gr-1cdd

Desenvolvedores brasileiros trabalham em game comercial em episódios

Um dos modelos perseguidos atualmente pela indústria é o de lançamento em forma de episódios. A idéia é que o jogador compre, a medida que joga, níveis. Se gostar e quiser completar o game, paga o preço completo, se quiser parar na metade, sem problema, sairá mais barato.

Alguns jogos da Telltale Games como os novos Sam & Max são belos exemplos de tentativas bem sucedidas neste modelo. Agora, uma equipe de brasileiros trabalha em um modelo semelhante no jogo 1 Carnaval de Distorções (1cdd), com lançamento previsto para o segundo semestre de 2011.

O game de PC terá gráficos 3D e será dividido em cinco partes. A primeira delas, o prólogo, será lançada de forma gratuita e funcionará como demonstração do jogo. Na sequência, virão os quatro atos, de acordo com a aceitação do game no mercado.

A história de 1cdd é bacana e com fundo nacional. Uma garota acorda em um leito de hospital. Perto dela está uma máscara de carnaval, pó e terra. O tempo parece ter parado e tudo está imóvel. Só que, ao toque da garota os objetos voltam ao seu comportamento normal.

Uma estrada, que leva a um sambódromo destruído, começa a ser seguida, até trazer a vista da protagonista uma criatura estranha e gigantesca. O plano da equipe de desenvolvimento é que o gameplay varie, podendo agregar, inclusive, aspectos de jogos rítmicos em determinados pontos.

No email que recebemos com exclusividade por Thiago Girello, que junto com Humberto Thimoteo dirige uma equipe de outros sete profissionais, (team1cdd) vimos que o game promete. Abaixo você confere um teaser do game:

11 opiniões sobre “Desenvolvedores brasileiros trabalham em game comercial em episódios”

  1. Gostei muito do material apresentado até aqui. Me lembrou o estilo das animações do Estudio Ghibli como Castelo Animado e Viagem de Chihiro. A equipe está de parabéns! Já torço pelo projeto.

  2. Muito bom a iniciativa, ao longo do video vi que tinha muito de Shadow of Colossus e The las Guardian no jogo, e quando chego na parte do video que você comenta Shadow of Colossus. tomei um susto .. o bom q só de ver o jogo ja da pra ter um idéia do que vai ser.

    Parabéns, e continuem com o bom trabalho!

  3. Vi a apresentação deles na SPGameShow. Sinceramente, apesar de achar a demonstração dos gráficos e dos concept arts bem legais, achei que o jogo todo peca em vários aspectos importantes, e isso é GRAVE.

    O principal seria o conceito: tudo bem o jogo falar sobre relacionamentos, tudo bem o violino representar X e a máscara Y… Nada de errado em querer dar significados intrínsecos nos elementos do jogo. Mas do que adianta tudo isso se não há JOGABILIDADE? De que serve um monte de idéias legais e referências cultas num JOGO, se não dá pra imaginar a JOGABILIDADE? O vídeo não possui demonstração alguma. Os próprios autores não conseguem classificá-lo num gênero pela 'ganância' de querer enfiar jogabilidades diversas no produto, quando uma só basta ("jogo de exploração, de suspense, um pouco de shooter, um pouco de FPS, de horror, de puzzle…"). Antes de querer passar uma mensagem ou apresentar conceitos dos mais elaborados e variados, um jogo deve DIVERTIR.

    Outro erro é a insistência em querer achar que filme pode se traduzir para um filme, que cai novamente na questão anterior. A história se permeia pela progressão do jogo, não o inverso.

    Por sorte, o jogo parece estar num estado que ainda pode ser reparado. Tomara que percebam essas coisas antes que seja tarde demais, pois os caras tem potencial, pelo menos no lado artístico. Só falta para o grupo de amigos que gostam de games aprenderem a fazer games – daí ficaria minha sugestão de fazerem algo pequeno antes, mas sinto que seria uma sugestão que passaria batida…

  4. Nossa que show, inclusive me lembrou muito um tcc que eu assiti em 2008, que me marcou muuuito, de um grupo que juntou a Belas Artes e a Unifieo, eu não lembro o nome deles mas o projeto se chamava concrete, mas eu bobeei e nao peguei o contato deles e nunca mais achei nada sobre isso acho q eles nao colocaram nada na internet, mas eu me lembro dos concepts por um acaso são vocês?
    pois eu queria muito falar com vcs sobre isso!!!

  5. Nossa que show, inclusive me lembrou muito um tcc que eu assiti em 2008, que me marcou muuuito, de um grupo que juntou a Belas Artes e a Unifieo, eu não lembro o nome deles mas o projeto se chamava concrete, mas eu bobeei e nao peguei o contato deles e nunca mais achei nada sobre isso acho q eles nao colocaram nada na internet, mas eu me lembro dos concepts por um acaso são vocês?

  6. Gostei muito da sensação de solidão que o game aparentemente tenta passar, indefeso em um ambiente estranho, isso é muito de ICO, muito de Shadow of the Colossus, mais recentemente Limbo, em fim, conceitualmente e artisticamente tem muito potencial. Porem todos esses jogos que eu falei, alem de terem conceitos bacanas, tem uma jogabilidade muito bacana, e nisso eu tenho que concordar com o Neves. Ainda não foi apresentado o Gameplay do game, talvez porque ainda não tenha sido implementado. Mas se o gameplay for bem executado, for bem bacana, o game vai longe, pois boa historia e boa arte ele já tem. Boa sorte aos desenvolvedores.

  7. Bom, como desenvolvedor acho que posso deixar algumas impressões que tive e que acho que vão ajudar os dois amigos de forma construtiva. Bom, eu gostei muito do conceito do jogo e acho que o caminho é esse mesmo, transformar algo do nosso cotidiano em uma forma alternativa de representação. Apesar do monstro e de alguns dos aautores dizer que o jogo terá de tudo um pouco, acho que o jogo lembra muito mais Flower, Flow e outros do genêro do os já citados acima. Acho que seria muito bom para os autores se tentassem se fixar em mecânicas que se combinem e não que tentassem utilizar de tudo um pouco para que o ritmo de jogo não seja quebrado e termine por deixar todo o resto confuso. Acho que eses são os principais toques e boa sorte para os dois e estou aguardando ansiosamente pelor esultado final desse projeto

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