gta-iv

O lado bom do desrespeito

gta-iv

É fato que o videogame ainda é uma mídia “desrespeitada”. Se comparada a outras como televisão e cinema, por exemplo, poderíamos até dizer que é “marginalizado”. Não precisa ir longe para sentir os efeitos: advogados e promotores adoram apontar o dedo nos perigos dos jogos violentos e em como games, mesmo que destinados ao público adulto, podem acabar com a inocência de crianças.

Mas, para Dan Houser, da Rockstar Games, isso tem um lado positivo. A falta de respeito significa aos desenvolvedores uma maior liberdade. Algo como “deixe que falem, pelo menos fazemos o que queremos”, já que de lado existe menos fórmula, não há “nenhuma maneira aceitável de fazer algo”.

O executivo vai além, respondendo que espera que demore até que os games sejam tão respeitados como o cinema. “É muito divertido no momento porque não estamos em nenhuma Academia e a mídia não é sistemática”, afirmou, criticando a estrutura vista em filmes, TV e livros, que força autores a abordarem temas de maneira mais engessada.

Você concorda?

[Via GamesIndustry.biz]

4 opiniões sobre “O lado bom do desrespeito”

  1. Concordo totalmente, e acho que essa situação não vai durar para sempre. A indústria dos videogames já começa a incomodar Hollywood, e ganhar dinheiro significa mais responsabilidades. :)

  2. De certa forma é esse desrespeito que fazem os jogos serem jogados. Mas é fato de que a nossa arte ainda é desvalorizada como meio de cultura, principalmente aqui no Brasil.

  3. Bateria palmas se estivesse lá quando ele disse isso.

    Mas acho que eles acabam sim seguindo temas dessa maneira engessada, mesmo que não tenham o respeito de outras midias, todo o mundo gamer critica e espera que as coisas sejam feitas de um determinado modo.

  4. Concordo com a opinião de que ser “marginalizado” dê mais liberdade para a abordagem de assuntos que conciliem o “gosto” dos desenvolvedores com o gosto do público. Porém acredito que o lado negativo esteja nos mecanismos de defesa das empresas, afinal existem “advogados e promotores (que) adoram apontar o dedo nos perigos dos jogos violentos” assim os desenvolvedores podem se tornarem réus por serem mal-compreendidos ou pelos acusadores não terem provas do que falam. O livro “Brincando de Matar Monstros” de Gerrard Jones diz muito à essas acusações… e esclaresce muito…

Deixe seu comentário