Howard Warshaw, desenvolvedor do polêmico jogo “E.T. the Extra-Terrestrial”, para Atari, será uma das atrações internacionais da BGS 2018

A Brasil Game Show já recebeu diversos produtores de games consagrados, como o mítico Hideo Kojima. Agora é a vez de receber aquele que é chamado o criador do pior jogo da história. Sim, Howard Scott Warshaw, criador de E.T. the Extra- Terrestrial estará no evento para falar com os visitantes e explicar os problemas que teve durante o desenvolvimento do famigerado título, além de falar sobre a lenda do cemitério de cartuchos do E.T.

Howard Warshaw foi um dos primeiros desenvolvedores de jogos eletrônicos e autor de diversos títulos famosos para o Atari, como Yars’ Revenge, considerado um dos melhores games do lendário videogame; Raiders of the Lost Ark, jogo baseado no filme “Indiana Jones e os Caçadores da Arca Perdida”. O convidado internacional estará na BGS de 11 a 14 de outubro e, além de participar de sessões de meet & greet e de apresentações no palco do BGS Talks, terá um lugar no Wall of Fame, assim como Hideo Kojima, Nolan Bushnell, Ed Boon e Phil Spencer.

De acordo com a organização da feira, Warshaw dividirá com o público alguns dos principais momentos de sua carreira e também os bastidores dos episódios que culminaram na transformação de uma das licenças mais disputadas da história dos videogames, a do filme “E.T. – O Extraterrestre”, em milhares de jogos enterrados no meio do deserto do Novo México, nos Estados Unidos. Ainda sobre este caso, contará como carregou por três décadas o fardo de ser o único desenvolvedor do jogo, uma história que, segundo ele, mistura “arrogância, triunfo, ambição cega e, no final, resiliência”.

Vale lembrar que além de desenvolvedor, Howard Warshaw é artista, tecnólogo e terapeuta. Atualmente, Howard atua como psicoterapeuta no Vale do Silício (Califórnia – EUA), onde se especializou em questões recorrentes a profissionais de empresas de alta tecnologia e inteligência avançada. Suas realizações profissionais ainda incluem uma exposição de arte no Museu de Arte Moderna de Nova York e prêmios como produtor cinematográfico.

A Brasil Game Show também já confirmou para a sua 11ª edição a participação de Katsuhiro Harada, diretor de Tekken, uma das mais icônicas séries de jogos de luta. Ao longo dos próximos meses, muitas novidades serão reveladas. A Brasil Game Show 2018 (BGS) será realizado entre 10 e 14 de outubro de 2018 no Expo Center Norte, em São Paulo. Todas as notícias sobre a Brasil Game Show podem ser vistas no site do evento.

Abaixo tem o vídeo que Warshaw deixou para os fãs da BGS:

Masmorra da Tortura – desenvolvedores fazem caricatura dos jogadores e os inserem dentro do mundo do game durante a CCXP

Masmorra da Tortura é o jogo feito sob medida para você que quer ser um herói de videogame. Criado pelos alunos Raul Tabajara e Monique Moon, e orientado pelos professores Alvaro Gabriele Rodrigues e Rosana del Picchia Nogueira da Fatec Carapicuíba, o game foi uma das atrações da Comic Con Experience 2017. Tudo porque durante o evento os criadores faziam caricaturas dos visitantes em tempo real e os inseria dentro do game.

Mamorra da Tortura remonta à época clássica dos videogames dos anos 1990, no estilo beat ‘em up – em que o protagonista avança pelo cenário combatendo com socos e pontapés os inimigos que vão surgindo. O grande barato é que o título tem visuais em pixel art e os cenários remontam a quadrinhos. Durante a progressão, por exemplo, os inimigos são literalmente desenhados na sua frente.

“O diferencial não está no formato e sim na possibilidade de você jogar com a sua caricatura representando o herói da trama”, explica Raul. O estudante conta que a ideia surgiu com o sucesso das ilustrações que ele fazia de colegas da Fatec. “Como a Monique também sabe desenhar com pixel art, pensamos em preparar um jogo que trouxesse uma experiência única e personalizada”, afirma.

Além de ter a possibilidade de ganhar um avatar próprio no game, os visitantes da CCXP recebiam de brinde um link para jogar depois, com a possibilidade de postar suas versões nas redes sociais. “Eles tiveram a ideia de unir arte e entretenimento em uma proposta simples e inovadora, revelando um novo segmento de negócio”, disse Alvaro Gabriele, coordenador do curso e orientador do projeto.

O Masmorra da Tortura funciona em computadores, tablets, smartphones e qualquer outro aparelho conectado à internet. Há uma versão na web totalmente gratuita para testes. Para jogar clique aqui.

Abaixo tem o trailer de Masmorra da Tortura:

Grandes Estúdios Brasileiros de Games #02: Behold Studios

Certamente você já ouviu falar sobre a Behold Studios! Afinal é deles os aclamados jogos Knights of Pen & Paper e o divertidíssimo Chroma Squad. A fama destes jogos posicionou o estúdio como um dos principais desenvolvedores do Brasil. Sempre que eles anunciam uma novidade ou participam de algum evento, a comunidade já fica atenta.

Foi bem natural que escolhêssemos a Behold para nossa segunda entrevista para a série de “estúdios brasileiros de games”. Aqui você vai conhecer um pouco mais sobre o estúdio, como ele surgiu e quais os diferenciais da equipe. Quem responde é o Saulo Camarotti (co-fundador e produtor) da Behold. Confira:

 

Como surgiu a Behold Studios e de onde veio a ideia de desenvolver games?

A Behold surgiu de uma necessidade e de uma oportunidade. Eu e meu sócio na época, nos formando em Ciência da Computação, ganhamos dois prêmios de renome nacional em jogos que desenvolvemos juntos, e percebemos que poderíamos empreender nesta ideia já que em Brasília não tínhamos nenhuma possibilidade de sermos contratados em uma empresa de games. Abrimos a nossa, e aqui estamos oito anos depois.

 

Quantas pessoas trabalham no estúdio atualmente? Onde ele está localizado?

Hoje temos 10 no time, e ficamos dentro do coworking Indie Warehouse dedicado à games, aqui em Brasília. O legal de quem quiser nos visitar é poder encontrar uma dezena de outros desenvolvedores também!

 

Behold é um nome incomum. De onde veio o nome do estúdio?

Behold veio do nosso passado com RPG, da criatura mítica Beholder. Mas o nome nos cativou pois em inglês significa Vislumbre, o que é legal para uma empresa que cria jogos que também são consumidos pela experiência visual.

Quantos games vocês produziram até agora? Quais são eles?

Já temos 17 no nosso arsenal. Mas somos principalmente conhecidos por:

– The Gravedigger (2010)
– Save My Telly (2012)
– Knights of Pen & Paper (2012)
– The Story of Choices (2013)
– Chroma Squad (2015)
– Galaxy of Pen & Paper (2017)

 

Knights of Pen & Paper é bastante reconhecido. De onde veio a inspiração para o projeto?

Veio da nossa vontade de fazer um RPG true! Queríamos fazer um RPG dos RPGs, aquele que se remetesse aos primórdios. E quando discutíamos como iríamos fazer esse RPG super simples, lembramos que o RPG de verdade veio dos jogos com dados, papel e miniaturas. Jogamos muito RPG de mesa na nossa vida e foi fácil perceber que ia ser muito legal fazer um jogo sobre isso. Foi muito natural e tudo fluiu muito bem durante o projeto.

 

Desde a criação do estúdio qual foi a maior dificuldade encontrada?

Já passamos por muitos bocados. Mas acredito que o mais difícil foi encontrar a nossa voz. No início apenas reproduzíamos aquilo que parecia ser o melhor para o mercado. Basicamente o que todo mundo estava fazendo. Com o Knights of Pen & Paper foi onde conseguirmos brilhar pela autenticidade. Fizemos porque queríamos jogar um jogo assim diferente e nostálgico.

Hoje já levamos isso mais sério. Temos que ser mais autênticos e acreditar que se a gente está apaixonado pela ideia, outras pessoas também vão se encantar. Então fazemos nossos jogos pensando muito em como gostaríamos que o jogo fosse e como ele nos agradaria.

 

A maioria dos seus jogos abusa da pixel art. Por que escolheram esta expressão?

O pixel é uma decisão estética para se buscar um senso nostálgico e incompleto. Ele dá a possibilidade para o jogador preencher os espaços vazios e imaginar algo muito além do que estamos mostrando. Isso para RPG é ótimo, pois queremos que o jogador também crie conosco e imagine a aventura do seu próprio jeito.

 

Vocês têm tempo para jogar os games de outras empresas?

Claro! Hehehe (só que não). A nossa maturidade da empresa acompanhou também nossa maturidade adulta, aumentando muito as responsabilidades com outras coisas. Mas não por isso deixamos de jogar. Esse é um assunto constante na empresa “O que está jogando?”, “Porque o jogo X é bom…”, “O que tem de inovador no jogo Y…”, etc.

Mas pessoalmente, minha biblioteca recente de jogos jogados são quase todos indies. Nos dão experiências curtas e muito divertidas. Coisa que não vejo nos games a muitos anos.

 

Como as famílias dos desenvolvedores reagiram ao saber que iam começar a trabalhar com jogos?

Cada família tem uma história para contar. Já vi de tudo. Eu mesmo, filho de uma família onde todos são da área da saúde e trabalham como funcionários públicos. E eu, do contra, fui fazer Computação e trabalhar com jogos. No começo foi difícil eles entenderem. Principalmente pela incerteza de empreender em uma coisa tão incomum. Mas com os prêmios, o reconhecimento, os jogos lançados, eles foram se acostumando com a ideia. Hoje minha família me dá forças para continuar.

 

Qual foi a pior crítica que vocês receberam de seus projetos? Como reagiram com ela?

Isso é de fato uma coisa chata. Cada passo que você dá para conquistar os seus sonhos, é muitas vezes, um passo que você toma para incomodar mais gente. E a medida que a sua marca como empresa fortalece, as pessoas ficam com menos receio de criticar o jogo, o bug, ou qualquer outra coisa da sua empresa. E muitos se esquecem que tem uma meia dúzia de pessoas ali por trás daquilo, dando sangue e suor para terminar as coisas no prazo.

Mas ao mesmo tempo, toda vez que respondemos as críticas, as pessoas imediatamente se transformam, e falam de igual pra igual. E assim já ganhamos muitos amigos nesta jornada, mostrando nossa cara a tapa, e mostrando que fazemos tudo com muito amor.

Qual a diferença dos jogos brasileiros comparados àqueles desenvolvidos por outros países?

Esta diferença está cada vez menor. É claro que ainda não podemos nos comparar às produções AAA, pois ainda no Brasil não tivemos projetos de tal porte, seja por orçamento, tamanho de equipe ou mesmo experiência da equipe. Mas com o acesso às tecnologias e ferramentas, acesso às plataformas onde podemos vender nossos jogos, o Brasil já produz de igual para igual no mercado indie, casual ou no mercado de jogos menores. Hoje tem mercado para todo mundo, e mais um motivo para o Brasil estar dando certo.

Geralmente os jogos produzidos no Brasil vão custar de R$ 50 mil a R$ 1.5 milhão para serem produzidos, e vão ser feitos por equipes de 2 a 20 pessoas. Isso são valores comuns tanto no Brasil quanto lá fora. Mas ainda não chegamos ao patamar de projetos de R$ 5 milhões a R$ 25 milhões, com equipes de 50 a 200 pessoas.

 

Atualmente a comunidade parece em guerra com desenvolvedoras grandes por causa de microtransações. Como vocês avaliam as microtransações?

Nós já nos aventuramos por elas quando ainda pouco se falava, lá por meados de 2011 e 2012. Entretanto hoje acreditamos que podemos trilhar nosso caminho fazendo apenas jogos premium.

Mesmo assim, entendemos que existe o jeito certo, ético, de se fazer microtransação, como é o caso de jogos como LoL e TF2. Esperamos que essas grandes empresas aprendam com aqueles que acertaram.

Porque muitos desenvolvedores acabam migrando para a Europa ou América do Norte?

É onde o mercado mais contrata. Nestes países existem empresas gigantescas, com centenas de pessoas trabalhando em um ou alguns poucos jogos, e por lá surgem oportunidades. No Brasil ainda é muito comum que se empreenda no próprio negócio, e muitos devs preferem trabalhar em grandes produções do que experimentar com jogos menores.

 

Como vocês acham que serão os games do futuro?

Algo muito interessante está acontecendo com VR, AR e MR. Sabemos que ainda não é expressivo a quantidade de devices instalados, mas em 5 a 10 anos vamos ver uma mudança dramática no jeito de jogar, já que as tecnologias chegaram a patamares extraordinários e todas as grandes empresas estão investindo pesado nisso.

Ao mesmo tempo, a cada dia se vê uma fragmentação maior do mercado. Ou seja, com o passar dos anos o que a gente vê é que mais tipos diferentes de jogos dão certo, mais tipos diferentes de plataformas dão certo, e mais tipos de jogadores estão surgindo. É como se o futuro tivesse espaço para todo mundo, e fosse menos concentrado em 1 ou 2 grandes soluções.

 

Algum recado para quem sonha desenvolver games no Brasil?

Comece a fazer jogos agora!

Qualquer um que queira desenvolver jogos deve e pode começar hoje no computador da sua casa. As tecnologias estão aí (Game Maker, Construct2, Unity), funcionam em computadores normais que temos em nossas casas, e os tutoriais estão aí (Youtube). Empresas só vão contratar aqueles que já fizeram alguns protótipos ou jogos em casa. Ou seja, faça jogo todo dia, no final de semana, à noite. Sai do Dotinha e faz um jogo com seus amigos.

Until Dead – Jogo vencedor do Indie Prize entra em Early Access para Android

O jogo brasileiro Until Dead tornou-se um sucesso antes mesmo de seu lançamento, graças ao prêmio recebido pelo Indie Prize Awards na categoria Melhor Jogo Mobile. Pois bem, se você queria saber se o game é realmente tudo isso, chegou a hora: o título finalmente entrou em Early Acess para usuários de Android. Disponível para todo o ocidente, o jogo da desenvolvedora brasileira Monomyto terá números limitados de download dentro do Google Play, loja oficial da plataforma, e espera colher feedback para seu lançamento oficial, que deve ocorrer em janeiro de 2018, para dispositivos que possuam o sistema operacional Android e iOS.

Until Dead, primeiro jogo brasileiro a conquistar um prêmio no Indie Prize, é um free-to-play de estratégia e raciocínio com mecânica baseada em turnos e combate tático. No jogo, você controla John Mur, um detetive aventureiro e explorador que, graças às suas habilidades, consegue sobreviver em um mundo caótico infestado por zumbis. Na pele do protagonista, você precisa encontrar pistas em uma grande aventura na busca por respostas para desvendar esse mistério. O segredo do jogo é usar a cabeça para manter-se vivo.

O título é ideal para quem curte jogos de tabuleiro, pois ele empresta muita das suas características, unindo uma experiência inovadora e a facilidade dos jogos online. De acordo com a desenvolvedora, são mais de cinco horas de conteúdo jogável. Quem esteve na BGS 2017 pôde apreciar alguns minutos dessa obra que promete fazer sucesso no Brasil e no exterior.

A mecânica básica é de point and click baseada em turnos (lembra um pouco XCOM). De modo que os jogadores não devem encontrar dificuldades para aprender a jogar e se divertir. O objetivo é simples: passar pelos zumbis e chegar até a saída mais próxima. Porém não pense que as coisas são fáceis! Para cumprir os objetivos você deve usar de estratégia e reflexos rápidos.

Um dos pontos positivos mais aclamados foi o visual em preto e branco à lá noir. A atmosfera é bem densa e mostram que os jogos mobile em geral tem capacidade bastante elevada. O game deve sair em algum momento de 2018 com versões para Android e iOS.

Abaixo tem um trailer de Until Dead:

CCXP 2017 confirma a The Enemy Game Arena Powered By Twitch com finais do Just Dance Tour e do Brasileirão de Rainbow Six

A CCXP 2017 (Comic Con Experience) já está rolando a todo vapor na cidade de São Paulo. Além de apresentar novidades sobre quadrinhos e cinema, o evento também vai contar com a The Enemy Game Arena Powered By Twitch, uma área enorme com muitas atividades ao longo dos quatro dias de evento. Entre as atrações que ocorrem na arena, destaques para as finais de Just Dance e do Brasileirão de Rainbow Six. De acordo com os organizadores, a Arena terá uma estrutura de 2 mil m² com capacidade para mil pessoas.

Finais de Just Dance

Depois de quase seis meses de competições presenciais em Belém/PA, Belo Horizonte/MG, Fortaleza/CE, Recife/PE, Rio de Janeiro/RJ e São Paulo/SP, o Just Dance Tour chega ao final em 9 de dezembro na CCXP, quando os 14 melhores jogadores de Just Dance do Brasil se enfrentarão na The Enemy Game Arena em busca do título de campeão brasileiro do jogo de dança mais vendido no mundo e da vaga para representar o país na copa do mundo de Just Dance, que acontecerá em Paris/FRA, em fevereiro de 2018. O Just Dance Tour é uma realização da Ubisoft, em parceria com a Lagardère Sports Brasil e o Grupo Manga.

A final do Just Dance Tour seguirá o mesmo modelo de disputas das fases classificatórias da competição, com duelos definidos aleatoriamente e em dinâmica de melhor de três músicas. Cada jogador que vencer o seu confronto avança até que reste apenas o grande campeão. As partidas da última etapa do campeonato começam às 19h30 e devem terminar às 21h. Os interessados em acompanhar as decisões precisam ter ingresso para a CCXP no sábado e comparecer à Arena, que tem capacidade para mil pessoas ou acompanhar a transmissão ao vivo pelo canal do The Enemy na Twitch.

Rainbow Six

A final da segunda temporada do Brasileirão da modalidade será aberta ao público na Comic Con Experience. Black Dragons e Team Fontt disputarão o título em um palco especial no próximo domingo (10) para fechar com chave de ouro o ano grandioso do cenário no Brasil. As equipes disputarão a final da segunda temporada em um duelo MD5 (melhor de cinco mapas), a partir das 14h.

Além do título da segunda temporada, as duas equipes disputam também o título de Campeão Brasileiro de 2017. Como a Black Dragons venceu a primeira temporada do Brasileirão, disputada em setembro, se ganhar a partida contra a Fontt já garantirá o título brasileiro de 2017. Porém, se a rival for a campeã da segunda temporada, uma partida MD1 (melhor de um mapa) será disputada na sequência. A vencedora deste duelo se consagrará a grande campeã do ano. Com torcedores cada vez mais apaixonados, essa será a primeira vez que uma partida do Brasileirão terá a presença de público.

Além da decisão, a Ubisoft também presenteará o público com a chance de acompanhar o BR6 Awards, que vai premiar os melhores do ano na modalidade e revelará o Dream Team 2017. Desde terça-feira (5), os torcedores podem votar no melhor jogador para cada uma das cinco posições do jogo. A votação pode ser feita no site do evento.

Para fechar a noite histórica, um showmatch será disputado. Ele colocará frente a frente o time Campeão Brasileiro de 2017 e o Dream Team, a partir das 18h. Denominado Showmatch All-Stars, o público poderá acompanhar alguns dos melhores jogadores do mundo em ação.

A CCXP – Comic Con Experience, que reuniu 196 mil pessoas em 2016 e bateu o recorde de público em comic cons no mundo, terá sua quarta edição entre 7 e 1o de dezembro de 2017 no São Paulo Expo e espera receber mais de 220 mil visitantes. Os ingressos de sábado (9/12) e o pacote para os quatro dias já estão esgotados. Os ingressos para quinta, sexta, domingo, Full Experience e Epic Experience estão à venda apenas na bilheteria.

Espresso3 Summit Gamification – Especialista mostra como gamificação facilita processo de aprendizagem corporativa

Ainda que muitas empresas ainda a tenham implementado, a gamificação já é discutida aos quatro ventos e possivelmente se torne padrão em qualquer companhia que queira aumentar sua produtividade. Nos últimos dias 13 e 14 de novembro a cidade de São Paulo sediou o evento “Espresso3 Summit Gamification”, evento dedicado a discutir e apresentar as vantagens da gamificação nas mais variadas companhias.

Quem tocou o evento foi Karl Kapp, autor de diversos livros, entre eles o best-seller “The Gamification of Learning and Instruction” (2012) e o recém lançado “Play to Learn” (2017). De acordo com Kapp, “que muitos dos traços, hábitos, crenças e ações que adolescentes e jovens adquirem ao jogar jogos eletrônicos e trabalhar com dispositivos portáteis irão ajudá-los no mercado de trabalho global, que está em constante transformação”. A ideia básica é que jovens acostumados a interações mais dinâmicas encontram um ambiente de trabalho mais familiares quando eles utilizam a gamificação.

“Ainda que os elementos de gamificação não possam ser totalmente descritos verbalmente, é preciso que os líderes organizacionais percebam o quanto antes todo o potencial da aprendizagem corporativa gamificada. Por isso, encontrem jogos instrucionais ou não instrucionais, joguem e vejam o impacto que essas atividades podem ter junto ao capital humano”.

O evento Espresso3 Summit Gamification  contou com a presença de cerca de 100 participantes de 45 empresas diferentes. Diante desta audiência, Kapp salientou que mesmo que essencialmente os objetivos de determinado treinamento corporativo pareçam “convencionais”, a forma com que as pessoas consomem e apreendem conteúdos diversos mudou muito na última década.

A internet, os smartphones, os milhões de vídeos postados diariamente nas redes sociais têm muito a ver com isso e o processo de gamificação tem ganhado cada vez mais força dentro das organizações, afinal de contas, seus elementos essenciais (competição, cooperação, descoberta e storytelling), juntamente com as mecânicas (pontos, placares, rankings, níveis e badges), tornam situações do mundo real mais divertidas e proporcionam melhores experiências de aprendizado.

Em comparação com abordagens mais tradicionais, o gamification apresenta algumas vantagens essenciais para a competitividade das empresas no mercado atual. De acordo com Kapp, essas são as principais vantagens da gamificação:

Melhor experiência de aprendizagem: o participante pode experimentar “diversão” durante o jogo e ainda aprender se o nível de engajamento é alto. Uma boa estratégia de gamificação com altos níveis de engajamento levará a um aumento na recuperação e retenção.

Feedback instantâneo: o processo gamificado fornece feedback instantâneo para que os participantes saibam o que eles conhecem ou o que devem saber.

Facilitação da mudança comportamental: a gamificação pode gerar mudanças comportamentais fortes, especialmente quando combinadas com os princípios científicos de recuperação e repetição espaçada.

Versatilidade: a gamificação pode ser usada para atender a maioria das necessidades de aprendizagem corporativa.

 

Durante o evento, houve também a apresentação de diversos casos de sucesso na adoção da gamificação em modelos de negócios de start ups (DogHero, Mercado Livre e LinCare), gestão de pessoas (IBM, SAP e Leroy Merlin), educação corporativa (Bradesco e SEBRAE) e educação formal (FEAUSP e IME-USP). Se você quer saber mais sobre a gamificação nas grandes empresas, confira o canal de aprendizagem gratuito da Espresso3.

Pôquer – Representantes dos e-Sports se aventuram em um novo desafio durante o BSOP Millions

Na última quinta-feira (30), ocorreu em São Paulo uma etapa especial do BSOP Millions – maior torneio de pôquer da América Latina, no WTC Sheraton, em São Paulo. O detalhe é que desta vez a organização criou uma modalidade especial cujos convidados eram jogadores de videogames, youtubers e demais pessoas ligadas aos jogos eletrônicos. Entre os presentes, destaque para nomes como os narradores de LoL (League of Legends) e Counter Strike Tobocco e Bida, o comentarista Tixinha, os YouTubers Pyong Lee e Patife, o jogador Pedro Lep e o dono da INTZ Lucas Simon.

Quem se deu bem foi o Patife, que superou seus oponentes para ficar com o título do Desafio dos e-Sports, levando para casa um troféu personalizado do evento e kits exclusivos do PokerStars. Nas mesas, o clima era de total descontração e brincadeira entre os participantes, principalmente pela grande amizade entre boa parte do público presente que se conhece dos universos dos esportes eletrônicos.

“É muito gratificante para nós do BSOP podermos promover algumas ações especiais como essa, unindo o universo dos esportes eletrônicos com o pôquer, que são modalidades que podem caminhar lado a lado, sempre utilizando a força mental no desenvolvimento dos jogos em ambas as áreas. Torcemos para que essa parceria possa sempre ajudar um ao outro a continuar crescendo em nosso país”, comenta Devanir Campos, diretor do BSOP.

O Desafio dos e-Sports contou com o apoio e patrocínio do BSOP (Brazilian Series of Poker) e do PokerStars.

O torneio oficial do BSOP Millions acontece até o dia 7 de dezembro, com uma grade de torneios que varia de R$ 150,00 a R$ 15 mil. Para quem não conhece, o BSOP é uma série de torneios de poker realizada no Brasil desde 2006. Hoje é o maior evento de poker da América Latina, tendo alcançado o recorde de 3.457 participantes em sua etapa de final da temporada 2015, e com esta marca alcança o status de segundo maior torneio de poker do mundo. O BSOP é realizado em alguns dos melhores destinos turísticos do Brasil e em algumas das maiores capitais do país.

Felipe Andreoli e Nyvi Estephan serão os apresentadores do Prêmio eSports Brasil

Já falamos aqui do Prêmio eSports Brasil, promovido pelo Grupo Globo e o Go4it, que visa celebrar os grandes atletas, personalidades do universo gamer e times mais competitivos do Brasil. Pois bem, os organizadores do evento acabam de divulgar que jornalista Felipe Andreoli e a youtuber e gamer Nyvi Estephan serão os apresentadores do Prêmio eSports Brasil. O evento é o primeiro do segmento no Brasil e acontece dia 19/12 na Fundação Bienal de São Paulo.

Felipe e Nyvi serão os responsáveis por conduzir a cerimônia, que será transmitida, ao vivo, pelo SporTV e terá conteúdo exclusivo de segunda tela no e-SporTV, canal do YouTube com programação exclusiva de esports. A produção desse conteúdo será feita pela VIU, unidade de negócios digitais da Globosat. Andreoli e Nyvi ainda vão anunciar os vencedores das 15 categorias que estão em votação no site do evento.

O eSports Brasil vai reconhecer diferentes modalidades no universo dos campeonatos de games como, por exemplo, Lol, Dota 2 e CS: GO, e tem a Claro como patrocinadora máster na categoria “apresenta”. Os fãs das modalidades serão envolvidos desde o aquecimento e terão papel fundamental na escolha dos finalistas. O público vai conhecer as categorias da premiação, os jurados, os indicados, votar para levar seu atleta preferido para a final e acompanhar, na íntegra e ao vivo, tudo o que acontece no evento pelo SporTV.

A escolha dos vencedores será baseada em duas frentes: votação técnica (11 categorias) e popular (4 categorias). No aspecto técnico, um júri especializado composto por 34 nomes vai indicar os concorrentes para cada uma das 11 categorias como, por exemplo, “atleta revelação” e “melhor atleta de eSports”. Oito indicados em cada categoria vão para votação do público no site do prêmio.

Os fãs levam o indicado mais votado para a final junto com mais dois finalistas com maior número de indicações do júri. Dentre os finalistas, o júri mais uma vez vota para chegar ao vencedor. Já na eleição popular, que inclui “melhor streamer”, “melhor organização”, “melhor jogo” e “craque Claro da galera”, o público vai nomear seus favoritos e o mais votado será eleito vencedor diretamente.

Serviço – I Prêmio eSports Brasil 2017

O que: Prêmio para celebrar os principais jogadores de eSports no Brasil

Quando: 19/12/2017

Onde: Fundação Bienal de São Paulo

Site: https://www.premioesportsbrasil.com.br/

Grandes Estúdios Brasileiros de Games #01: Rockhead Games

Sabe aquelas propriedades intelectuais vindas dos games que deram o grande salto? Aquelas que viraram filmes, animações, brinquedos, camisetas, lancheiras etc? Pois é esse o foco da Rockhead Games, um estúdio relativamente jovem do Rio Grande do Sul, mas que já dá mostras de estar no caminho certo: são eles os responsáveis pelo megassucesso Starlit Adventures, jogo mobile com mais de 10 milhões de downloads.

Tanto a Apple quanto o Google deram destaque várias vezes desde o primeiro lançamento de Starlit Adventures em 2015, em todos os continentes. O universo de Starlit Adventures agora está se expandindo em novos jogos e transmídia, incluindo uma série animada para TV, quadrinhos e brinquedos. Vale mencionar que a Rockhead Games nasceu das mentes por trás da Southlogic Studios (Deer Hunter, Guim etc). Após a compra do estúdio pela Ubisoft, os desenvolvedores decidiram recomeçar do zero em 2010 e daí surgia um dos estúdios brasileiros mais importantes da atualidade.

Atualmente a Rockhead Games está preparando o lançamento de Starlit Archery Club, um spin off de Starlit Adventure inspirado em Bust-A-Move, da geração 16 bits. Ainda assim, o Rodrigo “Chips” Scharnberg, produtor assistente, reservou um tempo para responder algumas perguntas. Confira!

 

Como surgiu a ideia de desenvolver games?

A Rockhead foi fundada por dois desenvolvedores que iniciaram as suas carreiras em 1996 criando um jogo para PC chamado Guimo. Naquela época existiam pouquíssimos profissionais fazendo games aqui no Brasil. A ideia de mergulhar de cabeça veio da paixão em jogar games e também do hobby de fazer games por diversão.

 

Quantas pessoas trabalham na Rockhead Games? Onde vocês estão localizados?

Somos 12 colaboradores internamente e temos outras equipes externas que nos auxiliam com diversas partes dos projetos. Estamos em Porto Alegre, RS, dentro do TECNOPUC.

 

Qual a proposta do estúdio?

A proposta da Rockhead é desenvolver games que promovam uma experiência inesquecível e que possamos fazer o máximo em termos de qualidade dentro daquela proposta. Também queremos ver estes games aparecendo em outras mídias e isso já está acontecendo com o game Starlit Adventures. Além de novos games dentro deste universo, já fizemos HQs e uma série de animação está em desenvolvimento.

De onde veio o nome do estúdio?

Foi uma mistura de duas coisas: porque somos “cabeça dura” ao ter iniciado um estúdio novo, tudo do zero, após ter vendido o primeiro estúdio para a Ubisoft (em 2009). A segunda coisa é que adoramos os moais que apareceram nos games dos anos 80 feitos pela Konami!

 

Quantos games vocês produziram até agora? E qual foi o maior destaque de todos eles?

Em toda a nossa carreira, foram algumas dezenas! Na Rockhead o destaque até agora foi o Starlit Adventures que já tem mais de 10 milhões de downloads no mundo todo e ganhou destaques em várias lojas, bem como prêmios de melhor jogo em festivais no Brasil e na China.

Desde a criação do estúdio qual foi a maior dificuldade encontrada?

Desenvolver games free-to-play é um desafio incrível devido ao modelo de negócios em si. Imagine um comerciante que te dá de graça um produto e você só volta para pagar se realmente gostou. Obviamente o cara que fizer isso vai falir muito rápido! Pois é! Os games free-to-play têm feito isso de forma a pagar as contas!

 

Vocês já participaram de game jams? Como foi a experiência?

Participamos principalmente como “mentores” ou “jurados”, dado o nosso tempo de experiência no mercado. A nossa opinião é que jams são incríveis para praticar e acelerar muito o processo de profissionalização nessa área.

 

Como as famílias dos desenvolvedores reagiram ao saber que iam começar a trabalhar com jogos?

Bom, nos anos 90 imagine que isso não foi muito fácil!!! Mas felizmente as nossas famílias puderam nos apoiar principalmente nos primeiros anos em que não ganhávamos praticamente nada e já trabalhávamos muito!!!

 

Os jogadores brasileiros costumam gastar dinheiro com jogos indies?

Principalmente no Steam (PC) e nos games mobile vemos muitos desenvolvedores indie bem-sucedidos. Sabendo que o mercado brasileiro é bastante significativo em ambos, podemos dizer que a resposta é positiva!

Qual o projeto atual do estúdio?

Estamos trabalhando em mais de um projeto ao mesmo tempo e todos eles são baseados no universo de Starlit Adventures. Temos novos jogos surgindo como o Starlit Archery Club, que é um game PvP que envolve muita estratégia e precisão. Temos uma série animada para TV e VOD (video on demand) em desenvolvimento e está sendo um desafio enorme por ser um mercado completamente diferente dos games. Também estamos trabalhando em uma versão para PS4 de Starlit Adventures que será lançada em 2018.Nela é possível jogar multiplayer local com até quatro jogadores e está absurdamente divertida!

 

Atualmente os eventos dedicados a jogos nacionais como o BIG Festival e a área Indie da BGS estão dando bastante visibilidade aos produtores nacionais. Como vocês avaliam esse tipo de evento?

Estes eventos são fundamentais para a nossa indústria, pois precisamos aprender a valorizar aqui o que fazemos para nos fortalecer como indústria. Isso atrai mais jovens que passam a ver os games não só como consumidores, mas como uma potencial profissão. Vale lembrar que em países bem desenvolvidos a Indústria Criativa, a qual os games estão inseridos, gera empregos altamente qualificados e traz muitas divisas. Pense nos “bens intangíveis” como as propriedades intelectuais que a Disney, Marvel e Pixar têm, por exemplo. Precisamos ter coisas assim aqui no Brasil também!

Os impostos são um grande obstáculo para os consumidores e é sabido que encarecem os jogos, entretanto algumas iniciativas como a lei Rouanet parecem equilibrar um pouco as contas para o produtor (e consequentemente para o consumidor).  Vocês conhecem outras ferramentas que podem baratear os jogos brasileiros?

Creio que todo o desenvolvedor de games brasileiro deveria focar em cria-los para que sejam lançados globalmente, assim como fazem as empresas estrangeiras que os lançam aqui. Fora isso, o Brasil, como já sabemos, tem impostos altos e um sistema tributário complicado. O pior de tudo é que nós não recebemos um retorno proporcional a eles. Os games vendidos aqui sofrem dos mesmos males que vemos nos celulares e automóveis! Lá fora o preço é ridiculamente menor e nos sentimos otários sempre que compramos algo aqui. O que pode ser feito? Ano que vem tem eleições!!!

 

 

Qual a diferença dos jogos brasileiros comparados àqueles desenvolvidos por outros países?

Em muitos casos não há diferenças, pois há brasileiros que nem sabem, mas estão jogando games feitos aqui. Porém, ainda não temos produções de triple-A, que são aqueles games para PC ou consoles feitos por centenas de pessoas, ao longo de dois anos ou mais – as chamadas “superproduções”. Ainda assim, já temos empresas brasileiras participando dessas superproduções desenvolvendo arte aqui no Brasil, como no caso da Kokku que participou do Horizon Zero Dawn.

Talvez isso seja reflexo daquelas “décadas perdidas” em que não pudemos desenvolver games para consoles aqui no Brasil (nenhum fabricante autorizava a vinda de kits ao Brasil) e que mesmo até hoje o problema persiste na forma da dificuldade de importação destes itens (graças a nossa burocracia absurda). De qualquer forma, os desenvolvedores brasileiros já acharam meios de “contornar” o problema e distribuir seus games no mundo todo, e uma delas é o universo mobile.

 

Já vimos muitos casos de desenvolvedores talentosos que vão para o Canadá ou para os EUA. Por que isso ainda acontece?

Isso acontece em todas as áreas, na verdade. Infelizmente o nosso país não é muito atrativo nos quesitos mais básicos de uma sociedade organizada. Às vezes nem é a questão de ganhar um salário melhor, mas apenas o fato de poder andar na rua sem temer ser agredido ou até mesmo assassinado! Quem tem a oportunidade de viajar para outros países sempre acaba voltando com alguma vontadezinha de sair do Brasil principalmente por esses motivos básicos, pois a vida parece muito mais “light” do que aqui. Esse êxodo é inevitável enquanto não melhorarmos as condições de vida no Brasil. Nesse cenário, trabalhar com games é mais “internacionalizável” do que Direito ou Medicina, por exemplo, e você verá muitos desenvolvedores saindo com alguma facilidade caso sejam muito bons no que fazem.

 

Como vocês acham que serão os games do futuro?

Tecnologias novas vem surgindo a todo momento, como no caso da realidade virtual ou realidade aumentada. Essas são as “futurologias” mais óbvias. Porém, acho mais interessante observarmos novas tendências a partir de fatores amplos da sociedade e não apenas de uma tecnologia isolada. Veja a cultura dos e-sports e quais estão sendo seus reflexos no design dos games. Ou então, veja o empoderamento do jogador e da comunidade de jogadores quando existe conteúdo criado por eles mesmos. Onde as gerações mais novas estão aprendendo a jogar e como elas estão jogando? Acreditamos que esses fatores têm potencial de mudar mais radicalmente os games do que qualquer tecnologia por si só.

FOTO: CAIO ESCOBAR/PUCRS/DIVULGAÇÃO/JC

Ainda existe o preconceito dos jogadores brasileiros em relação aos jogos nacionais?

É triste, mas talvez ainda exista, sim. Quem sabe quando souberem que muitos estrangeiros estão jogando jogos brasileiros e que estes estejam recebendo prêmios no exterior isso os faça sentir um orgulho por ser brasileiro? Pois é, mas isso já está rolando!!!

 

Algum recado para quem sonha desenvolver games no Brasil?

Tenha foco e disciplina para exercitar seus “skills” como desenvolvedor. Monte um portfólio incrível. Procure parceiros complementares para fazer projetos mais audaciosos. Busque por cursos que te darão diplomas, mas não se esqueça que todo o curso é apenas uma “desculpa oficial” para mergulhar naquela profissão (os professores estarão lá para te orientar ou otimizar teu tempo, mas você que excederá o conteúdo básico). E o mais importante: a prática. Se você quer aprender a jogar futebol, terá que botar a bola no chão e chutar. Com games é a mesma coisa.

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NOTA DO REDATOR: A partir de hoje começamos uma nova série de entrevistas aqui no GameReporter! Como vocês sabem, nosso principal foco são os jogos independentes e a indústria nacional de jogos eletrônicos. Sempre soltamos aquela nota bacana quando um jogo merece destaque, fazemos reviews, e até cobrimos eventos com foco nesses jogos. Mas sempre nos perguntamos: quem são os caras por trás desses jogos?

A partir dessa pergunta inicial, resolvemos criar um especial cujo foco não são os games criados pelos desenvolvedores indies, mas sim os próprios desenvolvedores. A séries busca mostrar um pouco dos caras que fazem e movimentam a indústria local. A ideia é publicar uma entrevista por semana com diferentes desenvolvedores, sejam eles badalados ou não. Se você quer mostrar seu trabalho, por favor, entre em contato conosco para marcarmos aquela entrevista marota, hein!

Juramento do Deserto – Novo livro da série “Assassin’s Creed” volta às origens da trama do jogo

O recente lançamento de Assassin’s Creed Origins recolocou a franquia da Ubisoft em evidencia. Nada mais adequado então do que expandir a trama do game com um novo livro, certo? Pois e justamente essa a intenção de Assassin’s Creed Origins: Juramento do Deserto, novo livro escrito por Oliver Bowden, que visa retomar a origem do surgimento da rixa entre Assassinos e Templários , que guia toda a mitologia do game.

O protagonista do livro, Bayek, tornou-se protetor da cidade de Siuá, herdando a função do pai. Mas quando um mensageiro misterioso chega à cidade, ele precisa partir imediatamente numa jornada em busca de respostas. Enquanto isso, a Ordem descobre movimentos que indicam que os Medjay, os protetores da antiga crença, ainda resistem e ameaçam as mudanças que se espalham pelo Egito. 

Nesse interim, um assassino é então convocado com o objetivo de destruir toda a linhagem Medjay – da qual Bayek faz parte. Nesta batalha entre o antigo e o novo, vemos nascer a primeira faísca da guerra entre os Assassinos e os Templários. Tal como no game, o novo livro é repleto de ação e momentos de tirar o fôlego.

A expectativa e que a obra se comunique bem com os fãs da franquia Assassin’s Creed, que no universo gamemaníaco já venderam mais de 90 milhões de cópias pelo mundo. O sucesso da história que envolve assassinos e um programa que permite o acesso às memórias de seus ancestrais não foi diferente na transposição para os livros: foram mais de 1,5 milhão de exemplares vendidos só no Brasil.

Para quem não conhece, Oliver Bowden e o escritor oficial de Assassins Creed. Além de escritor, Bowen também é um exímio historiador da Renascença e vive em Paris. A obra de Bowden incluem muitos sucessos inspirados em Assassin’s Creed, tais como Renascença, Revelações, Irmandade, entre outros. O novo livro Juramento do Deserto já pode ser encontrado nas principais livrarias do Brasil.

Serviço – Assassin’s Creed Origins: Juramento do Deserto

Autor: Oliver Bowden

Páginas: 294

Preço: R$ 39,90

Tradução: Ryta Vinagre

Editora: Galera | Grupo Editorial Record

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