Arquivo da categoria: Games

Novo livro de Salah Khaled analisa a relação entre os videogames e a violência

Estados Unidos, 1999. Eric Harris e Dylan Klebold entram nas dependências da Escola Columbine armados até os dentes. Resultado: doze pessoas são mortas a sangue frio. Os dois jovens assassinos cometem suicídio e uma pergunta reverbera no ar: porquê? Quase vinte anos se passaram desde o ato de violência em Columbine e muitas teorias foram formuladas de o que levou esses jovens a cometer tal atrocidade.

A polícia pesquisou a história dos assassinos e descobriu um histórico de sofrimento de bullying, sociopatia e um vício incontrolável em Doom. A arapulca estava armada. Outros incidentes ainda nos Estados Unidos de jovens perturbados e suas armas letais apontaram o dedo acusador para qual o mal dos jovens americanos.

Tudo era culpa dos videogames e sua violência desregrada. A partir daí se viu uma caça às bruxas: Mortal Kombat foi censurado em alguns países, GTA foi banido de algumas lojas, o site Doomworld teve de se defender através de editorial e uma série de entrevistas.

Pressionado pelos país, o Congresso Americano teve de regular os jogos através de faixa etária. Mas o estrago já estava feito: nunca mais os videogames seriam vistos com bons olhos pela sociedade geral. Até mesmo nos dias atuais é possível ver matérias na televisão e em jornais relacionando os videogames com comportamentos erráticos.

Essa briga entre defensores dos jogos eletrônicos e a mídia já rendeu muitos debates. Se você quer entender mais desse assunto de maneira profissional, a dica é o livro “Videogame e violência”, do professor professor Salah H. Khaled Jr. A obra busca responder até que ponto a relação entre jogos e violência é verdadeira. A leitura é obrigatória para quem quer entender se os jogos são fator determinante para a explosão de ódio generalizado entre jogadores.

O professor Salah H. Khaled Jr. tem todas as credenciais necessárias para analisar o tema, já que ele é especialista em criminologia, em História do Brasil e gamer desde os anos 1980. A obra é publicada pelo grupo Record e chega ao mercado em maio pelo preço de R$ 59,90. Segundo o professor Salah, não existe uma relação direta entre videogames e violência gratuita.

O jornal The Sun aponta Fortnite como criador de jovens desordeiros

“Não há nenhuma evidência concreta de que jogos eletrônicos provocam violência, ou seja, de que existe uma relação de causa e efeito entre videogame e violência. A suposta conexão entre games e violência não é mais que um discurso produzido pela imprensa, recepcionado por políticos e grupos de pressão e, de certo modo, ‘certificado como verdadeiro’ por alguns pesquisadores, cujo resultado conduz à criminalização cultural dos games, e também dos criadores e dos jogadores. Trata-se de um complexo processo de difusão de pânico moral por reacionários culturais”, diz o autor na introdução do livro.

Para defender sua tese, Salah faz um levantamento histórico da demonização dos videogames – algo que se confunde com a própria história dos jogos –, começando ainda nas “cruzadas morais” contra as histórias em quadrinhos e o rock, até o desenvolvimento dos primeiros games. Ele analisa ainda alguns jogos específicos e seus impactos, e destrincha casos em que a polêmica chegou ao auge, como na tragédia de Columbine, nos EUA, e no atentado dentro de um cinema de shopping , em São Paulo.

No texto, ele explora os casos tanto pela perspectiva judicial quanto pela das pesquisas científicas, da cobertura da imprensa e da atuação de políticos. Salah reúne uma bibliografia abrangente e mostra que muitas pesquisas apresentam falhas metodológicas e não são capazes de apontar com segurança uma relação causal entre games e agressão ou perda de sensibilidade.

Os jogos e os próprios desenvolvedores também não são poupados: o autor fala de casos em que as próprias empresas produtoras de games disseminam o pânico em busca de publicidade, e examina os jogos que difundem discursos de ódio em suas tramas.

O autor destaca que não são grandes séries comerciais, mas sim um universo muito restrito de games, como RapeLay, Ethnic Cleansing e V-Tech Rampage, que, inclusive, são duramente criticados pela imprensa especializada.


TRECHO:

“A tragédia de Columbine consolidou o pânico moral relativo aos games no imaginário popular e inaugurou um novo front na guerra (pro)movida pelos empreendedores morais: o judicial. Esse fenômeno certamente merece atenção especial, já que o campo jurídico é por definição um dos privilegiados para a difusão do processo de criminalização cultural.

Mas não se trata apenas de criminalização de produtos, criadores, lojistas e consumidores. Nos processos movidos contra a indústria dos games encontraremos algumas características que certamente os diferenciam de situações análogas em outras mídias.” Você consegue mais detalhes do trabalho no site do lançamento.

 

Segundo Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais inicia coleta informações e amplia escopo

Já está a todo vapor o Segundo Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais financiado pelo Ministério da Cultura. O mapeamento do setor é fundamental para que sejam elaboradas políticas públicas que visem fortalecer o setor. O Censo é conduzido pela equipe da Homo Ludens e visa entender o públicque consome e acompanha a indústria de jogos nacionais.

O primeiro censo dos jogos digitais coletou dados referentes ao ano de 2013, e seus resultados foram divulgados a partir de março de 2014. O levantamento foi fundamental para direcionar a discussão e a implementação de políticas públicas voltadas a esse setor no Brasil. O segmento experimentou um aumento das exportações superior a 625% nos últimos três anos, fechando 2016 com US$ 17,4 milhões, segundo dados do Projeto Setorial de Exportação Brazilian Game Developers.

Desde então, diversas iniciativas públicas e a própria dinâmica do setor mudaram o perfil da indústria e as suas demandas. “Os dados do censo possibilitam a criação de políticas públicas convergentes, a promoção e acesso ao mercado internacional e o fortalecimento da competitividade do setor”, destaca Ana Letícia do Nascimento Fialho, Diretora do Departamento de Estratégia Produtiva da Secretaria da Economia da Cultura do Ministério da Cultura.

“Nesta edição, além dos desenvolvedores de jogos, também serão incluídos outros atores da indústria de jogos digitais, como empresas com outras atividades (animação, software, etc) que também desenvolvem jogos, atividades de apoio ao desenvolvimento de jogos (sonorização, localização, monetização, consultoria, etc); além de outras atividades da indústria (publishing, distribuição, varejo, mídia, etc)”, esclarece Luiz Ojima Sakuda, sócio da Homo Ludens e coordenador do estudo.

Então torna-se mister que todas as pessoas envolvidas com a indústria de jogos responda o questionário para ajudar aos governantes entender quem somos e o que queremos. Este questionário está disponível aqui . Os dados coletados serão utilizados apenas para fins de desenvolvimento de políticas públicas e de produção científica. O resumo executivo será enviado ao email de contato cadastrado  assim que o estudo for terminado.

VR Gamer: arena itinerante de jogos de realidade virtual é inaugurada em Shopping de São Paulo

Chegou o grande dia para os fãs de  realidade virtual e jogos eletrônicos: amanhã (04/05), será a inauguração da Arena VR Gamer, a primeira arena itinerante de jogos de realidade virtual do país, no Shopping Villa Lobos, na zona oeste de São Paulo. A ideia é criar um ambiente parecido com as casas de fliperamas, o de até quatro pessoas possam jogar simultaneamente em maquinas ligadas a óculos de realidade virtual.

De acordo com a VR Gamer, idealizadora da empreitada, o espaço contará com 25m² e traz um jogo exclusivo desenvolvido para o espaço.  Cada sessão terá duração dez minutos e os ingressos deverão ser adquiridos no local.

A Arena VR Gamer contará com equipamentos de última geração como conjuntos de HTC VIVE aliados a trackers, CPU’s em mochilas e periféricos interativos e sem fios, que permitem aos visitantes locomoverem-se livremente e terem uma experiência totalmente imersiva no jogo.

“A ideia da Arena VR Gamer surgiu como uma forma de popularizar a realidade virtual, permitindo que mais pessoas possam ter contato com essa tecnologia, que não é mais uma tendência, mas uma realidade no mundo do entretenimento. Se olharmos para o mercado mundial vemos que até grandes parques de diversão já contam com atrações do gênero. A realidade virtual oferece uma experiência imersiva para quem a está utilizando e faz com que a pessoa seja transportada para outra realidade”, comenta o sócio-proprietário da VR Gamer, Leandro Sarubbi.

A Arena VR Gamer ficará localizada no Shopping Villa lobos e depois seguirá para outros shoppings da capital e Grande São Paulo.

 

Serviço: Arena VR Gamer

Duração: de 4 de maio a 18 de junho de 2018

Local: Shopping Villa Lobos

Endereço: Avenida das Nações Unidas, nº 4777 – Alto de Pinheiros – Tel: (11) 3024-3738

Horário: de segunda a sábado, das 10h às 22h e domingo das 12h às 20h

Ingresso: R$ 40

Torne-se uma lenda dos e-Sports no jogo mobile League of Gamers, jogo gratuito para Android

Já imaginou se tornar um astro dos e-Sports disputando partidas e torneios mundo a fora? Esta é a premissa de League of Gamers, jogo mobile da produtora brasileira Tapps Games. Seu objetivo é se tornar um jogador famoso em todo o mundo. Para isso, você deve vencer pequenos torneios, formar times e aprimorar seus equipamentos de jogos como teclados e mouses.

A jogabilidade é baseada no sistema de tap, ou seja, você deve dar toques no touch do celular para derrotar os inimigos que surgem na tela e aumentar sua experiência e dinheiro. Conforme você melhora os status do seu personagem, mais famoso é rico ele fica.

Não importa se seu tipo de jogo preferido é FPS, MOBA, Estratégia, ou Esporte – para conseguir chegar ao topo, você precisa mostrar esforço e habilidade de um verdadeiro gamer. Parece que o time da Tapps Games quis transformar League of Gaming em uma analogia bem fiel ao que os grandes astros reais do e-Sports enfrentam desde o início da carreira até o estrelato.
League of Gamers é gratuito e já está disponível para download através do Google Play.

Tal como outros jogos do gênero, ele é bem divertido e viciante. Os gráficos são no estilo Cartoon e esbanjam cor e bom humor. Até frases típicas do cenário são usadas nos diálogos do game.

Abaixo tem o trailer de League of Gamers:

Massive Work Studio divulga mais detalhes do impressionante jogo Dolmen

Foram apenas duas semanas para acabar o período de financiamento coletivo de DOLMEN, o jogo Indie brasileiro inspirado na franquia Dark Souls e que promete qualidade em.níveis altíssimos. A equipe da Massive Work Studio decidiu envolver ainda mais a comunidade neste período tão importante do jogo  mostrando um pouco mais dos bastidores de seu horripilante RPG de ação.

O vídeo abaixo apresenta a enorme e misteriosa espaçonave Zoan, o veículo que será tão essencial durante a jornada do protagonista. A nave Zoan é onde a jornada começa. Ela contém algumas das tecnologias mais avançadas da humanidade e funciona como uma pequena porção de normalidade no mundo de DOLMEN – atuando como uma jangada proverbial para o jogador que enfrenta o planeta, até então inóspito, de Revion Prime.

Além de uma sala de comando e estação de trabalho totalmente equipada para construir e modificar armas e armaduras, a nave também conta com uma cozinha. Zoan também atua como o maior inventário do protagonista, significando que os recursos obtidos no mundo exterior que não forem armazenados lá podem ser perdidos para sempre.

A nave Zoan e o protagonista são apenas alguns dos aspectos cuidadosamente construídos do jogo que fazem de DOLMEN absurdamente detalhado e fascinante.

Veja o vídeo DOLMEN: The Main Character e The Zoan Ship abaixo:

Projeto que regulamenta os e-sports é aprovado pela Comissão de Ciência e Tecnologia

Novidade quente para os fãs de jogos eletrônicos: foi aprovado pela Comissão de Ciência e Tecnologia nesta última terça-feira (24) o projeto de lei PLS 383/2017 que regulamenta os e-Sports. Agora o projeto passa pela votação da Comissão de Educação. Basicamente isto significará que os jogadores profissionais serão reconhecidos como atletas, além de coibir toda prática discriminatória dentro de jogos online. Assim, o dia 27 de junho passa a ser o Dia do Esporte Eletrônico.

O projeto é de autoria do senador Roberto Rocha (PSDB-MA), e ainda será analisado em decisão terminativa pela Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE). O projeto garante a liberdade da prática dos e-sports, estabelecendo como objetivos da modalidade o estímulo à boa convivência, ao fair play, à construção de identidades, o combate aos discursos de ódio que podem ser passados “subliminarmente” pelos jogos e o desenvolvimento de habilidades dos praticantes.


Explicação da Ementa:


Define como esporte as atividades que, fazendo uso de artefatos eletrônicos, caracteriza a competição de dois ou mais participantes, no sistema de ascenso e descenso misto de competição, com utilização do round-robin tournament systems, o knockout systems, ou outra tecnologia similar e com a mesma finalidade.

 

Polêmica

Há quem desconfie que esta é uma manobra para taxar a profissão de cyber atletas brasileiros, porém o projeto é omisso nesse aspecto. Não por acaso, muitas pessoas acreditam que mais impostos vão recair sobre a profissão de cyber atleta e times profissionais.

Sabe-se que uma vez que o projeto seja aprovado e torne-se lei, garante-se padronização da atividade. A parte interessante é sobre o cyberbullying, pois uma vez que a prática de configurar dentro do jogo digital o praticante comete crime e pode responder judicialmente pelo ato.

Já para quem joga socialmente com os amigos, nada de novo sob o sol. Confira o texto da ementa aqui.

Mushroom Guardian: game mobile para iOS relembra os clássicos platformers da era 16 bits

Nosso destaque do dia é o game Mushroom Guardian, um título de plataforma para iOS desenvolvido pelo produtor independente Mariano Larronde, da Argentina. Ele é inspirado nos jogos clássicos dos anos 90. O jogo está em desenvolvimento há quatro anos e tem como objetivo entregar uma experiência divertida sem intromissões de microtransações.

Em Mushroom Guardian, os jogadores devem testar suas capacidades sem nenhum tipo de ajuda, como era nos jogos de plataformas das antigas, os quais provocavam um profundo sentimento de vitória no jogador.

De acordo com o desenvolvedor, o game é o resultado da mistura dos jogos de plataformas de console dos anos 90s, com uma gameplay frenética que exige ao jogador habilidades muito diversas, desde corridas tradicionais, rodar pelo chão, pular, voar, subir em carrinho de trem, se se jogar em barris e tiro ao alvo com arco e flecha. Tudo ao longo de 20 desafiadores níveis cuidadosamente construídos para serem acessíveis mas bem difíceis de atingir 100%.

Na trama o jogador deve ajudar o gnomo Igory a combater o ataque do Rei Sapo e seu exército de répteis, que querem roubar todos os cogumelos mágicos da sua aldeia. Por sorte, Ziggy, o coelho guardião, que está indo ajudar com sua incrível velocidade pode rastrear o Rei Sapo.

Mushroom Guardian conta com 20 fases estilizadas em gráficos bem desenvolvidos e uma mecânica simples de aprender, totalmente inspirada em jogos clássicos: Apontar, atirar, pular, voar e rolar pelo chão. O game já está disponível para download.

Abaixo tem o trailer de Mushroom Guardian:

Polandball: aprenda a resolver os problemas do mundo com o doce punho da justiça armamentista nesse jogo para mobile

O mundo está em constante tensão: protestos abalam a China, terroristas se disseminam no Iraque, zombies tomam a Grécia de assalto. Manter a paz mundial através de ataques certeiros ou restrições comerciais sempre foi papel dos EUA, a polícia do mundo. Entretanto a comunidade internacional tem visto as ações da América como abusivas. Chegou a hora de um novo patrulheiro ajudar a colocar os demais países em seus respectivos lugares! Esse é o mote por trás de Polandball: Not Safe for World.

Cansado de tantas reclamações os EUA decidiram contratar a Polônia para resolver todas a crises diplomáticas que surgirem, ou seja, você cuida do trabalho sujo, enquanto eles te dão o know-how de como agir nas diferentes situações. Oh sim, vale tudo para manter a paz, um bombardeio localizado nas nações insurgentes ou uma pequena dose nuclear não fazem mal a ninguém. Você deve estar se perguntando: por que a Polônia? Bem, porque sim, fique quieto e distribua um pouco de liberdade através de seus caças.

Polandball foi criado pelo estúdio Sunny Chow e infelizmente ainda não tem legendas em português. Mas se você souber um pouco de inglês vai se divertir bastante com o humor negro e situações inusitadas do jogo. O objetivo aqui é ver qual o tempo máximo você pode manter a paz. Mas não abuse da sorte: se você começar a destruir todos os países, os EUA vão te expulsar do time de países civilizados. Seja obediente!

O grande destaque é o visual do game que se apropria do famoso meme “Ball”, aquele que representa os países em forma de bolas. O jogo é bem colorido e fácil de aprender. O humor contido aqui será a coisa mais engraçada que você vai ver, apesar da evidente crítica às Nações Unidas. O game está disponível gratuitamente para Android. Atenção: este jogo é ofensivo!

Abaixo tem um vídeo de Polandball: Nota Safe for World:

A polêmica do BIG Festival x Desenvolvedores de Jogos: entenda o caso e a resposta da organização do evento

Criado em 2012 no Museu da Imagem e do Som (MIS), o BIG Festival se desenvolveu rapidamente de uma pequena mostra de games, para um evento de proporções e importância grandiosa. E não é por menos: foi ele o evento  pioneiro dedicado exclusivamente a jogos independentes do Brasil. Graças a ele os produtores nacionais conseguiram visibilidade e contato direto com o público como nunca antes. Claro, alguns eventos de grande porte como a BGS dedicam algum espaço para indies, mas apenas o BIG nasceu e cresceu com os pequenos produtores como foco principal.

Na última semana a comunidade de produtores nacionais e jogadores presenciaram uma polêmica envolvendo o BIG Festival. Fato este que levou até a produção do evento a escrever uma carta aberta a fim de responder os desenvolvedores. Tudo começou no último dia 18, quando um grupo de 250 desenvolvedores de jogos encaminhou uma carta aberta para o BIG. A carta continha algumas críticas e questionamentos acerca das políticas do evento.

“Viemos através desta apresentar oficialmente nossa insatisfação em relação às escolhas do Festival. Essa insatisfação não é nova e já tem sido comunicada aos organizadores por diversas vezes nos últimos anos, com pouco ou nenhum resultado. Nos preocupa e incomoda que o BIG Festival, que usa em seu nome ‘brazilian independent’, dê tão pouco espaço para nós, os tais desenvolvedores brasileiros independentes”, começava o documento.

Basicamente os desenvolvedores cobram maior transparência da organização em relação aos critérios de avaliação para chegar a ser finalista do evento. Além disso, não viram com bons olhos a participação da Bandai Namco dentro do evento julgando os games nacionais. Também foi cobrada a falta de espaço para jogos feitos por universitário, em detrimento de projetos de empresas já estabelecidas e com recursos grandiosos. Ao final do documento foram levantadas possíveis soluções para os problemas levantados.

Com a polêmica levantada e a assinatura de 250 desenvolvedores, a organização viu que as coisas poderiam evoluir rapidamente para uma situação desfavorável. A princípio o BIG tentou uma reunião com uma comitiva de desenvolvedores, porém a sugestão logo se viu inviabilizada por motivos de deslocamento e escolha dos membros da comitiva. Questionou-se o porquê a organização não responde simplesmente as reivindicações da carta ponto a ponto. Pois bem, a organização do evento ouviu a comunidade e encaminhou hoje (23) para a imprensa uma carta aberta respondendo todos os 16  pontos do documento.

O documento contém 28 páginas e pleiteia esclarecer as dúvidas levantadas. A primeira coisa é que a organização desmente veementemente o rumor de que poderia rolar uma lista negra aos desenvolvedores que assinaram a petição.

“É importante declarar que são boatos totalmente infundados quaisquer possibilidades de retaliação ou lista negra por parte do BIG a quem quer que seja signatário da carta. Não sabemos quem teve a ideia de inventar isso (de fato, vários comentários inventados e não checados circularam, inclusive pela imprensa, esse é apenas um dos mais absurdos deles). Seria totalmente absurdo gerar uma lista negra para uma carta que propõe melhorar o evento”, escreve Gustavo Steinberg, diretor executivo do BIG.
Visando melhorar a comunicação entre evento e desenvolvedores, o BIG continua sugerindo a eleição de uma comissão que represente a categoria. “Sugerimos, porém, que elejam uma comissão que possa trabalhar conosco ainda nesta edição. É difícil para o festival de se comunicar com 250 pessoas ao mesmo tempo. Nossa estrutura é BEM menor do que vocês imaginam”, diz o comunicado.

Na quarta-feira (25) será realizado um encontro entre os desenvolvedores e a direção do evento às 18h no Centro Cultural São Paulo. De acordo com o BIG o evento será transmitido online. Sobre a principal crítica do evento, a parte que fala sobre a falta de transparência e a presença de grandes empresas, o BIG se defendeu dizendo que os patrocinadores não tem influência na escolha dos jogos finalistas.

“O BIG é um evento de games que engloba diversos patrocinadores, associações, e órgãos, porém as associações e entidades não têm participação nenhuma na seleção dos jogos do festival, sendo escolhido um grupo de curadores que não tem ligação com as mesmas. Pedimos que casos específicos sejam encaminhados para que possamos apurar e responder à altura”.

Mais informações podem ser vistas no site do evento.