais como a Global game Jam, a Goethe Game Jam e a Campus Party. O Ocupa Game Jam não será presencial, ou seja, os desenvolvedores desenvolvem os games em suas próprias casas ou estúdios e posteriormente serão encaminhados para o site do evento.

Esses jogos servirão para gerar indagações nas pessoas sobre o cenário educacional do país e, portanto serão disponibilizados para a comunidade testar e desenvolver seu próprio senso crítico. Vale destacar que serious games costumam chamar as atenções da mídia se a mensagem for passada de maneira impactante, tal como ocorreu com o recente sucesso de This War of Mine.

Além do incentivo da comunidade de desenvolvedores, o Ocupa Game Jam tem o apoio e suporte de avaliação de alguns nomes da área como: Prof. Gilson Schwartz (ECA – USP / Games For Change), Artur Tilieri (Cartoon Network), Profa. Paula Carolei (UNIFESP), Luciana Allan (Instituto Crescer) e outros que estão para confirmar. Se você é desenvolvedor e quer criar algo único e com conteúdo reflexivo, este evento pode ser uma boa oportunidade.

Sobre a Ocupa Game Jam

O evento inicia às 22 h do dia 11/12/15 e termina às 16 h do dia 13/12/15. Os grupos podem ser formados por até 5 pessoas. O desenvolvimento é remoto e o tema é “ocupações nas escolas” ou apenas “ocupações”. Para participar basta entrar no site do evento, onde é possível esclarecer todas as dúvidas.

 

Infância Livre: FACISA e MPT da Paraíba lançam jogo para alertar sobre a Exploração Infantil

Um dos melhores games (senão o melhor) a dar as caras na Brasil game Show 2015 foi o indie Infância Livre, criado em parceria entre o Ministério Público do Trabalho (MPT) de Campina Grande (PB) e o Curso Superior de Jogos Digitais (FACISA). O que eleva o título a este patamar de “melhores do evento” não é propriamente a sua qualidade técnica, mas sim a mensagem que ele tenta passar ao jogador.

Criado como Projeto de Extensão dos estudantes da FACISA, o título alerta para os males do trabalho infantil para o desenvolvimento da criança e do adolescente, destacando também que o trabalho infantil fere o Estatuto da Criança e do Adolescente. Para isso, o jogador acompanha a saga de um agente especial que visita lugares de exploração infantil alertando as crianças e adultos sobre o tema. O objetivo é tirar as crianças da situação do trabalho ilegal.

Um ponto interessante de Infância Livre é que os diálogos e situações apresentadas no título são inspirados em fatos reais, de modo que a aventura consegue sensibilizar o jogador. Afinal, quem não ficaria com pena ao ouvir a história do garoto que trabalha no farol à noite para ajudar a família? Durante a aventura o jogador explora diversos ambientes como lixões, o meio rural, o trânsito e até o trabalho doméstico.

De acordo com os desenvolvedores, existem cerca de 170 milhões de crianças desenvolvendo trabalho escravo no mundo, sendo que somente no Brasil são mais de 3 milhões de jovens nesta situação. A ideia é que o game possa mobilizar a sociedade para a erradicação dessa prática e assim sirva de ferramenta de conscientização. O processo de criação foi possível graças aos esforços dos estudantes Aleff Ghimel, César Augusto, Aurélio Filgueiras e Valdemir Segundo, sob a supervisão do coordenador do curso, Rodrigo Motta.

Durante a BGS 2015 os visitantes podiam testar o jogo e conversar com os desenvolvedores. De acordo com eles, a recepção dos jogadores era das mais calorosas. Infância Livre é gratuito e pode ser acessado pela web. Posteriormente haverá lançamento para Android e iOS.

Abaixo tem o trailer de Infância Livre:

Confira o trailer de Pesadelo – Regressão

Um dos jogos indie brasileiros mais famosos dos últimos tempos foi Pesadelo, da desenvolvedora Skyjaz, que foi jogado por diversos youtubers famosos como o Pew Die Pie e recebeu críticas positivas em diversas publicações. A desenvolvedora esta prestes a lançar o segundo capítulo da série chamado “Pesadelo – Regressão” através da Steam.

A premissa do jogo continua sendo o horror psicológico, apresentando ambientes deturpados e criaturas dignas de um pesadelo. No novo game os jogadores tomam o controle de Alex, um rapaz com uma mente inventiva e bastante perturbada. De alguma forma inexplicável, Alex fica preso em sua própria mente, que gera ambientes terríveis e criaturas sinistras para ataca-lo.

Para sair desta prisão mental, Alex precisa adentrar mais fundo nesses sonhos terríveis, descobrindo lembranças há muito esquecidas (e nada agradáveis). Contudo, é necessário ter cautela, pois a cada novo passo, Alex vai em direção à completa loucura e perdição. Pesadelo – Regressão ainda guarda uma surpresa para os jogadores brasileiros: a aventura de Alex irá explorar figuras do folclore brasileiro. Pode esperar aparições de lendas locais, como a Mula-sem-cabeça.

Outra novidade é o motor de jogo, se no original era utilizado a Unity, neste segundo game a equipe resolveu apostar na Unreal, de modo que os gráficos são melhores e a física mais apurada, além dos efeitos de partículas e fogo serem mais realistas. A trama é envolvente e bastante imersiva, repleta de possibilidades. Se você é do tipo que fica assustado facilmente, pode ser que pesadelo deixe de ser apenas o nome do jogo para se tornar sua rotina noturna.

A Skyjaz acabou de lançar o trailer do game e anunciou que o lançamento ocorre em meados de fevereiro de 2016. A pré-venda será liberada em breve.

Abaixo tem o trailer de Pesadelo – Regressão:

Conheça Fly on Rio e veja o RJ por outro ângulo

Hoje vamos falar sobre o jogo indie Fly on Rio, criado pelo estúdio Camaleão Digital, os mesmos responsáveis por games como Bowling Crash e Dynamic Action 2D, um título que coloca o jogador para sobrevoar a cidade do Rio de Janeiro em um voo de asa delta. Este é o primeiro game do gênero no Brasil.

O jogo mostra a cidade maravilhosa em perspectiva 3D, de modo que o jogador reconhece alguns cartões postais da cidade imediatamente, tais como o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor. Os gráficos são simples (desenvolvidos em Unity) e não contam com grandes detalhes, de modo que os visuais lembram o modo motorista de Sim City 2000, da Maxis.

No controle de uma asa delta, o objetivo é passar por dentro de círculos suspensos no ar, tais como as missões do infame Superman: The New Adventures, do Nintendo 64. Ao passar por esses arcos, o jogador passa de fase. A diferença é que a jogabilidade de Fly on Rio é melhor e mais fácil do que o game do herói retro citado, pois o jogador somente precisa de alguns toques na tela do celular para movimentar a asa delta. Durante o voo, o jogador deve desviar de obstáculos que surgem como prédios, pipas, fiação elétrica etc.

De acordo com a Camaleão Digital, a ideia ao desenvolver o projeto era permitir ao jogador que possa conhecer a cidade maravilhosa através de um ângulo diferente. O jogo foi desenvolvido para para mobile e até o momento está disponível apenas no Android gratuitamente. Até o momento não há nenhuma menção sobre versões para outras plataformas, então só resta aguardar.

Abaixo tem o trailer de Fly on Rio:

Jogo de corrida Horizon Chase chega ao Android

Horizon Chase, eleito por muitos veículos de imprensa como “o melhor jogo mobile do Brasil de 2015”, acaba de chegar à plataforma Android, após um período de três meses de exclusividade no iOS. Para quem não conhece, Horizon Chase é um jogo de corrida árcade, em que os jogadores são levados a pistas ao redor do mundo, competindo para se tornar o melhor corredor do globo.

Durante essas provas o jogador pode conferir paisagens belíssimas, estilizadas em low poly e com uso de cores secundárias. Os ambientes variam de pôr-do-sol relaxantes a vista noturna da Via Láctea com o céu todo estrelado. Além disso, há variações climáticas como chuvas torrenciais, nevascas, cinzas vulcânicas, tempestades de areia etc. Para não ficar na mão, os jogadores podem customizar os veículos para melhorar a performance de acordo com as condições climáticas e tipos de terreno.

Na versão de Android o jogador confere um conteúdo bastante robusto, com 8 copas, 32 cidades, 73 pistas e 16 carros desbloqueáveis. O modelo de negócios da Aquiris Game Studios (desenvolvedora do jogo) é premium, de modo que o jogador baixa uma versão com 5 corridas grátis e depois adquire o jogo completo. A desenvolvedora espera que os jogadores ficarão impressionados o bastante para comprar a versão completa.

Horizon Chase tem um espírito retrô e lembra velhos clássicos como Top Gear e Outrun graças aos visuais e ao gameplay. Vale destacar ainda a trilha sonora do jogo que foi criada por Barry Leitch, o gênio por trás das músicas de Top Gear, Rush e Lotus Turbo Challenge 2.

“Estamos muito felizes e orgulhosos em saber que muitas pessoas no mundo aguardavam por essa volta aos tempos de ouro dos jogos arcade de corrida, e neste caso com ares modernizados”, disse a Aquiris em comunicado à imprensa.

Horizon Chase chegou para o Android em 19 de novembro e futuramente o estúdio irá trazê-lo para o PS4 e PC, porém sem data definida para estas versões.

Abaixo tem o trailer de Horizon Chase:

DNAe Studios apresenta aventura noir com Libertatem

Mistério e investigação é o que aguarda os jogadores de Libertatem, o projeto do DNAe Studios, um game que promete mexer com a cabeça e os nervos. O título foi apresentado ao público durante a feira Brasil game Show, ocorrida em outubro na capital paulista. Não foi necessário ver muito do projeto para saber que ali estava um game para ficar atento. Que tal colaborar com o projeto?

Basicamente trata-se de um game em primeira pessoa com um clima noir. Basicamente você entra na pele do detetive Peter em uma missão para encontrar pistas que tragam respostas acerca do desaparecimento de seu irmão. Para isso, você deve resolver quebra-cabeças e encontrar pistas em ambientes escuros e inquietantes.

Tal como em um RPG, você recebe pontos a cada pista encontrada. Esses pontos são atribuídos em uma “arvore de habilidades”, ao qual o jogador pode direcionar para ganhar mais percepção, indução ou para abrir portas com mais facilidade. A ideia é que o jogador fica livre para investigar o mistério da maneira que achar mais apropriada.

O clima do jogo é permeado com suspense e reflete a paixão dos desenvolvedores por histórias em quadrinhos e filmes com estética noir. Mais do que um simples jogo, o objetivo da desenvolvedora parece ser entregar um produto mais artístico.

“Não é apenas um jogo, mas uma análise do psicológico humano, criando múltiplas interpretações para a mesma estória. Cada jogador terá o trabalho de juntar as peças e viajar junto com o protagonista em um mundo onde o certo é o errado, vida e morte, são um só”.

Libertatem está em votação no Steam Greenlight e a página do Facebook tem informações atualizadas sobre o projeto.

O trailer de Libertatem

High Tech Racing chega ao PSVita

Quem se lembra do HTR+ Slot Car Simulator, o jogo de autoramas brasileiro que fez bastante sucesso no 3DS e no PC? Pois bem, o game da QUByte acaba de ganhar uma versão para o Playstation Vita. Agora os usuários do console da Sony podem conhecer um dos poucos games indie brasileiros a ser lançado para os principais portáteis do mercado.

HTR+ é uma homenagem aos clássicos autoramas, que eram o sonho de consumo de todo garoto na década de 90 e, como tal, ele é unicamente focado em velocidade. Deste modo, os jogadores controlam o carro com apenas um dedo, simulando, através de uma barra deslizante, o controle de aceleração.

A ideia é tornar o jogo digital o mais próximo do brinquedo real, trazendo todo o suspense de cada nova curva à frente. É tudo sobre o controle e velocidade. O que o diferencia da versão real é a possibilidade de personalizar seu próprio veículo, trocando chassis, rodas, pneus etc. High Tech Racing permite um total de 240 combinações possíveis de personalização. O jogador pode criar o carro perfeito para as 20 pistas disponíveis. HTR+ ainda possui três níveis de dificuldade para que jogadores novatos também possam desfrutar da jogatina.

A QUByte adicionou um modo editor, onde o jogador pode criar suas próprias pistas, utilizando peças como loops, curvas e várias outras “armadilhas”. Assim, os jogadores podem criar as pistas mais difíceis e desafiar os amigos a superar seus recordes. O ranking, aliás, é o grande desafio, pois o jogo é multiplataforma, ou seja, o jogador vai competir pelo melhor desempenho com jogadores de todo o mundo.

De acordo com a desenvolvedora, HTR+ possui física realista e desafios muito parecidos com a versão real. A versão de Vita está otimizada devido ao poderio tecnológico da plataforma, incluindo os gráficos que estão mais definidos.

O trailer de High Tech Racing Plus Slot Car Simulator:

PUC-SP sedia Games For Change 2015

Pelo segundo ano consecutivo a PUC-SP sediará o evento Games for Change, o encontro entre professor, desenvolvedores e pesquisadores de jogos digitais com propostas para a melhoria da sociedade e do meio ambiente. O evento ocorre entre os dias 21 e 22 de novembro e o tema desta quinta edição é “Games e Cidadania”.

O evento terá uma série de simpósios, oficinas e até um minicurso para unir fãs de serious games e aplicativos de utilidade pública. As atividades iniciam às 09h00 com a recepção dos visitantes e logo em seguida, os professores Gilson Schwartz (USP), Lúcia Santaella (PUC-SP) e David Lemes (PUC-SP) dão as boas vindas aos visitantes e falam sobre o tema deste ano.

Entre as atividades deste ano, podemos destacar o debate “Games e Conflietos na Escola: Experiência com o FazGame”, com participação da dupla Carla Zeltzer e Antônio Ramos; o Minicurso “Jogos, Filosofia e Educação”, ministrado por Lucas Machado e Danilo Silvestre; “Jogos para aprendizagem, saúde e impacto social”; “Edugamificação Urbana: O Carro do Futuro em Jogo”, entre outros. Tem até uma oficina dedicada a jogos de tabuleiro, onde os visitantes poderão ver um jogo de tabuleiro nascer e se desenvolver.

O Minicurso sobre Jogos, Filosofia e Educação tem duas sessões e serve como introdução ao estudo filosófico dos jogos, mostrando como temas clássicos da filosofia são retomados na reflexão sobre jogos e sobre suas estruturas e modos de interatividade próprios.

Durante a primeira sessão do minicurso será discutida a definição de jogos e de games. Já na segunda sessão, os palestrantes utilizarão autores clássicos como Kant, Schiller, Hegel e Sartre de exemplo para mostrar como os jogos são utilizados como ferramentas lúdicas em contextos educativos e seu forte impacto social.

Como participar do Games for Change:

Para participar do 5º Games for Change é necessário fazer a inscrição na página do evento, porém é necessário urgência, pois as vagas são limitadas. Vale lembrar que o evento é uma forma de participar da mudança do mundo de forma ativa.

Geralmente o evento apresenta games lúdicos e com propostas de transformação social, tais como This War of Mine, Never Alone, Zoo U, Bounden, entre outros. A lista total de atividades do Games for Change pode ser conferida no site do evento.