É criado o Censo Gamer! Objetivo é mapear e estudar o mercado de games no Brasil

Já estava na hora de alguém pensar em analisar mais a fundo quem é o público consumidor de games no Brasil, certo? Pensando nisso, foi criado o Censo Gamer, fruto da parceria entre a Acigames e a InsideComm, grupo de mídia e marketing atuante há mais de dez anos no mercado de consultoria.

O Censo foi lançado oficialmente no 1º Fórum do Comércio de Games do Brasil e entrará efetivamente em prática através do site oficial que traz uma pesquisa em que os jogadores voluntários preenchem um cadastro e respondem a um simples questionário. O objetivo é mapear e estudar o mercado de jogos no país. O levantamento e a análise dos dados serão divulgados apenas no mês de agosto.

De acordo com os organizadores, o estudo servirá também para promover políticas de desenvolvimento do país e no incentivo de ações de capacitação e inserção de profissionais ligas à área no mercado de trabalho.

“A coleta e a análise de dados censitários revela tendências e permite fazer projeções, permitindo mapear a situação do mercado brasileiro de jogos eletrônicos e identificar o progresso feito e etapas ainda por cumprir, entre outras ações,” disse Luiz Ferrarezi, gerente de novos negócios da InsideComm e responsável pelo Censo Gamer.

Obviamente para que o estudo surta o efeito esperado pelos organizadores é necessário que os jogadores participem e respondam às perguntas. A ansiedade dos organizadores é tamanha que já foi confirmado que o Censo Gamer deverá ocorrer anualmente a fim de manter os dados atualizados e acompanhar a evolução do mercado brasileiro através dos anos.

7 opiniões sobre “É criado o Censo Gamer! Objetivo é mapear e estudar o mercado de games no Brasil”

  1. Legal a pesquisa, mas preocupante! Hoje acho que poderíamos sim ter um número maior de pessoas com um console em casa. Será desinteresse em games?

  2. É sempre interessante ter dados sobre o mercado consumidor de jogos, mas não podemos também ficar nesse frisson todo. Respondi a pesquisa e ela segue o modelo tradicional de pesquisa de consumo (quantas geladeiras tem na sua casa, etc – no caso, qtos HDTV você tem). Serve razoavelmente bem (quando feita por amostragem e não expontaneamente) para definir políticas de vendas (de produtos que já existem) principalmente de produtos essencialmente importados (como no caso dos games).

    Para o mercado produtor nacional ela é de pouca serventia, já que não traça (ou pelo menos tenta traçar) o perfil cultural do consumidor. Perde-se com um isso uma excelente oportunidade, já que a forma expontânea de resposta (pessoas que já possuem equipamento, que buscam informações e que já são essencialmente consumidores de jogos) não mapeia, por exemplo, o "gosto" e o interesse dos consumidores.

    Quem atua no mercado produtor brasileiro, tanto como empresa ou como desenvolvedor autônomo indie, tem necessidade de saber quais direcionamentos culturais deveria seguir com mais segurança. Por exemplo, se o consumidor lê livros, que livros lê, que filmes assiste, quais temas nacionais despertam o seu interesse, etc.

  3. João, acho que um dos grandes problemas de não ter mais consoles e jogos deles, inclusive para PC original, nas casas brasileiras, deve-se ao preço elevado.

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