Half-Life

Nostalgia: como Half-Life mudou os FPS em 1998

Hoje nosso texto é especial, pois foi contribuição do leitor Kairon Ribeiro. Neste artigo ele presta uma homenagem bastante merecida à Half Life, clássico da Valve lançado para PCs em 1998. Nem precisamos lembrar que o game é um marco na história dos videogames e influenciou muito o gênero FPS. Confira o texto do leitor:

“Lançado em 1998 e desenvolvido pela produtora Valve, Half-Life acabou se tornando um marco não só na história de games para PC, mas do gênero FPS. Foi premiado jogo do ano e comparado a Doom por sua mecânica inovadora, adicionando elementos que mais tarde se tornaram tendência em jogos de tiro em primeira pessoa (FPS). Também foi o precursor de Counter-Strike (por conta da dimensão que o game conseguiu, acabou se tornando MOD oficial de Half-Life).

Na trama, o jogador controla o personagem Gordon Freeman, um físico do MIT que faz seu Ph.D no laboratório de materiais anômalos da Black Mesa Research Facility  (onde grande parte do jogo se passa) orientado pelos doutores Eli Vence e Isaac Kleiner. Para conduzir os experimentos, Gordon entra na câmara de testes e ativa o espectrômetro de anti-massa e insere a amostra, dando origem, assim, ao incidente conhecido como resonance cascade (algo como “ressonância em cascata”), onde desencadeia todo o acontecimento e início da ação do game. O fenômeno de resonance cascade permite que um material entre em grande ressonância durante um experimento, criando aleatoriamente diversas fendas dimensionais.

Depois do acidente, Black Mesa se mostra extremamente danificada. Vários portais vão surgindo aleatoriamente trazendo consigo uma variedade de aliens hostis. Na busca por algum entendimento sobre o confuso acontecido, Gordon encontra diversos cientistas e vai recolhendo as informações que lhe chegam. O objetivo, a partir daí, é chegar num complexo chamado Lambda (área aparentemente esquecida da Black Mesa). Lá ele é informado de que é preciso chegar ao reator do complexo, onde cientistas o aguardam. No reator, descobre que foram os cientistas do Complexo Lambda os desenvolvedores da tecnologia de teletransporte para ir a um planeta alienígena chamado Xen.

Outro objetivo surge: eles dizem à Gordon que não é possível fechar o portal, pois um ser está o mantendo aberto do outro lado (no planeta Xen), que conhecemos a partir daí como Nihilant. Para fechar o portal e conter a invasão alienígena, Gordon teria que ir à Xen pessoalmente matar a criatura. Fazendo isso, ao final do jogo um misterioso personagem fala com nosso protagonista, conhecemos como G Man. G Man aparece durante todo o jogo em várias partes, sempre em algum lugar onde o jogador nunca pode alcançar. O término do game chega com as “opções” que G Man propõe: enfrentar uma guerra que Gordon não pode vencer ou aceitar uma suposta oferta e entrar em um portal.

Half-Life fascina em todos os sentidos. História complexa, jogabilidade bem bolada e gráficos excelentes (para época). O incrível de Half-Life está nos detalhes, os “restiços” de história que nos são jogados durante o game para evitar furos e complementar a complexidade da trama. Os diálogos são essenciais, pois ajudarão nos puzzles que cercam todo o game. A famosa ideia inovadora de um início opcional, com uma espécie de treinamento, ensinando a movimentação básica do jogo, também ajudando a operar sua roupa especial que lhe segue no jogo (HEV Suit) está presente no jogo. Numa sacada criativa, detalhes são revelados durante o jogo para que a gente tenha noção do acontecido. As falhas nos computadores, os diálogos suspeitos dos cientistas que contradizem o que já descoberto antes, tudo colocado de forma bem bolada exigindo bastante atenção e inteligência.

A exploração ambiental e de roteiro foi digno de seu reconhecimento, a forma como tudo no game está lá por algum objetivo, algo que complemente a história. Half-Life é um jogo cheio de mistérios, sua fascinante abordagem na ficção científica casou perfeitamente com a temática de ação. Servindo de influência até hoje para games do gênero.”

Trailer oficiais de Half-Life:

gamificação

Gamificação: curso transpõe dinâmicas dos games para o ambiente editorial e educacional

O ALT+TAB, núcleo de formação do grupo Amigos dos Editores Digitais (AED), realiza em 1 de novembro o curso ‘Para além da Gamificação’, ministrado pelo professor David de Oliveira Lemes (PUC-SP e Editor do GameReporter), em Pinheiros (São Paulo).

O curso vai mostrar por que os games se tornaram uma das maiores indústrias de conteúdo do século 21, além de provocar os participantes a se apropriarem dos conceitos do universo dos jogos para repensar práticas nos segmentos editorial e educacional.
No Brasil, a indústria de jogos tem mostrado crescimento na casa de dois dígitos desde 2008, segundo um estudo recente da Euromonitor. Feiras dedicadas ao setor, como a Brasil Game Show, atraem em torno de 250 mil pessoas, boa parte de crianças e adolescentes que esperam por até 4 horas para ver seus ídolos ou testar novos lançamentos.

O curso ‘Para além da Gamificação’ se destina a quem deseja se comunicar de maneira mais efetiva com essa audiência. Ele é voltado para quem planeja, edita e produz conteúdo editorial ou lúdico, tanto digital quanto analógico. Educadores e formadores também podem se beneficiar, assim como designers instrucionais. Não existe pré-requisito para se inscrever.

O objetivo não é apenas aplicar aspectos dos jogos superficialmente ou usar o lúdico como motivação, mas incentivar um olhar mais profundo sobre como criamos produtos, serviços e experiências no universo digital.

A metodologia da aula é ao mesmo tempo teórica e prática. “A abordagem integrada permite maior interação entre os participantes, propiciando um aprendizado e networking efetivos”, ressalta Gabriela Dias, curadora do Alt+Tab.

As inscrições já estão abertas pelo site: www.alttabdigital.com.br

INFORMAÇÕES:

Para além da Gamificação – as regras do jogo

Data: 01 de novembro, sábado, das 9h às 18h
Investimento: R$ 600 (R$ 570 com desconto até 20/10 OU em 2x de R$ 300)
Endereço: House of Work – Rua Dr. Virgílio de Carvalho Pinto, 27, São Paulo, SP
Contato: cursos@alttabdigital.com.br

uz games

Franquia UZ Games é adquirida pela NC Franchise

A NC Franchise, grupo que controla a NC Games, acaba de anunciar a compra de outra grande empresa do setor de games no Brasil: a UZ Games, franquia de lojas de videogame com mais de 70 unidades em todo o país. Com esta transação, a NC Franchise passa a gerir a marca UZ Games, sendo responsável pela expansão da rede.

De acordo com Claudio Macedo, CEO da NC Games, a opção pela compra deveu-se ao “(…) seu posicionamento único no varejo brasileiro de games, além da grande sinergia de interesses, negócios e busca de atendimento em toda esta cadeia de valor”.

A aquisição tem como objetivo expandir o campo de atuação do empresário que passará a operar em toda a cadeia de valores do mercado brasileiro de games. Ele manterá a sua atuação na comercialização e distribuição para canal de vendas/varejo – via NC Games & Entertainment – e inicia a operação via NC Franchise, por meio de lojas físicas e online com a bandeira UZ Games junto ao consumidor final.

Para o consumidor final, as mudanças não devem ser muito sentidas à princípio, mas com o tempo espera-se algum aperfeiçoamento no atendimento das lojas da UZ Games.

pokémon

Copag realiza torneio de Pokémon durante Brasil Comic Con em novembro

Nos dias 15 e 16 de novembro os fãs de Pokémon e Card Games irão se reunir no Campeonato Regional de Pokémon. O torneio ocorre das 10h às 20h durante a Brasil Comic Con, no Centro de Eventos Pro Magno. Os participantes acumulam Play! Points (pontos ganhos em uma atividade oficial de Pokémon) para o Campeonato Nacional, que ocorre em 2015. O campeão nacional disputará o Mundial nos EUA.

O torneio de Pokémon durante a Brasil Comic Com terá organização da Copag, empresa dedicada à fabricação de cartas e maior distribuidora de card games no mercado brasileiro. As inscrições podem ser realizadas no site da loja virtual, onde deve-se ficar atento à faixa etária como Junior (nascidos em 2004 ou depois), Sênior (nascidos em 2000, 2001, 2002 ou 2003) e Master (nascidos em 1999 ou antes). O valor é de R$ 10,00 para as categorias Junior e Sênior e R$30,00 para a categoria Master. O Centro de Eventos Pro Magno fica na Rua Samaritá, 230.

“O Campeonato Nacional é um grande acontecimento para os fãs do TCG e ainda possibilita a realização de um grande sonho: Participar do Campeonato Mundial de Pokémon. A Copag vem investindo mais a cada ano e esperamos proporcionar uma ótima experiência para os jogadores”, afirma Fernando Carvalho, coordenador de Projetos Especiais da Copag.

O Card Game Pokémon (TCG), é um dos jogos de cartas colecionáveis mais vendidos de todos os tempos. Lançado em 1996, no Japão, o card game está presente em mais de 73 países e conta com quatro novas expansões anuais. No Brasil, é um dos TCG mais populares já lançados. Se você sabe jogar Pokémon e quer tentar a chance de ir ao Torneio Nacional, aí está uma boa chance.

programação de jogos para android

Programação de Jogos Android: livro ensina tudo o que é preciso para criar seu primeiro jogo

Hoje, dia 21/10, a Fnac será palco para o lançamento de um dos livros que mais devem ajudar novos desenvolvedores. Trata-se de Programação de Jogos Android, escrito por Edgard Damiani, programador freelance e gabaritado como professor de programação, e publicado pela editora Novatec. O lançamento será na Fnac Paulista às 19h, nesta ocasião haverá tempo para bate papo com o autor, autógrafos e interação entre os desenvolvedores participantes.

O livro é um verdadeiro manual que aborda conhecimentos necessários para a produção de seu primeiro game para Android, ensinando ao desenvolvedor como criar sua própria game engine funcional na maioria dos modelos de celulares diferentes no mercado. O livro é indicado principalmente para iniciantes, de modo que o leitor se sinta preparado a encarar os mais variados desafios de programação e alguns macetes utilizados pelos desenvolvedores mais experientes.

O livro conta com mais de 600 páginas que explicam o que é necessário para configurar corretamente o ambiente de programação e criar do zero as fundações daquilo que o próprio leitor irá ampliar com o tempo, utilizando suas próprias experiências futuras para expandir o núcleo de conhecimento mostrado no livro.

Entre os assuntos abordados estão:

  • A estrutura básica de um aplicativo Android e seus componentes fundamentais;
  • O que é, e a utilidade de criar seu próprio game engine;
  • Como criar a infraestrutura básica de um jogo (entrada de dados, temporização, armazenamento de configuração, imagens e áudio);
  • Como estruturar o código do seu jogo em duas partes principais (modelo de domínio e camada audiovisual), exemplificando o uso de tal divisão por meio do padrão MVC;
  • Como criar e utilizar tilesets e sprites, além de usar os tilesets como base para escrever texto na tela e criar animações;
  • Como desenhar a cena do jogo de maneira a se adaptar a qualquer resolução de tela;
  • Como criar do zero uma interface gráfica simples, incluindo widgets modulares e elementos reativos;
  • Como encapsular seu jogo em um aplicativo completo e publicá-lo no Google Play.

No site da Novatec é possível conferir o sumário e capítulo de exemplo, e também o preview do Google Books. A obra é bastante densa, mas palatável para o iniciante e deve ser utilizado como referência e enciclopédia do desenvolvimento Android. Chega ao mercado por R$ 109,00.

Dig a Way

Digi Ten apresentou Dig a Way durante a BGS 2014

Um dos destaques da feira BGS 2014 na área dos indies foi o game Dig a Way da produtora indie Digi Ten. O game foi desenvolvido para plataformas mobile (Android e iOS) e trata-se de um game do gênero de plataforma de ação com elementos de puzzle. A jogabilidade lembra um pouco o clássico Dig Dug da Namco.

O jogador toma o controle de um explorador que deve cavar o solo em busca de tesouros sempre cavando mais ao fundo estruturas como cavernas e pirâmides. A tarefa não é fácil, visto que surgem inimigos no cenário como morcegos e sapos, além de desmoronamentos constantes. Para evitar esses perigos, o jogador deve agir de forma inteligente e rápida para escolher o melhor caminho e utilizar a seu favor as nuances de cada fase.

Cada “passo” para baixo é um ponto sem retorno, pois uma vez que você descer, não há como retroceder. Os gráficos do jogo seguem um estilo cartunesco e com cores bastante vivas e divertidas. O game é fruto da parceria entre os desenvolvedores Daniel Hulley e Davi Rodrigues após uma competição ocorrida no Canadá. O game foi bem sucedido durante a competição e acabou garantindo o nascimento da Digi Ten.

De acordo com a dupla, Dig a Way chega ao mercado em novembro deste ano. Quem esteve na BGS pôde testar o produto já em um estágio bastante avançado.

Abaixo temos o trailer do game Dig a Way:

Games Independentes, Jogos Nacionais, Produção de Games e muito mais.