Garden Paws – Game indie mistura elementos de Harvest Moon e Minecraft com jogabilidade de RPG Online e Simulação

Nosso destaque do dia é um jogo que mistura os gêneros RPG Online e simulação. Trata-se de Garden Paws, produzido pela empresa canadense Bitten Toast Games. O título aposta numa jogabilidade relaxante para segurar as atenções do jogador. Basicamente o título oferece um playground em que o jogador pode plantar plantas, abrir uma loja, pescar, treinar animais, reconstruir a cidade e até mesmo explorar ambientes inóspitos.

Já que tem foco no multiplayer online, Garden Paws busca criar uma comunidade ativa de jogadores, tal como em uma grande comunidade. Tem até uma trama para justificar a aventura: você deve tomar conta da fazenda de seus avós enquanto eles viajam pelo mundo. Ao assumir o comando dos negócios, você deve ajudar o prefeito da cidade a melhorar a cidade e construir um ambiente agradável de se viver.

Para ter sucesso na missão você deve coletar moedas e a forma mais fácil (mas não a única) é construir sua própria loja. O que será vendido cabe a você decidir. Pode ser flores ou objetos do dia a dia. Quanto mais a cidade cresce, mais habitantes chegam para enriquecer o ambiente graças aos novos itens e quests que o jogador pode completar.

A inspiração mais óbvia de Garden Paws é o saudoso Harvest Moon. Inclusive o jogador pode plantar sementes e vender os frutos em sua própria loja, ou ainda criar animais e vender produtos aos visitantes da cidade. Entretanto as coisas não ficam tão paradas: de vez em quando acontecem desastres naturais para tirar a alegria do jogador. Quando isso acontece toda a comunidade online deve se unir para reconstruir a cidadezinha.

Há momentos de combate no jogo. Há uma mina local habitada por um perigoso necromante capaz de trazer os mortos de volta a vida. Cabe também ao jogador explorar as minas labirínticas para destruir as ameaças e recuperar valiosos tesouros. Aqui dá para sacer uma inspiração de Minecraft, mostrando que os produtores pretendem fazer um game variado e divertido.

Garden Paws permite que até três amigos se juntem na partida e colaborem para transformar o vibrante comércio da zona rural. O título está em campanha no Kickstarter e tem boas chances de ser bem sucedido graças aos visuais coloridos e ambientes bonitos. Os personagens são fofinhos, de modo que o game deve fazer sucesso especial com jogadores mais jovens e amantes do gênero administração.

Apesar de estar em desenvolvimento no Canadá e com foco no idioma inglês, o game é tocado adiante pelo brasileiro Daniel “SND” Silveira e tem auxílio da lenda brasileira em soundtracks – Thiago Adamo e da Kristina Vandale, especialista em level design. A previsão é lançar o projeto em 2019 para PCs via Steam e Nintendo Switch.

Abaixo tem o trailer de Garden Paws:

Essa é a nova lineup masculina do Santos e-Sports para os torneios de CS: GO

Após anunciar suas intenções de entrar de cabeça no mundo dos eSports e montar um time para League of Legends, o Santos e-Sports acaba de anunciar sua line-up para as disputas de Counter Strike: Global Offensive, um dos maiores jogos do cenário profissional da atualidade. A equipe é formada por jogadores já tarimbados, como Gustavo “SHOOWTiME” Gonçalves, Victor “bld” Junqueira, Thiago “tifa” França, Denis “dzt” Fischer, Felipe “delboNi” Delboni e Felipe “ZaMpA” Duboviski como coach.

O objetivo do Santos e-Sports é se consolidar no cenário competitivo nas modalidades mais apreciadas pelo torcedor brasileiro dos jogos eletrônicos profissionais. Para isso, o time da baixada aposta em uma equipe promissora, composta por cyberatletas com potencial para fazer frente às principais potências nacionais no CS:GO.

“Mudamos um pouco nossa estratégia com esta equipe. Nossos outros dois times possuem enormes talentos a serem trabalhados para atingir todo o seu potencial. Este time já parte de um nível competitivo muito alto, são jogadores campeões, e se tivermos a dedicação e a disciplina que cobramos, brigaremos pelos títulos nacionais e internacionais. A Nação Santista pode esperar por muita luta, grandes jogos e conquistas. Vamos pra cima deles!” conta Leonardo Di Prado, CEO da organização.

Um dos destaques que devem animar os fãs do Santos e-Sports é o extenso currículo e experiência competitiva dos jogadores, que já passaram por equipes bastante badaladas no Brasil como CNB, Team One, G3X e Virtue Gaming, além de equipes internacionais como é o caso de Gustavo “SHOOWTiME” Gonçalves e Denis “dzt” Fischer, com passagens por Tempo Storm, Immortals e Luminosity, e Victor “bld” Junqueira que jogou pela equipe sueca da Red Reserve.

O principal nome do Santos para essa temporada é sem dúvidas o Gustavo “SHOOWTIME”. Após um longo período morando nos EUA e jogando contra as melhores equipes do mundo, o atleta assume a função de IGL e tem a responsabilidade de transmitir sua experiência aos colegas de equipe.

“Confio em todos da line, e acredito que temos muito potencial. Só dependemos de nós, com trabalho e dedicação chegaremos lá! Nosso objetivo é ganhar sempre, disputar todos os campeonatos possíveis e vencê-los. Sabemos que nem sempre é possível mas vamos lutar para isso.” acrescenta Gustavo “SHOOWTiME” Gonçalves.

Vale lembrar que o Santos já havia formado sua equipe feminina de CS: GO, mostrando que a equipe de Vila Belmiro está levando a sério os eSports.

Conheça Math Boy, o jogo indie para quem está aprendendo a resolver as quatro operações da Matemática

O game de hoje é a recomendação de um de nossos leitora na página “Divulgue seu Game”. A partir de agora vamos começar a falar mais sobre os jogos que você, querido leitor, recomenda nos campos. O destaque do dia é Math Boy, exclusivo para Android. Aqui o jogador encara um desafio simples, porém que pode ajudá-lo a desenvolver raciocínio rápido através de soluções de problemas matemáticos.

Basicamente você encarna o papel do Math Boy, um jovem que está enfrentando um perigoso monstro. Para sair com vida ele deve atingir o monstro com um golpe de sua espada antes que ele se aproxime. Porém o movimento somente é executado se o jogador for capaz de resolver o problema de matemática que surge na tela.

O game é indicado para alunos do ensino fundamental em fase de aprendizagem das quatro operações matemáticas (adição, subtração, multiplicação e divisão). São cerca de sete segundos para resolver as operações que surgem. Porém esse tempo diminui à medida que o jogador avança na jogatina ao resolver mais e mais problemas. A ideia é treinar o raciocínio lógico e treinar as crianças para resolver as contas com mais rapidez.

Mas não pense que as coisas são fáceis: um erro já significa “game over”. Apesar da simplicidade e falta de opções, Math Boy conta com uma jogabilidade simplista. Se seu filho precisa desenvolver mais as operações de multiplicação, por exemplo, é possível selecionar apenas esse tipo de operação antes de iniciar a jogatina.

Outro ponto de destaque é que o título conta com um design bastante agradável, com um estilo gráfico bem cartunesco. O projeto é o primeiro lançado pela desenvolvedora NoobGamesDev, liderada pelo Paulo Pinheiro. Math Boy está disponível gratuitamente através da Google Play.

Abaixo tem um trailer de Math Boy:

InstaEscape – Fox Film lança jogo no Instagram para promover novo blockbuster

Amanhã (16 de agosto) é a data de estréia do novo blockbuster da Fox Film, o filme Mentes Sombrias, que conta a história de adolescentes com suporpoderes que tentam escapar da perseguição do governo. Para celebrar o lançamento, a Fox Film do Brasil acaba de lançar no Instagram o game InstaEscape, que desafia os usuários da rede social a desvendar desafios e buscar pistas para resolver um grande mistério. O ambiente de jogo é o próprio Instagram, transformado em um hub interativo e que promete bastante diversão.

O InstaEscape é baseado nos jogos de escape room, aqueles em que o jogador tem um determinado período de tempo para resolver puzzles e sair vitorioso. De acordo com a Fox, a mecânica se baseia em perfis de usuários conectados por tags. O mais interessante é que durante o jogo o usuário encontrará conteúdos exclusivos do filme, uma ação de marketing bem diferenciada.

O jogo interativo InstaEscape foi criado pela agência digital da Fox Film, e foi todo inspirado pela trama do filme em que crianças e jovens desenvolveram poderes que são considerados doenças pelos adultos e que são representados por diferentes cores. No game foi recriada a experiência dos personagens em um ambiente praticamente livre de adultos. O título é dividido em diferentes quests (missões), cada uma com um perfil próprio na plataforma.

Nelas, o usuário deve desvendar os desafios e clicar em cada quadrado de imagem da rede social para buscar por pistas e mais informações. Este título aponta para uma tendência que deve se tornar mais comum para a divulgação de novos produtos, ou seja, criação de jogos interativos em redes sociais para divulgar filmes, jogos, seriados etc. A ideia não é nova, mas com a massificação das redes sociais, pode ter certeza de que esses jogos serão cada vez mais comuns. Você pode conferir o jogo InstaEscape através do Instagram.

 

Sobre o filmes Mentes Sombrias

O filme acompanha adolescentes que desenvolvem poderosas habilidades, tais como mutantes. Rapidamente o governo os considera uma ameaça e os prendem. Ruby, uma garota de dezesseis anos e uma das mulheres mais poderosas que alguém já viu, escapa de seu acampamento e se junta a um grupo de jovens fugitivos em busca de um porto seguro. Logo, esta nova família percebe que, em um mundo onde os adultos no poder os traiu, não basta correr, eles terão que resistir usando seus poderes coletivos para recuperar o controle de seu futuro.

Mentes Sombrias é baseado no livro homônimo da norte-americana Alexandra Bracken, primeiro volume de uma série, e publicado no Brasil este ano pela editora Intrínseca. A história é narrada por Ruby e tornou-se famoso por levantar um debate sobre os perigos de uma sociedade repressora.

Ruby precisa saber em quem acreditar para, quem sabe um dia, reencontrar algum conforto num mundo que já não é mais seguro para ela. A autora Bracken conduz o leitor através das tensões da trajetória de autodescoberta da jovem que ainda mal entendeu seus poderes paranormais e já precisa lidar com as desconfianças do caminho.

 

Abaixo tem o trailer de Mentes Sombrias, que inspirou o InstaEscape:

HackTown 2018 – megaevento de tecnologia acontece no “Vale do Silício” do Brasil

Você sabia que o Brasil tem seu próprio Vale do Silício? Pois é assim que é conhecida a pequena cidade de Santa Rita do Sapucaí, no sul de Minas Gerais. A cidade tem apenas 40 mil habitantes, mas ganhou esse título devido à concentração de cerca de 150 empresas de alta tecnologia na cidade. Devido a esse poderio tecnológico, a cidade ganhou a honra de sediar pela quarta vez o HackTown, um evento para reunir a comunidade inovadora da América Latina para celebrar e apresentar práticas de inovação no ramo de tecnologia.

O HackTown ocorre entre os dias 06 a 09 de setembro e contará com centenas de startups que buscam soluções tecnológicas para problemas do cotidiano. De acordo com os organizadores, o evento chama as atenções de empresas do ramo de publicidade, empreendedorismo, tecnologia, games, design, música, economia criativa e audiovisual. É uma oportunidade para quem quer conhecer o melhor do mundo criativo. Além de grandes empresas, o encontro sempre conta com a participação de projetos independentes que geralmente quebram paradigmas.

São cerca de 300 atividades no HackTown, incluindo palestras, workshops, debates, showcases, mentorias, exposições e apresentações de startups. O evento ocorre por toda a cidade, de modo que o visitante vai encontrar encontros em auditórios, salas de aula, bares, restaurantes e até mesmo em garagens. Sim, garagens, afinal até mesmo a Microsoft começou numa pequena garagem. O evento todo foi inspirado no formato consagrado pelo SXSW, que ocorre nos EUA, e no Tech Open Air, da Alemanha.

“A cada edição, ouvimos inúmeros casos de conexões que resultaram em negócios e parcerias incríveis”, destaca. “É este o espírito do HackTown”, complementa Marcos David, um dos idealizadores do evento. De acordo com o empreendedor, o HackTown recebe pessoas de todo o Brasil e isso acaba aquecendo a economia de toda a cidade.

O jovem empreendedor também lembra que o público, que vem de todo Brasil, principalmente pela proximidade com São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, aproveita as palestras ao máximo, mas também acaba optando por alugar um sítio ou uma casa para se hospedar, fazer churrasco e até mesmo festas com velhos e novos conhecidos.

Entre os palestrantes, estão nomes como Dennis Wang, VP de Operações do Nubank (e ex-CEO da Easy Taxi); Milena Brentan, Talent Lead para America Latina no Airbnb; Courtney Guimarães, referência mundial em Blockchain; Natasha Bontempi, Head de Mindfulness e Habilidades Humanas na IBM; Amanda Alvernaz, Gerente de Marketing do Trello;Renata Perrenoud, Fellowship na Universidade de Harvard; entre outros.

O HackTown já é considerado um dos eventos mais disruptivos do mundo, contando com a presença de gigantes mundiais da tecnologia como o Facebook, o Google e a IBM. Você pode conferir toda a programação no site do evento. O ingresso de meia entrada custa R$ 250, mediante doação de um livro.

 

Serviço – HackTown 2018

Quando: 06 a 09 de setembro de 2018

Onde: Santa Rita do Sapucaí, MG

Quanto: Meia Entrada R$ 250,00 (+ R$ 22,47 em taxas); Público Geral: 50% De Desconto (Mediante Doação De 1 Livro) R$ 250,00 (+ R$ 22,47 em taxas); e Público-Geral: Inteira R$ 500,00 (+ R$ 44,95 em taxas).

Go for Gaming – campanha combate o preconceito contra o mundo dos games e realiza ação beneficiente

Quem nunca ouviu velhos bordões como “videogame é coisa de criança”, ou “mulher tem de brincar de boneca, não com videogames”. Pois é justamente para lutar pela causa gamer, enfrentar preconceitos, dar visibilidade e reconhecimento para um setor que é mal visto por muitas pessoas, que está sendo criado o Go for Gaming, uma iniciativa que busca juntar jogadores e público de diversas áreas para trazer reconhecimento ao setor e acabar com possíveis preconceitos que o gamer possa enfrentar.

A ideia básica é reconhecer o cenário como um mercado que gera empregos e capaz de influenciar outras mídias como a televisão, a internet e o cinema. Mas a luta do Go for Gaming não é apenas para falar de números e mostrar que jogos são legais e os jogadores merecem respeito: Os organizadores também propõe utilizar esforços conjuntos para ajudar comunidades carentes por meio de doações.

(da esquerda para direita, Beto Vides, Sócio Fundador da eBrainz, Pedro Braun, Sócio Fundador da FishFire, Raiff Chaves, Sócio Fundador da eBrainz e Leo De Biase, CEO da ESL Brasil)

Sim, além de conscientizar, o Go for Gaming também será importante para ajudar quem precisa, e educar as crianças e jovens. Como um projeto beneficente, por meio de uma campanha no Kickante, site de crowdfunding e financiamento coletivo, tudo o que for arrecadado será doado a ONGs, num processo totalmente transparente ao público.

A campanha começa na próxima sexta-feira (17), quando serão anunciadas as ONGs beneficiadas pelas doações. Todas as informações serão divulgadas nas redes sociais do Go for Gaming e no site oficial do evento. A ideia partiu da união de mentes influenciadoras e importantes do mercado de games do Brasil, incluindo Beto Vides, Sócio Fundador da eBrainz; Pedro Braun, Sócio Fundador da FishFire; Raiff Chaves, Sócio Fundador da eBrainz; e Leo De Biase, CEO da ESL Brasil).

“Depois de avaliar muitas situações  envolvendo jogadores, nós entendemos que existem preconceitos e que às vezes podem ser extremos. Além de causar desconforto, muitas vezes essa falta de informação impede a cultura gamer de alcançar mais pessoas, de atingir outros patamares e também de trazer benefícios”, diz Raiff Chaves, Sócio e Diretor de Operações da eBrainz. “Por isso, nós resolvemos iniciar um movimento de mudança, de trazer informação, e como pano de fundo desenvolver um projeto beneficente onde podemos contribuir com organizações carentes”.

O Go for Gaming promete reunir profissionais de diversas facetas da indústria de games, como jogadores de eSports, celebridades e gamers de todo o Brasil. Tudo isso para trazer reconhecimento, informação e visibilidade ao setor. Para encerrar a arrecadação, o Go for Gaming fará um evento comemorativo no dia 22 de dezembro de 2018, em São Paulo, com a  presença de influenciadores gamers e celebridades. A cerimônia terá ingressos à venda e contará com atividades relacionadas a jogos de Battle Royale e FPS. Mais informações devem ser reveladas em breve no site.

Abaixo tem o vídeo do Go for Gaming:

Os Piores Jogos do Mundo #04: Night Trap, o game que já nasceu trash

Era o auge da guerra dos consoles 16 bits. A SEGA era a primeira empresa a desafiar a Nintendo com chances reais de vitória. Cada uma apostava em games que mostrassem ao jogador o quanto sua plataforma era diferenciada e superior ao concorrente. Eis que a SEGA decidiu que o Genesis precisava de mais poder do que seu concorrente. A grande tendência para a época se revelava os CDs como nova mídia padrão, substituindo os cartuchos, pois eles eram mais baratos e fáceis de fabricar. A SEGA se antecipou aos concorrentes e trouxe para o Genesis o acessório SEGA CD ao final de 1991. Parecia uma vitória brilhante.

Mas para vender acessórios, era necessário criar jogos que mostrassem para que ele servia e foi aí que surgiram os famigerados interactive movies (ou FMV), games com estética de filmes, algo que um cartucho da época era incapaz de fazer. Infelizmente esse tipo de jogo não se tornariam populares por sua qualidade, mas sim pela atuação vergonhosa dos atores e conceitos terríveis. Um dos jogos que selariam a má fama do gênero e causaria uma revolução na indústria dos jogos eletrônicos seria justamente o Night Trap, o nosso game do dia.

Lançado em 1992 pela própria SEGA, Night Trap tinha a missão de mostrar o poderio do recém-lançado SEGA-CD. Ele foi, aliás, o primeiro filme interativo do sistema. Entretanto seu desenvolvimento remete ao histórico crash dos videogames de 1983. Nolan Bushnell, fundador da Atari e outros desenvolvedores mantinham a esperança de que a indústria fosse se recuperar, mas para isso seria necessário que ela fosse reinventada, oferecesse mais do que os jogadores estavam acostumados a ver. Nesse ínterim, Bushnell e Tom Zito (outro desenvolvedor da época) foram apresentados a um dispositivo capaz de reproduzir até quatro vídeos em VHS simultaneamente. O dispositivo era conhecido como NEMO (Never Ever Mention Outside). A ideia seria intercambiar as cenas de acordo com a vontade do usuário com apenas um comando.

 

A ideia por trás do jogo

A equipe precisava criar uma demo para apresentar a Hasbro, uma das possíveis investidoras do projeto. Assim surgiu o conceito de que o jogador deveria monitorar câmeras de vigilância para descobrir algum crime, o que deu origem ao jogo demo Scene of the Crime, em que o jogador deveria descobrir o responsável pelo sumiço de dinheiro. Stephen Hassenfeld, CEO da Hasbro na época, ficou encantado com o projeto e autorizou um generoso investimento para o desenvolvimento da tecnologia e novos games.

A primeira ideia foi criar um game interativo licenciado do filme A Hora do Pesadelo, porém o acordo foi por água abaixo, o que levou a equipe de Tom Zito a se decidir por apostar no conceito de um ambiente bem vigiado sendo invadido por bandidos. Daí surgiu a ideia de que a casa de um bilionário guardava dinheiro e uma gangue de ninjas tentaria assaltar o imóvel, porém teriam seus planos frustrados pela filha do bilionário e seus amigos que estavam dando uma festa. A Hasbro estava preocupada com a possibilidade de o público ficar insatisfeito dada a violência que um roubo pode causar. Então a equipe da Digital Pictures decidiu substituir os ninjas por vampiros, que ao invés de dinheiro estava atrás de sangue!?

O atores foram contratados e os desenvolvedores foram orientados pelo diretor James Riley sobre o desenvolvimento esperado. Em apenas 16 dias as filmagens foram feitas e o trabalho de montagem levou apenas seis meses para dar cara de videogame. Apesar dos problemas de produção, os obstáculos foram superados e Night Trap estava pronto para chegar ao NEMO (rebatizado como Control-Vision) em 1989, junto de Sewer Shark, outro projeto da Digital Pictures. Entretanto, para desapontamento da equipe, a Hasbro decidiu cancelar o hardware devido aos altos custos de produção.

Em dado momento foi sinalizado que a Sony poderia comprar os direitos do game para lançar no sistema Super NES CD-ROM, porém o acordo não vingou. Zito então se aproximou da SEGA, que parecia mesmo disposta a lançar um leitor de CD para o Genesis. Os direitos de distribuição passaram para a companhia japonesa e o game passou do formato VHS para o CD em pouco tempo. Cinco anos após sua criação, Night Trap finalmente fora lançado em 1992.

 

O gameplay segue a linha do enredo

Qual não foi a surpresa dos jogadores do SEGA-CD ao colocar o disco para rodar ao perceber que a aventura era extremamente desinteressante. Aqui você toma o papel de um agente especial que deve monitorar uma mansão cheia de garotas em poucas roupas. Ao todo são seis ambientes a serem monitorados. O objetivo é ativar armadilhas para capturar qualquer um que ameace a segurança das garotas, tomando cuidado para não prender as garotas ou outros agentes por acidente. Outra coisa a se fazer é prestar atenção nas falas das moçoilas a fim de obter pistas e entender a história. Você é livre para trocar a visão da câmera a todo momento. O game tem todo o jeitão de filme B com humor pastelão e atuações debochadas. Esse é o ponto positivo (se você gostar desse tipo de filme).

Os problemas começam ao analisar os aspectos técnicos: o gameplay é realmente muito ruim. As armadilhas eram realmente pouco responsivas, de modo que o jogador somente pode ativá-las quando o código de acesso estiver correto. Existem seis códigos de acesso e eles mudam constantemente. Para descobrir o código correto você deve prestar atenção nas falas dos personagens, o que obriga o jogador a levar a sério uma trama completamente nonsense. Se você não levar as coisas a sério é extremamente difícil prosseguir no game. São 90 minutos de puro pastelão e controles disfuncionais.

Neste momento você deve estar pensado “mas, ei, este jogo nem é tão ruim. Nem mesmo é um verdadeiro videogame”. Ao olhar as notas de Night Trap, fica claro que o jogo não foi mal recepcionado pela crítica. O que elege o game como um dos piores do mundo não são os controles ruins, dificuldade desbalanceada ou as atuações risíveis, mas sim seu legado na cultura pop. Night Trap foi um dos jogos que culminaram na criação do ESRB, órgão que regulamenta os jogos eletrônicos por faixa etária.

 

Mulheres nuas, vampiros e a ira do Senado

Aquele que parecia apenas mais um jogo tosco da SEGA logo se viu alvo do senado americano que na época estava de olho em jogos considerados violentos, tais como Doom e Mortal Kombat. No caso de Night Trap, os políticos americanos não viram com bons olhos uma casa repleta de mulheres seminuas sendo atacadas por vampiros. De acordo com os senadores, a semi-nudez era desnecessária e o grafismo era muito real, podendo assustar crianças. Lembre-se que nos anos 90 os videogames eram considerados meros brinquedos. O Estado acreditava que os jogos eletrônicos deveriam ser regulamentados antes que a mente das crianças fossem danificadas permanentemente.

Ainda que a SEGA e a Digital Pictures tivessem reclamado bastante das acusações, a pressão pública e uma esperta edição de vídeo colocou a percepção pública contra Night Trap. Uma garota sendo atacada por vários homens no jornal da noite não era nada legal de se ver, pior ainda se tais imagens fossem a reportagem do mais novo game que seu filho estava vidrado. Assim, a SEGA foi obrigada a tirar Night Trap do mercado.  Posteriormente ele voltaria às lojas com versões para SEGA CD 32X, 3DO, PC e Mac, porém a percepção pública era de que o game era um festival de monstruosidade e violência. Já os 400 mil jogadores que compraram o game sabiam da verdade: Night Trap valia mais pelo valor histórico do que pela sua qualidade em si.

 

O legado de um “filme B”

Em 1993 o senado venceu a disputa contra os videogames e pouco depois decidiu-se pela criação da ESRB (Entertainment Software Rating Board), que ditaria quais games podem ou não ser jogados por crianças. Anos após seu controverso lançamento, Night Trap foi eleito um dos piores jogos de todos os tempos pela revista EGM. Já o site GamesRadar disse em 2014 que o título era mais parecido com um teste de paciência do que com um videogame. Qualquer lista de piores jogos do mundo acabam mencionando Night Trap, seja pelos aspectos técnicos ou pela polêmica que ele esteve envolto. Concluímos que se as críticas não foram tão ruins na época é devido ao fato de que para a época ele realmente parecia algo inovador, não apenas um protótipo.

Night Trap pode ser redimido pelo fato de ter pavimentado terreno para um novo gênero de games menos interativos. Até mesmo podemos citar ele como fonte de inspiração para Five Nights at Freddy’s e uma dúzia de jogos em que o jogador é mais espectador do que atuante. Recentemente saiu uma versão comemorativa dos 25 anos do jogo para Xbox One e Playstation 4, que a exemplo do original, deve ser evitada, a menos que você não tenha dó do seu dinheirinho.

 

Abaixo tem um vídeo de Night Trap:

 

Sonae Sierra Brasil quer mostrar como serão os shoppings do futuro com a realidade virtual

O ano é 2033. Sábado à tarde. Um belo dia de sol. Dia perfeito para pegar a esposa e as crianças e fazer aquele passeio pelo shopping. A família toda preparada para uma tarde de pura diversão. Computador ligado. Óculos de realidade virtual conectado. Hora de visitar o shopping e fazer compras sem sair de casa. Achou absurdo? Pois é justamente esse conceito futurista que está sendo criado pela Sonae Sierra Brasil, uma empresa de shopping centers. A empresa se uniu com a empresa de tecnologia sensorial YDreams Global para criar o Shopping do Futuro, basicamente um passeio que mistura realidade virtual e aumentada.

Ainda que a tecnologia sinalize os possíveis novos hábitos do futuro, já é possível conferir este conceito, pois ele será apresentado na Exposhopping 2018, principal feira de shopping centers da América Latina, que ocorre em São Paulo, de 14 a 16 de agosto. De acordo com a Sonae Sierra, em 2033, os shoppings oferecerão ainda mais experiências e opções de lazer e convivência, em ambientes que utilizam a tecnologia para tornar a jornada do consumidor mais prazerosa e completa. São ferramentas como o uso das experiências sensoriais e o oferecimento de vantagens e descontos na utilização de serviços, além da otimização do tempo que garantirão o sucesso do Shopping do Futuro.

A ideia é que o consumidor possa escolher diferentes jornadas no Shopping do Futuro, como fazer um check-up completo ou comprar um produto que esteja precisando. O pagamento pelo serviço ou pelas compras pode ser feito com pontos do Programa de Fidelidade do shopping. Tudo de maneira dinâmica e totalmente real. A jornada apresentada pelo modelo da Sonae é comandada pela assistente virtual Lia, que além de acompanha-lo dando dicas, responde dúvidas específicas e informa as atividades previstas para o dia, entre outras ações.

“Vamos mostrar um espaço mais atrativo e completo, moderno, dinâmico e que seja muito mais que um lugar apenas para consumir. Proporcionaremos uma jornada completa para que o cliente use o espaço com criatividade, passando mais tempo dentro do shopping para usar serviços, trabalhar, cuidar da saúde e vivenciar experiências memoráveis com amigos e familiares”, detalha Laureane Cavalcanti, Diretora de Marketing e Comunicação da Sonae Sierra Brasil.

Depois de passar pela feira Exposhopping 2018, a experiência será apresentada gratuitamente aos visitantes dos 10 centros de compras administrados pela Companhia em todo o Brasil. Se você estiver curioso para ter esse vislumbre do futuro, basta comparecer na feira Exposhopping 2018. O evento vai até a próxima quinta-feira (16 de agosto). Mais informações no site.

 

Serviço: Experiência do Shopping do Futuro – Sonae Sierra Brasil

Local: Exposhopping 2018 – estande Sonae Sierra Brasil #62

Data: de 14 a 16 de agosto

Horário: das 12h às 21h

Endereço: Rodovia dos Imigrantes, km 1,5 – Vila Água Funda, São Paulo – SP

Shopping de São Paulo recebe primeira unidade do Voyager, nova casa dedicada à realidade virtual

Na última quinta-feira (09 de agosto) a cidade de São Paulo ganhou um novo centro de entretenimento voltado para os fãs de jogos digitais: o Voyager. Localizado no terceiro andar do Shopping JK Iguatemi, o Voyager foi criado pelo estúdio ARVORE e promete uma experiência pioneira no Brasil, um centro de entretenimento dedicado à realidade virtual. Podemos simplificar o projeto como um fliperama totalmente dedicado à jogos, cinemáticas e demais experiências que fazem uso dos óculos de realidade virtual.

O espaço possui 350 metros (bastante aproveitado ) e comporta jogos e experiências diversificadas, tais como o multiplayer Jousting Time, que tem ambientação medieval; o famoso Beat Saber; a animação Asteroids; e o brasileiro Pixel Ripped 1989. A intenção é oferecer variedade e divertir os jogadores. De acordo om Ricardo Laganaro, Chief Storytelling Officer da ARVORE, o Voyager conta com um catálogo de 20 jogos que serão trocados de tempos em tempos.

Ricardo Laganaro, Chief Storytelling Officer da ARVORE

“Temos cerca de vinte jogos aqui no Voyager, eles devem ser trocados em cerca de quinze a 20 dias para as pessoas conheçam coisas novas”, disse Ricardo Laganaro. Segundo o executivo a ideia é abrir seis unidades até o final do ano, de modo que a Voyager não ficara restrita apenas aos jogadores de São Paulo. Outra ideia para o futuro é abraçar produções nacionais, diz Laganaro. “Os produtores independentes terão sim a oportunidade de colocar seus jogos no Voyager. Temos planos de abrir espaço para a indústria nacional, até porque o mercado de VR ainda é bastante experimental”, conclui o executivo.

Além de a tecnologia VR ainda não ser massificada, um fato destacado por Ricardo Laganaro é que o tempo de jogatina no Voyager é de cerca de uma hora, inviabilizando jogos grandes que já fazem uso do VR, tais como Resident Evil 7 ou Skyrim. Ainda assim, é possível que os jogos estejam em formato de demonstração, tal como Pixel Ripped 1989, da própria ARVORE, que na versão final tem cerca de quatro horas de jogo.

Um dos destaques do Voyager é o viral Beat Saber

A aposta da ARVORE não é injustificada: de acordo com relatório da Goldman Sachs, a realidade virtual movimentou cerca de US$ 2 bilhões apenas em 2017 e a previsão é de alta, principalmente no Brasil. A expectativa é que o público jovem conheça a experiência e passe mais tempo conhecendo a tecnologia.

E engana-se quem pensa que só os videogames são afetados pelo VR: as empresas de publicidade, cinema, automobilismo e telecomunicações já sonham com os lucros da realidade virtual. Para se ter ideia, só no Brasil o número de empresas que começaram a trabalhar com o VR subiu de 8 para 150. Até mesmo o Grupo Globo já cresceu os olhos para a tecnologia.

Por que vale a pena o ingresso para o Voyager?

Durante nossa visita pudemos testar vários dos jogos expostos no Voyager. Desses, podemos destacar quatro projetos em especial que merecem uma jogada: Pixel Ripped 1989, Life of Us, Dreams of “O” e o Race FX. Esses quatro são os mais indicados para entender o Voyager e a tecnologia de realidade virtual e todas as suas possibilidades.

 

Pixel Ripped 1989

Pixel Ripped

Já falamos algumas vezes sobre o projeto criado pela Ana Ribeiro, mas vale a pena falar sobre as primeiras impressões. O jogo transportar o jogador para um mundo fantástico em que videogame e vida real se misturam. Você é uma garota no meio da sala de aula que não consegue evitar uma partida de seu Gameboy. O problema é que a professora está atenta e vai fazer de tudo para o jogador largar o console. Em alguns momentos, Pixel Ripped mistura o 2D e o 3D de uma maneira que surpreende bastante. Mesmo nos momentos em que o objetivo é distrair a professora, Pixel Ripped consegue soluções inventivas para não entediar o jogador.

 

Life of Us

Este aqui não é bem um jogo, mas sim uma experiência interativa onde duas pessoas passam por toda a história da vida na Terra, passando por diferentes fases da nossa existência. O jogador vai ter a oportunidade de ser um peixe pré-histórico ou mesmo um dinossauro. O conceito e bastante interessante e os gráficos são bem desenvolvidos.

 

Dreams of “O”

Outra experiência sensorial é o Dreams of O, inspirado no Cirque du Soleil. Basicamente o jogador se torna um expectador de acrobacias e números audaciosos de artistas do circo mais famoso do mundo. A trilha sonora e os efeitos visuais são o ponto alto. Como é uma experiência mais voltada ao visual, Dreams of O pode ser apreciado por pessoas pouco familiarizadas com videogames. É uma experiência bem artística.

 

Race FX

 

Esta experiência é ideal para quem gosta de corrida. Trata-se de um simulador de formula 1, incluindo um cockpit em tamanho real com giroscópio. Ao usar os óculos de realidade virtual, espera-se uma experiência bem próxima de um carro de verdade. Já que o cockpit se move de um lado a outro, o jogador acaba sentindo na pele as colisões e curvas. Mas não se engane: é uma experiência intensa e pode causar estranheza em quem não tem familiaridade com arcades. Já dá para imaginar como as coisas vão ser no futuro quando autoescolas implantarem realidade virtual com gráficos foto realistas.

 

Serviço – Voyager

Onde: Shopping JK Iguatemi – Av. Juscelino Kubitschek, 2041, Vila Olímpia, SP

Quando: Segunda a Domingo das 10hs às 21:30hs

Idade: a partir dos 7 anos

Quanto: R$ 59,90

Abaixo tem fotos do Voyager (autoria de Wolfigang Emiliano)

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Jogos de fuga – Conheca o desafio Jogos Mortais do Escape Time

Quem gosta de jogos de fuga e de ambientes de terror, a dica é encarar o novo desafio da Escape Time: a sala Jogos Mortais. A série de filmes Jogos Mortais é o mais novo tema da sala de fuga do Escape Time.  O ambiente é um dos grandes chamarizes para se sentir imerso na experiência, ao entrar na sala a sensação que dá é que estamos mesmo prestes a morrer se não realizarmos os desafios.

A sala é inspirada no filme, levando apenas o nome com direitos autorais. Não espere encontrar elementos ou identidade visuais idênticos. O jogo presta uma bela homenagem a quem curte terror, incluindo elementos do filme. O desafio é descobrir quem o terrivel assassino que faz jogos mentais com suas vitimas.

A convite do Escape Time jogamos a sala. Abaixo detalho como foi a nossa experiencia nesta sombria situação.

Nossa experiência:

Não espere por facilidade o desafio exige raciocínio rápido então caso seja novato em salas de fuga é recomendado que opte por outra sala para adquirir experiência. Sim, o desafio é realmente complicado e vai medir sua capacidade intelectual e com seus medos.

Os enigmas encontram-se nos mínimos detalhes e transmitem com bastante competência a sensação macabra dos filmes. Existem soluções bastante criativas e “econômicas” para a construção de todo o cenário, e isso chama atenção logo de cara. Em uma hora de jogo tivemos que fazer diversos enigmas, alguns para apenas começar a “brincadeira”.

Logo de início você irá presenciar uma situação claustrofóbica e deve manter a calma para sair dela. Aqueles que não tiverem certamente irão gastar muito tempo apenas no início.

O jogador possui cinco dicas que servem para auxiliar nas situações apertadas, no melhor estilo mestre dos magos. Então não espere por respostas simples, elas são enigmáticas e isso deixam as coisas ainda melhores.

Infelizmente não conseguimos finalizar a sala. Pois acreditem é uma sala bem difícil.

Porém a experiencia de perder pode vir a ser um ponto forte, principalmente aos curiosos que estão loucos para descobrir o que tem no fim. Então sendo assim digo que o fator “tente novamente” funciona para este cenário.

Vale a pena jogar devido a:

– Ambientação.

– Dificuldade elevada deixa você com vontade de voltar, caso perca na primeira vez.

– Desafio elevado lhe coloca a prova e mostra como você reagiria numa situação daquelas, e possivelmente mostra como você sairia dali (vivo ou morto).

– Cumpre muito bem o papel do trabalho em equipe.

– Exige escolhas que podem impactar em todo desempenho.

Nota: 95%

Artigo por Victor Cândido

 

Servico – Escape Time – Jogo Mortais

O Escape Time está localizado na Av. Nova Independência, 1056 – Cidade Monções, São Paulo (De trem a estação mais próxima é a Vila Olímpia).

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