Josh Journey: Darkness Totens – Jogo brasileiro para quem é fã de beat ‘em up

Nossa nova dica é Josh Journey: Darkness Totens, um game produzido pela goiana Província Studio e que conta a história de quatro bravos heróis em um universo mágico, lutando contra criaturas do mal de três distintos mundos: O Mundo dos Humanos, O Mundo dos Sonhos e o Mundo da Morte. Basicamente trata-se de um beat ‘em up 2D brasileiro que nasceu da ideia de uma animação finalista da Anima Mundi 2016 e acabou evoluindo para o formato mais interativo.

Criado pelos irmãos Iuri e Guilherme Araújo, fundadores da empresa, a animação contava com diversas referências a jogos como Zelda e Chorno Trigger com uma pegada bem humorada. Após muitos desejos de fãs, os irmãos Araújo portaram a ideia para um “briga de rua” cooperativo à lá Castle Crashers.

A trama de Josh Journey conta a história de quatro heróis improváveis que se unem para deter as criaturas do pesadelo que pretendem dominar as quatro Províncias do mundo (Vento, Água, Deserto e Industrial), por intermédio de totens capazes de espalhar o mal e dar origem a terríveis monstros. Para acabar com esta ameaça o jogador deve abrir caminho pelas fileiras de inimigos destruir as torres. Os heróis são o guerreiro Josh; a feiticeira subaquática Melina; o tamanduá-bandeira Farquol e o robô Z.0.Z.

Cada um dos heróis possui habilidades únicas, de modo que o jogador é livre para escolher àquele que gostar mais. O grande macete é que ao derrotar os adversários é possível coletar orbes que são usadas para melhorar suas habilidades, como ocorre em God of War, por exemplo. O objetivo foi trazer um game desafiador, com uma estética cartunesca e uma sensação de evolução contínua.

O que mais chama as atenções em Josh Journey são os visuais cartunescos desenhados à mão. O game é praticamente um deleite visual. Quem gostou de Cup Head certamente vai se impressionar com a qualidade desta pérola brasileira. Toda a aventura é bem colorida e as quatro províncias bem diferentes entre si, de modo que o jogador não chega a cansar das fases. Outro destaque são os personagens centrais, que são bem carismáticos.

Outro detalhe que vale nota é o nível de dificuldade: os jogadores de Josh Journey precisarão racionar bem os itens encontrados para seguir vivo até o fim das fases. Os adversários virão aos montes e não medirão esforços para derrubar os heróis. De acordo com produtores, o título chega ao mercado na metade de 2019  com nada menos que 8 fases (podendo chegar a 12) com versões para PC, MAC e Linux. Para mais detalhes clique na página oficial do jogo.

Abaixo você confere um trailer de Josh Journey: Darkness Totens:

Rei do Cangaço – Game brasileiro coloca o jogador no papel de Lampião em uma aventura no purgatório

Nosso destaque do dia é cortesia da Ignite Games e é um prato cheio para quem ama a cultura brasileira: O Rei do Cangaço é um shooter que se passa na época do cangaço brasileiro e explora a figura do lampião. O grande destaque é que o jogo foi todo desenvolvido visando a tecnologia de realidade virtual, mostrando que o mercado nacional está atento às novas tecnologias também.

O Rei do Cangaço conta uma trama fictícia de Lampião em uma “vida após a morte”. De acordo com a descrição do jogo, após ser morto em uma emboscada, o rei do cangaço descobre que antes de ser julgado por seus crimes, terá de ir ao purgatório a fim de caçar demônios chamados “filhos da peste” e libertar espíritos penitentes. Sim, apesar de contar com uma figura histórica, o título possui elementos fantásticos.

Para derrotar os adversários o jogador conta com duas armas divinas chamadas Cruz Credo e Asa Branca, uma delas serve para enviar suas vítimas para o céu, enquanto que a outra conduz as almas para o inferno. Cabe ao jogador decidir o futuro de quem cruzar seu caminho. Além dessas armas, Lampião carrega um poderoso punhal capaz de cortar efeitos mágicos.

Uma vez que O Rei do Cangaço foi produzido para tecnologia VR, o jogador é contemplado com cenários bem detalhados e coloridos. O objetivo da Ignite Games foi produzir um ambiente que lembre bem o sertão nordestino. Os traços dos personagens, vale dizer, é bem cartunesco e divertido.

O título chegou a aparecer na BGS 2018, onde os visitantes puderam ter um gostinho do que a produtora está preparando e a recepção foi bem positiva e tem tudo para agradar o público brasileiro. A expectativa é que a experiência final seja enriquecida com um modo história bem desenvolvido e mais referências às histórias de Lampião e do Nordeste.

A data de lançamento ainda é incerta, mas há a previsão de lançamento para julho deste ano através da Steam. Se você ficou interessado no projeto, basta acessar a página oficial do jogo no Facebook para acompanhar as novidades ou através da página da Ignite Games.

Abaixo tem o trailer de O Rei do Cangaço:

BBL anuncia circuito de torneios femininos com etapas durante o ano todo

Quem disse que as mulheres não tem vez no negócio dos e-Sports? Pois este ano tem tudo para ser especial para as nossas queridas pró-players e seus torcedores graças aos grandes torneios que estão marcados para esta temporada. White Rabbit Cup, Mad Hatter e Queen of Hearts! Esses são apenas alguns dos torneios femininos  anunciados pela BBL, maior holding de entretenimento especializado em e-sports no país, que vão movimentar o cenário de e-sports nos próximos meses.

O primeiro do circuito feminino é o White Rabbit Cup, que começa em 06 de abril. O torneio conta com disputas de League of Legends, Rainbow Six Siege, CS: GO e Dota 2. O grande macete aqui é que o torneio não terá etapa qualificatória, ou seja, basta inscrever sua equipe e participar. De acordo com a organização do torneio, a premiação será feita em créditos válidos para cada jogo ao longo das semanas, ficando reservada somente para a fase final a premiação de R$ 1 mil para o time vencedor em cada modalidade.

Já o segundo torneio do ano para as garotas gamers é o Mad Hatter, que conta com partidas de Rainbow Six Siege e Dota 2. Tal como no White Rabbit Cup, não há etapa qualificatória e a premiação máxima é de R$ 1 mil para o melhor time em cada game a cada fase final. Além disso, de acordo com a BBL, o Mad Hatter concede uma vaga para o próximo campeonato do circuito, que será o Queen of Hearts.

O Queen of Hearts é o torneio mais cobiçado do ano no circuito feminino, onde as melhores equipes classificadas no Mad Hatter terão vaga direta e outras equipes se classificarão através de qualificatórias abertas. Aqui a coisa começa a ficar série, uma vez que contará com a participação de equipes internacionais. A premiação total por jogo será de R$ 23 mil.

Para encerrar o circuito, haverá a qualificatória regional LATAM do GIRLGAMER Esports Festival, evento internacional que teve edições em 2017 e 2018. As qualificatórias serão de League of Legends e CS:GO, ambos valendo vaga para equipes disputarem o torneio mundial no final do ano. A novidade foi anunciada na última terça-feira, dia 26 de março, durante o evento Marketing de Engajamento, realizado pela BBL, maior holding de entretenimento especializado em e-sports no país.

“O cenário de e-sports ainda é majoritariamente masculino, mas as mulheres estão aí brigando por espaço e, aos poucos, conquistando. O circuito feminino é mais um passo para que elas conquistem visibilidade, ganhem experiência e se fortaleçam como jogadoras profissionais”, comenta Leo De Biase, CMO da BBL.

Se você tem interesse em acompanhar as novidades desses torneios e dos principais times femininos de e-Sports, confira a página da BBL no Facebook.

Top – Jogos que levam referências do mundo real para o virtual

De Pac-man a Mario Bros., você certamente já viu referências de jogos eletrônicos na cultura pop em diversos veículos, certo? Mas já parou para pensar que os videogames também fazem diversas referências do que vemos na vida real? Pois é justamente esse aspecto que Felipe Oliveira, gerente de produtos da 2A.M., marca de notebooks e desktops gamers, quis mostrar ao listar alguns jogos que resolveram referenciar a vida real.

Abaixo você confere cinco jogos listados por Felipe Oliveira que fazem referências ao mundo real em seus gameplays por meio de selfies, memes, dancinhas e até pedidos de casamento:

 

5 – Mortal Kombat X

Uma das séries mais famosas da indústria dos games, Mortal Kombat entrou na onda das selfies em 2015, quando a personagem Cassie Cage ganhou um fatality em que, logo após finalizar seu adversário com um golpe brutal, pegava o celular, tirava uma foto e postava em suas redes sociais. É possível, inclusive, ver os comentários de outros lutadores do jogo na postagem de Cassie.

 

4 – Marvel’s Spider Man

Um dos mais famosos super-heróis de todos os tempos também se mostrou adepto das selfies. Em Marvel’s Spider Man, de 2018, os jogadores podem aproveitar os cenários incríveis do jogo e utilizar o “Modo Foto” para registrar cada momento. Também é possível caprichar nos filtros, incluir efeitos, alterar a intensidade da luz e até mesmo mudar a expressão do personagem.

“Outra referência de Marvel’s Spider Man ao mundo real viralizou como ‘o Easter Egg mais triste do mundo’. Isso porque um fã da série pediu aos desenvolvedores, via Twitter, que colocassem no jogo um pedido de casamento seu para a namorada, Maddie. O pedido foi atendido, mas, poucos dias antes do lançamento do jogo, Maddie decidiu encerrar o relacionamento”, conta Felipe.

 

3 – Fortnite

Lançado em 2017, o jogo do gênero battle royale fez muito sucesso pelo seu gameplay, mas também por suas “dancinhas”, inspiradas em filmes, memes e vídeos da internet. No game, os jogadores podem comemorar as vitórias com várias coreografias famosas, como as chamadas Reanimated, Ride The Pony e Disco Fever, inspiradas, respectivamente, em coreografias de Michael Jackson, Psy e do filme “Os Embalos de Sábado à Noite”.

“Em fevereiro deste ano, Fortnite também foi palco para uma apresentação virtual do Dj Marshmello. O show teve duração de 10 minutos e chegou a ter 10 milhões de jogadores simultâneos”, disse Felipe.

 

2 – Zueirama

O jogo brasileiro ainda nem foi lançado oficialmente e já chamou a atenção do público por inúmeras referências a memes, músicas e personagens reais. Repleto de humor, faz uma sátira ao atual momento político do país e tem como protagonista Zoinho, um menino que precisa acabar com o vilão Sargento Sádipo.

 

1 – APEX Legends

Recém-lançado, Apex Legends se tornou um grande sucesso em muito pouco tempo. O jogo do gênero battle royale se passa em um ambiente futurista, mas também apresenta referências ao mundo real, como quando um personagem comemora a vitória com uma dança bastante parecida com o famoso passo Moonwalk, de Michael Jackson.

The Queen’s Race – jogo promove a diversidade enquanto te desafia a ser a rainha das passarelas

O game de hoje é inspirado na ideia de luta pela igualdade de gêneros. Desenvolvido pela equipe da Checkpoint Studios, The Queen’s Race coloca o jogador no comando de drags em corridas bem peculiares. Trata-se de um aplicativo em que o jogador cria seu avatar, o personaliza e corre contra outras corredoras em provas e minijogos bem casuais.

Antes de se lançar na corrida o jogador deve escolher etnia, biótipo etc. A possibilidade de personalização é bem grande. O objetivo é fazer com que sua drag prove ter as habilidades necessárias para prosseguir na disputa e desfilar nas passarelas virtuais e ser coroada a maior drag queen do mundo.

Para alcançar a fama e a glória o jogador deve passar por minijogos, passatempos, e muitos outros desafios. A cada desafio vencido, você ganha pontos e dinheiro do jogo para editar ainda mais o personagem. Os minigames de The Queen’s Race não seguem uma linearidade, de modo que o jogador fica livre para decidir qual desafio pretende enfrentar primeiro, entretanto é necessário ganhar os pontos para seguir na aventura.

Há alguns momentos bem pitorescos em The Queen’s Race, como a temida fase Lip Sync for Play. Basicamente trata-se de um karaokê em que o jogador deve realizar uma série de comandos para manter sua drag cantando. Isto ocorre sempre que há uma vergonhosa derrota na fase. O jogador pode voltar à corrida do ponto que parou, mas antes terá de enfrentar o Lip Sync a fim de convencer os jurados que você merece uma segunda chance no desafio.

O objetivo do game é promover a luta e os movimentos LGBT de maneira divertida, mostrando que todos podem se divertir e merecem seu espaço ao sol. Você pode obter mais informações sobre The Queen’s Race na página do Facebook.

Abaixo tem um trailer de The Queen’s Race:

 

Bem Vindo ao Game Design – livro busca mostrar todas as etapas da criação de um jogo eletrônico

Quem nunca jogou um game e ficou se perguntando como se deu a sua produção? Pois é justamente sobre as etapas de um game design que se propõe a falar o livro “Bem Vindo ao Game Design”, do Prof. João Victor, fundador da escola de programação One Day e criador do canal One Day Code. A obra pleiteia mostrar como é produzido um título desde seus estágios iniciais até seu derradeiro lançamento, de modo que o leitor irá perceber o que diferencia um game de sucesso, de outro relegado ao ostracismo.

De acordo com o Prof. João, o livro “Bem Vindo ao Game Design” possui linguagem fácil para completos iniciantes, de modo que o leitor interessado em entrar de cabeça no mundo da produção de jogos possa transformar um HOBBY em uma PROFISSÃO, sejam quais forem suas habilidades.

O livro ainda não está finalizado, pois seu idealizador não conta com o apoio de uma grande editora – tudo está sendo feito pelo empenho do autor. Para finalizar o projeto e publicar o livro foi aberto uma campanha de crowdfunding a fim de arrecadar R$ 7.500,00 a fim de garantir a impressão, uma revisão esperta, diagramação etc. De acordo com João, o projeto nasceu após analisar que há muitas pessoas interessadas em produção de jogos, mas que não encontram materiais de pesquisa que tornem sua saga mais fácil.

“No mercado de jogos, existe uma grande falta de profissionais capacitados, e ao mesmo tempo um excesso de pessoas tentando criar jogos, sem saber como começar, gerenciar um projeto, organizar suas ideias e escolher o melhor meio de monetizar e progredir no mercado. O que acontece é que na maioria das vezes, as pessoas miram muito alto e ao tentar criar um “Grande MMORPG Battleroyale 3D” acabam se frustrando, nunca terminando o projeto e desistindo no meio do caminho”, diz o Prof. João Victor.

O livro “Bem Vindo ao Game Design” pode ser considerado um miniguia, ensinando passo a passo como gerenciar um projeto de jogo, quais são as áreas em que você pode se encaixar, recomendações de softwares e materiais de estudo e exercícios práticos sobre Design de Jogos. Você pode experimentar uma prévia da obra baixando o primeiro capítulo aqui.

Um dos capítulos mais interessantes é o que fala sobre as carreiras de game designer, pois é aqui que o leitor fica ciente de que pode atuar em diferentes ramos do designer de um game, tal como arte, música, programação, negócios etc. A ideia de “Bem Vindo ao Game Design” é mostrar que mais do que escrever linhas de programação, a produção de jogos abraça diferentes perfis de profissionais. Além disso, a obra fala sobre como é trabalhar em pequenos e grandes estúdios, além de pincelar um pouco como é o panorama do mercado nacional de jogos.

Você pode descobrir mais sobre o livro “Bem Vindo ao Game Design”, clicando aqui ou assistindo o vídeo abaixo:

Grupo ZION – Tijuca ganha 1º escola estúdio de games da América Latina

Esta notícia é importante para os residentes do Rio de Janeiro que pretendem estudar game design: o Grupo ZION, Escola de Entretenimento digita, irá inaugurar sua nova unidade no bairro da Tijuca, na zona norte da capital carioca. Com esta nova unidade, a instituição chega à sua 7ª unidade e já tem a expectativa de chegar em 2030 com 77 escolas em todo o Brasil. O objetivo é impulsionar a produção de jogos nacional.

A nova unidade da ZION é 1ª escola estúdio da América do Sul com foco em desenvolvimento de games para atender 1400 alunos, que serão distribuídos em 15 turmas. Fora das salas de aula, o espaço contará com uma futurista arena de games aberta ao público, capaz de levar os alunos à loucura com experiências que vão desde realidade virtual do Star Wars, até uma impressora 3D para criação de bonecos e colecionáveis.

Outra característica do espaço é uma escultura hiper-realista de três metros, desenvolvida com a mesma técnica utilizadas no maior museu de cera do mundo, Madame Tussaud. No Brasil existem esculturas desse gênero apenas nos museus de Petrópolis, Gramado, Manaus, Foz de Iguaçu e Aparecida do Norte.

Segundo informou o diretor da escola da Tijuca, Rogério Félix, na ZION os alunos vão aprender desde a criação de um jogo de tabuleiro, até a execução de jogos para as mais novas tecnologias, como Realidade Virtual e Realidade Aumentada.

“Para nós todo jogo é uma ferramenta de estudo, e para que nossos alunos possam aprender cada vez mais, contamos com os videogames mais atuais, os eternos clássicos e simuladores de corrida”, explica o educador da ZION.

A programação da noite de inauguração está intensa com a apresentações de jogos produzidos por alunos de outras unidades e palestra com o google innovator, Doug Alvorado, que vai apresentar, aos convidados, as ferramentas do google que podem turbinar  uma aula, como o Google Street View.

 

Serviço: Inauguração da ZION Tijuca

Data: 28/03/2019

Horário: 19 horas

Local: Praça Saenz Peña, 19 – Tijuca, Rio de Janeiro

Você conhece a ordem cronológica de “The Legend of Zelda”?

The Legend of Zelda surgiu há mais de 30 anos anos atrás e, desde então, tem sido um dos jogos de maior sucesso mundialmente.
O protagonista é o jovem herói Link cuja missão é proteger o reino de Hyrule e a Triforce, a relíquia deixada pelas Deusas criadoras do mundo, capaz de realizar desejos trazendo ao mundo uma era de harmonia e prosperidade, mas que também poderia destruí-lo caindo em mãos erradas.

Cada um dos triângulos tem uma virtude diferente, sendo elas, Coragem, Sabedoria e Poder. O principal antagonista da série é Ganon (Ganondorf Dragmire). Porém conforme o tempo que os jogos foram evoluindo, se estabeleceu na mitologia, uma grande guerra contra o mal, trazendo novos vilões a tona.

A cronologia sempre foi um ponto de debate entre os fãs e, em 2011, a Nintendo finalmente revelou a cronologia oficial no livro “Hyrule Historia”. A revelação mais interessante é a divisão das linhas do tempo. Já se imaginava que após Ocarina of Time, o tempo sofreria uma ruptura e a história seguia por dois caminhos distintos, mas agora sabemos que acontece uma divisão tripla. A série acaba se dividindo em tantos episódios que fica difícil jogar na ordem cronológica (até porque também existe a diferença de consoles), mas a própria Nintendo deixa bem claro que a série é atemporal.

Você pode ver a cronologia oficial de The Legend Of Zelda no infográfico abaixo, disponibilizado pela equipe da NET Telefone, e aproveitar ainda mais essa história clássica que conquistou milhões de fãs ao redor do mundo.

REBEL – Carta aberta sobre o massacre de Suzano

A REBEL solidariza-se com as vítimas do crime em Suzano. Infelizmente, mais uma vez os jogos aparecem como bode expiatório em um caso complexo, por isso a REBEL oferece sua resposta.

NOTA DA DIRETORIA DA REDE BRASILEIRA DE ESTUDOS LÚDICOS – 14 DE MARÇO DE 2019

A diretoria da Rede Brasileira de Estudos Lúdicos apresenta, por meio desta nota, seu repúdio à associação entre jogos eletrônicos e comportamento violento. Em voga nos meios de comunicação e nas redes sociais de políticos menos esclarecidos, a opção de identificar o jogo como bode expiatório é um desvio de problemas sérios relacionados a criminalidade e cultura.

Sem prejuízo das pesquisas sérias que visam identificar bons e maus potenciais dos jogos em geral, o que a REBEL quer combater é uma mistificação que simplifica problemas multifacetados. Não surpreende que existam criminosos que joguem, afinal os usuários de jogos eletrônicos no Brasil são mais de 75 milhões (Newzoo, 2018).

Muitos fatores pessoais e sociais afetam o comportamento dos indivíduos. Se a culpa do comportamento violento for mesmo de algum artefato cultural, então é preciso lembrar que a cultura da violência está presente num ambiente muito mais abrangente: filmes, literatura, telenovelas, trânsito, redes sociais são terreno em que historicamente se cultiva o conflito.

A disponibilidade de armas de fogo é uma condição e a cultura belicista em que estamos inseridos é um incentivo à resolução trágica de questões pessoais, seja por entusiastas dos jogos, maridos ciumentos, justiceiros etc.

O jogo ensina a encarar o outro como adversário ou parceiro, não inimigo. A REBEL defende regras melhores para o jogo da vida. Reações irracionais às tragédias do cotidiano podem ser péssimas jogadas.

São Paulo, 14 de março de 2019

O que você precisa saber sobre o Google Stadia

Já fazia algum tempo que as grandes players do mercado ambicionavam desenvolver um sistema que dispensasse a necessidade de mídias físicas, vide a desastrosa apresentação do Xbox One em 2013. A recepção da caixa da Microsoft foi mal recebida graças as políticas pouco amistosas de DRM. A empresa de Redmond acabou voltando atrás na ideia de ter um console permanentemente conectado à internet, mas serviu para deixar a comunidade de sobreaviso: uma hora isto iria acontecer.

No decorrer dos anos que se seguiram a Microsoft continuou mantendo viva a ideia de ter um sistema para quem quer jogar online, porém ao invés de manter o DRM, a empresa passou a incentivar os jogadores a continuar no mundo online. Para isso, continuou os esforços com a Xbox Live e criou o serviço Xbox Game Pass – altamente elogiado pela comunidade gamer. A Sony, por outro lado, colheu os louros bilionários do serviço PS Now, bem como a EA com seu Acess.

A Google quer jogar

Com todas as empresas ganhando rios de dinheiro com a ideia de “alugar” jogos através de uma assinatura mensal, ficou claro que a moda veio pra ficar. E não é por menos, considere esses serviços de streaming tentavam repetir a fórmula de sucesso da Netflix. Era certo que em algum momento uma grande empresa de tecnologia (que não fosse tradicional no segmento de games) tentaria pegar um bolo dessa fatia. E é aí que surge a Google.

No último dia 19 de março, a gigante dos buscadores anunciou durante a Game Developers Conference seus planos para entrar no ramo dos jogos eletrônicos através do Google Stadia, um serviço de streaming por assinatura que permite ao usuário jogar os games mais procurados da atualidade sem ter um console. A ideia é poder jogar em televisores, tablets e smartphones com resoluções superiores a 4k a 60 fps, sem ter de desembolsar um caminhão de dinheiro para comprar um videogame.

Na teoria, você só precisa assinar o serviço, ter um controle, ou dispositivo compatível e fazer a festa. Todo o jogo seria processado pelos servidores e computadores da Google. Imagine jogar o vindouro Elder Scrolls VI sem precisar comprar um videogame novo ou um disco do jogo? Promissor, hein. Entretanto, a Google terá alguns desafios pela frente. Em relatório, os analistas da KeyBanc Capital Markets apostam que a velocidade de conexão será um desafio intermitente para a Google fora do eixo EUA-Canadá.

“Embora tenhamos ficado impressionados com o lançamento, acreditamos que a velocidade da internet pode continuar sendo um problema para a adoção global”, diz o relatório da KeyBanc. O problema real é que especialistas apostam que para manter uma conexão estável rodando jogos em alta qualidade as operadores de banda larga precisam oferecer ao menos 50 MB de internet. Imagine a complicação aqui no Brasil, em que algumas regiões nem contam com disponibilidade de reles 1 MB.

Se a velocidade de internet e estabilidade de conexão são um desafio a ser vencido, ao menos uma batalha a Google pode dizer que está no papo: poder de processamento. De acordo com a gigante da tecnologia, o Stadia possui 10,7 Teraflops, contra os 6,0 do Xbox One X e os 4,2 do Playstation 4 Pro. Isto faz do Stadia a “plataforma” mais poderosa do momento.

Outra vantagem é que o Stadia roda em Linux, o que torna a tarefa de desenvolver muito mais amistosa aos desenvolvedores com poucos recursos. A ideia é que os produtores possam desenvolver seus games diretamente da nuvem do Google. “Descobrimos que podemos levar qualquer jogo grande para qualquer dispositivo por meio do Google Chrome”, afirmou o presidente do Google Sundar Pichai no palco da GDC 2019.

Um detalhe importante: o Stadia será bem amistoso para realizar streaming através do Youtube, a fim de capturar as atenções de grandes influenciadores e do público aficionado por tecnologia. Se você quiser utilizar controles para jogar, fique à vontade, pois os controles do Xbox One e do PS4 poderão ser utilizados para jogar no Stadia.

O Google Stadia veio para destronar Sony, Nintendo e Microsoft, uma tarefa árdua e que vai depender tão somente dos preços praticados na assinatura e do catálogo de jogos disponíveis. As empresas rivais podem se gabar de contarem com grandes franquias, como Halo, God of War e Mario, enquanto que a Google tem o histórico de ser bem amistosa com desenvolvedores (leia-se a Google Play). O futuro é promissor. A única dúvida que fica é se as limitações de velocidade ao redor do mundo e a falta de jogos exclusivos poderão ser o calcanhar de aquiles do Stadia