Arquivo da categoria: Indie

Grandes Estúdios Brasileiros de Games #02: Behold Studios

Certamente você já ouviu falar sobre a Behold Studios! Afinal é deles os aclamados jogos Knights of Pen & Paper e o divertidíssimo Chroma Squad. A fama destes jogos posicionou o estúdio como um dos principais desenvolvedores do Brasil. Sempre que eles anunciam uma novidade ou participam de algum evento, a comunidade já fica atenta.

Foi bem natural que escolhêssemos a Behold para nossa segunda entrevista para a série de “estúdios brasileiros de games”. Aqui você vai conhecer um pouco mais sobre o estúdio, como ele surgiu e quais os diferenciais da equipe. Quem responde é o Saulo Camarotti (co-fundador e produtor) da Behold. Confira:

 

Como surgiu a Behold Studios e de onde veio a ideia de desenvolver games?

A Behold surgiu de uma necessidade e de uma oportunidade. Eu e meu sócio na época, nos formando em Ciência da Computação, ganhamos dois prêmios de renome nacional em jogos que desenvolvemos juntos, e percebemos que poderíamos empreender nesta ideia já que em Brasília não tínhamos nenhuma possibilidade de sermos contratados em uma empresa de games. Abrimos a nossa, e aqui estamos oito anos depois.

 

Quantas pessoas trabalham no estúdio atualmente? Onde ele está localizado?

Hoje temos 10 no time, e ficamos dentro do coworking Indie Warehouse dedicado à games, aqui em Brasília. O legal de quem quiser nos visitar é poder encontrar uma dezena de outros desenvolvedores também!

 

Behold é um nome incomum. De onde veio o nome do estúdio?

Behold veio do nosso passado com RPG, da criatura mítica Beholder. Mas o nome nos cativou pois em inglês significa Vislumbre, o que é legal para uma empresa que cria jogos que também são consumidos pela experiência visual.

Quantos games vocês produziram até agora? Quais são eles?

Já temos 17 no nosso arsenal. Mas somos principalmente conhecidos por:

– The Gravedigger (2010)
– Save My Telly (2012)
– Knights of Pen & Paper (2012)
– The Story of Choices (2013)
– Chroma Squad (2015)
– Galaxy of Pen & Paper (2017)

 

Knights of Pen & Paper é bastante reconhecido. De onde veio a inspiração para o projeto?

Veio da nossa vontade de fazer um RPG true! Queríamos fazer um RPG dos RPGs, aquele que se remetesse aos primórdios. E quando discutíamos como iríamos fazer esse RPG super simples, lembramos que o RPG de verdade veio dos jogos com dados, papel e miniaturas. Jogamos muito RPG de mesa na nossa vida e foi fácil perceber que ia ser muito legal fazer um jogo sobre isso. Foi muito natural e tudo fluiu muito bem durante o projeto.

 

Desde a criação do estúdio qual foi a maior dificuldade encontrada?

Já passamos por muitos bocados. Mas acredito que o mais difícil foi encontrar a nossa voz. No início apenas reproduzíamos aquilo que parecia ser o melhor para o mercado. Basicamente o que todo mundo estava fazendo. Com o Knights of Pen & Paper foi onde conseguirmos brilhar pela autenticidade. Fizemos porque queríamos jogar um jogo assim diferente e nostálgico.

Hoje já levamos isso mais sério. Temos que ser mais autênticos e acreditar que se a gente está apaixonado pela ideia, outras pessoas também vão se encantar. Então fazemos nossos jogos pensando muito em como gostaríamos que o jogo fosse e como ele nos agradaria.

 

A maioria dos seus jogos abusa da pixel art. Por que escolheram esta expressão?

O pixel é uma decisão estética para se buscar um senso nostálgico e incompleto. Ele dá a possibilidade para o jogador preencher os espaços vazios e imaginar algo muito além do que estamos mostrando. Isso para RPG é ótimo, pois queremos que o jogador também crie conosco e imagine a aventura do seu próprio jeito.

 

Vocês têm tempo para jogar os games de outras empresas?

Claro! Hehehe (só que não). A nossa maturidade da empresa acompanhou também nossa maturidade adulta, aumentando muito as responsabilidades com outras coisas. Mas não por isso deixamos de jogar. Esse é um assunto constante na empresa “O que está jogando?”, “Porque o jogo X é bom…”, “O que tem de inovador no jogo Y…”, etc.

Mas pessoalmente, minha biblioteca recente de jogos jogados são quase todos indies. Nos dão experiências curtas e muito divertidas. Coisa que não vejo nos games a muitos anos.

 

Como as famílias dos desenvolvedores reagiram ao saber que iam começar a trabalhar com jogos?

Cada família tem uma história para contar. Já vi de tudo. Eu mesmo, filho de uma família onde todos são da área da saúde e trabalham como funcionários públicos. E eu, do contra, fui fazer Computação e trabalhar com jogos. No começo foi difícil eles entenderem. Principalmente pela incerteza de empreender em uma coisa tão incomum. Mas com os prêmios, o reconhecimento, os jogos lançados, eles foram se acostumando com a ideia. Hoje minha família me dá forças para continuar.

 

Qual foi a pior crítica que vocês receberam de seus projetos? Como reagiram com ela?

Isso é de fato uma coisa chata. Cada passo que você dá para conquistar os seus sonhos, é muitas vezes, um passo que você toma para incomodar mais gente. E a medida que a sua marca como empresa fortalece, as pessoas ficam com menos receio de criticar o jogo, o bug, ou qualquer outra coisa da sua empresa. E muitos se esquecem que tem uma meia dúzia de pessoas ali por trás daquilo, dando sangue e suor para terminar as coisas no prazo.

Mas ao mesmo tempo, toda vez que respondemos as críticas, as pessoas imediatamente se transformam, e falam de igual pra igual. E assim já ganhamos muitos amigos nesta jornada, mostrando nossa cara a tapa, e mostrando que fazemos tudo com muito amor.

Qual a diferença dos jogos brasileiros comparados àqueles desenvolvidos por outros países?

Esta diferença está cada vez menor. É claro que ainda não podemos nos comparar às produções AAA, pois ainda no Brasil não tivemos projetos de tal porte, seja por orçamento, tamanho de equipe ou mesmo experiência da equipe. Mas com o acesso às tecnologias e ferramentas, acesso às plataformas onde podemos vender nossos jogos, o Brasil já produz de igual para igual no mercado indie, casual ou no mercado de jogos menores. Hoje tem mercado para todo mundo, e mais um motivo para o Brasil estar dando certo.

Geralmente os jogos produzidos no Brasil vão custar de R$ 50 mil a R$ 1.5 milhão para serem produzidos, e vão ser feitos por equipes de 2 a 20 pessoas. Isso são valores comuns tanto no Brasil quanto lá fora. Mas ainda não chegamos ao patamar de projetos de R$ 5 milhões a R$ 25 milhões, com equipes de 50 a 200 pessoas.

 

Atualmente a comunidade parece em guerra com desenvolvedoras grandes por causa de microtransações. Como vocês avaliam as microtransações?

Nós já nos aventuramos por elas quando ainda pouco se falava, lá por meados de 2011 e 2012. Entretanto hoje acreditamos que podemos trilhar nosso caminho fazendo apenas jogos premium.

Mesmo assim, entendemos que existe o jeito certo, ético, de se fazer microtransação, como é o caso de jogos como LoL e TF2. Esperamos que essas grandes empresas aprendam com aqueles que acertaram.

Porque muitos desenvolvedores acabam migrando para a Europa ou América do Norte?

É onde o mercado mais contrata. Nestes países existem empresas gigantescas, com centenas de pessoas trabalhando em um ou alguns poucos jogos, e por lá surgem oportunidades. No Brasil ainda é muito comum que se empreenda no próprio negócio, e muitos devs preferem trabalhar em grandes produções do que experimentar com jogos menores.

 

Como vocês acham que serão os games do futuro?

Algo muito interessante está acontecendo com VR, AR e MR. Sabemos que ainda não é expressivo a quantidade de devices instalados, mas em 5 a 10 anos vamos ver uma mudança dramática no jeito de jogar, já que as tecnologias chegaram a patamares extraordinários e todas as grandes empresas estão investindo pesado nisso.

Ao mesmo tempo, a cada dia se vê uma fragmentação maior do mercado. Ou seja, com o passar dos anos o que a gente vê é que mais tipos diferentes de jogos dão certo, mais tipos diferentes de plataformas dão certo, e mais tipos de jogadores estão surgindo. É como se o futuro tivesse espaço para todo mundo, e fosse menos concentrado em 1 ou 2 grandes soluções.

 

Algum recado para quem sonha desenvolver games no Brasil?

Comece a fazer jogos agora!

Qualquer um que queira desenvolver jogos deve e pode começar hoje no computador da sua casa. As tecnologias estão aí (Game Maker, Construct2, Unity), funcionam em computadores normais que temos em nossas casas, e os tutoriais estão aí (Youtube). Empresas só vão contratar aqueles que já fizeram alguns protótipos ou jogos em casa. Ou seja, faça jogo todo dia, no final de semana, à noite. Sai do Dotinha e faz um jogo com seus amigos.

Until Dead – Jogo vencedor do Indie Prize entra em Early Access para Android

O jogo brasileiro Until Dead tornou-se um sucesso antes mesmo de seu lançamento, graças ao prêmio recebido pelo Indie Prize Awards na categoria Melhor Jogo Mobile. Pois bem, se você queria saber se o game é realmente tudo isso, chegou a hora: o título finalmente entrou em Early Acess para usuários de Android. Disponível para todo o ocidente, o jogo da desenvolvedora brasileira Monomyto terá números limitados de download dentro do Google Play, loja oficial da plataforma, e espera colher feedback para seu lançamento oficial, que deve ocorrer em janeiro de 2018, para dispositivos que possuam o sistema operacional Android e iOS.

Until Dead, primeiro jogo brasileiro a conquistar um prêmio no Indie Prize, é um free-to-play de estratégia e raciocínio com mecânica baseada em turnos e combate tático. No jogo, você controla John Mur, um detetive aventureiro e explorador que, graças às suas habilidades, consegue sobreviver em um mundo caótico infestado por zumbis. Na pele do protagonista, você precisa encontrar pistas em uma grande aventura na busca por respostas para desvendar esse mistério. O segredo do jogo é usar a cabeça para manter-se vivo.

O título é ideal para quem curte jogos de tabuleiro, pois ele empresta muita das suas características, unindo uma experiência inovadora e a facilidade dos jogos online. De acordo com a desenvolvedora, são mais de cinco horas de conteúdo jogável. Quem esteve na BGS 2017 pôde apreciar alguns minutos dessa obra que promete fazer sucesso no Brasil e no exterior.

A mecânica básica é de point and click baseada em turnos (lembra um pouco XCOM). De modo que os jogadores não devem encontrar dificuldades para aprender a jogar e se divertir. O objetivo é simples: passar pelos zumbis e chegar até a saída mais próxima. Porém não pense que as coisas são fáceis! Para cumprir os objetivos você deve usar de estratégia e reflexos rápidos.

Um dos pontos positivos mais aclamados foi o visual em preto e branco à lá noir. A atmosfera é bem densa e mostram que os jogos mobile em geral tem capacidade bastante elevada. O game deve sair em algum momento de 2018 com versões para Android e iOS.

Abaixo tem um trailer de Until Dead:

Grandes Estúdios Brasileiros de Games #01: Rockhead Games

Sabe aquelas propriedades intelectuais vindas dos games que deram o grande salto? Aquelas que viraram filmes, animações, brinquedos, camisetas, lancheiras etc? Pois é esse o foco da Rockhead Games, um estúdio relativamente jovem do Rio Grande do Sul, mas que já dá mostras de estar no caminho certo: são eles os responsáveis pelo megassucesso Starlit Adventures, jogo mobile com mais de 10 milhões de downloads.

Tanto a Apple quanto o Google deram destaque várias vezes desde o primeiro lançamento de Starlit Adventures em 2015, em todos os continentes. O universo de Starlit Adventures agora está se expandindo em novos jogos e transmídia, incluindo uma série animada para TV, quadrinhos e brinquedos. Vale mencionar que a Rockhead Games nasceu das mentes por trás da Southlogic Studios (Deer Hunter, Guim etc). Após a compra do estúdio pela Ubisoft, os desenvolvedores decidiram recomeçar do zero em 2010 e daí surgia um dos estúdios brasileiros mais importantes da atualidade.

Atualmente a Rockhead Games está preparando o lançamento de Starlit Archery Club, um spin off de Starlit Adventure inspirado em Bust-A-Move, da geração 16 bits. Ainda assim, o Rodrigo “Chips” Scharnberg, produtor assistente, reservou um tempo para responder algumas perguntas. Confira!

 

Como surgiu a ideia de desenvolver games?

A Rockhead foi fundada por dois desenvolvedores que iniciaram as suas carreiras em 1996 criando um jogo para PC chamado Guimo. Naquela época existiam pouquíssimos profissionais fazendo games aqui no Brasil. A ideia de mergulhar de cabeça veio da paixão em jogar games e também do hobby de fazer games por diversão.

 

Quantas pessoas trabalham na Rockhead Games? Onde vocês estão localizados?

Somos 12 colaboradores internamente e temos outras equipes externas que nos auxiliam com diversas partes dos projetos. Estamos em Porto Alegre, RS, dentro do TECNOPUC.

 

Qual a proposta do estúdio?

A proposta da Rockhead é desenvolver games que promovam uma experiência inesquecível e que possamos fazer o máximo em termos de qualidade dentro daquela proposta. Também queremos ver estes games aparecendo em outras mídias e isso já está acontecendo com o game Starlit Adventures. Além de novos games dentro deste universo, já fizemos HQs e uma série de animação está em desenvolvimento.

De onde veio o nome do estúdio?

Foi uma mistura de duas coisas: porque somos “cabeça dura” ao ter iniciado um estúdio novo, tudo do zero, após ter vendido o primeiro estúdio para a Ubisoft (em 2009). A segunda coisa é que adoramos os moais que apareceram nos games dos anos 80 feitos pela Konami!

 

Quantos games vocês produziram até agora? E qual foi o maior destaque de todos eles?

Em toda a nossa carreira, foram algumas dezenas! Na Rockhead o destaque até agora foi o Starlit Adventures que já tem mais de 10 milhões de downloads no mundo todo e ganhou destaques em várias lojas, bem como prêmios de melhor jogo em festivais no Brasil e na China.

Desde a criação do estúdio qual foi a maior dificuldade encontrada?

Desenvolver games free-to-play é um desafio incrível devido ao modelo de negócios em si. Imagine um comerciante que te dá de graça um produto e você só volta para pagar se realmente gostou. Obviamente o cara que fizer isso vai falir muito rápido! Pois é! Os games free-to-play têm feito isso de forma a pagar as contas!

 

Vocês já participaram de game jams? Como foi a experiência?

Participamos principalmente como “mentores” ou “jurados”, dado o nosso tempo de experiência no mercado. A nossa opinião é que jams são incríveis para praticar e acelerar muito o processo de profissionalização nessa área.

 

Como as famílias dos desenvolvedores reagiram ao saber que iam começar a trabalhar com jogos?

Bom, nos anos 90 imagine que isso não foi muito fácil!!! Mas felizmente as nossas famílias puderam nos apoiar principalmente nos primeiros anos em que não ganhávamos praticamente nada e já trabalhávamos muito!!!

 

Os jogadores brasileiros costumam gastar dinheiro com jogos indies?

Principalmente no Steam (PC) e nos games mobile vemos muitos desenvolvedores indie bem-sucedidos. Sabendo que o mercado brasileiro é bastante significativo em ambos, podemos dizer que a resposta é positiva!

Qual o projeto atual do estúdio?

Estamos trabalhando em mais de um projeto ao mesmo tempo e todos eles são baseados no universo de Starlit Adventures. Temos novos jogos surgindo como o Starlit Archery Club, que é um game PvP que envolve muita estratégia e precisão. Temos uma série animada para TV e VOD (video on demand) em desenvolvimento e está sendo um desafio enorme por ser um mercado completamente diferente dos games. Também estamos trabalhando em uma versão para PS4 de Starlit Adventures que será lançada em 2018.Nela é possível jogar multiplayer local com até quatro jogadores e está absurdamente divertida!

 

Atualmente os eventos dedicados a jogos nacionais como o BIG Festival e a área Indie da BGS estão dando bastante visibilidade aos produtores nacionais. Como vocês avaliam esse tipo de evento?

Estes eventos são fundamentais para a nossa indústria, pois precisamos aprender a valorizar aqui o que fazemos para nos fortalecer como indústria. Isso atrai mais jovens que passam a ver os games não só como consumidores, mas como uma potencial profissão. Vale lembrar que em países bem desenvolvidos a Indústria Criativa, a qual os games estão inseridos, gera empregos altamente qualificados e traz muitas divisas. Pense nos “bens intangíveis” como as propriedades intelectuais que a Disney, Marvel e Pixar têm, por exemplo. Precisamos ter coisas assim aqui no Brasil também!

Os impostos são um grande obstáculo para os consumidores e é sabido que encarecem os jogos, entretanto algumas iniciativas como a lei Rouanet parecem equilibrar um pouco as contas para o produtor (e consequentemente para o consumidor).  Vocês conhecem outras ferramentas que podem baratear os jogos brasileiros?

Creio que todo o desenvolvedor de games brasileiro deveria focar em cria-los para que sejam lançados globalmente, assim como fazem as empresas estrangeiras que os lançam aqui. Fora isso, o Brasil, como já sabemos, tem impostos altos e um sistema tributário complicado. O pior de tudo é que nós não recebemos um retorno proporcional a eles. Os games vendidos aqui sofrem dos mesmos males que vemos nos celulares e automóveis! Lá fora o preço é ridiculamente menor e nos sentimos otários sempre que compramos algo aqui. O que pode ser feito? Ano que vem tem eleições!!!

 

 

Qual a diferença dos jogos brasileiros comparados àqueles desenvolvidos por outros países?

Em muitos casos não há diferenças, pois há brasileiros que nem sabem, mas estão jogando games feitos aqui. Porém, ainda não temos produções de triple-A, que são aqueles games para PC ou consoles feitos por centenas de pessoas, ao longo de dois anos ou mais – as chamadas “superproduções”. Ainda assim, já temos empresas brasileiras participando dessas superproduções desenvolvendo arte aqui no Brasil, como no caso da Kokku que participou do Horizon Zero Dawn.

Talvez isso seja reflexo daquelas “décadas perdidas” em que não pudemos desenvolver games para consoles aqui no Brasil (nenhum fabricante autorizava a vinda de kits ao Brasil) e que mesmo até hoje o problema persiste na forma da dificuldade de importação destes itens (graças a nossa burocracia absurda). De qualquer forma, os desenvolvedores brasileiros já acharam meios de “contornar” o problema e distribuir seus games no mundo todo, e uma delas é o universo mobile.

 

Já vimos muitos casos de desenvolvedores talentosos que vão para o Canadá ou para os EUA. Por que isso ainda acontece?

Isso acontece em todas as áreas, na verdade. Infelizmente o nosso país não é muito atrativo nos quesitos mais básicos de uma sociedade organizada. Às vezes nem é a questão de ganhar um salário melhor, mas apenas o fato de poder andar na rua sem temer ser agredido ou até mesmo assassinado! Quem tem a oportunidade de viajar para outros países sempre acaba voltando com alguma vontadezinha de sair do Brasil principalmente por esses motivos básicos, pois a vida parece muito mais “light” do que aqui. Esse êxodo é inevitável enquanto não melhorarmos as condições de vida no Brasil. Nesse cenário, trabalhar com games é mais “internacionalizável” do que Direito ou Medicina, por exemplo, e você verá muitos desenvolvedores saindo com alguma facilidade caso sejam muito bons no que fazem.

 

Como vocês acham que serão os games do futuro?

Tecnologias novas vem surgindo a todo momento, como no caso da realidade virtual ou realidade aumentada. Essas são as “futurologias” mais óbvias. Porém, acho mais interessante observarmos novas tendências a partir de fatores amplos da sociedade e não apenas de uma tecnologia isolada. Veja a cultura dos e-sports e quais estão sendo seus reflexos no design dos games. Ou então, veja o empoderamento do jogador e da comunidade de jogadores quando existe conteúdo criado por eles mesmos. Onde as gerações mais novas estão aprendendo a jogar e como elas estão jogando? Acreditamos que esses fatores têm potencial de mudar mais radicalmente os games do que qualquer tecnologia por si só.

FOTO: CAIO ESCOBAR/PUCRS/DIVULGAÇÃO/JC

Ainda existe o preconceito dos jogadores brasileiros em relação aos jogos nacionais?

É triste, mas talvez ainda exista, sim. Quem sabe quando souberem que muitos estrangeiros estão jogando jogos brasileiros e que estes estejam recebendo prêmios no exterior isso os faça sentir um orgulho por ser brasileiro? Pois é, mas isso já está rolando!!!

 

Algum recado para quem sonha desenvolver games no Brasil?

Tenha foco e disciplina para exercitar seus “skills” como desenvolvedor. Monte um portfólio incrível. Procure parceiros complementares para fazer projetos mais audaciosos. Busque por cursos que te darão diplomas, mas não se esqueça que todo o curso é apenas uma “desculpa oficial” para mergulhar naquela profissão (os professores estarão lá para te orientar ou otimizar teu tempo, mas você que excederá o conteúdo básico). E o mais importante: a prática. Se você quer aprender a jogar futebol, terá que botar a bola no chão e chutar. Com games é a mesma coisa.

___________________________________________________________________________

 

NOTA DO REDATOR: A partir de hoje começamos uma nova série de entrevistas aqui no GameReporter! Como vocês sabem, nosso principal foco são os jogos independentes e a indústria nacional de jogos eletrônicos. Sempre soltamos aquela nota bacana quando um jogo merece destaque, fazemos reviews, e até cobrimos eventos com foco nesses jogos. Mas sempre nos perguntamos: quem são os caras por trás desses jogos?

A partir dessa pergunta inicial, resolvemos criar um especial cujo foco não são os games criados pelos desenvolvedores indies, mas sim os próprios desenvolvedores. A séries busca mostrar um pouco dos caras que fazem e movimentam a indústria local. A ideia é publicar uma entrevista por semana com diferentes desenvolvedores, sejam eles badalados ou não. Se você quer mostrar seu trabalho, por favor, entre em contato conosco para marcarmos aquela entrevista marota, hein!

Estúdio brasileiro Mad Mimic estará na Playstation Experience para apresentar o jogo No Heroes Here

Você já ouviu falar do jogo No Heroes Here? Se ainda não conhece, pode ter certeza de que ainda vai ouvir falar muito desse jogo. E não é por menos: o game brasileiro é uma das grandes apostas da Sony para a próxima temporada. Prova disso é que o estúdio desenvolvedor Mad Mimic Interactive é um dos destaques da PlayStation Experience, que ocorre nos dias 9 e 10 de dezembro, no Centro de Convenções de Anaheim, Califórnia. 

Convidados pela Sony, os criadores de No Heroes Here terão um estande exclusivo no evento. O estande tera nada menos que 12 metros quadrados, onde os desenvolvedores apresentarão  o game ao grande público do evento e  responderão as dúvidas da comunidade. É muito raro estúdios brasileiros conseguirem a oportunidade de apresentar seus games em eventos internacionais desse porte.

No Heroes Here é um ‘Castle Defense’ cooperativo e multiplayer para até quatro jogadores. O jogo teve o incentivo da prefeitura de São Paulo e parte do seu desenvolvimento foi financiado pela SPCine. Sua produção durou cerca de um ano e as versões para Windows e Mac OS foram lançados em outubro deste ano, na plataforma digital Steam. Com diversos personagens selecionáveis e fases a serem exploradas, criar estratégias e cooperar com outros jogadores para o desfecho de cada desafio é o ponto alto da diversão em No Heroes Here.

Nos últimos meses, No Heroes Here esteve presente em diversos eventos nacionais e internacionais como a Brasil Game Show, a GamesCom, o DreamHack, a Tóquio Game Show, a Campus Party e a Argentina Game Show, com destaque para a PAX 10, uma seleção oficial de jogos independentes do evento feita por 50 especialistas do mercado de games mundial.

No Heroes Here conquistou alguns prêmios como melhor jogo brasileiro do Brazil Game Awards, melhor jogo social da Game Connection Development Awardse melhor som e melhor jogabilidade, no evento MAX. Além disso, teve outras nomeações importantes em eventos como o SBGames e o Indie Playground.

De acordo com a Mad Mimic, No Heroes Here estará disponível no primeiro semestre de 2018 para consoles e será lançado para Nintendo Switch, PlayStation 4 e Xbox One. Para saber mais e jogar as versões de Windows e Mac OS, acesse o site do game.

Abaixo tem o trailer de No Heroes Here:

Starlit Archery Club é o spin off mais divertido que você verá do fenômeno Starlit Adventures

Outro estúdio que está fazendo bonito, e bem bonito, é o Rockhead Games (RS), que foi um dos destaques do evento da Abragames: Casos de sucesso 2017 com o título Starlit Archery Club. Basicamente é um puzzle de combinar cores, à lá candy Crush ou Bejeweled, porém com a diferença que o foco está nas divertidas e empolgantes batalhas contra outros jogadores online.

Em Starlit o jogador precisa unir estratégia e precisão para vencer os adversários, além de ser rápido e bastante atento. Para facilitar a vida do jogador existem power ups destraváveis que garantem ótimas vantagens. Vale lembrar que há diferentes modos de jogo para o jogador passar mais tempo se divertindo.

Você deve ajudar os personagens Bo e Kikki em uma competição de arco e flecha com regras bem peculiares. Diferente de outros jogos do gênero, aqui a jogabilidade busca inovação, exigindo raciocínio rápido para decidir o melhor alvo a ser atingido e o power up mais adequado para cada situação. A mecânica gira em torno de capturar uma determinada zona vazia, pois elas esvaziam a energia do adversário, como em um game de luta.

De tempos em tempos surgem desafios especiais que fazem o jogador encarar chefões barra-pesada. Conforme o jogador avança, surgem novos mundos com desafios específicos e novos personagens. Em um dos modos de jogo o gamer deve vencer copas online contra adversários de todo o mundo se quiser evoluir.

De acordo com os desenvolvedores, além de divertir os usuários, Starlit Archery Club também é um belo estimulante cerebral, uma vez que instiga a agilidade e pensamento estratégico. Aqui não basta mirar determinados alvos, mas sim dominar as regras a fim de criar estratégias próprias e vencer os adversários. Nesse aspecto o game até lembra um eSport, já que para ser o vencedor você deve mirar mais do que suas próprias ações.

Para quem não conhece, o universo do game surgiu em Starlit Adventures em 2015, um game de aventura 2D para mobile. O título foi baixado mais de 10 milhões de vezes, recebendo destaque nas lojas online em que esteve presente. Além disso, a aventura de Bo, Kikki e companhia conquistou vários prêmios de melhor game ao redor do mundo. O sucesso foi tanto que até uma revista em quadrinho foi lançada e um piloto de série animada já está em produção. Graças a esse esmagador sucesso os produtores decidiram levar os personagens para um novo estilo de game.

O game Starlit Archery Club é free-to-play e estará disponível para free-to-play em 7 de dezembro de 2017 para Android e iOS.

Abaixo tem um trailer de Starlit Archery Club:

Necrosphere é o jogo da Cat Nigiri para quem busca desafio e não tem medo de perder vidas

Está aí procurando um jogo desafiador e cheio de personalidade? Sua busca termina aqui! Nosso destaque do dia é o jogo Necrosphere, da produtora indie brasileira Cat Nigiri. Aqui temos uma aventura ao estilo metroidvania cuja dificuldade é bastante elevada e vai fazer o jogador perder muitas vidas. O título esteve presente em diversos eventos de games e conquistou bastante espaço e atenção dos jogadores Brasil afora.

O protagonista de Necrosphere é o jovem Terry Cooper, um agente secreto que acaba indo para o mundo pós-vida e deseja voltar desesperadamente para o mundo dos vivos. Para isso, ele deve passar por centenas de obstáculos e armadilhas mortais. Necresphere é basicamente o lugar para onde vão as almas dos que morreram, tantos os bons como os maus.

Neste plano astral não há outras pessoas, ou seja, cada indivíduo é condenado a passar por seu próprio inferno. Não há nada a se fazer aqui, apenas esperar por toda a eternidade. Contudo existe uma maneira de sair deste ambiente inóspito, mas para tanto é necessário passar por diferentes obstáculos e alcançar uma portal capaz de te levar de volta à normalsphere, o mundo dos vivos.

A jogabilidade é bem simplista: apenas dois botões de ação. Apesar da alta dificuldade do game (lembra bastante o Super Meat Boy), Necrosphere tem uma curva de aprendizado rápida, de modo que os jogadores irão dominar os desafios facilmente. Já até rolam desafios speed run entre a comunidade de jogadores. Se você curte um desafio, este jogo é bastante indicado. De acordo com os produtores, o game tem cerca de 2,5 horas de gameplay.

Necrosphere já está disponível para PCs através da Steam. Há planos de levar o jogo para outras plataformas no futuro. Ah, se você ainda tem dúvidas quanto a qualidade do título, saiba que ele é nada menos que o grande vencedor da SBGames Curitiba 2017 nas categorias Júri Popular e Melhor Jogo.

Abaixo tem o trailer de Necrosphere:

Estes são os 25 estúdios nacionais que mais se destacaram em 2017, segundo a Abragames

Que o mercado de games nacionais está em alta não há dúvidas: a cada ano surgem games de alta qualidade e seus produtores logram conquistar prestígio nacional e internacional com cada vez mais frequência. Para celebrar o crescimento da indústria, e revelar o que virá em 2018, a Abragames (Associação Brasileira das Empresas Desenvolvedoras de Jogos Digitais) organizou nesta quinta-feira, o evento especial Abragames Apresenta: Jogos de Sucesso, em São Paulo.

Neste evento se reuniram 20 desenvolvedoras associadas à Abragames para expor os 25 maiores casos de sucesso deste ano, para um público composto por empresários, profissionais da indústria criativa, imprensa e representantes do Governo. A intenção foi destacar as grandes e pequenas empresas que fazem o Brasil ser bem visto pelas empresas de games mundial.

“Este ano foi o melhor da nossa indústria, e fruto de muito esforço de empresários que participaram dos mercados internacionais mais competitivos e especializados do mundo, com apoio da Apex-Brasil,” declarou Eliana Russi, gerente executiva do Projeto Brazilian Game Developers. “Em 2018, com o início da implantação de políticas públicas, como os Editais da Ancine e Finep, o talento e garra dos desenvolvedores brasileiros só dá um direcionamento claro:  nossa indústria é forte e veio para ficar.”

Em 2017 pela primeira vez a indústria de games passou a ter financiamentos públicos, somando mais de R$ 30 milhões, e esse investimento gerou os resultados mostrados no evento. Os 25 jogos apresentados foram financiados de diversas formas. A maioria deles (14) foi feita com recursos das próprias empresas, 10 deles foram feitos com financiamento público (através de investimentos e editais); 4 foram produzidos com investimento privado internacional, 2 foram feitos com ajuda de financiamento coletivo, e 1 com financiamento privado nacional.

Entre as empresas destacam-se 11 de São Paulo, 2 do Distrito Federal, 3 do Rio Grande do Sul, e 1 de Santa Catarina, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Minas Gerais cada. No total, estas empresas mobilizaram quase 170 pessoas na criação de seus jogos, que venceram 28 prêmios e receberam 24 outras nomeações. E um detalhe: quase metade (48,5%) deles ainda não foi lançada oficialmente.

Entre as empresas participantes do evento da Abragames, nota-se que muitas delas já tiveram seus games divulgados aqui no GameReporter e são bastante ovacionadas quando participam de eventos como o BIG Festival ou a Brasil Game Show. Confira a lista de produtores nacionais destacados pela Abragames:

Behold Studios (Distrito Federal), Cat Nigiri (Santa Catarina), Kinship Entertainment (São Paulo), Flux Game Studio (São Paulo), Fableware Narrative Design (Rio de Janeiro), Fira Soft (Distrito Federal), Skullfish Studios (São Paulo), Duaik (São Paulo), Ambize Studio (São Paulo), IMGNation Studios (Rio Grande do Sul), Pocket Trap (São Paulo), Among Giants (São Paulo), Sinergia Studios (São Paulo), Rockhead Games (Rio Grande do Sul), Webcore Games (São Paulo), Monomyto Game Studio (Mato Grosso do Sul), Mad Mimic (São Paulo), Rogue Snail (Minas Gerais), Mukutu Game Studio (São Paulo) e Aquiris Game Studio (Rio Grande do Sul).

DUAIK Entretenimento anuncia sequência de Aritana e a Pena da Harpia

Em 2015 o mundo dos games foi surpreendido pelo ótimo Aritana e a Pena da Harpia. Pois bem, passados dois anos a DUAIK Entretenimento anuncia a produção de Aritana 2. De acordo com os desenvolvedores, no novo título os jogadores irão conferir as consequências do desfecho do primeiro jogo, como a perda do Cajado de Fogo e a derrota do Mapinguari. A expectativa é que o game seja tão bom e inspirado quanto o anterior e desenvolva ainda mais os personagens.

A história de Aritana 2

Um misterioso mascarado está prestes a destruir a Grande Arvore Ypy, utilizando de um antigo poder para corromper tudo ao seu redor. Enquanto isso, a busca pelo poderoso cajado do pajé Raoni leva Aritana ao templo que abriga Ypy e que agora corre grande perigo.

O destino de Aritana será guiado pela antiga guardiã do templo, a Artesã, e juntos precisam impedir que o mascarado alcance o topo do templo e destrua Ypy. No caminho, Aritana provará novamente seu valor enfrentando novos desafios e portando uma nova arma, o arco e flecha.

Mudanças para a sequência

Embora Aritana 2 seja uma continuação do primeiro da série, a arte foi aprimorada e as mecânicas de jogo foram totalmente modificadas, deixando de ser um jogo de plataforma para se tornar um game de aventura em 3ª pessoa. Esta nova ambientação transporta o jogador para dentro do universo de Aritana, oferecendo maior imersão e desafiando o jogador a encontrar soluções para os desafios que aparecem durante a história.

Um exemplo disso é um novo sistema de crafting, que permite criação de armas, poções e outros itens dentro do jogo, garantindo maior diversidade de gameplay e trazendo maior diversão para o jogador. Além disso, em Aritana 2 o jogador poderá escolher o gênero do seu personagem, tendo pela primeira vez uma nova personagem jogável para explorar o mundo aberto do game.

Assim como no jogo original, aqui o jogador embarca em um mundo fantástico, repleto de desafios e conta com uma história envolvente. O mundo é repleto de monstros e desafios extremamente instigantes, cabendo a Aritana resolver o mais rápido possível para salvar o mundo.

Os produtores por trás do projeto prometeram que as primeiras informações serão divulgadas no evento Games Brasileiros: Cases de Sucesso, que acontecerá no dia 23 de Novembro, das 11h às 12h30, na Escola Britânica de Artes Criativas, no bairro de Pinheiros, em São Paulo.

Abaixo tem o trailer do primeiro Aritana e a Pena da Harpia:

Campeonato universitário de Heavy Metal Machines acontece na próxima terça-feira (21) na URI

O jogo Heavy Metal Machines está fazendo história! Desta vez o jogo da Hoplon terá um torneio amistoso entre alunos da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), no Rio Grande do Sul. A competição inédita acontece na próxima terça-feira, 21 de novembro. O mais interessante é que o torneio é organizado pelos próprios alunos.

A competição é exclusiva para alunos e será sediada no campus de Frederico Westphalen/RS. Ao todo serão oito times na disputa, que terá o formato de eliminação simples, ou seja, uma única derrota é o bastante para que a equipe seja eliminada. De acordo com os organizadores, será utilizada a plataforma Battlefy para sortear os confrontos. Como premiação, todos os jogadores do time campeão ganharão um mouse Razer Krait, itens do jogo e camisetas.

“O Brasil é um grande mercado consumidor de games e sempre notamos nos nossos alunos um enorme interesse pelos jogos eletrônicos. A Hoplon participou de uma aula inaugural na URI e o feedback dos alunos foi excelente. Alguns, inclusive, formaram uma equipe e participaram do campeonato sul-americano de Heavy Metal Machines, ficando em quarto lugar”, disse Rosângela Faschel, coordenadora do mestrado em Letras da URI. “Diante do interesse dos estudantes e a fim de fomentar o game nacional, decidimos ampliar essa parceria entre URI e Hoplon com um campeonato de Heavy Metal Machines. Temos certeza que será um sucesso e esperamos um dia participar de torneios interuniversidades”, completou.

Esta não e a primeira vez que universitários organizam um torneio de Heavy Metal Machines: no ultimo dia 11 de novembro a Universidade do Vale do Itajai (Univali) recebeu o primeiro torneio do jogo e contou com partidas frenéticas. A expectativa da Hoplon e que esses torneios se tornem mais frequentes e mobilizem diversas universidades pelo Brasil e no exterior. Interessados em realizar torneios oficiais de Heavy Metal Machines em suas universidades podem entrar em contato com a Hoplon pelo e-mail marketing@hoplon.com.

Para quem não conhece, Heavy Metal Machines (HMM) é um jogo multiplayer online de batalha de carros free-to-play da desenvolvedora catarinense Hoplon. Ele coloca carros armados até os dentes em combates nas arenas mais surreais imaginadas. Lembra algo de Rock n Roll Racing e Twisted Metal. Heavy Metal Machines está disponível em beta aberto no Steam e pode ser baixado gratuitamente.

Abaixo tem um trailer de Heavy Metal Machines:

Solte sua voz para vencer os obstáculos em Ressonance – The Lost Score

Para fazer sucesso, um jogo indie deve inovar em algum sentido, certo? Se você pensa assim, te apresento Ressonance – The Lost Score, um jogo de plataforma musical em que a principal arma do jogador é a voz. Sim, aqui você utiliza um microfone para interagir com o cenário. O game esteve presente na BGS 2017 e foi uma das gratas surpresas do evento neste ano.

A trama é simples, porém divertida: você deve ajudar o jovem Wez a encontrar a Partitura Perdida. A partir daí o jogador deve passar pelos mais diferentes obstáculos para chegar até a misteriosa partitura. Para tanto, use sua voz para passar por obstáculos diversos, utilizando-se da frequência correta para ter sucesso. Ele lembra algo do quase desconhecido In Verbis Virtus.

A mecânica gira em torno da frequência da voz. Não adianta se esgoelar, a ideia aqui é usar o tom de voz adequado para interagir com o cenário. Existem algumas plataformas que só se movem com o som certo, ou seja, para fazê-la avançar você deve utilizar sua voz na frequência correta e mantê-la até o final. Se você fraquejar a voz, a plataforma retorna para o local de origem.

A princípio parece um jogo de plataforma comum, ou seja, você vai pular plataformas e diversos obstáculos seguindo a premissa de ir da esquerda para a direita. A diferença é que o controle principal é um microfone. Os principais obstáculos são cúpulas de vidro que são destruídos de acordo com a vibração que o jogador emite. Mas não basta apenas ficar gritando: cada obstáculo necessita de uma entonação específica. As frequências são simbolizadas por círculos de diferentes cores para ilustrar a entonação necessária.

Resonance – The Lost Score esteve presente na BGS 2017 no estande da PONG (Potiguar Indie Games), onde os jogadores podiam testar o game com um microfone profissional, mas os desenvolvedores já adiantaram que qualquer microfone pode ser ajustado para o jogo. O game está atualmente disponível na plataforma itch.io por U$ 1,99. Recentemente o jogo conseguiu sinal verde na Steam com previsão de lançamento na plataforma em algum momento do primeiro semestre de 2018.

Abaixo tem o trailer de Ressonance – The Lost Score: