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Avodzman Entertainment lança Royal Gardens para Android

O game de hoje é da produtora independente Avodzman Entertainment, e trata-se de um endless casual para plataformas Android chamado Royal Gardens. No título, o jogador encarna um cavaleiro medieval que acaba de escapar de uma prisão e antes de declarar-se livre precisa fugir em disparada desviando de obstáculos e armadilhas que rodeiam o castelo.

O jogo tem mecânica 2D e tem nuances de ação/arcade, lembrando bastante jogos clássicos da era 16 bits. O fator desafio está em atingir os níveis mais altos de pontuação e exibir para os amigos quebrarem seu recorde.

A jogabilidade é bastante simples: basta desviar das flechas disparadas pelos soldados no castelo. O problema é que são muitas flechas a serem evitadas ao mesmo tempo, de modo que em dado momento o jogador pode acabar se atrapalhando. Reflexos rápidos e um pouco de sorte são fundamentais para conseguir manter-se vivo.

São muitos inimigos que estão na captura do pobre cavaleiro, além disso, há uma densa floresta que impede o caminho. O desafio aumenta conforme nosso herói permanece vivo na arena. Os guardas do castelo não deixarão isso ser um passeio fácil. Felizmente há formas de evitar a derrota, como um escudo que pode ser coletado, por exemplo.

Royal Gardens já teve seu lançamento na Google Play. Os jogadores podem acessar o game pelo preço de R$ 2,67.

O trailer de Royal Gardens pode ser visto abaixo:

Já estão abertas as inscrições para o BIG Festival 2015

E já estão abertas as inscrições para o Brazil’s Independent Games Festival – o BIG Festival 2015, primeiro e único evento de games da América Latina que celebra os jogos independentes. A terceira edição ocorrerá entre os dias 1 e 10 de maio no Centro Cultural e os desenvolvedores podem submeter seus jogos para participar do evento.

As inscrições podem ser feitas até o dia 20 de março através do site do evento. Não importa qual a plataforma do seu game, basta submetê-lo à análise da organização do evento. As estimativas são de que os vencedores recebem cerca de R$ 50 mil em prêmios, sendo que aspectos visuais, sonoros, narrativos, gameplay e inovação são levados em consideração para a seleção dos títulos expostos.

Desenvolvedores de fora do Brasil também podem se inscrever, e, caso o game seja escolhido para participar do evento, ganham a viagem para São Paulo. Como é de praxe, os jogos finalistas ficam disponíveis para os visitantes testarem (alguns também ficam online). Outra novidade é que a edição deste ano terá uma seção especial voltada aos jogos educacionais e de aprendizado.

Mais informações no site do evento.

Urban Legends: game indie explora o conto de Jeff the Killer para assustar os jogadores

Quem não conhece as famosas creepypastas que assolam a internet e geram diversas lendas urbanas que acabam assustando muita gente? Uma das mais famosas é a do assassino em série Jeff the Killer. Para quem não conhece, a história é de um garoto que acaba deformado e com gosto por assassinatos violentos na calada da noite.

Pensando nessa lenda tão famosa, o time do estúdio indie Machine Bear criou o game Urban Legends. Na trama, o jogador controla o jornalista PJ que se encontra em um hospital abandonado e deve investigá-lo em buscas de pistas de seu próprio passado. O ambiente é todo escuro e aterrorizante e, para piorar a situação, surge o assassino Jeff the Killer em seu encalço.

O game é em primeira pessoa e lembra bastante o famoso Slender: The Eight Pages (que também é inspirado em uma creepypasta muito conhecida). De acordo com a desenvolvedora, o game guarda muitos sustos e momentos típicos de survival horror psicológico. A única defesa do jogador é se esconder.

O game desafia o jogador a resolver um intrincado mistério envolvendo algumas cartas semelhantes ao tarô. No aspecto gráfico, o game segue uma linha mais simples de arte, entretanto os cxenários exploram os efeitos de luz e sombra. Deste modo, os sustos são uma constante. Há sons macabros dos corredores e risadas perturbadoras.

O game é para PC e passou pelo Greenlight da Steam. A desenvolvedora promete suporte para os idiomas Português (Br), Inglês, Francês, Espanhol, Norueguês,Alemão,Romeno. A demo será lançada em breve e o game está em estágio de correção de erros. A previsão é de um lançamento breve dentro da plataforma da Valve.

Veja o trailer do game Urban Legends:

Portfólio do Estúdio Beta 2 do RS foi desenvolvido em formato de game

Direto do Estúdio Beta 2, do Rio Grande do Sul, surge o site Beta Dungeon, uma mistura de jogo com site que coloca o usuário para desbravar o Castelo do Beta 2 em um formato de plataforma 2D. O site funciona meio como um portfólio interativo que visa mostrar os trabalhos já realizados pelo estúdio e o que eles pretendem fazer no futuro.

Durante o tour, o jogador conhece mais sobre os jogos, plataformas, jogadores simultâneos e também acaba interagindo com o cenário que é repleto de referências da cultura Geek e Nerd. O Beta Dungeon foi desenvolvido por 3 amigos que dizem não ter medo de experimentar durante a criação de jogos.

“O site foi um teste para descobrir até que ponto conseguíamos refinar um jogo, só avançamos cada etapa após concordarmos que todos os elementos estavam em um nível aceitável.Como é apenas nosso segundo jogo não sabíamos qual seria o resultado final. E ficamos bem contentes com a resposta que temos recebido”, diz Eduardo Pras, Ilustrador do Beta 2.

O site é uma forma bastante incomum de apresentar um portfólio e, quando analisado como jogo, serve como bom exemplo das ideias que o Beta 2 tem na implementação de seus jogos. O jogador passa por áreas diferentes que servem para mostrar a história do estúdio como a sala de games que mostra os projetos pregressos; o Team Hall que direciona até a página dos desenvolvedores; e tem a sala de Contato que encaminha o usuário às páginas oficiais do estúdio com direito à um easter egg de MGS.

Abaixo tem um vídeo de exemplo de como funciona o site do Beta 2:

Big Tower da Insane Sheep agora é gratuito

O time do estúdio Insane Sheep lançou recentemente o novo update do jogo Big Tower. Esta é a terceira atualização e com ela foi introduzidas novas características e conteúdos ao jogo original, bem como a transição do game para o modelo Free to Play e a disponibilidade é exclusiva para os usuários do Google Play.

Esta mudança de modelo de negócios é como um presente de fim de ano, visto que todos os jogadores podem jogar o game gratuitamente e sem as conhecidas microtransações. Vale lembrar que Big Tower foi lançado inicialmente em fevereiro de 2014 e desde então vêm recebendo atualizações constantes.

Além dessas mudanças, Big Tower ganha dois novos troféus; um sistema de recompensas para quem jogou o game antes de ele tornar-se gratuito; a adição de barras de energia para os inimigos; novos visuais para os menus, animações etc.Também vale destacar que o jogo ganhou um novo modo de jogo que visa testar o conhecimento do jogador. A lista completa de mudanças pode ser conferida no site oficial.

Para quem não conhece, o jogo é um Tower Defense com estilo visual clássico da era 8 bits. Na trama, o jogador deve ajudar o Kid Z e o Professor Genius em uma missão que envolve viagem no tempo para recuperar artefatos históricos  que servirão para criar a Big Tower, a maior torre jamais criada e a única arma capaz de vencer o vilão Kinky, que ameaça a segurança do mundo. O jogo é dos poucos a mesclar um conceito de jogo recente, com gráficos retro.

Veja abaixo o trailer do game Big Tower:

Tratamento de Choque: jogo indie relembra truculência nas manifestações de 2013

Quem não se lembra das manifestações populares ocorridas em 2013, quando o povo saiu às ruas para protestar contra o aumento das passagens de ônibus, pedindo melhorias nos serviços públicos e investigação efetiva das denúncias de corrupção? Foram dias turbulentos que até ameaçaram a execução da Copa do Mundo em nosso país.

Infelizmente parece que a maioria da população esqueceu-se do que estava em pauta na ocasião e da mesma maneira surpreendente com que os protestos tiveram início, eles foram interrompidos. Uma das poucas pessoas que ainda guarda recordação daqueles dias é o desenvolvedor Éder Cardoso, do Ceará, que decidiu relembrar àqueles dias em formato de game.

Tratamento de Choque é o primeiro game desenvolvido por Éder e ele retrata de maneira irônica e escrachada a maneira com que a polícia tentava conter os manifestantes. A truculência de alguns policiais, inclusive, repercutiu negativamente pela mídia de todo o país.

O jogo é bastante simples: você controla um soldado do Choque que é destacado para “sentar o cacete” nos arruaceiros que estão fazendo baderna. Suas armas para manter a ordem são o cacetete e o spray de pimenta. O objetivo é agredir o maior número de pessoas que encontrar no caminho, sejam elas manifestantes pacíficos, Black blocks, zumbis, velhinhas, curiosos etc. Se não sair batendo nas pessoas, o comandante manda mensagens desmotivadoras do tipo “nunca vi alguém tão mole”. Por outro lado, se você destruir veículos na rua, seu comandante elogia seu comportamento enaltecendo que posteriormente poderão culpar os manifestantes.

O game tem uma veia cômica e tem uma jogabilidade que lembra os beat ‘em ups, porém mais simplicado para o manuseio na tela de toque. Basta andar e bater. Os cenários e os personagens são bastante simples também. Tratamento de choque tem todo o viés de criticar o poder do estado e a truculência de alguns policiais que estavam trabalhando nas manifestações.

O título é gratuito e está disponível para web-browser e dispositivos Android.

Firefly organiza torneio de Stronghold Crusader 2

Jogadores de Stronghold Crusader 2 poderão participar do torneio de Natal que o estúdio Firefly está organizando em conjunto com a comunidade do game no YouTube. A empresa é patrocinadora do evento que ocorre na Europa em 24 de novembro.

As inscrições estão abertas e devem ser encaminhadas através do site até o dia 18 de novembro. O grande vencedor será premiado com todas as DLCs de personagem IA, uma cópia autografada de Crusader 2 e uma camiseta oficial do game. O segundo lugar fica com o primeiro DLC de personagem IA; cópia física autografada e a camiseta temática. Já os semifinalistas levam a primeira DLC de personagem; a cópia autografada do jogo e um cordão estilizado de Crusader 2.

O torneio busca, prioritariamente, a participação da base de fãs do game. De acordo com a Firefly, ocorrerão 63 partidas no total, com a grande final ocorrendo em transmissão ao vivo no dia 14 de dezembro. Para evitar que as mesma estratégias sejam usadas nas 63 partidas, o torneio foi dividido em 3 fases, alternando entre os mapas “Táticas Cruzadas”, “Hiena” e “Sopro de Vida”.

“Não somos Starcraft. Não temos canais de TV ou jogadores com fama mundial para catapultar Stronghold ao mundo dos e-sports.” disse o gerente de Marketing da Firefly, Nick Tannahill. “O que temos é uma base de fãs extremamente dedicada e uma comunidade de YouTubers que amam jogar nossos jogos e sabem que multiplayer é a parte central da série Crusader. É difícil  para desenvolvedores ou jogadores cultivarem comunidades voltadas para o multiplayer isoladas, mas juntos eles podem dar Crusader 2 a longevidade que ele merece. Nós aprendemos muito de Stronghold Kingdoms”.

Stronghold Crusader 2 já está disponível na Steam.

Abaixo temos o trailer do game Stronghold Crusader 2:

Kriophobia: o survival horror brasileiro para smartphones

São poucos os jogos do gênero survival horror a serem desenvolvidos por brasileiros. Um dos poucos a quebrar essa máxima é o game Kriophobia do estúdio indie Firagames de Brasília. O game chegou ser apresentado durante a Brasil Game Show deste ano em um estande próprio e cativou quem o viu. O game é uma grande homenagem aos jogos clássicos do gênero, como Silent Hill, Alone in the Dark e Resident Evil.

A grande diferença é que Kriophobia não tenta apenas seguir a cartilha do que deu certo nesses jogos, mas sim criar uma identidade própria. Os combates são mais focados na estratégia do que na ação. Deste modo, alguns embates são vencidos mais pelo raciocínio do que pelo poder de fogo. Neste ponto, o game da Firagames foge do que suas inspirações mais evidentes têm feito nos últimos anos.

A trama narra a história da cientista russa Anna, que está em uma expedição com sua equipe em uma região de geleiras que é assolada por constantes abalos sísmicos. Enquanto realizam seus trabalhos, a equipe é pega de surpresa por um terremoto que acaba soterrando-os. Ao acordar, Anna se vê em uma estranha construção subterrânea abandonada. A partir dali a tarefa é encontrar uma saída do ambiente com vida. Entretanto isto não será fácil.

A produtora se esforça em criar um ambiente de puro horror psicológico e sustos, tal qual ocorria nos games clássicos da geração 32 bits. Entre os elementos “emprestados” de jogos clássicos, estão a câmera fixa, diversos puzzles, pouca ação,

Outro ponto que torna o game único é seu estilo visual, que é em estilo cartoon, como em Borderlands. O resultado é digno de destaque e é um dos pontos mais interessantes da obra. O resultado foi possível através de uma técnica baseada em pré-renderização e pintura digital. De acordo com a desenvolvedora, a escolha por este tipo de arte contribui para a criação de um ambiente macabro e assustador.

“Nossa equipe têm trabalhado duro para incluir novas mecânicas e técnicas de renderização inétidas que vão levar o jogador a um nível de imersão profundo na história do game. Pela primeira vez um jogo usará iluminação dinâmica em cenários pré-renderizados. A aplicação da tecnologia nos rendeu o interesse de empresas como Sony, Microsoft e Intel no projeto. A criação do ambiente de terror tem inspiração no estilo das comic clássicas, como Marvel, DC Comics e outros”, diz o site da produtora.

Kriophobia está em desenvolvimento para plataformas iOS e Android e deve ser lançado somente em 2015. A desenvolvedora não descarta uma versão para Windows Phone ou para PCs e consoles. Só nos resta torcer.

Abaixo está o vídeo do game Kriophobia:

Prof. Jesús Fabre realiza curso de marketing e comunicação para desenvolvedores indie

Um dos grandes desafios encontrados pelos estúdios independentes é como vender seu produto. Não é uma tarefa fácil, tanto no Brasil como no resto do mundo, afinal esses desenvolvedores acabam disputando a atenção dos jogadores com as grandes desenvolvedoras que possuem alcance mundial. De acordo com pesquisa da Conceptart.org, 95% dos jogos independentes não são rentáveis e 80% deles apresentam perdas. Vários desenvolvedores, inclusive, tinham bons produtos no mercado, mas por falta de vendas acabaram fechando as portas.

Para facilitar essa parte do trabalho, o Professor Jesús Fabre, que também atua como Community Manager e Relações Públicas de estúdios independentes, desenvolveu um minicurso de marketing e comunicação para desenvolvedores indies. O objetivo é esclarecer alguns pontos sobre como  é importante ter uma equipe unida no projeto, uma interação saudável com a imprensa e a comunidade e como esses e outros aspectos acabam beneficiando um projeto.

O curso é pontuado com vários exemplos reais de projetos brasileiros, alguns criados e  lançados meses atrás por alunos egressos do curso. Também há exemplos de projetos com os quais o Fabre já trabalhou. Entre os tópicos abordados estarão: fatores de sucesso e fracasso na indústria de videogames; História e cena atual do desenvolvimento independente; Importância da comunicação na equipe de desenvolvimento; Gestão e bom uso das redes sociais; Modelos possíveis para financiar seu jogo; Ferramentas e estratégias de promoção; Gestão do feedback da comunidade; e Desafios e obstáculos pra conseguir terminar seu jogo.

Os cursos se realizarão na região Sul, mais exatamente em Porto Alegre e Curitiba. Abaixo tem um vídeo de apresentação do projeto. Interessados podem conferir o cronograma mais abaixo:

Datas e locais:

Avançado
: dos dias 15 e 16 de Novembro no Instituto Eckart (Porto Alegre). Mais informações no página do programa.

Curso iniciantes na PUC-PR dos dias 26/11 até 3/12/2014 (entre semana terá horário de noite).

Marketing e comunicação para desenvolvedores indie:

ADjogosRS terá estande coletivo de empresas gaúchas na SBGames

A Associação de Desenvolvedores de Jogos Digitais do Rio Grande do Sul (ADjogosRS) é uma das promotoras do Simpósio Brasileiro de Jogos e Entretenimento Digital, a SBGames, que ocorre entre os dias 12 a 14 de novembro no Centro de eventos da PUCRS, em Porto Alegre.

A organização do evento espera receber cerca de 25 mil pessoas nos três dias de evento. Para ajudar a alcançar tal número, a ADjogosRS terá um estande coletivo de empresas. No espaço estarão reunidas 18 empresas gaúchas de jogos como a Grin; Epopeia; Izyplay; Monsterbed; Swordtales; Napalm Studio; Imagnation; Cupcake; Otus; Kayumo; Rockhead; Kuupu; Souking; Hermit Crab; Luderia; Drecon; Kuupu e Black Bugio. Essas empresas exibirão seus produtos e projetos ao público e possíveis investidores.

“Esta será a oportunidade de apresentar os games das empresas gaúchas para o consumidor final, viabilizar um próspero crescimento em vendas dos games tornando as empresas mais independentes e fomentando todo o ecossistema da indústria de games”, disse Carlos Idiart, Presidente da ADjogosRS.

A ADjogosRS ainda garante a participação de importantes empresas para encontros com os desenvolvedores locais, como a Epic Games; a ThinPlay, loja virtual nacional que deseja conhecer o máximo de desenvolvedores para avaliar seus jogos e dispor em sua loja para venda ao consumidor final e MiniClip, o maior site de jogos casuais do mundo.

Outra das atrações mais esperadas da SBGames é a palestra de Kelle Santiago, considerada a mulher mais importante do mercado de jogos indie mundial. Kelle é desenvolvedora dos famosos jogos Journey, Flower e Flow e cofundadora do estúdio Thatgamecompany. Durante a palestra ela irá falar de suas experiências para outros jovens desenvolvedores

Além disso, o SBGames terá um festival de games, outras palestras, desafios e submissão de trabalhos, com atividades gratuitas e pagas.A intenção da ADjogosRS é promover e fomentar a indústria gaúcha de games. A organização também já realizou mais de 50 palestras, participação em sete eventos do setor, com estandes, organização de rodadas de negócios, desafios e encontros com investidores e publishers nacionais e internacionais.

Para participar da SBGames basta fazer inscrição no site do evento.