Hotel pede aos hóspedes que não tragam videogames para as férias de fim de ano

Um hotel escocês tomou uma atitude inusitada: baniu os videogames portáteis de suas dependências no fim de 2009.

A idéia dos responsáveis pelo Crieff Hydro, um tradicional hotel de Crieff, em Perthshire, é que desta forma as famílias possam se reunir para resgatar valores tradicionais.

Obviamente, os portáteis não estão expressamente proibidos. Mas é interessante ver uma ação deste gênero e levanta espaço para debate: até onde os videogames realmente afastam famílias?

Para o diretor do Crieff Hydro, Stephen Leckie, que tem quatro filhos, os videogames logicamente tem espaço na vida das pessoas, mas o Natal é a época ideal de passar tempo de qualidade com as famílias.

E você, leitor? O que acha da atitude do hotel?

[Via Kotaku]

4 opiniões sobre “Hotel pede aos hóspedes que não tragam videogames para as férias de fim de ano”

  1. Ok, estão fazendo isso para a reunião em paz da família. E eu sou o Mickey Mouse.

    Lógico que é uma decisão logística-financeira. O tempo que a clientela gastava com bebidas, comidas e aluguéis de serviços estão sendo tomados pelos “odiáveis” games.

    Daí uma decisão estapafúrdia dessas. Tomara que entrem em falência pelo boicote dos gamers. Espero que os gamers escoceses sejam mais conscientes que os nossos e repudiem a decisão do hotel.

    Ps.: Não seria mais fácil ganhar dinheiro com o fato, abrindo um salão de jogos eletrônicos no hotel? Santa hipocrisia!

  2. Isso é frescura, a pessoa come com a familia brinda o natal e depois deixa a criança jogar como minha mãe sempre diz “MELHOR FICAR JOGANDO QUE FICA QUIETO DO QUE FICAR FAZENDO BAGUNÇA” por algumas frases dessas ADORO FAZER CURSO DE JOGOS DIGITAIS.

  3. O que é digno de repreensão é a atitude dos alienados que não conseguem nem passar um natal com a família num hotel. O que este grau de preocupação demonstra é o grau de vício em relação aos games. Acho que os gamers ainda demonstram ser muito mais fundamentalistas que seus supostos “perseguidores”, pois reagem de forma agressiva e sem muitos argumentos, e se recusam a refletir nos problemas sociais que os vídeogames possam de fato estar causando, mesmo que de forma colateral.

    Eu faço games, mas acho que a grande hipocrisia, nesse caso, está vindo dos gamers, que se recusam a admitir que alguma coisa está muito errada com a forma com que estamos criando nossas crianças hoje. Não tem a ver necessariamente com níveis de violência ou de inteligência. A análise do efeito psico-social dos jogos não se reduz a isso. Há muitos fatores sendo ignorados.

    Acho que são os gamers que precisam acordar e perceber que a sociedade não está assustada sem motivo, embora reaja exageradamente, muitas vezes por ignorância. Mas a ignorância e o exagero estão vindo dos dois lados. Que os jovens de hoje realmente estão se afastando de suas famílias é um fato. Que os games fazem parte da mudança de vião de mundo da juventude, isso também é um fato. Então basta conectar os pontos. Tratando isso como uma polêmica, fazendo ataques inflamados ou usando dados parciais e opiniões como se fossem argumentos definitivos não vamos chegar a lugar nenhum. Ambos os lados precisam pensar no problema. Os gamers não querem pensar porque se ofendem com as medidas desesperadas dos conservadores, e estes não entram propriamente na questão por ignorarem o verdadeiro papel dos jogos na cultura.

    Vejam pro exemplo, o grau de alienação do sujeito que acha que a afirmação “MELHOR FICAR JOGANDO QUE FICA QUIETO DO QUE FICAR FAZENDO BAGUNÇA” é um dado positivo sobre os jogos! Sinceramente, isso é um dado assustador sobre como as crianças estão sendo criadas! A mãe que usa a televisão ou o game como uma “babá eletrônica” está se ausentando da responsabilidade de educar seu filho para o mundo real. O que os gamers parecem ter medo de admitir é que eles estão apegados demais aos jogos, e ficar com a família é muita vezes algo entediante demais. Mas é preciso analisar esse fenômeno criticamente, não simplesmente aceitá-lo.

  4. Concordo com o hotel, tenho um filho de 13 anos e memso oferecendo um monte de opções de diversão como andar de bike, jogos de tabuleiro (tenho varios), passeios, filmes coisas que podemso fazer em familia e amigos, assim como jogar VG e computador, ele e os primos e amigos só ficam vidrados nas telinhas, uma pena. Os jovens “pensam” que sabe o que é bom pra eles…

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