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Não perca! Inscrições para o BIG Festival 2019 encerram em 26 de abril

O aquecimento para o BIG Festival 2019 já começou! Desenvolvedores de jogos independentes já podem começar a enviar seus jogos para participar da maior feira de jogos indie da América Latina. As inscrições vão até o dia 26 de abril e devem ser feitas no site do evento. As inscrições já estavam abertas desde janeiro e representam uma boa oportunidade de colocar seu projeto no centro dos holofotes.

Qualquer pessoa ou representante de empresa pode submeter seu jogo para o BIG Festival, seja de qualquer nacionalidade. O único alerta é que menores de idade deverão ser autorizados por seus responsáveis a participar do Festival. Além disso, é vedada a participação de funcionários, colaboradores, sócios, acionistas da Empresa Produtora ou das empresas patrocinadoras do Festival, bem como seus respectivos parentes até 2º grau, cônjuges e quaisquer pessoas envolvidas diretamente na execução do Festival.

Tal como nas edições anteriores, serão aceitos todos os tipos de jogos digitais para qualquer plataforma, console ou mídia desde estejam em condições de ser jogados e avaliados pelo Comitê de Seleção. Os grandes finalistas participam do evento final, estando à disposição para os jogadores testarem livremente. Caso o jogo tenha sido lançado comercialmente, o lançamento deve ter ocorrido até dois anos antes da data de realização do BIG Festival.

BIG 2018

Como participar do BIG Festival 2019

Para participar, o Concorrente deverá acessar o site do Festival, seguir as instruções contidas no formulário de inscrição, preenchendo os campos requisitados corretamente, e fazer seu envio.

 

O BIG Festival 2019 anuncia, pela terceira vez, uma parceria com o Indie Prize!

A sétima edição do festival contará com a incrível parceria com o programa internacional de bolsas Indie Prize, que garantirá aos vencedores do prêmio “Melhor Jogo Brasileiro” um lugar garantido na feira internacional do Indie Prize com dois passes gratuitos para o Casual Connect Eastern Europe 2019 em Istambul, na Turquia, e acomodação gratuita para dois desenvolvedores durante três dias da conferência como parte de uma bolsa de estudos internacional.

Instituto Martius-Staden realiza Game Jam em São Paulo no dia 13/04

Ei, você, desenvolvedor de jogos que está procurando oportunidades para melhorar suas habilidades: há mais uma Game Jam prestes a acontecer na cidade de São Paulo. Trata-se da Game Jam Martius-Staden, organizado pela equipe do instituto e que pretende desafiar os visitantes a produzirem um game do zero em poucas horas. A ideia é colocar a criatividade em ação com muita mão na massa para ter um protótipo jogável de um jogo.

Os participantes da Game Jam Martius-Staden terão de executar tarefas rápidas em pouco tempo e, com isso, melhorar suas habilidades de desenvolvimento de projetos digitais. De acordo com a equipe organizadora, o evento deve seguir o modelo de outras game jams tradicionais, como a Global Game Jam e as organizadas pelo Goethe-Institut São Paulo.

A Game Jam Martius-Staden tem o objetivo de, com a comunidade do Colégio Visconde de Porto Seguro – Campus Morumbi e Panamby, celebrar a Semana Alemã e adentrar na viagem dos naturalistas Spix e Martius, que faz parte da história e origem identitária do Brasil.

O evento é extremamente indicado para alunos do 8º e 9ª do Ensino Fundamental II ao Ensino Médio, desenvolvedores independentes e pessoas que estejam aprendendo as nuances da produção de um jogo eletrônico. As equipes serão divididas em turmas de 4 a 5 integrantes e o tema será definido minutos antes da produção. Cada membro da equipe atuará executando um papel: game designer, programador, artista visual (desenho digital), designer de som, produtor e criador de conteúdo.

Tal como em outras game jams, os papéis dentro do grupo variam bastante, por exemplo, o programador pode criar ilustrações, o designer de som pode criar um pouco do conteúdo, e assim por diante. O que vale é a colaboração de todos e como a equipe interage para realizar as tarefas da maratona. Eventos como esse ajudam os desenvolvedores a trabalhar em equipe, dar maior noção de prazos e da dinâmica de uma produção profissional.

A Game Jam Martius-Staden ocorre em 13/04/2019 na sede do Instituto Martius-Staden das 09hs às 18hs. Para se inscrever no evento, basta preencher uma ficha através do site.

 

Seviço – Game Jam Martius-Staden

O que:  Game Jam Martius-Staden

Quando: 13/04/2019 das 09h às 18hs

Onde: Instituto Martius-Staden – R. Itapaiúna, 1355 – Panamby, São Paulo – SP

Inscrição: https://teceducporto.typeform.com/to/a3gJ30

Rei do Cangaço – Game brasileiro coloca o jogador no papel de Lampião em uma aventura no purgatório

Nosso destaque do dia é cortesia da Ignite Games e é um prato cheio para quem ama a cultura brasileira: O Rei do Cangaço é um shooter que se passa na época do cangaço brasileiro e explora a figura do lampião. O grande destaque é que o jogo foi todo desenvolvido visando a tecnologia de realidade virtual, mostrando que o mercado nacional está atento às novas tecnologias também.

O Rei do Cangaço conta uma trama fictícia de Lampião em uma “vida após a morte”. De acordo com a descrição do jogo, após ser morto em uma emboscada, o rei do cangaço descobre que antes de ser julgado por seus crimes, terá de ir ao purgatório a fim de caçar demônios chamados “filhos da peste” e libertar espíritos penitentes. Sim, apesar de contar com uma figura histórica, o título possui elementos fantásticos.

Para derrotar os adversários o jogador conta com duas armas divinas chamadas Cruz Credo e Asa Branca, uma delas serve para enviar suas vítimas para o céu, enquanto que a outra conduz as almas para o inferno. Cabe ao jogador decidir o futuro de quem cruzar seu caminho. Além dessas armas, Lampião carrega um poderoso punhal capaz de cortar efeitos mágicos.

Uma vez que O Rei do Cangaço foi produzido para tecnologia VR, o jogador é contemplado com cenários bem detalhados e coloridos. O objetivo da Ignite Games foi produzir um ambiente que lembre bem o sertão nordestino. Os traços dos personagens, vale dizer, é bem cartunesco e divertido.

O título chegou a aparecer na BGS 2018, onde os visitantes puderam ter um gostinho do que a produtora está preparando e a recepção foi bem positiva e tem tudo para agradar o público brasileiro. A expectativa é que a experiência final seja enriquecida com um modo história bem desenvolvido e mais referências às histórias de Lampião e do Nordeste.

A data de lançamento ainda é incerta, mas há a previsão de lançamento para julho deste ano através da Steam. Se você ficou interessado no projeto, basta acessar a página oficial do jogo no Facebook para acompanhar as novidades ou através da página da Ignite Games.

Abaixo tem o trailer de O Rei do Cangaço:

Top – Jogos que levam referências do mundo real para o virtual

De Pac-man a Mario Bros., você certamente já viu referências de jogos eletrônicos na cultura pop em diversos veículos, certo? Mas já parou para pensar que os videogames também fazem diversas referências do que vemos na vida real? Pois é justamente esse aspecto que Felipe Oliveira, gerente de produtos da 2A.M., marca de notebooks e desktops gamers, quis mostrar ao listar alguns jogos que resolveram referenciar a vida real.

Abaixo você confere cinco jogos listados por Felipe Oliveira que fazem referências ao mundo real em seus gameplays por meio de selfies, memes, dancinhas e até pedidos de casamento:

 

5 – Mortal Kombat X

Uma das séries mais famosas da indústria dos games, Mortal Kombat entrou na onda das selfies em 2015, quando a personagem Cassie Cage ganhou um fatality em que, logo após finalizar seu adversário com um golpe brutal, pegava o celular, tirava uma foto e postava em suas redes sociais. É possível, inclusive, ver os comentários de outros lutadores do jogo na postagem de Cassie.

 

4 – Marvel’s Spider Man

Um dos mais famosos super-heróis de todos os tempos também se mostrou adepto das selfies. Em Marvel’s Spider Man, de 2018, os jogadores podem aproveitar os cenários incríveis do jogo e utilizar o “Modo Foto” para registrar cada momento. Também é possível caprichar nos filtros, incluir efeitos, alterar a intensidade da luz e até mesmo mudar a expressão do personagem.

“Outra referência de Marvel’s Spider Man ao mundo real viralizou como ‘o Easter Egg mais triste do mundo’. Isso porque um fã da série pediu aos desenvolvedores, via Twitter, que colocassem no jogo um pedido de casamento seu para a namorada, Maddie. O pedido foi atendido, mas, poucos dias antes do lançamento do jogo, Maddie decidiu encerrar o relacionamento”, conta Felipe.

 

3 – Fortnite

Lançado em 2017, o jogo do gênero battle royale fez muito sucesso pelo seu gameplay, mas também por suas “dancinhas”, inspiradas em filmes, memes e vídeos da internet. No game, os jogadores podem comemorar as vitórias com várias coreografias famosas, como as chamadas Reanimated, Ride The Pony e Disco Fever, inspiradas, respectivamente, em coreografias de Michael Jackson, Psy e do filme “Os Embalos de Sábado à Noite”.

“Em fevereiro deste ano, Fortnite também foi palco para uma apresentação virtual do Dj Marshmello. O show teve duração de 10 minutos e chegou a ter 10 milhões de jogadores simultâneos”, disse Felipe.

 

2 – Zueirama

O jogo brasileiro ainda nem foi lançado oficialmente e já chamou a atenção do público por inúmeras referências a memes, músicas e personagens reais. Repleto de humor, faz uma sátira ao atual momento político do país e tem como protagonista Zoinho, um menino que precisa acabar com o vilão Sargento Sádipo.

 

1 – APEX Legends

Recém-lançado, Apex Legends se tornou um grande sucesso em muito pouco tempo. O jogo do gênero battle royale se passa em um ambiente futurista, mas também apresenta referências ao mundo real, como quando um personagem comemora a vitória com uma dança bastante parecida com o famoso passo Moonwalk, de Michael Jackson.

The Queen’s Race – jogo promove a diversidade enquanto te desafia a ser a rainha das passarelas

O game de hoje é inspirado na ideia de luta pela igualdade de gêneros. Desenvolvido pela equipe da Checkpoint Studios, The Queen’s Race coloca o jogador no comando de drags em corridas bem peculiares. Trata-se de um aplicativo em que o jogador cria seu avatar, o personaliza e corre contra outras corredoras em provas e minijogos bem casuais.

Antes de se lançar na corrida o jogador deve escolher etnia, biótipo etc. A possibilidade de personalização é bem grande. O objetivo é fazer com que sua drag prove ter as habilidades necessárias para prosseguir na disputa e desfilar nas passarelas virtuais e ser coroada a maior drag queen do mundo.

Para alcançar a fama e a glória o jogador deve passar por minijogos, passatempos, e muitos outros desafios. A cada desafio vencido, você ganha pontos e dinheiro do jogo para editar ainda mais o personagem. Os minigames de The Queen’s Race não seguem uma linearidade, de modo que o jogador fica livre para decidir qual desafio pretende enfrentar primeiro, entretanto é necessário ganhar os pontos para seguir na aventura.

Há alguns momentos bem pitorescos em The Queen’s Race, como a temida fase Lip Sync for Play. Basicamente trata-se de um karaokê em que o jogador deve realizar uma série de comandos para manter sua drag cantando. Isto ocorre sempre que há uma vergonhosa derrota na fase. O jogador pode voltar à corrida do ponto que parou, mas antes terá de enfrentar o Lip Sync a fim de convencer os jurados que você merece uma segunda chance no desafio.

O objetivo do game é promover a luta e os movimentos LGBT de maneira divertida, mostrando que todos podem se divertir e merecem seu espaço ao sol. Você pode obter mais informações sobre The Queen’s Race na página do Facebook.

Abaixo tem um trailer de The Queen’s Race:

 

Bem Vindo ao Game Design – livro busca mostrar todas as etapas da criação de um jogo eletrônico

Quem nunca jogou um game e ficou se perguntando como se deu a sua produção? Pois é justamente sobre as etapas de um game design que se propõe a falar o livro “Bem Vindo ao Game Design”, do Prof. João Victor, fundador da escola de programação One Day e criador do canal One Day Code. A obra pleiteia mostrar como é produzido um título desde seus estágios iniciais até seu derradeiro lançamento, de modo que o leitor irá perceber o que diferencia um game de sucesso, de outro relegado ao ostracismo.

De acordo com o Prof. João, o livro “Bem Vindo ao Game Design” possui linguagem fácil para completos iniciantes, de modo que o leitor interessado em entrar de cabeça no mundo da produção de jogos possa transformar um HOBBY em uma PROFISSÃO, sejam quais forem suas habilidades.

O livro ainda não está finalizado, pois seu idealizador não conta com o apoio de uma grande editora – tudo está sendo feito pelo empenho do autor. Para finalizar o projeto e publicar o livro foi aberto uma campanha de crowdfunding a fim de arrecadar R$ 7.500,00 a fim de garantir a impressão, uma revisão esperta, diagramação etc. De acordo com João, o projeto nasceu após analisar que há muitas pessoas interessadas em produção de jogos, mas que não encontram materiais de pesquisa que tornem sua saga mais fácil.

“No mercado de jogos, existe uma grande falta de profissionais capacitados, e ao mesmo tempo um excesso de pessoas tentando criar jogos, sem saber como começar, gerenciar um projeto, organizar suas ideias e escolher o melhor meio de monetizar e progredir no mercado. O que acontece é que na maioria das vezes, as pessoas miram muito alto e ao tentar criar um “Grande MMORPG Battleroyale 3D” acabam se frustrando, nunca terminando o projeto e desistindo no meio do caminho”, diz o Prof. João Victor.

O livro “Bem Vindo ao Game Design” pode ser considerado um miniguia, ensinando passo a passo como gerenciar um projeto de jogo, quais são as áreas em que você pode se encaixar, recomendações de softwares e materiais de estudo e exercícios práticos sobre Design de Jogos. Você pode experimentar uma prévia da obra baixando o primeiro capítulo aqui.

Um dos capítulos mais interessantes é o que fala sobre as carreiras de game designer, pois é aqui que o leitor fica ciente de que pode atuar em diferentes ramos do designer de um game, tal como arte, música, programação, negócios etc. A ideia de “Bem Vindo ao Game Design” é mostrar que mais do que escrever linhas de programação, a produção de jogos abraça diferentes perfis de profissionais. Além disso, a obra fala sobre como é trabalhar em pequenos e grandes estúdios, além de pincelar um pouco como é o panorama do mercado nacional de jogos.

Você pode descobrir mais sobre o livro “Bem Vindo ao Game Design”, clicando aqui ou assistindo o vídeo abaixo:

Dream Game, conheça o projeto de gamificação do Colégio GGE que incentiva o aprendizado dos alunos

Em um momento em que se discute sobre a associação de games e a violência, pessoas mais esclarecidas mostram que, ao contrário do que se diz, os videogames são sim ferramentas úteis para as crianças. O Colégio GGE acaba de lançar o projeto Dream Game, um título inovador que une o entretenimento e o aprendizado, incentivando seus alunos do Ensino Fundamental 2 a utilizarem de forma produtiva esses novos recursos.

O Dream Game é um jogo criado exclusivamente para os alunos do GGE testarem seus conhecimentos adquiridos em sala de aula. Ao baixar o aplicativo, o aluno tem acesso a conteúdos de linguagem, ciências humanas, ciências da natureza e matemática, competências abordadas em vestibulares e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A cada resposta correta, o jogador ganha uma moeda chamada braincoin (moeda do cérebro). E tem também a moeda chamada heartcoin (moeda do coração) que são concedidas pelos professores e equipe pedagógica pelo bom comportamento em sala de aula.

E essa ideia nasceu do sócio-diretor do colégio, Herbetes de Holanda, que se inspirou nas famosas moedas virtuais, as bitcoins, para inserir os jovens ao mundo digital de maneira educativa. O nome Dream Game, foi escolhido em alusão à missão da escola de ajudar os alunos a realizarem seus sonhos e estimular os estudantes a serem competitivos de forma saudável.

“Meu desafio era trazer uma inovação tecnológica que contemplasse os principais valores da vida escolar: estudo e comportamento. A partir daí, desenvolvi a lógica, os critérios, algoritmos e ícones e, em parceria com um programador, conseguimos finalizar o produto”, explica Herbetes, sócio-diretor do GGE.

 

Ao acumular as moedas, os alunos poderão trocar por diversos prêmios, através de uma loja virtual disponível no aplicativo do Dream Game, como bicicleta, aparelhos eletrônicos, lanches, fardamentos, ingressos para cinema, materiais esportivos, livros e até por pontuação extra em algumas disciplinas.

A plataforma já está disponível aos estudantes e eles podem acompanhar como está seu desempenho em tempo real de um jeito fácil, descontraído e bem interativo. A aplicação está disponível para PCs, tablets e smartphones – na Google Play. O legal mesmo é ver que enquanto pessoas acusam videogames por todo rompante de violência, há estudiosos que utilizam seu aspecto interativo para trazer as crianças para o estudo. Tomara que a moda do Colégio GGE pegue.

Abaixo temos um vídeo explicativo da lojinha Dream Game:

Top 5: acontecimentos que incentivaram a criação de games nacionais

Podemos dizer que o mundo dos games hoje em dia está fervendo e crescendo de maneira extraordinária. Todos os dias vemos os grandes estúdios de criação de games apresentarem incríveis jogos com gráficos ultrarrealistas e mecânica que aproximam os personagens próximos a realidade.

É notável também a força dos produtores independentes, que de certa forma estão bastante encorajados a criar jogos, mesmo que sem grandes recursos financeiros ou um patrocinador. Seja como for, o mercado de games nacional se desenvolveu muito bem.

Mas alguns anos atrás as coisas não eram assim, pois era raro encontrar algum desenvolvedor de games independente, pois apenas os grandes estúdios e distribuidoras lançavam games. Os gamers então passaram por cima e quebraram esse paradigma, e após algum tempo o mercado foi só crescendo e crescendo, como era previsível.

Trouxemos alguns acontecimentos dentro da indústria dos games que ajudaram a evoluir o mercado, assim como podemos ver hoje. Alguns mais recentes, outros nem tanto, confira:

 

5 – Lançamento dos primeiros games indies

 

Ah, os Games Indies! Talvez você desconheça a importância que estes jogos criados por poucas pessoas (ou até mesmo uma) tem sobre o mercado de desenvolvimento de games no mundo e aqui no Brasil.

Os primeiros games independentes foram lançados no início da década de 90, e só ganharam relevância e popularidade com o tempo, chegando hoje em dia a títulos tais como Minecraft, pois acredite, ele foi criado por apenas uma pessoa.

Infelizmente não sabemos exato qual foi o primeiro jogo independente que foi lançado e nem a sua repercussão e aceitação dos players que jogaram, mas sabemos que este incentivou e mostrou que nem sempre é necessário ter grandes recursos para criar um game do zero.

Com certeza foi um bom incentivo para a atual geração de programadores, certo?

 

4- Steam abre portas para os produtores independentes

 

Erinia, um dos primeiros jogos brasileiros de longo alcance.

A Steam é referência na venda de games em mídia digital para PC e possui um catálogo gigante de games e muitos usuários ativos diariamente. Em agosto de 2012, a companhia decidiu apoiar fortemente os programadores e lançou o Steam Greenlight.

Os programadores podem enviar vídeos de algumas partes do jogo que está sendo desenvolvido e o mesmo participará de um processo de votação, se obter votos suficientes ele poderá ser publicado e divulgado dento da plataforma. Apesar da concorrência que o produtor poderá enfrentar, a popularidade da plataforma fala mais alto e ainda incentiva que o desenvolvedor dê o seu máximo e apresente uma boa proposta do jogo que está criando.

Infelizmente o Steam Greenlight  foi substituído pelo Steam Direct, que se tornou uma plataforma paga e cara, mas que produtor não quer ter o seu jogo dentro da Steam?

 

3 – Primeira Game Jam

 

Brasil Game Jam – hoje em dia ela é assim, não lembrando nada a precariedade das primeiras game jams nacionais.

Uma coisa é fato: os Gamers gostam muito e estão participando cada vez mais de eventos, prova disto é a BGS, CCXP, etc..  Apesar destes eventos citados serem apenas de entretenimento, existe uma parte de gamers e desenvolvedores que colocam a mão na massa com o objetivo de criar um game em até 72 horas (ou menos)

Em meados de 2002, um grupo de jovens programadores de games se uniram para criar uma Engine que suportassem várias animações sem comprometer na qualidade e no processamento dos componentes do game. Após o período de desenvolvimento da engine, os desenvolvedores convidaram um pequeno grupo de programadores para que eles criassem vários games com o motor gráfico construído, e assim aconteceu o primeiro evento de Game Jam da história.

 

2 – Lançamento da plataforma itch.io

 

Se você é familiarizado com games indies, provavelmente conhece a plataforma itch.io, lançada em março de 2013, que permite que pequenos desenvolvedores de games publiquem seus jogos independentes para venda e download.  Hoje em dia a plataforma possui mais de 40.000 jogos em seu catálogo e ainda é possível participar de games Jam através dela.

A distribuição do game é um fator muito importante para qualquer programador, pois a plataforma de distribuição pode definir o sucesso ou o fracasso de um game, e com o crescimento e aceitação dos games indie, a itch.io está cada vez mais popular entre os gamers.

Visto que o Steam Greenlight não está mais entre nós, a melhor opção totalmente gratuita para publicação de games fica com a Itch.io

 

1 – Primeira engine comercial

 

A Blender Game Engine era assim.

Outro grande acontecimento que fez com que as pessoas tivessem curiosidade e interesse na criação de games, foi o lançamento da primeiro motor de jogo liberado para a criação de games. E isso se deve pela comodidade que o programador tem, visto que já não é necessário ter um imenso trabalho para criar uma Engine do zero, ela simplesmente já está pronta, simples assim.

Também não se sabe ao certo qual foi a primeira Engine Comercial lançada, mas acreditamos que seja a Blender Game Engine, em que foi lançado o software de código aberto após a falência da empresa, estando disponível para download até nos dias de hoje.

Texto por: Samuel Almeida

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Top 7 – Jogos que nunca deveriam ter surgido na Steam

Nos últimos dias a comunidade de jogadores mundial entrou em polvorosa graças a um game da Steam chamado Rape Day, um título que permitia estuprar mulheres (mas esta é uma história para depois). O interessante é que a reação da comunidade deixou clara uma percepção de que o controle de qualidade da Steam tem problemas sérios. Afinal, como um jogo sobre estupro consegue passar pelo filtro da Steam?

Não é de hoje que a maior loja de jogos digitais do mundo tem problemas com filtro. Rape Day é apenas mais um dos diversos projetos que conseguiram driblar o controle de qualidade de Gabe Newell. Pensando nisso, resolvemos lembrar de 7 jogos que jamais deveriam ter surgido na Steam.

Abaixo você confere 7 jogos que não deveriam nunca ter aparecido na Steam:

 

1 – Active Shooter

Active Shooter

Os Estados Unidos tem um triste histórico envolvendo armas, jovens desequilibrados e escolas. No início de 2018 um atentado perpetrado por Nikolas Cruz ceifou a vida de 17 pessoas na Stoneman Douglas High School, em Parland, Flórida. O ato entrou para a lista das dez maiores tragédias ocorridas em escolas americanas e serviu para acirrar a discussão entorno do acesso a armas de fogo no país.

Como se o ato não fosse triste o bastante, o produtor russo Anton Makarevskiy resolveu capitalizar com o caso criando o game Active Shooter, que permitia ao jogador encarnar a pele de um policial ou de um atirador dentro de uma escola. Quanto mais policiais e civis fossem mortos, maior a pontuação.

Obviamente que a reação pública não foi nada amistosa e rapiodamente as famílias das vítimas perceberam o insulto. Um abaixo assinado foi criado e recolheu mais de 100 mil assinaturas, forçando a Steam retirar o game de sua loja antes mesmo do lançamento oficial. Active shooter teria uma premissa FPS e acabou por ser lançado de forma independente, sem nenhum sucesso (felizmente).

 

2- Abstractism

Abstractism

Eis que você entra na sua conta Steam, pesquisa um pouco e decide comprar um jogo simples, mas aparentemente promissor chamado Abstractism. O que você não poderia imaginar é que após a instalação seu antivírus ficaria louco, acusando um malware. Após averiguações de entendidos em informática descobriu-se que o game escondia entre seus ficheiros um Trojan executável capaz de mineirar criptomoedas.

O mais interessante é que apesar de ser um game minimalista, Abstractism exigia um certo poder de fogo do hardware. Como se não bastasse, para ganhar itens no jogo bastaria permanecer o maior tempo possível jogando. Com 15 minutos de jogatina você ganhava itens, com mais trinta, outro item. Ou seja, o jogo queria que você o executasse o maior tempo possível, prática natural para mineirar criptomoedas.

Em julho de 2018 os responsáveis pelo game negaram veemente que seu título escondia qualquer coisa, mas a mentira não se sustentou por mais tempo: a Steam baniu para sempre o estúdio Okalo Union de qualquer atividade envolvendo a loja. Felizmente a Steam tomou uma atitude rápida, mas deixou a sensação ruim de que é possível que outros jogos podem esconder vírus mais perigosos.

 

3- Ride to Thell

Em meados de 2013 a comunidade de jogadores percebeu que a Quality Assurance da Steam era uma piada, pois foi neste ano que o game Ride to Hell: Retribution da Deep Silver chegou até a Steam com pompa de jogo regrado a tiroteios e testosterona. O game foi um completo fiasco técnico, de modo que muitos o consideraram injogável e um desperdício de tempo e dinheiro.

Além dos inúmeros bugs, a história era um desastre e as cenas eram absurdamente desconfortáveis, sobretudo nos segmentos envolvendo sexo. O cúmulo da falta de noção é que o Hide to Hell tem um sexismo desnecessário e trata as mulheres como objetos. Pasme que em dado momento o protagonista Jake Conway salva uma mulher de ser estuprada e como retribuição a garota decide fazer sexo com o avatar do jogador!?

A (falta de) qualidade de Hide to Hell: Retribution não gerou polêmica, nem causou mal estar na comunidade, mas serviu para evidenciar que a Steam deixava muita coisa horrenda passar, como se não houvesse nenhum filtro de qualidade mínima. Em setembro de 2014 a Valve percebeu a mancada que era deixar o título a disposição de jogadores desavisados e decidiu remover o game de sua loja.

 

4 – Kill the F*ggot

Este aqui não ficou mais do que algumas horas disponível na Steam graças ao seu conteúdo perturbador. Kill the F*gott  (palavra censurada por ser extremamente ofensiva) coloca o jogador no papel de um jovem cujo objetivo era matar gays e transexuais com uma jogabilidade inspirada em point & click.

Conforme o personagem matasse os alvos (identificados por roupas rosas) a pontuação aumentava, mas se matasse um hétero a pontuação diminuía. O cúlmulo do absurdo eram as diversas frases ditas pelos narradores que evocavam ódio, tais como “entregador de AIDS morto!”.

Após a fúria cair sobre si, o criador da obra, Randall Herman, não chegou a se desculpar publicamente. Apenas disse que seu game não tinha intenção de ofender ninguém apenas irritar pessoas pessoas extremamente sensíveis com o tema. A conversa fiada não colou e a Steam retirou seu game do ar rapidamente.

 

5 – Rape Day

E aqui estamos: o game que inspirou esta lista: Rape Day. O título não deixa enganar: trata-se de um jogo em que um dos passatempos é estuprar jovens assustadas. O game é uma graphic novel ambientada num apocalipse zumbi que permite ao jogador e entre assédios, assassinatos, necrofilia e onda de violência desregrada, o jogador ainda pode estuprar as mulheres aterrorizadas.

Este foi o último jogo a ser banido da Steam, que comunicou que a obra representa um risco e custos desconhecidos a sua reputação. A produtora do game, a Desk Plant, disse entender os motivos da Valve e que era direito da empresa de Gabe Newell decidir que conteúdo deve fazer parte de seu catálogo, mas não pareciam muito arrependidos do mal gosto. Em reportagem ao Daily Mail, foi dito que o público-alvo de Rape Day são os 4% da população que são sociopatas e pessoas que “curtam bancar o estuprador e assassino em série durante um apocalipse zumbi”.

Rape Day foi removido do catálogo da Steam e provavelmente jamais voltará, apesar de a loja informar que o conteúdo foi suspenso para mera análise de conteúdo.

 

6 – Hatred

Já falamos de Hatred anteriormente  e esta é um figura fácil na lista de jogos polêmicos (mesmo em tempos de violência). Trata-se de um game que coloca o jogador no papel de um homem que odeia as pessoas e se lança numa campanha homicida.

Sob perspectiva isométrica e ambientes escuros, o jogador poderia deflagrar o caos.Em meio a tiros e banho de sangue, o que se ouve são as sirenes policiais, o choro de inocentes e muita gritaria. Tal como em jogos de péssimo gosto, assim que uma pessoa é morta, o jogador ganha munição e novas armas para continuar sua campanha. O problema não está em matar – uma vez que GTA e outros expoentes fazem isso – mas sim em recompensar o jogador por atos hediondos.

Tal como outros jogos desta lista, Hatred acabou banido da loja, porém apenas um dia depois ele voltou ao catálogo da Steam, com direito a pedido de desculpas pessoal de Gabe Newell, em um plot twist inesperado.

 

7 – The Key to Home

E por fim, temos um jogo japonês que não ficou muito conhecido por aqui e não chegou a fazer grande barulho, já que a Steam foi inclemente com seu conteúdo. The Key to Home se apresenta como uma visual novel típica, ou seja, cheia de mistérios, personagens fofinhos, opções de diálogos e decisões morais questionáveis. O problema era a descrição do game: “Esta é uma visual novel de mistério para todos os senhores e senhoras que adoram pequenas garotas!”.

A Steam pediu satisfações sobre o conteúdo e a Henteku se manteve calada até que o facão da justiça desceu e o game acabou banido da loja. De acordo com a Valve, o título precisou ser retirado pois incentivava e dava espaço para uma rede de pedófilos. As imagens e as insinuações não deixavam dúvidas de que o jogo escondia algo muito mais sinistro do que apenas mistério e pequenas garotas.

Hero Feto – game brasileiro independente discute o aborto de maneira bem humorada

A luta contra o aborto é o tema do jogo Hero Feto, game indie desenvolvido pela produtora pernambucana Oxente Games. Aqui o desafio é tomar o controle de um feto dentro do útero de sua mãe, que, junto da ajuda de um médico, pretende fazer um aborto. Para escapar da morte inglória, o pequeno feto deve desviar de obstáculos e instrumentos cirúrgicos que teimam em cortá-lo ao meio.

Hero Feto é do gênero plataforma e tem uma jogabilidade bem simples e divertida. Você vai passar bons minutos desviando de obstáculos e saltando por plataformas. O interessante é que os cenários mudam com frequência, tornando as coisas bastante desafiantes. Apesar de a jogabilidade simples, não espere vida fácil, já que as quatro fases possuem um nível de dificuldade elevado.

Além dos instrumentos cirúrgicos e os espinhos nas fases, o pequeno feto deve tomar cuidados com todos os métodos abortivos tais como chá de canela, pílulas etc. O objetivo é sobreviver até a gestação. Sim, o pessoal da Oxente Games sabe que o assunto é polêmico e que isto pode gerar o afastamento de alguns jogadores.

Entre os pontos fortes de Hero Feto, estão os gráficos pixelados, a trilha sonora vibrante e o design de fases inventivo. Como se não bastasse, há um senso de humor bastante inteligente aqui, mas sem deixar a mensagem ideológica de lado. Quando o feto é abortado, ele exclama a célebre frase “Eu não fiz nada”, enquanto é cortado ao meio. O game está disponível gratuitamente para sistemas Android desde o final de 2017 com direito a sistema de score, skins e rankeamento.

Abaixo você confere o trailer de Hero Feto: