Os Piores jogos do mundo #02 Friday the 13th – o game que assusta até mesmo o Jason

Jogabilidade repetitiva e incrivelmente frustrante“, foram apenas alguns dos adjetivos que o site GamePro usou para definir Friday the 13th, um game de NES, em sua lista dos piores jogos baseados em filmes. Não confunda com o jogo homônimo lançado em 2017 (que é apenas mediano). Estamos nos referindo ao jogo do NES (Nintendo Entertainment System), que ficaria famoso por ser um dos primeiros inspirados em uma franquia cinematográfica de sucesso, mas que ajudaria a decretar a fama que jogos e filmes não combinam.

A JLN era uma fabricante de brinquedos de Nova York, fundada em 1970, que viu a oportunidade de expandir seus negócios através dos jogos eletrônicos. Era uma jogada esperta, afinal o Nintendinho dava mostras de se tornar a grande sensação do verão americano, pois todos os garotos queriam se divertir com jogos como Super Mario Bros. e Ballon Fight. Os executivos da companhia decidiram que a melhor forma de conquistar uma fatia desse mercado seria apostar em jogos licenciados, afinal quem não iria querer comprar o game oficial de algum filme bem sucedido?

Jogos licenciados é a aposta da época

O fracasso do jogo do E.T era visto como um ponto fora da curva. Afinal, jogos como AlienAttack of the Killer Tomatoes e Back to the Future conquistaram seu espaço. Assim, em 1987 a JLN licenciou o game oficial do megasucesso The Karate Kid, que, apesar da qualidade questionável, rendeu resultados animadores suficientes para que a empresa lançasse no mesmo ano o infame Jaws e (um ano depois) o Major League Baseball, um dos primeiros games esportivos a ser licenciado. O próximo projeto da agenda seria Friday the 13th, que ficaria a cargo da Atlus, já que a parceria entre as duas empresas parecia perfeita.

Era fácil apostar em Sexta-Feira 13 como um filme a ser transportado para o universo dos games, afinal a franquia já contava com sete filmes em 1988, sendo que a série tinha começado apenas há oito anos. Sim, eram sete filmes do Jason em um espaço de oito anos (eram tempos difíceis para os amantes do terror). De qualquer forma, o game já estava prestes a chegar às lojas e a LJN esperava conquistar mais um êxito com o lançamento.

Tal como nas películas, Friday the 13th coloca um grupo de jovens incautos no acampamento Crystal Lake. O que eles não sabem é que o assassino Jason Vorhees está à espreita e sedento por sangue. Cabe ao jogador derrotar Jason e restabelecer os dias de paz em Crystal Lake. Para isso, o jogador deve entrar pelas matas, desafiando lobos, morcegos e zumbis. Além disso, é necessário derrotar o perigoso stalker, impedindo que ele faça vítimas entre seus colegas de acampamento.

Um game repleto de problemas

Ainda que o enredo não seja nenhuma maravilha, ele está de acordo com o que se pode esperar de um produto derivado deSexta-Feira 13. Os problemas começam mesmo quando a jogatina começa pra valer e o jogador se dá conta que a jogabilidade é terrivelmente mal desenvolvida, tornando a tarefa de derrotar morcegos especialmente árdua. As coisas pioram ao passo que o game te obriga a salvar seus companheiros de acampamento de tempos em tempos.

O game é do gênero plataforma de ação e a mecânica se baseia em fugir de Jason e esconder-se de tempos em tempos. O grande problema é que Jason aparece com bastante freqüência para matar o jogador e é quase impossível escapar, já que os personagens muitas vezes são incapazes de realizar tarefas simples como correr ou pular.  Quando você consegue entrar em uma caverna ou cabine para se esconder as coisas não ficam melhores, já que qualquer corvo pode matar o jogador com relativa facilidade.

Para garantir a sobrevivência, torna-se primordial fazer upgrades nas armas. Porém isso não garante êxito nas lutas, já que o combate é bem desequilibrado com adversários claramente mais fortes e rápidos. O objetivo do game é sobreviver durante três dias e três noites enquanto tenta dar cabo de Jason. Alem disso, de tempos em tempos o jogador deve sair em disparada para salvar um dos colegas de acampamento que são atacados por Jason. Caso não se chegue a tempo, Jason mata o companheiro, o que gera uma insatisfação recorrente. E nas raras vezes que você consegue encontrar seus companheiros o combate demonstra-se bem desequilibrado, pois Jason se move tão rápido quanto um maratonista, já o personagem do jogador é lento feito uma lesma com ressaca.

Dificuldade exarcebada não é o único problema

Não bastasse a dificuldade massacrante,Friday The 13th ainda conta com uma trilha sonora pouco inspirada, apoiando-se totalmente nos filmes, porém com uma qualidade sonora muito ruim, mesmo para os padrões do NES. A trilha sonora é bem repetitiva, capaz de causar dor de cabeça nos jogadores com poucos minutos de jogo. O ponto mais criticado em geral, todavia, é sobre o gameplay frustrante mesmo, já que o jogador parece não ter uma chance real de ser bem sucedido na aventura.

Ah, e os desenvolvedores parecem não ter tido qualquer apego pela mitologia da franquia, ou sequer visto os filmes, visto que Jason sabe nadar. É de conhecimento público e notório que o infame assassino tem medo de água. A intenção que se tem é de que dar a Jason esta habilidade foi descaradamente prejudicar o jogador, mesmo que para isso jogassem fora toda e qualquer coerência.

Outro ponto bastante criticado é que o mapa do jogo é visto de cima para baixo, porém a jogabilidade em si é em 2D sidescrolling, tornando a navegação pelo mapa extremamente confusa. Salvar seus companheiros de acampamento fica ainda mais difícil se você nem sabe pra onde ir. Os produtores ainda incluiriam um plus no game a fim de torná-lo revolucionário, mas que se provaram uma grande porcaria: seções em 3D.

Em algumas cabanas, a jogabilidade passa para um esquema 3D, porém a tecnologia na época era péssima, tornando os controles um instrumento de tortura e proporcionando lags aos montes. Com tantos problemas fica fácil entender porque Friday The 13th é considerado um dos piores jogos de todos os tempos.

O legado de um game ruim

Em uma edição de 1997, os autores da consagrada Nintendo Power, ranquearamFriday the 13th na posição de número seis em sua lista dos piores games jamais produzidos. Apesar de todo o massacre por parte da mídia, o título até que vendeu bem, abrindo caminho para que a LJN lançasse outras pérolas licenciadas como A Nightmare on Elm Street. Sim, os desenvolvedores não se contentaram em estragar um ícone do terror, tinham de humilhar o Freddy Krueger também. Mas essa é uma história para outro dia.

 

Game Jam + convida desenvolvedores a criarem jogos do zero em maratona de 48 horas

Começa hoje (27) a etapa regional da Game Jam +, uma das maiores competições de desenvolvimento de jogos do Brasil. De acordo com Pedro Zambon, organizador do evento, a Game Jam + contará com equipes de desenvolvedores de 14 cidades espalhadas pelo Brasil. As equipes terão 48 horas para desenvolver um game do zero. Os melhores classificados terão a oportunidade de apresentar o determinado projeto na final nacional, que ocorre em novembro, no Rio de Janeiro.

A cidade de São Paulo também faz parte da Game Jam +, sendo que a casa temporária dos desenvolvedores será o campus da PUC Consolação. As inscrições para a regional de São Paulo podem ser feitas pelo site do evento. A partir das 19h de hoje, até domingo, os produtores começa a pensar num game sob um tema ainda a ser divulgado. A expectativa é que dessa jam surjam projetos tão ambiciosos que possam ser pensados como um game completo no futuro.

Alguns jogos de sucesso, aliás, surgiram justamente de game jams, como Fragmentorum Alba e Evoland, que acabaram ganhando versões completas após suas respectivas jams e foram destaque na mídia. O blog Garotas Geeks tem uma matéria toda especial sobre isso.

O Game Jam + é aberto a todos os interessados em desenvolvimento de jogos, mesmo aos que não tenham experiência. As equipes podem ser formadas antes do evento, mas para aqueles que não tiverem equipe, mas têm interesse em participar do evento, serão encaminhados para uma equipe, garantindo a participação de todos os inscritos.

Esta é uma excelente oportunidade para todos os interessados no desenvolvimento de jogos no Brasil de participarem de um evento que pode impulsionar e dar visibilidade às suas ideias”, disse Pedro Zambon, organizador do evento. Os participantes terão ainda a orientação de profissionais qualificados em diversas áreas a fim de que os games produzidos tenham alta qualidade.

Os vencedores serão decididos em duas etapas, tanto na fase regional, quanto no nacional:

Vencedores regionais:

– Uma equipe será decidida por uma banca de jurados conceituados, após apresentações no final do evento.

– Uma equipe será “salva” pelo público por votação popular, após a decisão da banca de jurados.

– Um representante de cada equipe receberá a viagem com tudo pago para a etapa final no Rio de Janeiro.

 

Vencedores nacionais:

– Uma equipe será decidida por uma nova banca de jurados, no final do evento na grande final nacional, em Novembro.

– Uma equipe será premiada através de voto popular presencial durante o evento da etapa final.

 

Uma novidade para o evento deste ano: a Game Jam + uniu forças com a Unicef e a WeWorkLabs para avaliar e testar a efetividade dos “jogos de impacto”. Assim surgiu a categoria Diversifier, na qual os jogos de impacto social serão avaliados por uma banca especializada da Unicef, tendo a chance de ter seu projeto utilizado internacionalmente pela instituição mediante aprovação de ambas as partes.

Rei do Asfalto – Ubisoft reúne 12 influenciadores digitais brasileiros em campeonato inédito de The Crew 2

A campanha de The Crew 2 está em um novo nível! Em uma ação inédita a Ubisoft vai reunir 12 dos influenciadores digitais brasileiros mais famosos da atualidade em uma disputa insana para decidir quem é o melhor corredor do mundo digital. De acordo com a gigante francesa, os youtubers passarão um dia inteiro disputando corridas de carros, motos, barcos e aviões envolvendo todas as modalidades do jogo.

Os youtubers convidados são o Beloto Plays, Br Duke, Damiani, Diddy Kong, Gusang, Kalera, Malena, Montalvão, Patife, Poladoful, Renato Estranho e Stereo Online, participarão da competição Rei do Asfalto, promovida pela primeira vez no Brasil pela Ubisoft, com apoio do IGN Brasil, Versus, NVIDIA e Microsoft. O grande vencedor do desafio em The Crew leva para casa uma moto Yamaha TractorCafeRacer 125 Cilindradas customizada.

A competição da Ubisoft ocorre na cidade de Sao Paulo, na Arena IGN, e sera dividida em fases eliminatórias. Na primeira, os participantes serão separados por sorteio em quatro grupos de três competidores e disputam uma única corrida, cujo perdedor é automaticamente eliminado. Em seguida, os que avançarem enfrentam adversários de outros grupos, de acordo com suas classificações, em sistema “melhor de três” e valendo vaga para as semifinais, quando a disputa passa a ser em “melhor de cinco” corridas.

Na final, novamente, o primeiro competidor a vencer três duelos, leva para casa o título de rei do asfalto e uma moto novinha e customizada com seu nome. A intenção e propiciar uma disputa acirrada, de alto nível, porém amistosa. A competição “Rei do Asfalto” será transmitido pelos canais da Ubisoft no YouTube, Facebook e Twitch, das 14h30 às 18h, e terá apresentação, narração e comentários de Guilherme Sarda, Retalha e Diego Hads.

“A comunidade brasileira de The Crew vai curtir pela primeira vez um evento com 12 grandes ídolos da internet disputando corridas insanas e ao vivo”, disse Bertrand Chaverot, diretor da Ubisoft para a América Latina. “The Crew 2 é perfeito para vivenciar grandes experiências de esportes a motor com carros e motos esportivos em um mapa dos Estados Unidos amplo e detalhado. Por tudo isso, a série The Crew já tinha conquistado mais de 12 milhões de jogadores em todo o mundo antes mesmo do novo jogo, lançado há menos de um mês”.

Pixel Ripped 1989 – Entrevistamos os criadores do mais ambicioso game de realidade virtual criado no Brasil

A inteligência artificial é o grande alvo do estúdio ARVORE, que está numa grande semana graças ao lançamento do aguardado Pixel Ripped 1989, um game que mistura a realidade virtual e a premissa de jogos retro. Nós publicamos uma matéria sobre o game e o seu principal diferencial em meio a tantos jogos do mercado nacional, hoje temos uma entrevista com o pessoal que desenvolveu o projeto, falando sobre os detalhes, desafios e o cenário brasileiro de games.

Para quem não se lembra, o Pixel Ripped é um jogo de realidade virtual em que o jogador deve ajudar a heroína Dot a salvar o mundo da ameaça de Cyblin Lorde, um vilão capaz de ameaçar o mundo digital e o mundo real. Para isso, você encarna a jovem estudante Nicola . O game tem muitas referências a jogos da geração 8-16 bits como Megaman, Battletoads e Sonic.

Pixel Ripped 1989 estará disponível nas plataformas PlaystationVROculus Rift e SteamVR. Aqueles que optarem pela compra antecipada no PlaystationVR e Oculus, poderão comprar o jogo pelo valor promocional de $19.99 dólares. O preço final no lançamento será$24,99 dólares. Haverá também um desconto temporário de lançamento para consumidores da Steam começando no dia 31 de Julho.

Confira abaixo a entrevista sobre  Pixel Ripped 1989 com o pessoal do ARVORE:

Ana Ribeiro
Ana Ribeiro

GameReporter: Como o estúdio ARVORE foi criado? E de onde surgiu a ideia para o nome?

ARVORE: O estúdio foi fundado por Ricardo Justus, Rodrigo Terra, e Edouard de Montmort em 2017 para criar, produzir e desenvolver games e experiências de storytelling imersivo para realidade virtual e aumentada. O nome vem de uma junção das siglas “AR” e “VR” (Augmented Reality e Virtual Reality) aliado ao fato que narrativas interativas são “branching narratives”, como os galhos de uma árvore.

 

De onde veio a ideia para o desenvolvimento para Pixel Ripped?

No ano 2013, a Ana Ribeiro, nossa Diretora Criativa, viajou para estudar um curso de desenvolvimento de jogos na Inglaterra, e uma noite ela teve um sonho muito revelador. No sonho a Ana estava sentada na frente da TV, jogando um jogo da geração de 16 bit, e ela estava num quarto todo pixelado, a estética do quarto mudava assim evoluíam os gráficos do jogo que a Ana jogava. Até que chegou um ponto que o quarto e os gráficos do jogo tinham o mesmo nível de realismo. Nesse momento a Ana acordou e se deu conta de quanto poderosa era a idéia de mostrar a história dos videogames e desde uma realidade paralela que permitisse até conectar e até entrar dentro deles! Aquela ideia inicial continuou evoluindo até o que hoje em dia é o Pixel Ripped 1989.

A equipe do estúdio ARVORE reunida.

Quais foram os maiores desafios durante o processo de desenvolvimento do jogo?

Pelo fato do jogo ter demorado quatro anos para ser desenvolvido, tivemos que adaptar ele aos novos modelos e funcionalidades dos headsets que iam aparecendo com o tempo. Então tivemos que adaptar a tecnologia do jogo para suportar todas essas mudanças. Esse seria o maior desafio, depois desse podemos falar da produção do jogo tendo um time remoto de várias pessoas em diferentes continentes e das dificuldades para achar financiamento para finalizar o jogo.

 

Soubemos que o game passou por diversos eventos e conquistou alguns prêmios importantes. Vocês ficaram surpresos com o sucesso tão rápido?

Ficamos surpresos sim, o jogo começou como um projeto universitário que nem se pensou como algo para aprender a usar a Realidade Virtual. Quando foi colocado na loja da Oculus e começamos a ter uma grande repercussão na imprensa e os vídeos do jogo conseguiram 5 milhões de visitas em 3 meses a gente se deu conta de que aquele jogo merecia ser desenvolvido como projeto comercial.

 

Pixel Ripped foi pensado com base na realidade virtual. Quem não possui um óculos vai conseguir jogar o game? Se sim, a experiência será a mesma?

O jogo foi desenvolvido e pensado para realidade virtual, simplesmente ele não pode ser jogado e entendido completamente sem essa tecnologia.

O game tem muitas referências aos jogos dos anos 80-90. Quais foram as principais influências durante o desenvolvimento?

As principais influências são os jogos de plataformas de finais dos 80s e início dos 90s, como as séries Megaman, Sonic e Super Mario Bros, na estética e mecânicas. Mas também tem referências a muitos outros jogos como Battletoads, Tetris ou até Pokémon.

 

Sobre o cenário de desenvolvimento de jogos no Brasil, a quantas anda a nossa indústria? Dá para viver de jogo?

Na nossa área de VR sentimos que não estamos muito atrás, o Brasil pode sim dessa vez participar do surgimento de uma grande média. Os desenvolvedores do mundo todo estão no mesmo barco, descobrindo tudo agora sobre realidade virtual. Aqui não estamos atrás no desenvolvimento, já existem vários desenvolvedores brasileiros de VR, como a Skullfish, IMGNation, VR Monkey, Black River Studios, a ARVORE foi a primeira empresa brasileira focada somente em experiências imersivas a ser VC funded. A única diferença que percebemos mais desenvolvendo aqui no Brasil é a dificuldade de acesso aos headsets de VR. Não existem representantes das plataformas de Realidade Virtual aqui no país e em consequência disso fica difícil o acesso dos desenvolvedores pros kits de desenvolvimento.

Quais os proximos desafios do ARVORE após o lançamento de Pixel Ripped?

Estamos desbravando e sempre inovando nos meios imersivos, criando projetos que já nascem em realidade virtual. Para isso, temos que prototipar muito e testar muitas coisas novas, integrando diversas tecnologias diferentes. Já temos alguns games de realidade virtual e experiências interativas multi-sensoriais inovadoras no nosso pipeline de desenvolvimento que anunciaremos em breve, assim como as sequências do Pixel Ripped, que vão abordar diferentes eras da história dos games.

 

Já tem alguns anos que os grandes players dizem que a realidade virtual é o futuro da indústria, mas em nosso país os equipamentos possuem preços proibitivos. Vocês fazem apostas de quando a tecnologia VR será mais acessível aos jogadores médios?

Como qualquer tecnologia nova, os preços rapidamente caem com o tempo e com a adoção de cada vez mais pessoas. Enquanto isso, estamos trazendo essa tecnologia para os jogadores apostando em espaços de entretenimento de Realidade Virtual aqui no Brasil, os chamados LBEs (Location Based Experiences). Acabamos de abrir o Voyager, um espaço no shopping JK Iguatemi em São Paulo onde os visitantes podem jogar e experimentar o estado da arte de VR, incluindo o Pixel Ripped 1989 e outras experiências desenvolvidas pela ARVORE, assim como os melhores games e experiências do mundo de VR. A idéia é abrir diversos espaços desses por todo o Brasil.   

O que os jogadores podem esperar de Pixel Ripped? Qual foi o objetivo do estúdio com este game?

O jogo é um projeto feito com paixão e muitos anos de desenvolvimento, criado pela Ana Ribeiro, que além de ser uma força criativa em pessoa, lutou muito para fazer o game acontecer e nunca desistiu. Ela estava desenvolvendo o game praticamente sozinha quando no final do ano passado trouxemos ela para dentro do estúdio, investimos no game e demos um time para terminarmos o game juntos. Não tínhamos a menor dúvida sobre isso, é um projeto do qual já éramos grandes fãs antes mesmo da Ana vir para a empresa. É cheio de surpresas, easter eggs, referências aos games do passado, ao mesmo tempo sendo super criativo e original. Não tem nada em VR parecido com ele. Além disso é uma viagem nostálgica que vai tocar qualquer um que viveu essa época dos anos 80. E é um jogo que nasceu em VR, para VR, e nem faria sentido se não fosse em VR. O nosso estúdio sempre procura projetos assim, que tem esse DNA original e que só seriam possíveis em realidade virtual, e que trazem algo novo para o meio.

Huni Kuin – game desenvolvido por índios conta lendas de tribo da Amazônia

Hoje vamos falar sobre um dos jogos que tem a cara e o espírito do Brasil: Huni Kuin: os caminhos da jibóia, um título desenvolvido pela tribo Kaxinawá que conta as memórias dos pagés da tribo originária do coração da Amazônia. O game foi desenvolvido com o intuito de mostrar a cultura indígena para aqueles que têm interesse em conhecer mais sobre as lendas indígenas e seu modo de vida.

Sim, voce não leu errado, a tribo Huni Kuin (ou Kaxinawá) desenvolveu um jogo eletrônico, que pode ser baixado gratuitamente. Trata-se de um jogo de plataforma 2D dividido em cinco episódios (Yube Nawa Aibu, Siriani, Shumani, Kui Dume Teneni e Hua Karu Yuxibu), onde os jogadores devem encarnar um jovem indio e enfrentar desafios como enfrentar cobras, salvar irmãos índios e desbravar as matas fechadas. Cada fase conta uma antiga história do povo Huni Kuin.

Mulheres da tribo Huni Kuin

“Um casal de gêmeos kaxinawá foram concebidos pela jiboia Yube em sonhos e herdaram seus poderes especiais. Um jovem caçador e uma pequena artesã, ao longo do jogo, passarão por uma série de desafios para se tornarem, respectivamente, um curandeiro (mukaya) e uma mestra dos desenhos (kene). Nesta jornada, eles adquirirão habilidades e conhecimentos de seus ancestrais, dos animais, das plantas e dos espíritos; entrarão em comunicação com os seres visíveis e invisíveis da floresta (yuxin), para se tornarem, enfim, seres humanos verdadeiros (HuniKuin).”

A proposta é propiciar uma imersão no universo HuniKuin, em que os jogadores possam entrar em contato com saberes indígenas – como os cantos, grafismos, histórias, mitos e rituais deste povo – possibilitando uma circulação destes conhecimentos por uma rede mais ampla. Inclusive a equipe de programadores auxiliou os índios a construir painéis solares para que os jovens Kaxinawá também pudessem ter acesso ao game.

O título possui gráficos cartunescos e uma jogabilidade simples, de modo que qualquer um pode apreciar o jogo, que é exclusivo para PCs. A equipe de desenvolvimento foi liderada pelo antropólogo e game designer Guilherme Meneses, que acredita que a tecnologia deve ser utilizada como ferramenta para preservação cultural do povo indígena Kaxinawá. Voce pode baixar o game exclusivamente para PCs aqui.

Sobre a tribo Huni Kuin

O jogo Huni Kuin foi possível graças aos esforços da equipe Beya Xinã Bena, grupo formado por indígenas em 2014 com o objetivo de reunir, fomentar e difundir as produções audiovisuais dos Huni Kuin do Rio Jordão.

A tribo é adepta da chamada Dau Kauin (medicina verdadeira), que mostra o conhecimento das plantas de cura do povo Huni Kuin através de ayahuasca, chacrona e rapé. A tribo é uma das mais respeitadas na fronteira entre o Acre e o Peru.

Abaixo tem um vídeo falando mais sobre o projeto Huni Kuin:

 

McLaren Shadow Project 2018 – Logitech e McLaren buscam o melhor gamer de corrida do mundo

Então você se considera um baita jogador de jogos de corrida? Pois é chegado o momento de mostrar seu valor! A Logitech, fabricante de acessórios para computador, uniu-se à equipe da McLaren para criar o megaevento de eSports McLaren Shadow Project, uma busca global pelo melhor jogador de games de corrida. Este é o segundo evento de eSports em que a equipe de Fórmula 1 participa e que possui alcance global.

De acordo com os organizadores do evento, esta competição acontecerá em várias plataformas, incluindo Xbox, PC, Mobile e VR, e vai colocar os entusiastas por corridas digitais para disputar em games distintos, como Forza Motorsport, Gran Turismo, Real Racing 3, iRacing e rFactor 2. O participante poderá escolher sua plataforma e jogo preferidos, o que torna o torneio ainda mais aberto.

O torneio McLaren Shadow Project será dividido em três etapas e contará com o apoio da linha Logitech G, que fornecerá todos os equipamentos para os competidores e tornará a experiência de e-racing ainda mais imersiva. A primeira etapa do campeonato começa em julho e as semifinais acontecem em novembro no McLaren Technology Centre, no Reino Unido.

As finais acontecem em janeiro de 2019 e o vencedor do ganhará uma vaga no novo time de eSports da McLaren, além de fazer parte do programa de desenvolvimento, que explora como os games podem trazer melhorias na própria equipe. O campeão ainda terá a chance de acompanhar as corridas e ganhará kits personalizados.

Esta é a segunda vez que Logitech e McLaren se juntam em busca de talentos no e-racing. No ano passado, o programa World’s Fastest Gamer reuniu competidores de 78 países, e o vencedor ganhou um emprego na McLaren. Você pode buscar mais informações do torneio no site oficial.

Os Piores Jogos do Mundo #01: Beat ‘Em & Eat ‘Em, o jogo mais nojento do Atari

Hoje vamos inaugurar uma nova série no GameReporter, uma especie de retroanalise, porém ao invés de falar sobre jogos clássicos, nesta sessão vamos falar sobre os jogos mais infames e criticados do mundo, abordando diferentes aspectos da produção e o que deu tão errado. O primeiro da nossa lista é um dos jogos que mais receberam críticas negativas desde seu lancamento: Beat ‘em & Eat ‘em, do Atari 2600.

A publisher Mystique era uma pequena produtora de jogos cujo foco eram os erogames (os jogos eróticos), tendo lançado diferentes games ao longo de sua existência, quase todos massivamente criticados. Um dos mais infames e controversos de seu portfólio viria a ser Beat ‘em & Eat ‘em, lançado em 1982 exclusivamente para o Atari clássico. O título praticamente redefiniu o termo conteúdo ofensivo.

Ponto positivo: a capinha deixava claro que o jogo tinha conteúdo adulto.

Beat ‘Em & Eat ‘Em coloca o jogador no controle de duas mulheres nuas na frente de um prédio. No topo do edifício está um homem praticando autoestimulação manual de seu órgão genital até alcançar o auge da excitação sexual. O objetivo é aparar o sêmen do homem antes que ele toque o solo. Sim, o jogo apresenta um indivíduo em flagrante atentado ao pudor e duas mulheres dispostas a degustar o fluído.

O sêmen cai em gotas e o homem fica se movendo de um lado a outro do cenário, de modo que as mulheres devem correr de um lado a outro para completar os níveis. Conforme vai avançando a velocidade aumenta, de modo que a dificuldade fica maior. Ao chegar aos 69 pontos, voce ganha pontos extras.

O jogo foi inspirado nos jogos Kaboom! e Avalanche, porém com controles extremamente mal otimizados, de tal modo que é até difícil controlar a movimentação das personagens. Como se não bastasse, os gráficos do jogo são bem pobres, mesmo para a geração do Atari.

O que deu a péssima fama a Beat ‘em & Eat ‘em não foram os gráficos ou os controles deficientes, mas sim a temática amoral. Seria impensável que alguém lançasse um game com esse mesmo viés nos dias atuais (ou não?). Seja como for, mesmo naqueles anos a Mystique nao saiu ilesa do lançamento controverso: o título recebeu críticas terríveis nos veículos especializados e reclamações dos pais.

Por mais incrível que pareça, o relativo sucesso comercial e fama do jogo foi alcançada justamente pelas diversas reclamações que o jogo recebeu. O velho caso de produtos que recebem demasiada atenção involuntária e gerou a curiosidade da comunidade. Atualmente Beat ‘em & Eat ‘em alcançou o status de raridade entre colecionadores, podendo ser vendido por alguns milhares de dólares.

Porque é tão ruim:

Após o lançamento, os veículos de comunicação da época apontaram que o game nao apenas tinha um conceito nojento e ofensivo, mas também bastante pervertido. Não ajudou o fato de a jogabilidade se tornar enfadonha após alguns minutos de jogatina. As mulheres devem estar no ângulo exato para aparar o sêmen, tornando a jogabilidade difícil nos níveis mais altos.

Se houvesse qualquer grau de originalidade, poderia-se acrescer alguns pontos na nota final, mas na verdade Beat ‘em & Eat ‘em é apenas um plágio de Kaboom! Assim, temos um pacote completo para formar um jogo pronto para desagradar qualquer um, mesmo os jogadores mais tolerantes: uma premissa ruim, pessima jogabilidade e gráficos ruins. Até mesmo a arte de capa reflete a falta de bom senso da Mystique.

Vale ainda dizer que na época em que Beat ‘em Eat ‘em o Atari já sofria pelo acúmulo de péssimos games em seu portfolio como o famoso E.T e o pornográfico Custer’s Revenge (também da Mystique). Esses jogos acabaram por contribuir com a fama negativa dos jogos eletrônicos que desencadeou no desinteresse da comunidade e no consequente Crash dos Videogames. Mas essa é uma história para o futuro.

Abaixo tem um vídeo de Beat ‘em & Eat ‘em:

Senac abre curso de Técnico em Programação de Jogos Digitais visando o crescimento do setor no Brasil

Investir numa carreira de sucesso eo que perturbar muitos jovens na hora de escolher uma profissão, afinal a idealização maior é trabalhar em algo que você gosta e que dê retorno financeiro no futuro. Mas você sabia que é possível unir seu hobby em videogames com uma carreira bem sucedida. Motivado por isto, o Senac EAD criou um novo curso voltado a quem quer trabalhar com produção de jogos.

E sim, é possível viver de jogos eletrônicos no Brasil. Segundo a NewZoo, uma das principais empresas de pesquisa sobre a indústria do setor, o Brasil possui o 13º maior mercado de games no mundo, com um total de 66,3 milhões de jogadores. Estes números revelam um mercado de oportunidades para quem quer investir na carreira e nos negócios envolvendo games. Não é por acaso que as principais editoras do mundo voltam seus olhos ao nosso país.

Esse potencial se torna ainda mais expressivo ao analisarmos outros dados, tais como os levantados pela consultoria PriceWaterhouseCoopers (PwC), que apontou que em 2016 o gasto com games no país foi de US$ 644 milhões. Para 2021, a expectativa é que este valor alcance US$ 1,4 bilhão, com crescimento médio de 17% ao ano. Muito desse dinheiro veio direto dos jogos mobile, deixando os mais céticos atônitos pela força de jogos como Pokémon Go ou Candy Crush Saga. Do total de gastos com jogos em 2016, a consultoria retromencionada informa que nada menos que US$ 220 milhões vieram de jogos mobile e este número deve chegar a US$ 712 milhões até 2021. E estamos falando apenas do Brasil!

Fonte: PriceWaterhouseCoopers

Com todo esse potencial de expansão, a tendência é que as empresas do segmento invistam cada vez mais em suas equipes, a fim de contar com profissionais preparados e atentos às inovações, além de atender com sucesso às exigências do seu público consumidor. Para André Ricardo Theodoro, coordenador dos cursos técnicos de informática e jogos digitais do Senac EAD, ainda há muito espaço para a expansão nesse mercado e as oportunidades para os profissionais são bem variadas.

O desenvolvedor de games pode atuar no segmento de jogos educacionais, jogos para treinamento ou, ainda, advergames que são utilizados para a divulgação de uma marca. Algumas empresas começaram por meio desse nicho de mercado, mas ainda há muito a ser explorado”, destaca André. O coordenador ressalta que o interessado em ingressar nesse setor deve ser curioso, gostar de desafios e estar sempre disposto a aprender.

Temos um guia bem interessante de instituições de ensino que oferecem o curso de jogos digitais. Há diferentes módulos, tais como Técnico em Programação de Jogos Digitais e Game Design Sênior. Ainda que pareça apenas um texto publicitário, aqui mesmo no GameReporter a gente posta vagas de emprego para quem é profissional do ramo. Uma das instituições que oferecem o curso é o Senac EAD, que, aliás, está com inscrições abertas até o dia 21 de setembro.

Ao fim do curso, ele terá uma produção própria, que poderá ser utilizada como portfólio em busca de oportunidades no mundo do trabalho”, diz André Theodoro.

A partir de 2013, com o lançamento do portal Senac EAD, a instituição ampliou a sua atuação em todo o país. Hoje, oferece um amplo portfólio de cursos livres, técnicos, de graduação, pós-graduação e extensão a distância, atendendo todo o Brasil e apoiados por mais de 300 polos presenciais para avaliações de cursos de pós-graduação emais de 260 para graduação.

Serviço: Técnico em Programação de Jogos Digitais – Senac EAD

Carga horária: 1.000 horas (15 meses)
Descontos: 20% para comerciário mediante autodeclaração no ato da inscrição; 5% para pagamento à vista (módulo).
Inscrições: até o dia 21/9/2018

Gamepólitan – evento de games em Salvador, BA, reúne centenas de atividades e convidados especiais

A cidade de Salvador, Bahia, será palco de mais um grande evento de games que promete reunir milhares de fãs de jogos digitais do Brasil, o Gamepólitan. O evento acontece entre os dias 28 e 29 de julho no campus Paralela da Unijorge e terá uma série de atrações imperdíveis, incluindo a participação de youtubers, palestras, campeonatos, áreas freeplay, estandes e as principais novidades da temporada de games mundial.

O Gamepólitan será dividido em quatro grandes áreas: o GP-Expo, um espaço para o público experimentar atividades, ações interativas e contato direto com as últimas novidades do mercado; o GP-Cup, que promove torneios de eSports, estimulando o surgimento de uma grande comunidade de jogadores profissionais na Bahia; o GP-Dev, uma área dedicada ao fomento do empreendedorismo no setor de jogos, palestras, reuniões de negócios e exposições; e a GP-Business, voltada para o network entre os profissionais dos negócios de games.

Entre as principais atrações, podemos citar a youtuber Malena, a Loira Noob, que vêm ao evento para falar com o público presente e contar curiosidades de seu canal. Além dela, os cyberatletas Pipoca e Kami da Pain Gaming estarão no evento para receber os torcedores do clube mais famoso do país. A intenção dos organizadores é oferecer horas de diversão e um clima agradável aos visitantes.

GP-Dev

O espaço GP-Dev será um dos mais concorridos entre os desenvolvedores e estudantes de game design, pois ele contará com encontro de negócios com o objetivo de fomentar o empreendedorismo no setor de jogos. Para isso, o espaço conta com palestras, reuniões de negócios e exposições de produtos. Entre as palestras, destaques para o tema “Ok! Sou formado em Game Design e agora o que é que eu faço?”, ministrada pelo professor Danilo Dias; “Mulheres nos Games”, com a Malena; Associações de e-Sports: Qual é a importância disso?, com a Letícia Silva; e o debate Centros de treinamento para e-Sports, com participação de Camila Miah Campos (PainGaming) e a Adriene Machado (CWG, Neo Blue).

GP-Cup

Já o espaço dedicado aos torneios de jogos digitais vai reunir vários entusiastas por disputas amistosas nos prinipais jogos do circuito mundial. Ao todo serão 12 campeonatos oficiais abertos ao público. O Gamepólitan 2018 promete despertar o lado competitivo dos visitantes e quem sabe revelar novas caras para o Brasil. Tem disputas para todos os gostos, com presença de FIFA 18, King of Fighters XIV, Street Fighter V, Mario Kart 8 Deluxe, Dragon Ball FighterZ, Just Dance 2018, Super Smash Bros, League of Legends, Clash Royale, entre outros.

GP-Expo

Vale ainda mencionar o megaespaço GP-Expo, que vai mostrar as principais novidades do mundo dos games, incluindo o espaço Arena Saga VR, que mostra os novos aplicativos voltados à realidade virtual; a Sala da Justiça, um local dedicado aos fãs de League of Legends onde será montada uma arena freeplay para desafiar os amigos e os inimigos. Também vale mencionar a La Sala de Papel, um espaço inspirado na famosa série da Netflix. Basicamente é um jogo de escapada em que os participantes serão os reféns e devem resolver os enigmas da sala para fugir antes que os assaltantes consigam fugir.

Também no GP-Expo teremos o espaço Minecraft Super Geeks, uma sala montada pelo time da Super Geeks, a 1º escola de Programação e Robótica para Crianças e Adolescentes. Os responsáveis pela instituição criaram um método baseado no popular Minecraft para ensinar programação. Durante a Gamepólitan haverão mini-oficinas de programação de robôs e mini-aulas para que os pais conhecem a metodologia de ensino da Super Geeks.

O espaço ainda compreende áreas dedicadas para amantes de card games (seja Pokémon, Yu-Gi-Oh ou Magic), board games, salas de RPG, área cosplay entre outros. Um dos grandes destaque do evento como um todo é o Museu do Videogame, que vai trazer alguns dos maiores clássicos da história dos videogames, tais como o Atari 2600, o NES, o Master System, entre outros. Esta é uma boa oportunidade de conhecer alguns dos consoles mais amados da história. Um passarinho azul disse que alguns estarão jogáveis.

Sociedade Nagô é destaque no Gamepólitan

Um dos destaques do evento será o Sociedade Nagô. Já falamos aqui no GR sobre o jogo produzido pela Strike Games em parceria com a Labrasoft que retrata a Revolta dos escravos de forma mais aprofundada com um suporte pedagógico. O título aposta no fator lúdico, mini games, mistério, desafio e tarefas para encantar os jogadores e contar uma história primordial do Brasil.

O gênero do jogo é o point and click (apontar e clicar com exploração dos objetos, cenários e objetos) com influência de graphic novels (os personagens procuram o jogador para contar informações históricas e que ajudam no game). Ele já está disponível para Android e para Windows na plataforma itch.io. Durante o evento, os produtores apresentarão o produto final e atenderão o público aficionado por jogos nacionais.

 

Serviço – Gamepólitan 2018

Quando: 28 e 29 de Julho, das 10h às 19h.

Onde: Centro Universitário Jorge Amado (Unijorge). Av. Luís Viana, 6775 – Paralela, Salvador – BA.

Entrada: Valores antecipados – R$ 20 (meia), R$ 25 + 1kg de alimento não perecível (Social), R$ 40 (inteira); Portaria – R$ 28 (meia), R$ 34 + 1kg de alimento não perecível (Social), R$ 56 (inteira).

Flux Game Studio produz jogo inspirado na animação do pinguim Oswaldo e vence o edital da Spcine

No mês de junho saiu o resultado do edital Batalha Animada da Spcine, que tinha como objetivo desenvolver um jogo para celular a partir de uma animação nacional. A concorrência foi pesada e rendeu alguns jogos realmente interessantes. Quem se saiu bem mesmo foi o pessoal da Flux Game Studio que apostou no carisma do pinguim Oswaldo, uma animação criada pela produtora Birdo Studio que narra a história de um pinguim que foi achado e criado como gente por um casal carioca.

O game da Flux vai mostrar as desventuras de Oswaldo ao iniciar o 6º ano do colégio. Tal como na animação, o game terá muitas referências da cultura nerd e geek dos anos 80-90. De acordo com os desenvolvedores, o jogo será baseado em uma brincadeira de rua, transpondo suas mecânicas icônicas para o celular.

Nas duas etapas de seleção do edital, a Flux Game Studio esteve na primeira colocação entre todos os participantes e, para o segundo semestre a produtora promete lançar a versão final do projeto em parceria com a Birdo Studio. O orçamento do jogo foi garantido com o prêmio conquistado no Spcine: R$ 80 mil. A expectativa é lançar o jogo até o mês de outubro para Android e iOS.