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A valorização do mercado de games

Previsões recentes de analistas da Strategy Analytics apostam que, dentro dos próximos três anos, o faturamento do mercado de games chegará ao valor de US$ 64,9 bilhões.

Isto quer dizer que, entre 2009 e 2013 o mercado de jogos eletrônicos verá um aumento de 40%. Grande parte do crescimento acontecerá no mercado digital, ou seja, jogos vendidos via download, mensalidades e também a venda de itens virtuais e, logicamente, o investimento em anúncios de games.

Os jogos online, sozinhos, devem faturar US$ 24,8 bilhões, mais de 38% do faturamento total do faturamento em software.

Outra firma de análise, a Nielsen Media Research, conduziu uma pesquisa em território americano com mais de 3.000 consumidores. As perguntas envolviam um cálculo do gasto mensal com entretenimento. A resposta? Calculando todo o investimento nas diferentes categorias de entretenimento existentes, os games somaram uma média de 5% por lar.

Em casas com jogadores ativos, a média estimada de gasto com jogos é de 9%, um valor considerável, tendo em mente o número de opções de diversão. Games ficou em sétimo lugar na lista, atrás de compras e jantares, TV a cabo, hobbies específicos, shows e eventos esportivos, cinema e entretenimento em celulares.

Mesmo na frente dos videogames em preferência de entretenimento, os executivos de estúdios cinematográficos culpam os jogos eletrônicos por uma queda da audiência jovem masculina nos cinemas. Para Peter Guber, executivo da Mandalay Pictures, rapazes estão preferindo gastar mais tempo em internet e games.

A queda do interesse do público jovem masculino teria, inclusive, impactado no interesse de estúdios pela produção de filmes femininos.

Ainda com tantas previsões positivas e expectativa de ascenção acelerada, o mercado enfrenta problemas óbvios, mas não exclusivos. É o caso da pirataria, que de acordo com uma pesquisa encomendada pela ESA contabilizou mais de 9,79 milhões de downloads de cerca de 200 games pirateados só durante dezembro de 2009 em redes como BitTorrent, Ares, eDonkey e Gnutella.

O problema não acontece apenas com jogos de computadores, e é um dos desafios que a Sony pretende encarar em 2010. A empresa anunciou uma linha robusta de títulos para o portátil PSP este ano, embora diga estar sendo muito afetada por um problema sem aparente solução: a pirataria.

Enquanto isso, estúdios buscam alternativas, como a recém anunciada e já criticada DRM da Ubisoft, que exigirá que o jogador esteja online para jogar e já foi criticada por veículos especializados. Ainda que a empresa tenha rebatido as críticas negativas dizendo que a DRM é um mal necessário e prometido que, mesmo que decidam cessar um suporte a algum jogo, o game será atualizado para poder ser jogado sem a necessidade de autenticação em um servidor.

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