Os 5 melhores (e piores) momentos da Sony na E3 2017

Pois bem, a gigante japonesa dos games conquistou ao longo dos anos a hegemonia dos consoles e não por acaso as maiores expectativas por parte dos jogadores estavam voltados para a Sony. O que a empresa iria trazer para esse ano? Novos exclusivos, novas franquias, continuações?

Como não poderia deixar de ser, a Sony apostou suas fichas em suas franquias mais fortes como God of War e Uncharted, além do retorno de Shadow of the Colossus e a sequência de Ni No Kuni. Além disso, a empresa ainda trouxe novidades do Playstation VR, uma grata surpresa, visto que a concorrência ignorou sumariamente a realidade virtual.

Confira abaixo os “highlights” da apresentação da Sony na E3 2017:

 

Uncharted The Lost Legacy e God of War

Desde que apareceu oficialmente durante a E3 2016, God of War se tornou um dos jogos mais esperados para o PS4, e não era por menos: a mitologia nórdica já é por si só brutal e colocar Kratos no meio desse universo tinha tudo para dar certo. Não é por menos que a decepção pelo jogo ter sido adiado para 2018 ser grande. Ao menos, o que foi mostrado convenceu e mostrou que a Santa Monica está empenhada em trazer o seu melhor game já produzido.

E também não podemos deixar de citar o título que deu abertura para a conferência da Sony. Uncharted The Lost Legacy conseguiu se provar como um produto essencial para quem é fã da franquia. Afinal de contas, ficou claro que ele não é apenas uma expansão, mas praticamente um jogo novo e com todos os elementos para agradar fãs de jogos de ação e exploração.

 

Ni No Kuni 2: Revenant Kingdom

Um dos melhores jogos de toda a biblioteca do Playstation 3 foi Ni No Kuni: Wrath of the White Witch. Imaginem a surpresa do público quando a Sony anunciou a sequência ainda para este fim de ano. Revenant Kingdom seguirá a história do rei Evan Pettiwhisker Tildrum, que foi destronado por um golpe e agora precisa retomar seu reino.

Pelo que foi mostrado, o jogo terá um mundo aberto muito grande, com muitas cidades e dungeons para explorar. O sistema de combate deve ser parecido com o jogo anterior, porém com melhorias a fim de tornar as coisas mais dinâmicas e divertidas.

 

Spider-Man está arrasador

Se por um lado a Marvel reinava soberana no ramo do cinema, o mesmo pode ser dito da hegemonia da DC em relação aos jogos eletrônicos. Parece que as coisas estão mais pareadas nas duas frentes, pois a DC acertou a mão com o filme da Mulher-Maravilha e a Marvel vai ter o jogo do Homem-Aranha, em produção pela Insomniac.

O gameplay parece incrível e cheio de detalhes, incluindo passagens em QTE (quick time events) e acrobacias animais. Se o que foi prometido se tornar real, a franquia Arkham terá um concorrente de peso. Infelizmente, os jogadores só vão colocar as mãos neste jogo em algum momento de 2018.

 

Remake de Shadow of the Colossus

A maior bomba de toda a apresentação da Sony foi o remake de Shadow of the Colossus. Sim, muita gente faz piada pelo fato de que o game é do PS2 e já teve uma remasterização para o PS3. Ainda assim, estamos falando de um dos melhores games já produzidos na história e a qualidade gráfica está fascinante.

A Sony não deu detalhes adicionais sobre esse remake, então não tem como saber se haverá mais cenários, armas, mecânicas ou até novos colossus projeto só sai em 2018, um tempo muito longo para um mero “tapa visual”. Então dá para sonhar sim que novos conteúdos façam parte do pacote de jogo.

 

Destaque para o VR

A Microsoft não mostrou nada em relação a realidade virtual, mas a Sony seguiu por um caminho oposto: a empresa mostrou uma sequência variada de títulos com suporte ao VR, deixando a impressão de que o acessório veio pra ficar. O maior de todos os projetos mostrados foi Skyrim, que ganhou suporte ao acessório e, deste modo, permite que os jogadores entrem no mundo do jogo literalmente.

Outros títulos compatíveis com o aparelho foram Star Child, The Impatient, Monster of the Deep: Final Fantasy, Bravo Team e Moss. Mais uma vez a Sony foi vaga com relação as datas de lançamento, mas ao menos que investiu seu rico dinheiro na tecnologia não tem o que temer.

 

E os piores momentos da conferência da Sony

 

Os jogos que esperávamos sumiram

Ainda que rumores e informações dispersas já adiantavam que pesos-pesados ficariam de fora da feira, como Final Fantasy VII, The Last of Us II e Shenmue 3. Não deu para não ficar decepcionado com essas ausências, afinal muitos jogadores imaginavam que talvez a Sony surpreendesse nem que fosse com algum vídeo novo.

Nem mesmo o Death Strading deu as caras. Mais agravante foi o fato de que a Sony nem sinalizou que esses jogos ainda existem e possuem um calendário de lançamento. Ao menos, sabemos que o histórico da companhia é de manter seus projetos até o fim, mesmo que o desenvolvimento perdure anos a fio.

 

Nenhuma atenção aos indies

Surgeon Simulator, um indie de respeito na PSN

 

Ao fim da apresentação da Microsoft muita gente queria “tirar onda” com o fato de que muito do painel da empresa de Redmond era dedicado aos produtores independentes. O mesmo não pode ser dito da Sony, porém partimos de oito para oitenta, pois a Sony ignorou completamente os indies.

Há quem diga que acompanha a E3 para ver os jogos grandes, mas muitos executivos já sacaram que são justamente os indies que tem mais possibilidade de criar produtos rentáveis (vide casos de sucesso como o Minecraft, por exemplo). Além disso, os grandes jogos estão cada vez mais espaçados e é bom saber que todo mês aparece um game menor, porém divertido. Neste aspecto a Sony pisou na bola feio ao não dar atenção aos desenvolvedores menores.

 

Onde estava Kojima?

Claro, Death Strading não estava na feira, então não teria porque o mítico produtor Hideo Kojima aparecer no evento. Entretanto, por algum motivo, muitos membros da comunidade esperavam que Kojima subisse ao palco para trocar algumas palavras com o apresentador e dizer a quantas anda o seu novo game.

Neste caso é seguro afirmar que o desenvolvimento do game está ainda cru e para os desenvolvedores não faz sentido mostrar nada ainda, até porque a Sony já tem um histórico perturbador de mostrar games que vão sair em dois ou três anos. Talvez este seja um indício de que a empresa está prestando atenção nas críticas da comunidade.

 

Onde estão as novidades?

E, por fim, o mais triste da conferência da Sony: onde estão as novidades? Muitos dos jogos mostrados já haviam dado as caras em conferencias passadas da E3 e da Playstation Experience. Ficou aquela sensação d que eles estavam escondendo alguma carta na manga, mas essa carta nunca aparecia. A sensação foi tão amarga que há que brinque que a conferência deste ano foi uma remasterização do que foi apresentado no ano anterior.

Seja como for, a expectativa é que na Playstation Experience deste ano a empresa mostre seus novos projetos, IPs e lançamentos para o ano fiscal. Além disso, vale lembrar que alguns dos jogos apresentados foram de alta qualidade como Days Gone, Detroit Become Human e Destiny 2.

 

Exposição do Goethe Institut mostra games que resgatam questões políticas e sociais

Além de organizar uma divertida Game Jam com temática política, o Goethe Institut de São Paulo está organizando uma exposição de jogos com o mesmo viés político. O objetivo é mostrar que jogos eletrônicos são reflexo da sociedade na qual surgem e ao mesmo tempo, têm efeito sobre essa mesma sociedade. Deste modo, a exposição deve contar com jogos que trazem questões sensíveis como leis trabalhistas, consciência democrática, vigilância do Estado, conflitos armados e refugiados.

Também vale destacar que ao mesmo tempo, os games podem ser empregados para disseminar propaganda e ideologias, tal quais outras mídias que podem ser utilizadas em prol de interesses políticos. A mostra Games e Política do Goethe Institut deve mostrar o potencial político dos games para o bem e para o mal. É uma oportunidade para os visitantes exercitarem o próprio senso crítico e criar uma noção de que games não são meras imagens interativas, mas sim produtos com peso transformador.

Mais sobre a exposição Games e Política

A exposição ocorrerá no Centro Cultural São Paulo (Rua Vergueiro, 1000), em cooperação com o Festival de Jogos Independentes, o BIG Festival. De acordo com o Goethe, serão dezoito games digitais do mundo inteiro que resgatam algumas importantes questões sociais e políticas a fazer parte da exposição. Este espaço é interativo e foi possível graças a cooperação com o Zentrum für Kunst und Medien Karlsruhe (ZKM), e estará em cartaz de 24 de junho a 23 de julho. A entrada é franca e os visitantes poderão jogar os games no espaço da exposição.

A exposição também objetiva questionar as possibilidades e as fronteiras dos games, a fim de esboçar uma posição contrária dentro da indústria do entretenimento, desenvolvendo assim um potencial crítico. Em uma documentação que acompanha a mostra, especialistas em mídia e cultura, bem como desenvolvedores de jogos, falam sobre o potencial político dos games. Mais informações no site do Goethe Institut.

 

Serviço – Exposição Games e Política / Goethe Institut

Quando: 24 de junho a 23 de julho

Onde: Centro Cultural São Paulo – Rua Vergueiro , 1000 – São Paulo, SP

Quanto: Gratuito