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Dream Game, conheça o projeto de gamificação do Colégio GGE que incentiva o aprendizado dos alunos

Em um momento em que se discute sobre a associação de games e a violência, pessoas mais esclarecidas mostram que, ao contrário do que se diz, os videogames são sim ferramentas úteis para as crianças. O Colégio GGE acaba de lançar o projeto Dream Game, um título inovador que une o entretenimento e o aprendizado, incentivando seus alunos do Ensino Fundamental 2 a utilizarem de forma produtiva esses novos recursos.

O Dream Game é um jogo criado exclusivamente para os alunos do GGE testarem seus conhecimentos adquiridos em sala de aula. Ao baixar o aplicativo, o aluno tem acesso a conteúdos de linguagem, ciências humanas, ciências da natureza e matemática, competências abordadas em vestibulares e no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A cada resposta correta, o jogador ganha uma moeda chamada braincoin (moeda do cérebro). E tem também a moeda chamada heartcoin (moeda do coração) que são concedidas pelos professores e equipe pedagógica pelo bom comportamento em sala de aula.

E essa ideia nasceu do sócio-diretor do colégio, Herbetes de Holanda, que se inspirou nas famosas moedas virtuais, as bitcoins, para inserir os jovens ao mundo digital de maneira educativa. O nome Dream Game, foi escolhido em alusão à missão da escola de ajudar os alunos a realizarem seus sonhos e estimular os estudantes a serem competitivos de forma saudável.

“Meu desafio era trazer uma inovação tecnológica que contemplasse os principais valores da vida escolar: estudo e comportamento. A partir daí, desenvolvi a lógica, os critérios, algoritmos e ícones e, em parceria com um programador, conseguimos finalizar o produto”, explica Herbetes, sócio-diretor do GGE.

 

Ao acumular as moedas, os alunos poderão trocar por diversos prêmios, através de uma loja virtual disponível no aplicativo do Dream Game, como bicicleta, aparelhos eletrônicos, lanches, fardamentos, ingressos para cinema, materiais esportivos, livros e até por pontuação extra em algumas disciplinas.

A plataforma já está disponível aos estudantes e eles podem acompanhar como está seu desempenho em tempo real de um jeito fácil, descontraído e bem interativo. A aplicação está disponível para PCs, tablets e smartphones – na Google Play. O legal mesmo é ver que enquanto pessoas acusam videogames por todo rompante de violência, há estudiosos que utilizam seu aspecto interativo para trazer as crianças para o estudo. Tomara que a moda do Colégio GGE pegue.

Abaixo temos um vídeo explicativo da lojinha Dream Game:

Top 5: acontecimentos que incentivaram a criação de games nacionais

Podemos dizer que o mundo dos games hoje em dia está fervendo e crescendo de maneira extraordinária. Todos os dias vemos os grandes estúdios de criação de games apresentarem incríveis jogos com gráficos ultrarrealistas e mecânica que aproximam os personagens próximos a realidade.

É notável também a força dos produtores independentes, que de certa forma estão bastante encorajados a criar jogos, mesmo que sem grandes recursos financeiros ou um patrocinador. Seja como for, o mercado de games nacional se desenvolveu muito bem.

Mas alguns anos atrás as coisas não eram assim, pois era raro encontrar algum desenvolvedor de games independente, pois apenas os grandes estúdios e distribuidoras lançavam games. Os gamers então passaram por cima e quebraram esse paradigma, e após algum tempo o mercado foi só crescendo e crescendo, como era previsível.

Trouxemos alguns acontecimentos dentro da indústria dos games que ajudaram a evoluir o mercado, assim como podemos ver hoje. Alguns mais recentes, outros nem tanto, confira:

 

5 – Lançamento dos primeiros games indies

 

Ah, os Games Indies! Talvez você desconheça a importância que estes jogos criados por poucas pessoas (ou até mesmo uma) tem sobre o mercado de desenvolvimento de games no mundo e aqui no Brasil.

Os primeiros games independentes foram lançados no início da década de 90, e só ganharam relevância e popularidade com o tempo, chegando hoje em dia a títulos tais como Minecraft, pois acredite, ele foi criado por apenas uma pessoa.

Infelizmente não sabemos exato qual foi o primeiro jogo independente que foi lançado e nem a sua repercussão e aceitação dos players que jogaram, mas sabemos que este incentivou e mostrou que nem sempre é necessário ter grandes recursos para criar um game do zero.

Com certeza foi um bom incentivo para a atual geração de programadores, certo?

 

4- Steam abre portas para os produtores independentes

 

Erinia, um dos primeiros jogos brasileiros de longo alcance.

A Steam é referência na venda de games em mídia digital para PC e possui um catálogo gigante de games e muitos usuários ativos diariamente. Em agosto de 2012, a companhia decidiu apoiar fortemente os programadores e lançou o Steam Greenlight.

Os programadores podem enviar vídeos de algumas partes do jogo que está sendo desenvolvido e o mesmo participará de um processo de votação, se obter votos suficientes ele poderá ser publicado e divulgado dento da plataforma. Apesar da concorrência que o produtor poderá enfrentar, a popularidade da plataforma fala mais alto e ainda incentiva que o desenvolvedor dê o seu máximo e apresente uma boa proposta do jogo que está criando.

Infelizmente o Steam Greenlight  foi substituído pelo Steam Direct, que se tornou uma plataforma paga e cara, mas que produtor não quer ter o seu jogo dentro da Steam?

 

3 – Primeira Game Jam

 

Brasil Game Jam – hoje em dia ela é assim, não lembrando nada a precariedade das primeiras game jams nacionais.

Uma coisa é fato: os Gamers gostam muito e estão participando cada vez mais de eventos, prova disto é a BGS, CCXP, etc..  Apesar destes eventos citados serem apenas de entretenimento, existe uma parte de gamers e desenvolvedores que colocam a mão na massa com o objetivo de criar um game em até 72 horas (ou menos)

Em meados de 2002, um grupo de jovens programadores de games se uniram para criar uma Engine que suportassem várias animações sem comprometer na qualidade e no processamento dos componentes do game. Após o período de desenvolvimento da engine, os desenvolvedores convidaram um pequeno grupo de programadores para que eles criassem vários games com o motor gráfico construído, e assim aconteceu o primeiro evento de Game Jam da história.

 

2 – Lançamento da plataforma itch.io

 

Se você é familiarizado com games indies, provavelmente conhece a plataforma itch.io, lançada em março de 2013, que permite que pequenos desenvolvedores de games publiquem seus jogos independentes para venda e download.  Hoje em dia a plataforma possui mais de 40.000 jogos em seu catálogo e ainda é possível participar de games Jam através dela.

A distribuição do game é um fator muito importante para qualquer programador, pois a plataforma de distribuição pode definir o sucesso ou o fracasso de um game, e com o crescimento e aceitação dos games indie, a itch.io está cada vez mais popular entre os gamers.

Visto que o Steam Greenlight não está mais entre nós, a melhor opção totalmente gratuita para publicação de games fica com a Itch.io

 

1 – Primeira engine comercial

 

A Blender Game Engine era assim.

Outro grande acontecimento que fez com que as pessoas tivessem curiosidade e interesse na criação de games, foi o lançamento da primeiro motor de jogo liberado para a criação de games. E isso se deve pela comodidade que o programador tem, visto que já não é necessário ter um imenso trabalho para criar uma Engine do zero, ela simplesmente já está pronta, simples assim.

Também não se sabe ao certo qual foi a primeira Engine Comercial lançada, mas acreditamos que seja a Blender Game Engine, em que foi lançado o software de código aberto após a falência da empresa, estando disponível para download até nos dias de hoje.

Texto por: Samuel Almeida

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Abertas as inscrições do Programa Launch 2019 da Playbor

Se você quer ter a oportunidade alavancar aquele seu projeto gamer bacana, eis a oportunidade: estão abertas as inscrições da 3ª edição do Programa Lauch da Raja Ventures. Neste ano o programa vai ser gerenciado pela Playbor, primeira pré-aceleradora com foco em games do mundo. Para participar seu projeto deve ser identificado como jogo digital ou aplicativo gamificado; ter foco nas plataformas mobile e estar em estágio inicial. A temática é livre.

O programa visa ajudar empreendedores do mercado de games na criação de empresas a partir de ideias ou projetos inovadores, apoiando no desenvolvimento da versão demonstrativa de seu jogo digital ou aplicativo gamificado, na validação de problema e solução e no lançamento da startup para os clientes no mercado. O objetivo é impulsionar o mercado de jogos mobile no Brasil e revelar novos talentos. Para se inscrever, clique aqui.

Basicamente os interessados no Programa Launch devem preencher a ficha de inscrição no site e aguardar a avaliação do júri. Os projetos selecionados passarão por 1 mês de aceleração, em que submeterão suas ideias e projetos inovadores à metodologia de 3 fases do programa, sendo elas a Game Jam, a Pré-aceleração e a Demoday. O período de inscrições está aberto e vai até o dia 07/04/2019.

De acordo com a Playbor, a Game Jam segue o programa básico, ou seja, uma maratona de desenvolvimento de jogos com 48 horas de duração, com a finalidade de concepção ou aprimoramento dos jogos digitais e aplicativos gamificados selecionados. Após isso será dado início a fase de Pré-aceleração – uma série de eventos online – com possibilidade de participação presencial – que consistem em mentorias, workshops, acompanhamentos e avaliações com profissionais que compreendem intelectual e metodologicamente sobre aspectos inerentes ao empreendedorismo no mercado de games mobile.

Por fim, será organizado o Demoday, um evento presencial voltado para apresentação das equipes participantes por meio de um pitch de negócios e ainda apresentação do jogo digital ou aplicativo gamificado desenvolvido para o público participante. Esta é a chance de o projeto ganhar destaque entre o público e imprensa nacional.

 

CALENDÁRIO – PROGRAMA LAUNCH

04/02/19 a 07/04/19: Inscrições Abertas

30/03/19: Launch Games Summit

08/04/19 a 22/04/19: Avaliação das Inscrições

03/05/19 a 05/05/19: Game Jam

13/05/19 a 07/06/19: Pré-Aceleração

15/06/19: Demo Day

 

Sobre o Projeto Launch

A iniciativa Projeto Launch terá a parceria da Consultoria Playbor e do fundo de investimentos Raja Ventures, que possui 38 startups investidas, das quais apenas 8% sofreram write-offs, investimento em 8 pools de investimento. A Raja conta com um orçamento de R$ 1 milhão já previsto para investimento em startups em 2019 e está presente em mais de 6 estados brasileiros e internacionalmente: MG, SP, RN, RS, RJ, SC e Boston.

 

Riot Games confirma venda de ingressos para a Fase Eliminatória do CBLoL 2019 no dia 21 de março

Se você é daqueles que acompanha com entusiasmo o CBLoL, fique atento! Na próxima quinta-feira (21/03) começa a venda do primeiro lote de ingressos para a fase Eliminatória do torneio. De acordo com a Riot, tanto a Semifinal quanto a Final serão realizadas no estúdio da empresa, em São Paulo. As entradas estão disponíveis no valor de R$ 80,00 e devem ser adquiridas pelo site Ticket 360.

As partidas da Semifinal serão realizadas nos dias 6 e 7 de abril. Já a grande Final acontece no dia 13 do mesmo mês. O campeão do CBLoL 2019 – Primeira Etapa vai representar o Brasil no Mid-Season Invitational. Considerado o segundo campeonato internacional mais importante de League of Legends, o evento será realizado no Vietnã e em Taiwan, em maio.

A expectativa é que a fase decisiva seja ainda mais agitada do que as fases classificatórias, uma vez que nesta fase estão reunidos os principais expoentes do e-Sports nacional. Até a data de publicação desta matéria o Flamengo segue líder absoluto, com uma boa vantagem do segundo colocado, a INTZ.

Serviço – Fase Eliminatória do CBLoL 2019 – Primeira Etapa

Semifinal: dias 6 e 7 de abril

Final: dia 13 de abril

Horário: abertura dos portões às 11:30 (semifinal) e 10:30 (final). Início do evento às 13h, na semifinal, e ao meio-dia, na final

Local: Estúdio da Riot Games (Rua Othão, 285 – Vila Leopoldina, São Paulo – SP)

Ingressos: No site Ticket 360, a partir das 13h de 21 de março de 2019.

Preço:

– Arquibancada: R$ 80,00*
*Estudantes e idosos maiores de 60 anos têm direito à meia-entrada, conforme legislação brasileira

Widow Games lança versão de Banco Imobiliário com realidade aumentada

Quem nunca passou boas horas com a família e com os amigos se divertindo no clássico Banco Imobiliário? Pois é pensando no espírito de nostalgia que a Widow Games, startup especializada no desenvolvimento de versões digitais de jogos de tabuleiro, resolveu atualizar um pouco a forma com que as pessoas poderão jogar este clássico. A empresa acaba de lançar ao mercado uma versão mobile nomeada Banco Imobiliário GEO (B.I.G.), que tem como grande destaque o uso da geolocalização e realidade aumentada.

A Widow Games buscou inspiração em Pokémon Go nesta empreitada , de modo que os jogadores terão a oportunidade de explorar locais reais para cumprir missões e desafios ingame. Com a essência de um jogo multiplayer, o game permite aos participantes comprar, vender, ofertar e fazer contrapropostas relacionadas às propriedades de outros usuários, com o objetivo de alcançar o topo do ranking dos melhores jogadores.

“O Banco Imobiliário GEO é um game para smartphone que vai muito além da tela do celular, pois utiliza mapas reais, com o uso da câmera e da realidade aumentada, permitindo que o jogador compre propriedades ao redor do mundo, além de interagir com outros milhões de jogadores”, destaca Martin Spinetto, fundador e CEO da Widow Games.

Tal como na versão de mesa, em Banco Imobiliário Geo você deve investir em propriedades para depois vendê-las mais caro, a fim de se tornar figura hegeônica financeiramente. A diferença é que com o advento das funções AR, você pode se deparar com outros jogadores e ganhar uma grana extra.

A expectativa é atrair entusiastas por boardgames, fãs do Banco Imobiliário e toda uma nova gerção de aficionados por jogos eletrônicos. Vale dizer que esta não é a primeira vez que a Widow forma aliança com a Estrela: no passado as empresas se uniram para o lançamento de versões digitais de Jogo da Vida e Genius.

Abaixo você confere um trailer de Banco Imobiliário GEO:

Review – ToeJam & Earl: Back in the Groove!

Considerado um clássico “cult” do Mega Drive, ToeJam & Earl teve uma difícil missão na época em que foi lançado: incentivar as vendas do Mega Drive em território americano. O jogo contava com uma trilha sonora marcante e personagens bem doidos que se encaixavam perfeitamente com a proposta. Com uma trama e jogabilidade simples, mas bem desafiadora, seu objetivo era andar pelo mapa cheio de bizarrices atrás de peças da sua nave.

O original teve uma aceitação favorável do público e crítica, apesar de não ter sido um sucesso de vendas. Anos posteriores o título ganhou duas sequências, uma ainda no saudoso Mega Drive, e outra para o primeiro XBOX. Ao longo dos anos um quarto jogo foi pensado, e passou até a ser um projeto para Nintendo DS, contudo não chegou a ver a luz do dia.

Após a ajuda de um financiamento coletivo iniciado em 2015, finalmente temos um quarto jogo que nada mais é do que uma grande e excelente homenagem ao primeiro. A trama é simplória, como tem que ser: a turma de alienígenas vai para a terra na tentativa de acionar uma caixa de som, mas acabam criando um buraco negro que bagunça todo o planeta e destrói a nave. Agora cabe ao jogador escolher entre um dos personagens iniciais e recuperar as peças perdidas.

As diferenças entre o primeiro jogo e este são basicamente três: você joga com até oito personagens, sendo seis deles desbloqueados logo de cara, e entre dois deles são as versões “oldschool” de Toejam e Earl. Outro aspecto que muda é a inclusão de elementos de RPG. Ao longo das fases, por exemplo, você acumula experiência e com isso seu personagem melhora alguns de seus atributos. A adição funciona perfeitamente, pois incentiva o jogador a explorar e prolongar mais ainda a jogatina. Outro detalhe que vale destaque é o visual cell shading, que confere ao título um valor imagético à lá 16 bits, o que funciona perfeitamente, tudo esta bastante vivo, fluído e possui um design estiloso.

Toe Jam: Back in the Groove traz 25 níveis, e existem diversos tipos de jogo, indo desde do tutorial (com incríveis dez níveis básicos para você aprender a jogar), e os modos fixo, aleatório e o aleatório modo difícil, nestes últimos as fases mudam de maneira aleatória dando uma experiencia ainda mais divertida ao jogo.

Os níveis são repletos de inimigos e aliados, cabendo a você explorar e descobrir funções destes, ou jogar o tutorial para aprender. Os mapas trazem diversos tipos de itens e a coleta é de extrema importância, pois eles mudam algumas mecânicas do jogo e dão vantagens ao jogador, vale lembrar que existem os itens maliciosos que também prejudicam.

É impossível não destacar a importância da musica neste jogo, assim como no primeiro, a musica deixa o jogo ainda mais brilhante, sua trilha é composta por muito funk e graças a atual tecnologia a sonoridade esta ainda mais impecável. Se este jogo não tivesse um ritmo musical tão bom, dificilmente funcionaria tão bem.

O jogo tem funcionalidades online que podem gerar uma aceitação maior para o publico atual. Você pode convidar um amigo seu e jogar com ele, também existe o multijogador local, coisa rara hoje em dia, que vem bem a calhar. Como o titulo é quase idêntico ao primeiro, o seu apelo maior vai para o público nostálgico, caso você tenha filhos vai ser bem legal jogar com eles, pois Toe Jam funciona como uma tentativa de inserir um novo público, mas o seu estilo de jogo não tão bem visto como era no passado, talvez as funções online façam ele crescer.

“ToeJam & Earl: Back in the Groove!” é um bom retorno deste clássico dos anos 90. É um título que já possui um preço bacana na steam, esta disponível para PS4, XBOX ONE e Nintendo Switch. A versão testada para esta analise foi a de PC. Durante toda a minha jogatina não encontrei nenhum bug, e performance foi plenamente satisfatória o game possui legendas em português e elas estão muito bem traduzidas o que é ótimo.

Nota: 8

Texto por Victor Cândido

Top 7 – Jogos que nunca deveriam ter surgido na Steam

Nos últimos dias a comunidade de jogadores mundial entrou em polvorosa graças a um game da Steam chamado Rape Day, um título que permitia estuprar mulheres (mas esta é uma história para depois). O interessante é que a reação da comunidade deixou clara uma percepção de que o controle de qualidade da Steam tem problemas sérios. Afinal, como um jogo sobre estupro consegue passar pelo filtro da Steam?

Não é de hoje que a maior loja de jogos digitais do mundo tem problemas com filtro. Rape Day é apenas mais um dos diversos projetos que conseguiram driblar o controle de qualidade de Gabe Newell. Pensando nisso, resolvemos lembrar de 7 jogos que jamais deveriam ter surgido na Steam.

Abaixo você confere 7 jogos que não deveriam nunca ter aparecido na Steam:

 

1 – Active Shooter

Active Shooter

Os Estados Unidos tem um triste histórico envolvendo armas, jovens desequilibrados e escolas. No início de 2018 um atentado perpetrado por Nikolas Cruz ceifou a vida de 17 pessoas na Stoneman Douglas High School, em Parland, Flórida. O ato entrou para a lista das dez maiores tragédias ocorridas em escolas americanas e serviu para acirrar a discussão entorno do acesso a armas de fogo no país.

Como se o ato não fosse triste o bastante, o produtor russo Anton Makarevskiy resolveu capitalizar com o caso criando o game Active Shooter, que permitia ao jogador encarnar a pele de um policial ou de um atirador dentro de uma escola. Quanto mais policiais e civis fossem mortos, maior a pontuação.

Obviamente que a reação pública não foi nada amistosa e rapiodamente as famílias das vítimas perceberam o insulto. Um abaixo assinado foi criado e recolheu mais de 100 mil assinaturas, forçando a Steam retirar o game de sua loja antes mesmo do lançamento oficial. Active shooter teria uma premissa FPS e acabou por ser lançado de forma independente, sem nenhum sucesso (felizmente).

 

2- Abstractism

Abstractism

Eis que você entra na sua conta Steam, pesquisa um pouco e decide comprar um jogo simples, mas aparentemente promissor chamado Abstractism. O que você não poderia imaginar é que após a instalação seu antivírus ficaria louco, acusando um malware. Após averiguações de entendidos em informática descobriu-se que o game escondia entre seus ficheiros um Trojan executável capaz de mineirar criptomoedas.

O mais interessante é que apesar de ser um game minimalista, Abstractism exigia um certo poder de fogo do hardware. Como se não bastasse, para ganhar itens no jogo bastaria permanecer o maior tempo possível jogando. Com 15 minutos de jogatina você ganhava itens, com mais trinta, outro item. Ou seja, o jogo queria que você o executasse o maior tempo possível, prática natural para mineirar criptomoedas.

Em julho de 2018 os responsáveis pelo game negaram veemente que seu título escondia qualquer coisa, mas a mentira não se sustentou por mais tempo: a Steam baniu para sempre o estúdio Okalo Union de qualquer atividade envolvendo a loja. Felizmente a Steam tomou uma atitude rápida, mas deixou a sensação ruim de que é possível que outros jogos podem esconder vírus mais perigosos.

 

3- Ride to Thell

Em meados de 2013 a comunidade de jogadores percebeu que a Quality Assurance da Steam era uma piada, pois foi neste ano que o game Ride to Hell: Retribution da Deep Silver chegou até a Steam com pompa de jogo regrado a tiroteios e testosterona. O game foi um completo fiasco técnico, de modo que muitos o consideraram injogável e um desperdício de tempo e dinheiro.

Além dos inúmeros bugs, a história era um desastre e as cenas eram absurdamente desconfortáveis, sobretudo nos segmentos envolvendo sexo. O cúmulo da falta de noção é que o Hide to Hell tem um sexismo desnecessário e trata as mulheres como objetos. Pasme que em dado momento o protagonista Jake Conway salva uma mulher de ser estuprada e como retribuição a garota decide fazer sexo com o avatar do jogador!?

A (falta de) qualidade de Hide to Hell: Retribution não gerou polêmica, nem causou mal estar na comunidade, mas serviu para evidenciar que a Steam deixava muita coisa horrenda passar, como se não houvesse nenhum filtro de qualidade mínima. Em setembro de 2014 a Valve percebeu a mancada que era deixar o título a disposição de jogadores desavisados e decidiu remover o game de sua loja.

 

4 – Kill the F*ggot

Este aqui não ficou mais do que algumas horas disponível na Steam graças ao seu conteúdo perturbador. Kill the F*gott  (palavra censurada por ser extremamente ofensiva) coloca o jogador no papel de um jovem cujo objetivo era matar gays e transexuais com uma jogabilidade inspirada em point & click.

Conforme o personagem matasse os alvos (identificados por roupas rosas) a pontuação aumentava, mas se matasse um hétero a pontuação diminuía. O cúlmulo do absurdo eram as diversas frases ditas pelos narradores que evocavam ódio, tais como “entregador de AIDS morto!”.

Após a fúria cair sobre si, o criador da obra, Randall Herman, não chegou a se desculpar publicamente. Apenas disse que seu game não tinha intenção de ofender ninguém apenas irritar pessoas pessoas extremamente sensíveis com o tema. A conversa fiada não colou e a Steam retirou seu game do ar rapidamente.

 

5 – Rape Day

E aqui estamos: o game que inspirou esta lista: Rape Day. O título não deixa enganar: trata-se de um jogo em que um dos passatempos é estuprar jovens assustadas. O game é uma graphic novel ambientada num apocalipse zumbi que permite ao jogador e entre assédios, assassinatos, necrofilia e onda de violência desregrada, o jogador ainda pode estuprar as mulheres aterrorizadas.

Este foi o último jogo a ser banido da Steam, que comunicou que a obra representa um risco e custos desconhecidos a sua reputação. A produtora do game, a Desk Plant, disse entender os motivos da Valve e que era direito da empresa de Gabe Newell decidir que conteúdo deve fazer parte de seu catálogo, mas não pareciam muito arrependidos do mal gosto. Em reportagem ao Daily Mail, foi dito que o público-alvo de Rape Day são os 4% da população que são sociopatas e pessoas que “curtam bancar o estuprador e assassino em série durante um apocalipse zumbi”.

Rape Day foi removido do catálogo da Steam e provavelmente jamais voltará, apesar de a loja informar que o conteúdo foi suspenso para mera análise de conteúdo.

 

6 – Hatred

Já falamos de Hatred anteriormente  e esta é um figura fácil na lista de jogos polêmicos (mesmo em tempos de violência). Trata-se de um game que coloca o jogador no papel de um homem que odeia as pessoas e se lança numa campanha homicida.

Sob perspectiva isométrica e ambientes escuros, o jogador poderia deflagrar o caos.Em meio a tiros e banho de sangue, o que se ouve são as sirenes policiais, o choro de inocentes e muita gritaria. Tal como em jogos de péssimo gosto, assim que uma pessoa é morta, o jogador ganha munição e novas armas para continuar sua campanha. O problema não está em matar – uma vez que GTA e outros expoentes fazem isso – mas sim em recompensar o jogador por atos hediondos.

Tal como outros jogos desta lista, Hatred acabou banido da loja, porém apenas um dia depois ele voltou ao catálogo da Steam, com direito a pedido de desculpas pessoal de Gabe Newell, em um plot twist inesperado.

 

7 – The Key to Home

E por fim, temos um jogo japonês que não ficou muito conhecido por aqui e não chegou a fazer grande barulho, já que a Steam foi inclemente com seu conteúdo. The Key to Home se apresenta como uma visual novel típica, ou seja, cheia de mistérios, personagens fofinhos, opções de diálogos e decisões morais questionáveis. O problema era a descrição do game: “Esta é uma visual novel de mistério para todos os senhores e senhoras que adoram pequenas garotas!”.

A Steam pediu satisfações sobre o conteúdo e a Henteku se manteve calada até que o facão da justiça desceu e o game acabou banido da loja. De acordo com a Valve, o título precisou ser retirado pois incentivava e dava espaço para uma rede de pedófilos. As imagens e as insinuações não deixavam dúvidas de que o jogo escondia algo muito mais sinistro do que apenas mistério e pequenas garotas.

Top 5: acessórios para mobile gamers

Tem quem torça o nariz para jogos mobile, desdenhando da capacidade e o alcance que jogos menores tem. O que essas pessoas não se dão conta é que são justamente os jogos mobile àqueles que mais movimentam dinheiro no grande negócio dos jogos eletrônicos e são justamente eles que mais possuem adeptos ao redor do mundo. Justamente por isso dezenas de empresas mundo afora investem pesado em jogos e acessórios para tornar a jogatina móvel mais prazerosa.

Foi justamente pensando nisso que a Gorila Shield elaborou uma pequena lista de cinco acessórios ideiais para quem curte jogos para dispositivos mobile. Tem um pouco de tudo: de headset a gamepad. Dá para transformar seu smartphone em um console portatil bem estiloso e confortável.

“A indústria sempre foi muito focada no público masculino. A verdade é que se trata de uma atividade que muitas meninas também têm interesse, e a popularidade de jogos para smartphone entre elas ajudou a comprovar essa ideia”, diz Michelle Martins, da GorilaShield. Com o objetivo de tornar a experiência das mulheres geeks ainda melhor, a loja virtual fez uma seleção de acessórios imprescindíveis:

1. Gamepad

Os filhos dos anos 1990 e 2000 cresceram com os controles dos famosos consoles e portáteis Nintendo ou Sony em mãos, intuitivos e fáceis de manusear, diferentemente dos celulares, que exigem muita habilidade para executar as ações nos jogos com o toque na tela. Para criar uma experiência mais confortável, recomenda-se um gamepad, como o Red Knight ou o Pirate, que podem ser utilizados por usuários Android e iOS.

 

2. Suporte de pescoço

Assistir inúmeros vídeos de gameplay e descobrir os segredos e técnicas necessárias para zerar um jogo difícil pode ser uma tarefa exaustiva. Para que as meninas não deem mal jeito no pescoço ou fiquem com dor nas costas enquanto desvendam os mistérios dos seus apps favoritos, a Gorila Shield selecionou os suportes para smartphones, que podem ser utilizados em casa e no transporte público e são muito úteis também em longas viagens, sejam elas de carro, ônibus ou avião.

3. Headphones

Imergir no universo de fantasia, aventura e combates é parte importante dos jogos e, para criar essa atmosfera, os sons são indispensáveis. Para que a experiência seja completa, adquirir fones de ouvido de qualidade é essencial. Geralmente, os mais confortáveis e potentes são os headphones, como o Headset Tank; para quem prefere um modelo mais compacto, o Dual Tank entrega igual qualidade sonora. Ambos se conectam aos celulares via bluetooth, prevenindo que as pessoas se enrosquem nos fios.

4. Carregador portátil

Com tantos dispositivos – gamepads, headphones, os próprios celulares –, é preciso ter um carregador que reponha a bateria de mais de um deles por vez, sem abusar das tomadas de casa ou deixar o usuário na mão quando estiver na rua, em meio à correria do dia a dia. O Turbo Dual Shock resolve o problema e mantém os equipamentos vivos o dia todo com suas duas saídas USB.

5. Organizadores

Em meio aos diferentes gadgets, evitar que os fios enrosquem ou que alguma peça seja perdida é importante para não os inutilizar ou ter que gastar na compra de um novo. A Necessaire Organizadora Guardian ajuda a manter os dispositivos alinhados e seguros por meio de sua estrutura semirrígida, fabricada com material termomoldado.

Alunos ensinam Minecraft para professores do Colégio Marista de Chapecó

Já imaginou uma escola em que os alunos ensinam os professores as mecânicas de Minecraft. Pois foi exatamente isto que ocorre na Rede Marista de Colégios, rede de ensino proeminente nos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Durante a semana de reunião pedagógica e formação, no início do ano letivo, os professores do Colégio Marista São Francisco, em Chapecó, conheceram o conceito do jogo, feito de blocos cúbicos que podem ser colocados em qualquer lugar para construir estruturas. O mais interessante é que quem lecionou as aulas foram os próprios alunos da instituição.

A versão utilizada nas aulas foi a MinecraftEdu, versão pedagógica que passa a ser aplicada para desenvolver conceitos em sala de aula. Há instituições, a exemplo do Marista, que utilizam esta versão para explicar conteúdos em sala de aula e até lógica de programação. O jogo ainda exercita a colaboração no ambiente virtual para construir mundos de acordo com a imaginação.

 

 

 

 

 

 

Marcia Maria Rosa, diretora do colégio, acredita que a interação entre gerações e a troca de conhecimentos são experiências importantes para todos os envolvidos. “O processo de ensino-aprendizagem é de fundamental importância nesse intercâmbio e enriquece tanto o aluno como o professor, ainda mais quando os papeis são alterados”.

O protagonismo do aluno e a liberdade de explorar questões ao longo do caminho, algo que o uso do MinecraftEdu traz para a sala de aula, são só alguns dos benefícios da inovação tecnológica no ensino. Na opinião da diretora Marcia, uma das grandes vantagens quando se trabalha com o Minecraft é o aprendizado mútuo.

“A educação precisa estar aberta, constantemente, aos avanços científicos e culturais para não acabar sendo um universo defasado da realidade. Os elementos centrais da educação são o educador e o educando, com apoio das mais diversas ferramentas disponíveis”, conclui.

A ideia de explorar o Minecraft na escola surgiu de um grupo independente de professores e programadores que criaram, em 2011, o MinecraftEdu, versão do jogo atualmente utilizada nas escolas. Com a adoção da plataforma em mais de 40 países, a Microsoft adquiriu o MinecraftEdu em janeiro de 2014.

Hero Feto – game brasileiro independente discute o aborto de maneira bem humorada

A luta contra o aborto é o tema do jogo Hero Feto, game indie desenvolvido pela produtora pernambucana Oxente Games. Aqui o desafio é tomar o controle de um feto dentro do útero de sua mãe, que, junto da ajuda de um médico, pretende fazer um aborto. Para escapar da morte inglória, o pequeno feto deve desviar de obstáculos e instrumentos cirúrgicos que teimam em cortá-lo ao meio.

Hero Feto é do gênero plataforma e tem uma jogabilidade bem simples e divertida. Você vai passar bons minutos desviando de obstáculos e saltando por plataformas. O interessante é que os cenários mudam com frequência, tornando as coisas bastante desafiantes. Apesar de a jogabilidade simples, não espere vida fácil, já que as quatro fases possuem um nível de dificuldade elevado.

Além dos instrumentos cirúrgicos e os espinhos nas fases, o pequeno feto deve tomar cuidados com todos os métodos abortivos tais como chá de canela, pílulas etc. O objetivo é sobreviver até a gestação. Sim, o pessoal da Oxente Games sabe que o assunto é polêmico e que isto pode gerar o afastamento de alguns jogadores.

Entre os pontos fortes de Hero Feto, estão os gráficos pixelados, a trilha sonora vibrante e o design de fases inventivo. Como se não bastasse, há um senso de humor bastante inteligente aqui, mas sem deixar a mensagem ideológica de lado. Quando o feto é abortado, ele exclama a célebre frase “Eu não fiz nada”, enquanto é cortado ao meio. O game está disponível gratuitamente para sistemas Android desde o final de 2017 com direito a sistema de score, skins e rankeamento.

Abaixo você confere o trailer de Hero Feto: